Concerto da Orquestra Sinfônica da UFRJ na Sala Cecília Meireles em 02/04 é adiado

A Orquestra Sinfônica da UFRJ informa que o concerto previsto para esta quinta-feira, 2 de abril, às 19h, na Sala Cecília Meireles, foi cancelado.

De acordo com nota oficial, a decisão foi tomada em razão das fortes chuvas e de intercorrências técnicas provocadas pelas condições climáticas.

A nova data do concerto será divulgada em breve.

Para informações sobre ingressos e eventuais procedimentos de reembolso, o público deve entrar em contato diretamente com a Sala Cecília Meireles.

Orquestra Sinfônica da UFRJ faz concerto na Sala Cecília Meireles

Em 02 de abril (quinta-feira), a Orquestra Sinfônica da UFRJ dá continuidade à sua 102ª temporada com um concerto na Sala Cecília Meireles, reunindo obras de três importantes compositores do repertório sinfônico: Mozart, Villa-Lobos e Beethoven.

A abertura do concerto apresenta a célebre Abertura da ópera A Flauta Mágica, K.620, de Mozart, obra pertencente ao gênero singspiel, que combina música e diálogos falados. Com libreto de Emanuel Schikaneder, a ópera reúne elementos de comédia, contos de fadas e filosofia, além de referências simbólicas ligadas à maçonaria, perceptíveis tanto na estrutura musical quanto na construção dramática. A abertura destaca-se ainda pelo uso do contraponto e pela alternância entre momentos solenes e trechos de caráter mais dinâmico.

Na sequência, a Sinfonietta nº 1 (1916), de Villa-Lobos, evidencia o diálogo entre tradição e modernidade. Inicialmente concebida em dois movimentos, a obra ganhou sua forma definitiva anos depois, incorporando um movimento final. Dedicada “à memória de Mozart”, a peça apresenta conexões temáticas com a abertura de A Flauta Mágica, revelando um viés neoclássico que aproxima Villa-Lobos de tendências internacionais do início do século XX, ao lado de nomes como Sergei Prokófiev e Igor Stravinsky.

Após o intervalo, o programa traz o Concerto para violino em Ré maior, op. 61 (1806), de Beethoven, única obra do gênero composta pelo autor. Escrita em curto período de tempo, a peça apresenta uma abordagem distinta do virtuosismo tradicional, privilegiando a construção temática e o refinamento sonoro. O primeiro movimento se destaca pela longa introdução orquestral, enquanto o Larghetto explora sonoridades mais delicadas do violino. O Rondó final, por sua vez, imprime caráter dançante à conclusão da obra.

A solista é a violinista Priscila Rato, spalla da Orquestra Sinfônica Brasileira e da própria OSUFRJ, com atuação destacada como solista e camerista no Brasil e no exterior. A regência é de André Cardoso.

Serviço
📅 02/04 (quinta-feira) | 19h
🏛️ Sala Cecília Meireles
📍 Largo da Lapa, 47, Rio de Janeiro/RJ

Sacra Vox homenageia os 85 anos da Associação de Canto Coral

A Escola de Música da UFRJ recebe, no dia 15 de abril, um concerto especial da Série Música Sacra de Todos os Tempos, no qual o Conjunto Sacra Vox presta homenagem aos 85 anos da Associação de Canto Coral, uma das mais tradicionais instituições corais do país.

A apresentação, no Salão Leopoldo Miguez, reúne o Conjunto Sacra Vox, sob regência da professora Valéria Matos, e o Coro de Câmara da Associação de Canto Coral, dirigido por Miguel Torres, em um programa que articula diferentes momentos da música sacra, com ênfase na produção brasileira.

No programa do Sacra Vox, o repertório percorre distintas abordagens da escrita coral. A abertura traz Aleluia, de Rami Levin. Em seguida, aparecem obras de compositores brasileiros contemporâneos, como Sacra Cantilena, de João Guilherme Ripper, Ave Poesia, de Katarina Assef, e Anunciação, de Ricardo Tacuchian, com solo de Melissa Oliveira.

