Palestra aborda relações entre música, tecnologia e deficiência visual na EM/UFRJ

A EM/UFRJ promove, na próxima segunda-feira (9/2), às 14h, a palestra “Ver com os Ouvidos, Criar com as Mãos: A Interseção entre Música, Tecnologia e Deficiência Visual”, ministrada pelo pesquisador do Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais (NCE/UFRJ), José Antônio dos Santos Borges, referência nacional no desenvolvimento de tecnologias assistivas.

A atividade foi organizada a partir das ações de acessibilidade desenvolvidas na EM/UFRJ e será realizada no Edifício Ventura. Inicialmente pensada como uma atividade interna, a palestra foi ampliada para divulgação devido à relevância do tema e da trajetória do convidado.

José Antônio dos Santos Borges é analista de sistemas do NCE/UFRJ e reconhecido por sua atuação na criação de soluções voltadas à inclusão digital e social de pessoas com deficiência. Entre suas principais contribuições está o Sistema Dosvox, amplamente utilizado por pessoas cegas em todo o país, permitindo o acesso e a interação com computadores por meio de recursos adaptados.

Ao longo de sua carreira, Borges também coordenou projetos como MecDaisy, para geração e reprodução de livros digitais acessíveis; Motrix, que possibilita o controle do computador por comandos de voz; Braille Fácil e Musibraille, voltados à educação musical para pessoas cegas; além do Prancha Fácil, direcionado à comunicação alternativa. Sua atuação inclui ainda projetos em áreas como síntese de voz, cartografia tátil adaptada, computação gráfica e multimídia educacional.

Recentemente, o pesquisador foi condecorado com a Medalha Pedro Ernesto, maior honraria concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à sociedade por meio do desenvolvimento de tecnologias assistivas.

A palestra abordará as relações entre música, tecnologia e deficiência visual, a partir da experiência acadêmica e profissional do pesquisador, destacando possibilidades de criação, aprendizagem e acessibilidade no campo musical.


Palestra Ver com os Ouvidos, Criar com as Mãos: A Interseção entre Música, Tecnologia e Deficiência Visual
📅 09/02 (segunda-feira) | 14h
🏛️ Edifício Ventura, sala 2116
📍 Av. República do Chile, 330, Torre Leste – 21º andar,
🎟 Entrada franca

EM e OSUFRJ celebram 120 anos de Radamés Gnattali com disponibilização de partituras

A EM/UFRJ e a Orquestra Sinfônica da UFRJ celebram, neste 27 de janeiro, os 120 anos de nascimento do compositor Radamés Gnattali com a disponibilização das partituras das quatro suítes de Canções Populares do Brasil, escritas para orquestra de cordas. O material passa a estar disponível para orquestras brasileiras por meio do Projeto Sinos, iniciativa realizada em parceria com a Funarte.

As edições das obras de Radamés Gnattali foram produzidas a partir dos manuscritos originais preservados no Acervo Radamés Gnattali, garantindo fidelidade às fontes históricas. Com a publicação digital, as partituras tornam-se acessíveis a grupos sinfônicos de todo o país, ampliando a circulação e a execução do repertório do compositor.

Além das obras de Radamés Gnattali, o Projeto Sinos também disponibiliza novas partituras e partes de composições de Carlos Gomes, Francisco Braga, Barrozo Netto, José Siqueira, Brenno Blauth, Osvaldo Lacerda, Murillo Santos, Ilza Nogueira e Silvia de Lucca, reunindo um conjunto significativo da produção da música de concerto brasileira.

As partituras podem ser acessadas no site do Projeto Sinos. Para informações sobre o acesso específico ao material das obras de Radamés Gnattali, o contato deve ser feito diretamente com o Acervo Radamés Gnattali, pelo e-mail gnattali.radames@gmail.com

Doutorando do PPGM da EM/UFRJ recebe 3º prêmio no Concurso Sílvio Romero 2025

O aluno de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Música da EM/UFRJ Bruno de Carvalho Reis recebeu o 3º prêmio do Concurso Sílvio Romero 2025 de Monografias sobre Folclore e Cultura Popular, uma das mais tradicionais iniciativas de estímulo à pesquisa na área da cultura popular brasileira.

