EM/UFRJ seleciona cantores para a temporada 2026 da Orquestra Sinfônica da UFRJ

A partir de 20/04, a Escola de Música da UFRJ abre inscrições para a seleção de cantores que irão participar do segundo semestre da temporada 2026 da Orquestra Sinfônica da UFRJ. A iniciativa é realizada por meio do projeto Ópera na UFRJ, em cooperação com a orquestra.

As audições serão realizadas presencialmente em 21/05 , a partir das 13h, no Prédio Histórico da Escola de Música, na Rua do Passeio, 98, na Lapa, em sala a ser definida.

O processo seletivo é aberto a alunos de graduação, pós-graduação e extensão da UFRJ, bem como a cantores de outras instituições ou externos à universidade. É obrigatória a disponibilidade para participação em todos os ensaios e apresentações previstos na temporada.

A princípio estão previstas duas apresentações: a Missa de São Francisco de Paula, no dia 18 de agosto, na Igreja de São Francisco de Paula, sob regência de Victor Cassemiro; e a Fantasia Coral, no dia 11 de setembro, na Sala Cecília Meireles, sob regência de Ramon Theobald.

As inscrições estarão abertas de 20/04 a 17/05 e devem ser feitas por meio deste formulário online.

Todos os detalhes sobre o repertório e as partituras para as audições constam no documento a seguir:

Alunos do PROMUS conquistam prêmio internacional e indicação ao Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira

Dois estudantes vinculados ao Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da UFRJ (PROMUS) alcançaram reconhecimento recente em importantes premiações da música. O cavaquinista Márcio Marinho foi vencedor do LIT Music Awards 2026, enquanto o violonista Rogério Caetano recebeu indicação ao 33º Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira.

Márcio Marinho vence o LIT Music Awards 2026

Mestre pelo PROMUS, Márcio Marinho foi contemplado na categoria Best Instrumental Album com o trabalho As Marcianas de Márcio Marinho – Cavaquinho 6 Cordas.

A pesquisa desenvolvida no programa, sob orientação do professor Henrique Cazes, teve como foco a criação de composições para cavaquinho de seis cordas solo, com produção de registros audiovisuais e partituras digitalizadas. A partir dessas gravações surgiu o álbum premiado, que explora o instrumento como um corpo sonoro completo (melódico, rítmico e harmônico), investigando timbres, texturas e suas potencialidades técnicas na música instrumental brasileira.

Nascido em Brasília, Márcio iniciou seus estudos no cavaquinho aos 13 anos e, aos 15, já atuava como solista do grupo Os Novos Chorões. Posteriormente, integrou o grupo Sorrindo à Toa e, desde 2006, é professor da Escola de Choro Raphael Rabello. Formado em Licenciatura em Música pelo Claretiano, já se apresentou com nomes como Hermeto Pascoal, Dominguinhos e Paulinho da Viola.

A coordenadora do PROMUS, professora Patrícia Michelini, destacou o impacto da formação na trajetória do músico:

“Márcio Marinho já era um excelente cavaquinista. Mas com a realização do mestrado, ele dá um passo além na sua carreira, levando o seu instrumento a um patamar técnico de excelência, construindo as suas marcianas, inspiradas nas bachianas de Villa-Lobos, com esse tom jocoso que lhe é característico, mas com um nível técnico absurdo. Ao ouvirmos as obras, a gente percebe uma maturidade não apenas como intérprete, mas também como compositor.”

Rogério Caetano é indicado ao Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira

Também vinculado ao PROMUS, o doutorando Rogério Caetano foi indicado ao 33º Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira, na categoria Música Instrumental. A indicação está associada a dois trabalhos lançados em 2025: Regional do Caetano e Eterna Melodia – Waldir Azevedo 100 anos, este último em parceria com o professor Henrique Cazes.

Com direção artística de Olívia Hime, o álbum Regional do Caetano apresenta oito faixas autorais gravadas ao vivo em estúdio, com mínima intervenção de edição. O trabalho dialoga com a tradição dos regionais brasileiros, especialmente o Regional do Canhoto, e articula elementos do choro, samba e forró.

Já em Eterna Melodia – Waldir Azevedo 100 anos, Rogério Caetano e Henrique Cazes recriam obras como Brasileirinho, Delicado e Pedacinhos do Céu, em um trabalho centrado no diálogo instrumental entre cavaquinho e violão de sete cordas, com ênfase em variações interpretativas, improvisação e exploração das possibilidades expressivas dos instrumentos.