A dimensão devocional e narrativa do concerto se amplia com Valha-me Nossa Senhora, de Gerard Galloway, e Romaria, de Osvaldo Lacerda, que conta com narração. O programa inclui ainda Maria Fulô, de Maria Di Cavalcanti, e se encerra com Kyrie – Missa Afro Brasileira, de Carlos Alberto Pinto Fonseca, com solos de Júlia Felix (soprano) e Felipe Braga (barítono).

A performance conta com participações especiais do organista Benedito Rosa, do narrador Bernardo Vieira, do pianista Thalyson Rodrigues e dos percussionistas João Godoy, Pedro Moita e Tiago Calderano.

Na segunda parte, o Coro de Câmara da Associação de Canto Coral apresenta obras de Michael Haydn, incluindo trechos da Missa Tempore Quadragesima (Kyrie, Credo, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei) e o moteto Victimae paschali laudes.

Fundado em 1998, o Conjunto Sacra Vox é um projeto de extensão da Escola de Música da UFRJ e grupo artístico de representação institucional vinculado ao Fórum de Ciência e Cultura. O conjunto desenvolve pesquisas no campo da música sacra e atua na difusão da produção coral brasileira, com repertório que abrange do século XVIII ao XXI.

Fundada em 1941, a Associação de Canto Coral consolidou-se como referência na difusão do repertório coral antigo e contemporâneo, incluindo também a música popular e a ópera, com destaque para a valorização de compositores brasileiros e a realização de primeiras audições no país.

Série Música Sacra de Todos os Tempos – Sacra Vox homenageia a Associação de Canto Coral (85 anos)
📅 15/04 (quarta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Salão Leopoldo Miguez recebe encontro de corais da EM/UFRJ

O Salão Leopoldo Miguez recebe, no dia 31 de março, uma apresentação que reúne diferentes formações vocais da Escola de Música da UFRJ em um programa diversificado, que atravessa repertórios tradicionais, folclóricos e da música de concerto.

Sob regência da professora Maria José Chevitarese, o Coral Infantojuvenil da UFRJ divide o palco com a Classe de Canto Coral da EM/UFRJ e o Coral Brasil Ensemble-UFRJ, em um concerto que evidencia a prática coral em diferentes níveis de formação dentro da instituição.

O programa do Coral Infantojuvenil inclui arranjos de canções tradicionais, como Artza Alinu, de origem hebraica, e Song for World Peace, além de Sing All Together, de Thord Gummesson. O grupo conta com acompanhamento dos pianistas André Santos e Claudia Feitosa, e monitoria de Thamires de Oliveira.

Já a Classe de Canto Coral da EM/UFRJ, sob regência da professora Juliana Melleiro, apresenta um repertório que vai do renascimento inglês, com Lullay My Liking, de Gustav Holst, ao folclore japonês em Sakura, passando por obras como Ave Verum Corpus, de Mozart, e o clássico da música popular brasileira Samba do Avião, de Tom Jobim, em arranjo de Rita Borges.

Encerrando o concerto, o Coral Brasil Ensemble-UFRJ, também dirigido por Maria José Chevitarese, interpreta obras do repertório coral sinfônico e sacro, como Gloria, de John Rutter, Verleih uns Frieden, de Felix Mendelssohn, e Sanctus, de Charles Gounod, além de Precious Lord, de Thomas A. Dorsey. A apresentação conta ainda com participação de solistas convidados: Nicole Costa, soprano; e
Lucas Aguiar, barítono.

A atividade integra as ações artísticas e pedagógicas da Escola de Música da UFRJ, proporcionando ao público contato com diferentes formações e repertórios desenvolvidos no âmbito acadêmico.