O resultado final do concurso foi divulgado pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Na edição de 2025, o certame contou com 121 monografias inscritas, provenientes de diversas regiões do país.

Bruno de Carvalho Reis é graduado em Composição e mestre pela UFRJ. Ingressou no curso de doutorado do PPGM da EM/UFRJ no período 2024-2 e desenvolve pesquisa na área de Musicologia, sob orientação da Dra. Marcia Ermelindo Taborda.

A monografia premiada tem o título “Tirando a viola do saco: marginalização, resistência e ressignificação da viola e do violeiro no contexto do projeto de europeização e apagamento de saberes no Rio de Janeiro oitocentista”. O trabalho investiga a marginalização simbólica, social e cultural da viola e do violeiro no Rio de Janeiro do século XIX, articulando esse processo a um projeto de europeização dos costumes e apagamento de saberes afro-indígenas.

A pesquisa adota uma abordagem interdisciplinar, conjugando Musicologia Histórica, Etnomusicologia e História Social. O estudo analisa a consolidação da figura do capadócio como matriz simbólica do violeiro carioca, os mecanismos de criminalização e folclorização da viola e sua permanência como micromúsica e signo de resistência, além de propor uma revisão crítica da diversidade organológica das violas no Brasil.

Mais informações sobre o resultado do Concurso Sílvio Romero 2025 estão disponíveis aqui.

EM/UFRJ abre inscrições para o Edital THE-ENEM 2026

A partir de 19/01, estará aberto o período de inscrições para o Edital THE-ENEM 2026, destinado ao preenchimento de vagas nos cursos de bacharelado e licenciatura da EM/UFRJ, com ingresso previsto para o primeiro período letivo de 2026 (2026/1).

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, no site do Acesso à Graduação da UFRJ, no período de 19 a 23 de janeiro de 2026. O sistema estará disponível a partir das 10h do dia 19/01 e permanecerá aberto até as 23h59 do dia 23/01.

Para participar do processo seletivo por meio do Edital THE-ENEM 2026, é necessário que o candidato tenha realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em uma das seguintes edições: 2023, 2024 ou 2025. Além disso, o candidato deve ter sido considerado APTO no Teste de Habilidades Específicas (THE) de 2026 ou em edições anteriores, correspondentes aos editais THE 2023, THE 2024 ou THE 2025.

A Escola de Música da UFRJ recomenda que os candidatos acompanhem regularmente o site do Acesso à Graduação para se manterem informados sobre atualizações e próximas etapas do Edital THE-ENEM 2026.

Link para inscrições: https://acessograduacao.ufrj.br/periodo-2026-1/2026-the-enem/inscricoes-ufrj-the-enem-2026

Informações sobre as próximas etapas do Edital: https://acessograduacao.ufrj.br/periodo-2026-1/2026-the-enem

Eventuais dúvidas devem ser endereçadas ao e-mail a seguir: acesso@musica.ufrj.br

Programas de pós-graduação em Música têm resultados positivos em avaliação da Capes

A Escola de Música da UFRJ obteve resultados expressivos na Avaliação Quadrienal da Capes referente ao período 2021–2024, com desempenhos relevantes de seus dois programas de pós-graduação em Música.

O Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da EM/UFRJ (Promus) manteve a nota 4, repetindo o conceito alcançado na avaliação anterior. A nota corresponde ao conceito máximo atribuído a programas que oferecem exclusivamente o curso de mestrado, consolidando o Promus como referência na área de Artes na modalidade profissional. O curso de doutorado passou a ser ofertado pelo programa a partir de 2025, depois do último período avaliativo.

Segundo a coordenadora do Promus, Profa. Patricia Michelini, “com a recém implementação do doutorado, o Promus seguirá firme construindo formação de excelência, gerando impacto social, artístico e profissional, e oferecendo à sociedade produtos aplicáveis na área das Práticas Interpretativas”.