Natural de Goiânia, Rogério Caetano é bacharel em Composição pela Universidade de Brasília e mestre em Música pela UFRJ. Reconhecido como um dos principais nomes do violão de sete cordas de aço, destaca-se pelo desenvolvimento de uma linguagem que projeta o instrumento como solista na música brasileira contemporânea.

Ao longo da carreira, lançou mais de 15 álbuns e recebeu prêmios como o Independent Music Awards (2015 e 2019) e o Prêmio da Música Brasileira (2016 e 2024), além de distinções no Prêmio Profissionais da Música entre 2017 e 2021. Em 2021, foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum Instrumental pelo trabalho em parceria com Cristóvão Bastos.

Sobre a indicação, o músico afirmou:

“Estou feliz da vida por esse reconhecimento que reafirma que a caminhada está certa e nos dá ainda mais força pra seguir em frente. Meu sete cordas de aço e a música que realizo com ele são um presente de Deus na minha vida, e poder dividir essa dádiva com as pessoas é de uma emoção e gratidão ímpares”.

Patrícia Michelini também comentou sobre o momento do músico no programa:

“Egresso do mestrado, e agora aluno da primeira turma do doutorado do PROMUS, Rogério amplia ainda mais a sua atuação, não apenas criando e interpretando essas novas peças, mas também trabalhando com um instrumento novo, com melhorias na sua luteria, que vão projetar o violão de sete cordas como um instrumento ainda mais rico de possibilidades técnicas.”

PROMUS completa uma década de atividades em 2026

As conquistas dos dois músicos refletem o papel do PROMUS na formação de profissionais que articulam prática artística e pesquisa. Segundo Patrícia Michelini, os trabalhos desenvolvidos no programa evidenciam esse processo:

“Os trabalhos de ambos mostram também o quanto o PROMUS foi importante, porque eles não apenas amadureceram como instrumentistas e intérpretes, mas, sobretudo, refletiram sobre a sua prática, sobre a criação musical e incorporaram a pesquisa artística em seu cotidiano”.

A coordenadora também destacou a relevância do setor de cordas dedilhadas do Programa. Formado por docentes com ampla experiência, ele tem atraído estudantes de diferentes estados, proporcionando um conjunto consistente de produções artísticas e pedagógicas na área.

Em 2026, o PROMUS completa dez anos de atividades. Voltado à formação profissional de músicos, o programa já recebeu mais de 200 alunos e contabiliza cerca de 150 defesas concluídas, resultando em um amplo conjunto de produções com impacto na atuação de seus egressos.

Recentemente, o programa foi ampliado com a criação do doutorado profissional, um dos primeiros na área de artes no Brasil, voltado à continuidade da formação de intérpretes e docentes com atuação consolidada.

OUÇA:

Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta concerto com obras de Salieri, Mozart, Vaughan Williams e Saint-Saëns

Em 17 de abril, a Orquestra Sinfônica da UFRJ realiza mais um concerto de sua 102ª temporada, no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música da UFRJ. A apresentação, com entrada franca, contará com regência de Carlos Mendes e um programa que explora diferentes estilos e formações orquestrais.

A abertura La tempesta di mare, de Antonio Salieri, inicia o concerto com uma escrita enérgica que busca retratar uma tempestade no mar por meio de escalas rápidas, tremolos e contrastes dinâmicos. A obra foi composta originalmente para a ópera “L’Europa riconosciuta” (1778) e posteriormente reutilizada em outra produção do compositor.

Na sequência, será apresentada a Sinfonia nº 48 em Ré, K120/111a, de Mozart. A obra tem origem na abertura da ópera “Ascanio in Alba”, composta em 1771, quando Mozart tinha 15 anos. Posteriormente, o compositor acrescentou um terceiro movimento, transformando a peça em uma sinfonia estruturada em três partes.

O programa segue com a Fantasia sobre Greensleeves, de Ralph Vaughan Williams, baseada na melodia anônima Greensleeves, do século XVI. A obra, organizada em 1934 por Ralph Greaves a partir de diferentes versões do compositor britânico, utiliza uma formação reduzida, com flautas, harpa e cordas, que remete à sonoridade da música renascentista.

Encerrando o concerto, a Suíte em Ré maior, op. 49, de Camille Saint-Saëns apresenta uma estrutura inspirada em danças barrocas nos primeiros movimentos, enquanto os trechos finais dialogam com o estilo romântico francês. Originalmente escrita para harmônio, a obra foi posteriormente orquestrada pelo próprio compositor para concertos realizados na Ópera de Paris.