Serviço
📅 31/03 (terça-feira) | 18h30
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Revista musical Bororó volta aos palcos em março

Em março, o Projeto Ópera na UFRJ promove novas apresentações da revista musical Bororó, com texto de Carlos Rabelo e canções de Francisco Mignone. Serão duas datas no Rio de Janeiro: no Instituto Italiano de Cultura, no dia 27, às 12h; e no Salão Leopoldo Miguez da EM/UFRJ, no dia 28, às 16h. Ambas têm entrada franca.

Ambientada no Rio de Janeiro da década de 1950, período de grande popularidade do teatro de revista, a obra acompanha a trajetória de Herbert Rodgers, compositor de música de concerto que, diante de dificuldades financeiras, passa a atuar em um teatro popular sob o pseudônimo Bororó. Nesse ambiente, entra em conflito com Dolores, vedete principal da companhia, mas ambos acabam se unindo para evitar o fechamento do teatro. A narrativa também acompanha Zinha, jovem cozinheira que sonha em se tornar artista, e Juremir, seu namorado vindo do interior, que se encanta com o universo teatral.

A peça foi encomendada a Carlos Rabelo em 2019, a partir da publicação das canções populares de Francisco Mignone compostas sob o pseudônimo Chico Bororó, em iniciativa de Maria Josephina Mignone e Anete Rubin.

A direção geral é de Lenine Santos, com direção cênica de José Henrique Moreira e Marcellus Ferreira. O espetáculo conta com um elenco formado por André Cisco, Haile Muziki, Mariana Leandro, André Hipólito e Maria Clara Justino, além da participação do grupo Sôdade Brasilis.

Bororó
📅 27/03 (sexta-feira) | 12h
🏛️ Instituto Italiano de Cultura
📍 Av. Presidente Antônio Carlos, 40 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

📅 28/03 (sábado) | 16h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

PROMUS celebra 10 anos e lança selo comemorativo

Em 2026, o Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da UFRJ (PROMUS/UFRJ) completa uma década de atuação e marca a data com o lançamento do selo PROMUS 10 anos. A identidade visual passa a sinalizar atividades da Escola de Música que envolvam discentes, docentes e egressos do programa, além de repertórios e produtos oriundos de suas pesquisas.

Criado em 2015, com a primeira turma iniciada em 2016, o PROMUS foi estruturado para atender à demanda por uma formação voltada à prática profissional do músico e do professor de instrumento, canto e regência, com foco em pesquisa aplicada e nas necessidades concretas do campo de atuação. Ao longo desses dez anos, o programa recebeu mais de 200 alunos e contabiliza cerca de 150 defesas concluídas, resultando em um conjunto expressivo de produções artísticas e pedagógicas, com impactos diretos na atuação profissional de seus egressos, incluindo publicações e projetos em circulação.

Com área de concentração em Práticas Interpretativas, o programa organiza suas atividades em duas linhas de atuação profissional: Processos de Desenvolvimento Artístico (PDA) e Pedagogia Instrumental/Vocal/Regências (PIVR), voltadas à prática artística e à formação docente em música.

No ano em que celebra sua primeira década, o PROMUS amplia sua atuação com a oferta do curso de doutorado profissional, um dos primeiros na área de artes no Brasil, voltado à continuidade da formação de intérpretes e docentes com atuação consolidada.

O selo comemorativo será aplicado em ações que evidenciem a presença e a contribuição do programa na grade de eventos da Escola de Música, permitindo ao público identificar a participação de discentes, docentes e egressos do PROMUS, além de destacar a integração entre diferentes gerações que compõem sua trajetória.

O símbolo escolhido para o selo é o beija-flor, associado à ideia de dinamismo e circulação de conhecimento. Como destaca a coordenadora do programa, professora Patricia Michelini Aguilar:

“O beija-flor é um pássaro resiliente, capaz de se adaptar e superar desafios com graciosidade. Suas asas, em constante movimento, transmitem a ideia de vibração e energia, qualidades que identificamos no PROMUS, que busca acompanhar as transformações do mundo do trabalho da música. Assim como na polinização, o programa espalha conhecimento e inovação.”