A Capes já destacou a produção discente do Programa, considerada compatível com os indicadores de impacto e inovação esperados de um programa profissional, além da qualidade do corpo docente, caracterizado pelos avaliadores como possuidor de vínculos nítidos com o mercado profissional da área.

Já o Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ (PPGM) apresentou avanço significativo, com a elevação do conceito de 4 para 5 na Avaliação Quadrienal 2021–2024. O resultado é atribuído a um esforço coletivo que envolveu a coordenação do programa, a comissão deliberativa, os corpos docente e discente, colaboradores externos e a Secretaria Acadêmica do PPGM.

A Avaliação Quadrienal da Capes é o principal instrumento de análise da pós-graduação stricto sensu no Brasil. Baseada na avaliação por pares e em critérios debatidos e periodicamente atualizados pela comunidade acadêmico-científica.

Os resultados alcançados no quadriênio 2021–2024 reafirmam o fortalecimento da pós-graduação em Música na EM/UFRJ, evidenciando a consolidação de seus programas acadêmico e profissional e o compromisso institucional com a qualidade da formação, da pesquisa e da produção artística.

EM/UFRJ tem bustos históricos restaurados em exposição sobre conservação do patrimônio cultural

Bustos históricos pertencentes ao acervo da Escola de Música da UFRJ integram a exposição Interlocuções: arte, arquitetura e restauração, em cartaz até julho de 2026 no segundo andar do Edifício Jorge Machado Moreira (JMM), na Cidade Universitária. A mostra reúne mais de 80 obras restauradas de diferentes unidades da Universidade e apresenta ao público os processos técnicos envolvidos na conservação do patrimônio cultural da UFRJ.

As esculturas da EM/UFRJ expostas na mostra são bustos que preservam a memória de personalidades importantes da história da música. As peças passaram por processos de conservação e restauro realizados por alunos, egressos e profissionais formados pela UFRJ, no âmbito de um projeto iniciado em 2023. Ao término da exposição, os bustos restaurados retornarão à Escola.

A exposição é resultado do projeto Conservação e Restauração de Bens Móveis e Integrados Escultóricos do Museu D. João VI, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e da Escola de Música da UFRJ, desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisas e Estudos para Conservação e Restauração de Esculturas (LaPECRE). A iniciativa contou com a participação de mais de 50 profissionais e foi coordenada pela professora Benvinda de Jesus, da Escola de Belas Artes (EBA) e do Programa de Pós-Graduação Profissional em Projeto e Patrimônio da FAU, com apoio de docentes e alunos da Universidade.

Além das obras da EM/UFRJ, a mostra reúne esculturas dos acervos do Museu D. João VI, da EBA e da FAU. As peças abrangem diferentes períodos da história da arte, como barroco, clássico e neoclássico, e passaram por processos de restauração que envolveram pesquisas interdisciplinares em áreas como História da Arte, Química, Física e Biologia.

O percurso expositivo apresenta etapas como diagnóstico inicial das obras, limpeza mecânica e química, reintegração de volumes e documentação técnica detalhada de todo o processo de restauro. Também são exibidas metodologias que integram registros gráficos, escaneamento e impressão 3D, utilizados para preservar informações formais e volumétricas das esculturas e contribuir para a conservação preventiva do patrimônio cultural da Universidade.

Entre os recursos apresentados está o leitor de radiografia desenvolvido pela professora Benvinda de Jesus, equipamento criado para auxiliar profissionais de conservação e restauro na identificação de elementos internos das obras, como pregos, parafusos e processos de corrosão, reduzindo riscos durante as intervenções.

Desde a inauguração, a exposição já recebeu mais de 500 visitantes. Além de beneficiar as unidades envolvidas diretamente, como a EM/UFRJ, o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores também contempla a restauração de outras peças do acervo da UFRJ, utilizadas em diferentes atividades acadêmicas.

A mostra conta com o apoio da Reitoria da UFRJ e com a contribuição do Centro de Letras e Artes (CLA), da Escola de Música da UFRJ, da Escola de Belas Artes, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, do Sistema de Bibliotecas e Informação (SIBI) e da Biblioteca Integrada EBA-FAU-IPPUR.