A regência será de Carlos Mendes, bacharelando em Regência Orquestral na UFRJ, com formação em violino pela UNIRIO e atuação como spalla na Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e na Orquestra Petrobras Sinfônica.

Serviço
📅 17/04 (sexta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Sacra Vox homenageia os 85 anos da Associação de Canto Coral

A Escola de Música da UFRJ recebe, no dia 15 de abril, um concerto especial da Série Música Sacra de Todos os Tempos, no qual o Conjunto Sacra Vox presta homenagem aos 85 anos da Associação de Canto Coral, uma das mais tradicionais instituições corais do país.

A apresentação, no Salão Leopoldo Miguez, reúne o Conjunto Sacra Vox, sob regência da professora Valéria Matos, e o Coro de Câmara da Associação de Canto Coral, dirigido por Miguel Torres, em um programa que articula diferentes momentos da música sacra, com ênfase na produção brasileira.

No programa do Sacra Vox, o repertório percorre distintas abordagens da escrita coral. A abertura traz Aleluia, de Rami Levin. Em seguida, aparecem obras de compositores brasileiros contemporâneos, como Sacra Cantilena, de João Guilherme Ripper, Ave Poesia, de Katarina Assef, e Anunciação, de Ricardo Tacuchian, com solo de Melissa Oliveira.

A dimensão devocional e narrativa do concerto se amplia com Valha-me Nossa Senhora, de Gerard Galloway, e Romaria, de Osvaldo Lacerda, que conta com narração. O programa inclui ainda Maria Fulô, de Maria Di Cavalcanti, e se encerra com Kyrie – Missa Afro Brasileira, de Carlos Alberto Pinto Fonseca, com solos de Júlia Felix (soprano) e Felipe Braga (barítono).

A performance conta com participações especiais do organista Benedito Rosa, do narrador Bernardo Vieira, do pianista Thalyson Rodrigues e dos percussionistas João Godoy, Pedro Moita e Tiago Calderano.

Na segunda parte, o Coro de Câmara da Associação de Canto Coral apresenta obras de Michael Haydn, incluindo trechos da Missa Tempore Quadragesima (Kyrie, Credo, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei) e o moteto Victimae paschali laudes.

Fundado em 1998, o Conjunto Sacra Vox é um projeto de extensão da Escola de Música da UFRJ e grupo artístico de representação institucional vinculado ao Fórum de Ciência e Cultura. O conjunto desenvolve pesquisas no campo da música sacra e atua na difusão da produção coral brasileira, com repertório que abrange do século XVIII ao XXI.

Fundada em 1941, a Associação de Canto Coral consolidou-se como referência na difusão do repertório coral antigo e contemporâneo, incluindo também a música popular e a ópera, com destaque para a valorização de compositores brasileiros e a realização de primeiras audições no país.

Série Música Sacra de Todos os Tempos – Sacra Vox homenageia a Associação de Canto Coral (85 anos)
📅 15/04 (quarta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Concerto de abertura dos Coros Infantis da UFRJ marca início da temporada 2026

Os coros infantis da UFRJ realizam, no dia 14 de abril, o concerto de abertura da temporada 2026, no Salão Leopoldo Miguez. A apresentação reúne o Pré-Coral Infantil da UFRJ, o Coral Infantil da Escola de Música da UFRJ, o Coral Infantil da UFRJ e o Coral Infantojuvenil da UFRJ, com um programa que percorre obras do cancioneiro nacional e internacional.

O concerto marca o início das atividades dos grupos no ano e apresenta ao público o trabalho desenvolvido ao longo dos primeiros meses de 2026. A ocasião também será a estreia de novos coralistas no palco, integrando diferentes faixas etárias e níveis de formação musical.

A regência estará a cargo de Maria José Chevitarese, Juliana Melleiro, Pâmella Malaquias, Rafaela Theodoro e Cristiane Costa. Ao piano, participam André Santos, Caio Brandão e João Mattos.

O programa inclui peças de compositores como Vinicius de Moraes, Marcus Viana e Thelma Chan, além de canções tradicionais de diferentes culturas, com destaque para arranjos voltados ao repertório coral infantojuvenil. Ao final, todos os grupos se reúnem para uma apresentação conjunta.