O selo PROMUS 10 anos foi desenvolvido pela designer Márcia Carnaval, que também participou da atualização da identidade visual do programa.

Projeto Ópera na UFRJ seleciona bolsistas

A Escola de Música da UFRJ está com inscrições abertas para a seleção de bolsistas de graduação que irão atuar no projeto Ópera na UFRJ, vinculado ao Programa de Apoio às Artes aos Grupos Artísticos de Representação Institucional (PROART/GARIN/UFRJ). A iniciativa integra as ações de apoio a atividades artísticas institucionais da universidade e prevê a participação de estudantes em diferentes áreas da produção operística.

Ao todo, são oferecidas seis vagas de bolsa, distribuídas entre as áreas de Piano (1), Direção Teatral/Produção (1), Cenografia (2) e Figurino (2). As bolsas têm carga horária de 20 horas semanais e vigência prevista entre abril e dezembro de 2026. As atividades serão desenvolvidas na EM/UFRJ, com supervisão da equipe responsável pelo projeto.

Para a vaga de pianista, podem se candidatar estudantes regularmente matriculados no Bacharelado em Piano da EM/UFRJ. As vagas de Direção Teatral/Produção, Cenografia e Figurino são destinadas a alunos do curso de Artes Cênicas da UFRJ que cursem as respectivas habilitações.

O bolsista de Direção Teatral/Produção deverá acompanhar ensaios, auxiliar o diretor na busca de soluções para a execução da ópera, mediar relações entre as equipes envolvidas, acompanhar a compra de materiais para cenários e figurinos e realizar outras tarefas relacionadas à produção do espetáculo.

Os bolsistas de Cenografia participarão da elaboração e concepção do projeto cênico, da confecção dos materiais de cenário e da montagem e desmontagem dos cenários nas salas de concerto.

Já os bolsistas de Figurino atuarão na elaboração e concepção do projeto de figurinos, na confecção das peças e no acompanhamento das récitas, auxiliando o elenco na caracterização.

As inscrições devem ser realizadas por e-mail até 21/03, mediante envio de documentação e respostas a perguntas sobre experiências prévias e expectativas em relação à bolsa. Todos os detalhes podem ser conferidos neste documento.

Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta novo recital de formatura em Regência Orquestral

Em 12 de março, às 19h, a Orquestra Sinfônica da UFRJ realiza, no Salão Leopoldo Miguéz da EM/UFRJ, mais um recital de formatura em Regência Orquestral. A apresentação integra a 102ª temporada da orquestra, reconhecida em 2025 como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade do Rio de Janeiro. A direção musical é de Gabriel Galdino.

O programa reúne obras de Wolfgang Amadeus Mozart, Felix Mendelssohn, Clarice Assad e Ernani Aguiar, contemplando repertório que percorre diferentes períodos e referências estéticas da música para orquestra de cordas.

A abertura do concerto traz Adagio e Fuga K.546, composta por Mozart em 1788. No catálogo organizado pelo próprio compositor, a obra aparece descrita como “um pequeno adágio para dois violinos, viola e baixo, sobre uma fuga que escrevi há muito tempo para dois pianos”. A peça mencionada é a Fuga em dó menor, K.426, escrita no final de 1783. A versão para cordas surgiu durante um período em que Mozart estudava intensamente a obra de Johann Sebastian Bach e Georg Friedrich Händel, realizando transcrições de fugas de O cravo bem temperado e reorquestrando obras como o oratório O Messias e a ópera Acis e Galatea.