Interlocuções: arte, arquitetura e restauração
📅 Até julho de 2026 | seg. a sex. | 8h às 17h
🏛️ Edifício Jorge Machado Moreira (JMM)
📍 Av. Pedro Calmon, 550 – Cidade Universitária
🎟 Entrada gratuita

Com informações de Conexão UFRJ.

Foto: Moisés Pimentel

Orquestra de Sopros da UFRJ divulga selecionados no Concurso Jovens Instrumentistas 2025

A Escola de Música da UFRJ realizou, no dia 18 de dezembro, no Salão Leopoldo Miguez, as audições para o Concurso Jovens Instrumentistas 2025, iniciativa voltada à seleção de solistas para atuação junto à Orquestra Sinfônica da UFRJ e à Orquestra de Sopros da UFRJ na Temporada Artística de 2026.

O concurso foi destinado exclusivamente a estudantes regularmente matriculados nos cursos de Bacharelado em Instrumento da instituição, conforme regulamento previamente divulgado.

Foram aprovados, por ordem de apresentação e sem classificação, os seguintes candidatos e obras interpretadas: Arthur de Souza Figueiredo, com Concerto para flauta, de Carl Reinecke; e Wendell da Cruz da Silva, com Concerto para contrabaixo, de Serge Koussevitzky.

A banca avaliadora foi composta pelos seguintes músicos vinculados à UFRJ: André Cardoso, diretor artístico da OSUFRJ; Ciro Magnani, pianista acompanhador da EM/UFRJ; Fábio Adour, professor da EM/UFRJ; Paulo Santoro, músico da OSUFRJ; Rafael Belo, músico da OSUFRJ; Thiago Tavares, músico da OSUFRJ; e Tiago Carneiro, músico da OSUFRJ.

Orquestra Sinfônica da UFRJ divulga selecionados no Concurso Jovens Instrumentistas 2025

A Escola de Música da UFRJ realizou, no dia 18 de dezembro, no Salão Leopoldo Miguez, as audições para o Concurso Jovens Instrumentistas 2025, iniciativa voltada à seleção de solistas para atuação junto à Orquestra Sinfônica da UFRJ e à Orquestra de Sopros da UFRJ na Temporada Artística de 2026.

O concurso foi destinado exclusivamente a estudantes regularmente matriculados nos cursos de Bacharelado em Instrumento da instituição, conforme regulamento previamente divulgado.

Foram aprovados, por ordem de apresentação e sem classificação, os seguintes candidatos e obras interpretadas: João Pedro Souza, com Choro para clarineta, de Camargo Guarnieri; José Eduardo Pereira, com o Concerto para piano, de Robert Schumann; Nathan Ventura, com o Concerto para flauta, de Jacques Ibert; Carlos Leandro da Silva, com o Concerto para clarineta, de Jean Françaix; e Gabriel Tavares dos Santos, com o Concerto para viola, de Carl Stamitz.

A banca avaliadora foi composta pelos seguintes músicos vinculados à UFRJ: André Cardoso, diretor artístico da OSUFRJ; Ciro Magnani, pianista acompanhador da EM/UFRJ; Fábio Adour, professor da EM/UFRJ; Paulo Santoro, músico da OSUFRJ; Rafael Belo, músico da OSUFRJ; Thiago Tavares, músico da OSUFRJ; e Tiago Carneiro, músico da OSUFRJ.

Ao final das audições, o diretor artístico da OSUFRJ, maestro André Cardoso, dirigiu uma mensagem aos participantes, ressaltando o caráter formativo do concurso e a importância do processo artístico: “Parabéns a todos pelo desempenho e pela coragem de tocar para uma banca. O resultado é como uma fotografia, revela tão somente um momento, que não dá conta de toda a trajetória e de toda a dedicação de vocês ao instrumento até aqui. Perseverem no estudo, pois todos têm um futuro profissional brilhante pela frente.”

A Escola de Música da UFRJ e a OSUFRJ parabenizam todos os candidatos inscritos e aprovados pelo nível artístico apresentado. Os estudantes selecionados serão convidados a atuar como solistas em concertos da Temporada 2026.