Serviço
📅 14/04 (terça-feira) | 18h30
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Concerto da Orquestra Sinfônica da UFRJ na Sala Cecília Meireles em 02/04 é adiado

A Orquestra Sinfônica da UFRJ informa que o concerto previsto para esta quinta-feira, 2 de abril, às 19h, na Sala Cecília Meireles, foi cancelado.

De acordo com nota oficial, a decisão foi tomada em razão das fortes chuvas e de intercorrências técnicas provocadas pelas condições climáticas.

A nova data do concerto será divulgada em breve.

Para informações sobre ingressos e eventuais procedimentos de reembolso, o público deve entrar em contato diretamente com a Sala Cecília Meireles.

Salão Leopoldo Miguez recebe encontro de corais da EM/UFRJ

O Salão Leopoldo Miguez recebe, no dia 31 de março, uma apresentação que reúne diferentes formações vocais da Escola de Música da UFRJ em um programa diversificado, que atravessa repertórios tradicionais, folclóricos e da música de concerto.

Sob regência da professora Maria José Chevitarese, o Coral Infantojuvenil da UFRJ divide o palco com a Classe de Canto Coral da EM/UFRJ e o Coral Brasil Ensemble-UFRJ, em um concerto que evidencia a prática coral em diferentes níveis de formação dentro da instituição.

O programa do Coral Infantojuvenil inclui arranjos de canções tradicionais, como Artza Alinu, de origem hebraica, e Song for World Peace, além de Sing All Together, de Thord Gummesson. O grupo conta com acompanhamento dos pianistas André Santos e Claudia Feitosa, e monitoria de Thamires de Oliveira.

Já a Classe de Canto Coral da EM/UFRJ, sob regência da professora Juliana Melleiro, apresenta um repertório que vai do renascimento inglês, com Lullay My Liking, de Gustav Holst, ao folclore japonês em Sakura, passando por obras como Ave Verum Corpus, de Mozart, e o clássico da música popular brasileira Samba do Avião, de Tom Jobim, em arranjo de Rita Borges.

Encerrando o concerto, o Coral Brasil Ensemble-UFRJ, também dirigido por Maria José Chevitarese, interpreta obras do repertório coral sinfônico e sacro, como Gloria, de John Rutter, Verleih uns Frieden, de Felix Mendelssohn, e Sanctus, de Charles Gounod, além de Precious Lord, de Thomas A. Dorsey. A apresentação conta ainda com participação de solistas convidados: Nicole Costa, soprano; e
Lucas Aguiar, barítono.

A atividade integra as ações artísticas e pedagógicas da Escola de Música da UFRJ, proporcionando ao público contato com diferentes formações e repertórios desenvolvidos no âmbito acadêmico.

Serviço
📅 31/03 (terça-feira) | 18h30
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Revista musical Bororó volta aos palcos em março

Em março, o Projeto Ópera na UFRJ promove novas apresentações da revista musical Bororó, com texto de Carlos Rabelo e canções de Francisco Mignone. Serão duas datas no Rio de Janeiro: no Instituto Italiano de Cultura, no dia 27, às 12h; e no Salão Leopoldo Miguez da EM/UFRJ, no dia 28, às 16h. Ambas têm entrada franca.

Ambientada no Rio de Janeiro da década de 1950, período de grande popularidade do teatro de revista, a obra acompanha a trajetória de Herbert Rodgers, compositor de música de concerto que, diante de dificuldades financeiras, passa a atuar em um teatro popular sob o pseudônimo Bororó. Nesse ambiente, entra em conflito com Dolores, vedete principal da companhia, mas ambos acabam se unindo para evitar o fechamento do teatro. A narrativa também acompanha Zinha, jovem cozinheira que sonha em se tornar artista, e Juremir, seu namorado vindo do interior, que se encanta com o universo teatral.

A peça foi encomendada a Carlos Rabelo em 2019, a partir da publicação das canções populares de Francisco Mignone compostas sob o pseudônimo Chico Bororó, em iniciativa de Maria Josephina Mignone e Anete Rubin.

A direção geral é de Lenine Santos, com direção cênica de José Henrique Moreira e Marcellus Ferreira. O espetáculo conta com um elenco formado por André Cisco, Haile Muziki, Mariana Leandro, André Hipólito e Maria Clara Justino, além da participação do grupo Sôdade Brasilis.