Em seguida, a orquestra interpreta a Sinfonia nº 2 para cordas, de Felix Mendelssohn, composta em 1821, quando o compositor tinha entre 12 e 14 anos. As doze sinfonias para cordas escritas nesse período foram criadas logo após seus estudos com Carl Friedrich Zelter, discípulo de Johann Philipp Kirnberger, que por sua vez havia sido aluno de Bach. O primeiro movimento da sinfonia, em Ré maior, apresenta caráter rápido e vigoroso. O Andante, em si menor, explora uma textura contrapontística associada ao estilo barroco e constitui o movimento mais extenso da obra. O Allegro vivace final retoma o caráter do primeiro movimento em compasso 6/8, com passagens em que a escrita contrapontística se integra a um fluxo contínuo de notas.

A compositora Clarice Assad está representada no programa com Três pequenas variações sobre o tema “A maré encheu”, obra de 2020 inspirada em uma lembrança de infância da compositora, que recorda ouvir sua avó cantar o conhecido tema folclórico. A primeira variação, intitulada Cigana, utiliza tratamento modal que, segundo a compositora, confere um aspecto exótico ao tema. A segunda, Canção, apresenta a melodia acompanhada por pizzicatos de violoncelos e contrabaixos. A terceira variação, Dança, explora contrastes dinâmicos e elementos rítmicos associados ao maracatu.

O concerto se encerra com Instantes II “de Prados”, de Ernani Aguiar. Em 1986, o compositor iniciou a série de obras para orquestra de cordas intitulada Instantes. No mesmo ano, escreveu também os Duos de Prados, para violino e viola, compostos na cidade mineira de Prados. Instantes II foi estruturada a partir de quatro desses duos, posteriormente ampliados para a formação de orquestra de cordas. A referência à cidade aparece no movimento Boi mofado, que utiliza um tema cantado no tradicional folguedo mineiro.

O recital será regido por Gabriel Galdino, que iniciou seus estudos musicais aos dez anos de idade no projeto “Volta Redonda Cidade da Música”, atuando inicialmente como percussionista. Posteriormente, tornou-se repetidor, monitor e professor no projeto. É graduado em licenciatura em música pelo Centro Universitário de Barra Mansa, onde leciona Harmonia Vocal, História da Música e Prática de Conjunto. Possui pós-graduação em metodologia do ensino de artes pela Faculdade São Luís e em educação musical pela Faculdade de Ciências da Bahia (FACIBA). Atualmente dirige grupos do projeto Volta Redonda Cidade da Música, incluindo a Banda Mini, a Banda Marcial, além de já atuar como regente da Banda de Concerto e do Coro Infantojuvenil.

Orquestra Sinfônica da UFRJ | Recital de formatura em Regência Orquestral
📅 12/03 (quinta-feira) | 19h
📍 Salão Leopoldo Miguéz – EM/UFRJ
📌 Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro
🎟️ Entrada gratuita

Salão Leopoldo Miguez recebe a Orquestra Sinfônica da UFRJ em recital de formatura em Regência Orquestral

Em 04 de março, às 19h, a Orquestra Sinfônica da UFRJ realiza, no Salão Leopoldo Miguéz, um concerto que integra sua 102ª temporada e marca o recital de formatura em Regência Orquestral de Aderbal Soares. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade do Rio de Janeiro, a Orquestra apresenta um programa que transita entre diferentes épocas e estéticas, reunindo obras de Jean Sibelius, Krzysztof Penderecki, Wolfgang Amadeus Mozart e Alexandre Schubert.

A abertura será com Andante Festivo (1938), de Jean Sibelius (1865–1957), em sua versão para orquestra de cordas. Originalmente composta em 1922 para quarteto de cordas, a peça foi ampliada em 1938, com tímpanos opcionais que participam apenas nos compassos finais. A obra estreou em 1º de janeiro de 1939, em transmissão ao vivo para a Exposição Mundial de Nova York, sob regência do próprio compositor à frente da Orquestra Sinfônica da Rádio Finlandesa. A gravação dessa ocasião constitui o único registro de Sibelius interpretando uma obra sua.