BAN disponibiliza manuscrito autógrafo “A Louca”, de Elias Álvares Lobo, na Biblioteca Digital de Obras Raras da UFRJ

A Biblioteca Alberto Nepomuceno (BAN) passou a disponibilizar, na segunda quinzena de novembro, em formato digital na Biblioteca Digital de Obras Raras da UFRJ (BDOR), o manuscrito autógrafo A Louca, de Elias Álvares Lobo.

Nascido em São Paulo, em 1834, Elias Álvares Lobo estudou contrabaixo, piano e outros instrumentos. Posteriormente, transferiu-se para o Rio de Janeiro para dar continuidade à sua formação no Conservatório de Música. Entre suas obras, está a Missa de São Pedro de Alcântara, oferecida ao Imperador D. Pedro II e executada na Capela Imperial. Em 1859, compôs A Noite de São João para a Imperial Academia de Música e Ópera Nacional — obra considerada a primeira ópera brasileira e encenada na capital sob a direção do jovem Carlos Gomes.

O manuscrito A Louca, também conhecido como Os Salteadores da Mantiqueira, integra o Acervo de Manuscritos da Biblioteca da Escola de Música. Segundo a bibliotecária-chefe da BAN, Dolores Brandão, o trabalho de digitalização vem sendo desenvolvido pela equipe da biblioteca com o objetivo de preservar os documentos originais que compõem uma coleção formada ao longo de mais de 175 anos de existência da Escola de Música, a qual registra parte significativa da história da música no Brasil.

Dolores Brandão também destacou o apoio da direção da Escola de Música na aquisição dos equipamentos necessários à digitalização, assim como a contribuição do Sistema de Bibliotecas da UFRJ (SiBI), responsável pela infraestrutura da Biblioteca Digital de Obras Raras (BDOR).

Com acesso livre, o manuscrito autógrafo de A Louca está disponível para consulta na Biblioteca Digital de Obras Raras da UFRJ, no endereço: http://bdor.sibi.ufrj.br/handle/doc/1378.

A BDOR é um repositório dedicado à coleta, preservação e divulgação de documentos digitais raros pertencentes às bibliotecas da UFRJ. Seu conteúdo é organizado por comunidades e coleções, entre as quais se encontra a Escola de Música. Um vídeo explicativo sobre a navegação na plataforma também está disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=AfNJ0Qp39bU.

Nota de pesar pelo falecimento de Eduardo Camenietzki

A EM/UFRJ manifesta profundo pesar pelo falecimento de Eduardo Camenietzki, ocorrido em 5 de dezembro de 2025. Compositor, instrumentista, poeta, professor, diretor de trilhas sonoras e servidor técnico-administrativo da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde a década de 1980, construiu uma trajetória marcada pela dedicação à música e ao ensino.

Sua iniciação musical aconteceu por meio do violão, aos 13 anos. Foi discípulo de Lula Perez e, posteriormente, de Turíbio Santos, com quem aprofundou seus estudos em técnicas e práticas interpretativas da música clássica na UFRJ. Participou, ao lado de alunos da UFRJ e também da UNIRIO, da “Orquestra de Violões do Rio de Janeiro”.

Durante muitos anos, atuou profissionalmente na Rede Globo, onde criou as trilhas sonoras dos seriados “O Tempo e o Vento” e “Grande Sertão Veredas”. Em 2019, recebeu o prêmio de Melhor Música Clássica da Rádio MEC. Compôs ainda diversas obras inspiradas em sua religião judaica e levou sua música a diferentes instituições.

Entre seus trabalhos mais recentes para o cinema estão as trilhas dos filmes Doidos de Pedra (2019) e O Cravista (2025), ambos dirigidos por Luiz Eduardo Ozório, sendo este último sobre o maestro Roberto de Regina.

Nos últimos meses, enfrentou um tumor e uma falência hepática, contra os quais vinha lutando desde setembro de 2025.

A EM/UFRJ se solidariza com familiares, amigos e colegas neste momento de dor.