Bororó
📅 27/03 (sexta-feira) | 12h
🏛️ Instituto Italiano de Cultura
📍 Av. Presidente Antônio Carlos, 40 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

📅 28/03 (sábado) | 16h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

PROMUS celebra 10 anos e lança selo comemorativo

Em 2026, o Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da UFRJ (PROMUS/UFRJ) completa uma década de atuação e marca a data com o lançamento do selo PROMUS 10 anos. A identidade visual passa a sinalizar atividades da Escola de Música que envolvam discentes, docentes e egressos do programa, além de repertórios e produtos oriundos de suas pesquisas.

Criado em 2015, com a primeira turma iniciada em 2016, o PROMUS foi estruturado para atender à demanda por uma formação voltada à prática profissional do músico e do professor de instrumento, canto e regência, com foco em pesquisa aplicada e nas necessidades concretas do campo de atuação. Ao longo desses dez anos, o programa recebeu mais de 200 alunos e contabiliza cerca de 150 defesas concluídas, resultando em um conjunto expressivo de produções artísticas e pedagógicas, com impactos diretos na atuação profissional de seus egressos, incluindo publicações e projetos em circulação.

Com área de concentração em Práticas Interpretativas, o programa organiza suas atividades em duas linhas de atuação profissional: Processos de Desenvolvimento Artístico (PDA) e Pedagogia Instrumental/Vocal/Regências (PIVR), voltadas à prática artística e à formação docente em música.

No ano em que celebra sua primeira década, o PROMUS amplia sua atuação com a oferta do curso de doutorado profissional, um dos primeiros na área de artes no Brasil, voltado à continuidade da formação de intérpretes e docentes com atuação consolidada.

O selo comemorativo será aplicado em ações que evidenciem a presença e a contribuição do programa na grade de eventos da Escola de Música, permitindo ao público identificar a participação de discentes, docentes e egressos do PROMUS, além de destacar a integração entre diferentes gerações que compõem sua trajetória.

O símbolo escolhido para o selo é o beija-flor, associado à ideia de dinamismo e circulação de conhecimento. Como destaca a coordenadora do programa, professora Patricia Michelini Aguilar:

“O beija-flor é um pássaro resiliente, capaz de se adaptar e superar desafios com graciosidade. Suas asas, em constante movimento, transmitem a ideia de vibração e energia, qualidades que identificamos no PROMUS, que busca acompanhar as transformações do mundo do trabalho da música. Assim como na polinização, o programa espalha conhecimento e inovação.”

O selo PROMUS 10 anos foi desenvolvido pela designer Márcia Carnaval, que também participou da atualização da identidade visual do programa.

Projeto Ópera na UFRJ seleciona bolsistas

A Escola de Música da UFRJ está com inscrições abertas para a seleção de bolsistas de graduação que irão atuar no projeto Ópera na UFRJ, vinculado ao Programa de Apoio às Artes aos Grupos Artísticos de Representação Institucional (PROART/GARIN/UFRJ). A iniciativa integra as ações de apoio a atividades artísticas institucionais da universidade e prevê a participação de estudantes em diferentes áreas da produção operística.

Ao todo, são oferecidas seis vagas de bolsa, distribuídas entre as áreas de Piano (1), Direção Teatral/Produção (1), Cenografia (2) e Figurino (2). As bolsas têm carga horária de 20 horas semanais e vigência prevista entre abril e dezembro de 2026. As atividades serão desenvolvidas na EM/UFRJ, com supervisão da equipe responsável pelo projeto.

Para a vaga de pianista, podem se candidatar estudantes regularmente matriculados no Bacharelado em Piano da EM/UFRJ. As vagas de Direção Teatral/Produção, Cenografia e Figurino são destinadas a alunos do curso de Artes Cênicas da UFRJ que cursem as respectivas habilitações.

O bolsista de Direção Teatral/Produção deverá acompanhar ensaios, auxiliar o diretor na busca de soluções para a execução da ópera, mediar relações entre as equipes envolvidas, acompanhar a compra de materiais para cenários e figurinos e realizar outras tarefas relacionadas à produção do espetáculo.

Os bolsistas de Cenografia participarão da elaboração e concepção do projeto cênico, da confecção dos materiais de cenário e da montagem e desmontagem dos cenários nas salas de concerto.

Já os bolsistas de Figurino atuarão na elaboração e concepção do projeto de figurinos, na confecção das peças e no acompanhamento das récitas, auxiliando o elenco na caracterização.

As inscrições devem ser realizadas por e-mail até 21/03, mediante envio de documentação e respostas a perguntas sobre experiências prévias e expectativas em relação à bolsa. Todos os detalhes podem ser conferidos neste documento.