Na sequência, a Orquestra interpreta as Três peças em estilo antigo (1963), de Krzysztof Penderecki (1933–2020). Os dois minuetos que compõem a obra foram escritos originalmente como trilha para o filme O Manuscrito de Saragossa (1964), dirigido por Wojciech Has, baseado no romance “Manuscrito encontrado em Saragoça”, de Jan Potocki. Posteriormente, Penderecki compôs a ária para formar a suíte em três movimentos. A obra representa uma estilização da linguagem tonal e de formas musicais dos períodos barroco e rococó, contrastando com a produção de vanguarda do compositor na década de 1960.

O programa inclui ainda a ária Ruhe sanft, da ópera inacabada Zaide (K.344), escrita por Mozart entre 1779 e 1780. Concebida para uma companhia de ópera em língua alemã estabelecida pelo imperador José II, a obra foi abandonada pelo compositor e permaneceu incompleta, sem abertura e sem música para o final. Publicada em 1838 com o título Zaide, a partir do manuscrito vendido pela viúva do compositor, Constanze Mozart, ao editor Johann Anton André, a ópera preserva, entretanto, trechos de grande beleza. Ruhe sanft é cantada pela personagem Zaide, que declara seu amor ao escravo Gomatz enquanto ele dorme. A soprano Luana Nascimento será a solista nesta apresentação.

Encerrando o concerto, a Orquestra apresenta Brasiliana nº 4 (2020), de Alexandre Schubert, professor da Escola de Música da UFRJ. A obra explora características musicais da região Sudeste do Brasil em quatro movimentos: o Maxixe (allegro) remete à dança sincopada que se difundiu no Rio de Janeiro no início do século XX; Cantiga (calmo) apresenta andamento lento e caráter introspectivo; Toada dos navegantes (allegro) homenageia pescadores caiçaras; e Bossa (allegro) finaliza a obra com caráter alegre e descontraído, marcado pelo uso da síncope.

Luana Nascimento é bacharelanda em Canto pela UFRJ. Iniciou sua trajetória artística aos nove anos, no Coral Infantil da UFRJ, com o qual participou de apresentações como o evento comemorativo do Bicentenário da República da Argentina, em Buenos Aires, além de montagens no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Atuou na ópera O Boi e o Burro no caminho de Belém, de Tim Rescala, integrou o Coro Sinfônico do Theatro Municipal na ópera Dido e Enéas, de Henry Purcell, e atualmente participa do Coral Brasil Ensemble-UFRJ.

A regência é de Aderbal Soares, cantor formado pela UFRJ, com atuação em óperas, oratórios e festivais no Brasil e no exterior. Desenvolve atividades como compositor, arranjador, pianista, regente coral e orquestral, preparador vocal e professor de disciplinas teóricas e práticas em Música.

Recital de formatura em Regência Orquestral – Orquestra Sinfônica da UFRJ
📅 04/03 (quarta-feira) | 19h
📍 Salão Leopoldo Miguéz – EM/UFRJ
🏛 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro
🎟 Entrada franca

Curso de Editoração Musical com MuseScore está com inscrições abertas

A Escola de Música da UFRJ está com inscrições abertas para o Curso de Editoração Musical com MuseScore, coordenado pelo professor Julio Merlino. Voltado ao público em geral, o curso é gratuito, oferece certificado e será realizado de forma remota, com encontros síncronos pela plataforma Zoom.

Com duração entre 12 e 15 semanas, as aulas acontecem sempre às segundas-feiras, das 11h às 13h, e serão gravadas para acesso posterior dos participantes. O curso abordará os principais recursos do software livre MuseScore, utilizado mundialmente para editoração e diagramação de partituras.

A iniciativa é aberta a interessados de dentro e fora da UFRJ. No entanto, alunos regularmente matriculados na universidade devem se inscrever também na disciplina Editoração Musical Digital – MUCO57, vinculada à grade curricular da Escola de Música.

As inscrições seguem até 15/03 e devem ser feitas através do QR Code da imagem acima. O início das aulas está previsto para 16/03.

Mais informações: juliomerlino@musica.ufrj.br