Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta obras de Schubert, Satie e Mozart

A Orquestra Sinfônica da UFRJ realiza, às 19h de 21/09 (segunda-feira), mais um concerto de sua 102ª temporada. Desta vez o programa é dedicado a obras de Franz Schubert, Erik Satie e Mozart. A regência será do maestro Anderson Alves. A entrada é franca.

A apresentação começa com a Abertura em estilo italiano em Dó Maior D 591, de Franz Schubert, composta em 1817, quando o compositor tinha apenas 20 anos. A obra foi escrita sob a influência do grande sucesso das óperas de Gioachino Rossini, então um dos compositores mais populares da música europeia.

A peça apresenta uma introdução lenta, com melodias expressivas alternadas entre os sopros e acompanhadas pelas cordas, seguida por uma seção de caráter mais vivo. No trecho final, destaca-se o chamado “crescendo rossiniano”, procedimento no qual a música ganha progressivamente intensidade e dramaticidade até alcançar seu ponto culminante.

Na sequência, serão apresentadas as Gymnopédies nº 1 e nº 3, escritas por Erik Satie, em 1988, com orquestrações realizadas por Claude Debussy. Compositor francês conhecido por sua postura irreverente e independente, Satie desenvolveu uma linguagem marcada pela simplicidade, pela repetição e por uma abordagem pouco convencional da criação musical.

De caráter despojado, as Gymnopédies exploram melodias de viés nostálgico sobre harmonias simples e estruturas rítmicas discretas e repetitivas.

Encerrando o programa, a Orquestra apresenta a Sinfonia nº 31 em Ré Maior “Paris” K. 297/300a, de Mozart, composta em 1778, ano em que o o compositor esteve na capital francesa para uma longa temporada de concertos.

Incorporando características do estilo galante então em evidência em Paris, a sinfonia dialoga com a predileção da época do público local por efeitos sonoros marcantes com uníssonos, contrastes dinâmicos e momentos de surpresa. A obra é composta por três movimentos: Allegro assai, Andante e Allegro.

O primeiro movimento já se inicia com um grande uníssono em fortíssimo. No terceiro movimento, Mozart explora o contraste onde os oito compassos iniciais são apresentados apenas pelos dois violinos em piano, para em seguida a entrada do forte. Em carta ao pai, Mozart relatou que havia concebido esses efeitos levando em consideração as expectativas do público parisiense e que a passagem provocou fervorosos aplausos durante a apresentação.

A regência do concerto fica a cargo de Anderson Alves. Maestro, compositor e pianista, Anderson possui atuação à frente de grupos instrumentais e vocais no Brasil e no exterior. Atualmente, é regente titular e diretor musical da OSB Jovem, regente associado da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, coordenador da Academia de Monitores do IBME, diretor musical do Coro de Câmara Carioca e professor substituto de regência orquestral da EM/UFRJ.

Serviço

📅 21/09/2026 | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro
🎟️ Entrada franca

Capela Magdalena: um lugar de memória da música brasileira

A preservação da Capela Magdalena, em Guaratiba, no Rio de Janeiro, tornou-se uma preocupação de artistas, pesquisadores e instituições ligadas à música e ao patrimônio cultural. Criada pelo cravista, regente e luthier Roberto de Regina, que morreu em abril de 2025, aos 98 anos, a Capela não é apenas um espaço onde foram realizados concertos e atividades culturais. O local constitui um testemunho material da trajetória de um dos principais responsáveis pela difusão do cravo e da música renascentista e barroca no Brasil.

Roberto de Regina construiu e decorou pessoalmente a Capela Magdalena, transformando o espaço em uma extensão de sua própria concepção artística. Seus murais, pinturas, afrescos, instrumentos e elementos arquitetônicos fazem do local uma obra singular, na qual diferentes dimensões de sua atuação se encontram. Além de músico, Roberto foi construtor de cravos, regente, professor e artista visual, características que fizeram com que fosse frequentemente associado à figura do artista renascentista.

A própria trajetória do músico ajuda a dimensionar a importância do espaço. Formado em Medicina pela UFRJ, em 1952, Roberto já se dedicava à música durante os anos de estudante. A partir da década de 1960, tornou-se o primeiro construtor brasileiro de cravos no século XX, contribuindo decisivamente para a difusão do instrumento no país. Ao longo de sua carreira, atuou como cravista e regente, realizou recitais, participou de programas de rádio, ministrou cursos e palestras e formou gerações de músicos e ouvintes.

Em fevereiro de 2025, poucos meses antes de sua morte, Roberto recebeu da Universidade Federal do Rio de Janeiro o título de Doutor Honoris Causa. A iniciativa partiu do Departamento de Instrumentos de Teclado da Escola de Música e foi aprovada pela Congregação da unidade e pelo Conselho Universitário. Na ocasião, a Universidade reconheceu uma trajetória que extrapolava a excelência como intérprete e alcançava também a construção de instrumentos, a formação musical e a difusão da música de concerto.

A Capela Magdalena ocupa lugar particular nessa trajetória. Segundo depoimentos de músicos que conviveram com Roberto, o espaço materializava seu desejo de criar, em Guaratiba, um centro dedicado ao cravo e à música antiga.

Durante décadas, a Capela recebeu recitais, concertos didáticos e atividades voltadas à formação de novos públicos. Para o professor titular da Escola de Música da UFRJ e cravista Marcelo Fagerlande, que conheceu Roberto ainda criança e foi seu aluno e amigo por mais de cinco décadas, a existência de uma formação universitária em cravo no Brasil está diretamente relacionada às sementes plantadas pelo músico.

O espaço também evidencia a multiplicidade de interesses do artista. Além de construir e decorar seus instrumentos, Roberto pintou os afrescos da Capela e criou, em um museu contíguo, maquetes de catedrais, castelos, palácios e templos. A combinação desses elementos faz com que a preservação do local não diga respeito apenas à conservação de uma edificação, mas à manutenção de um conjunto integrado de referências materiais e imateriais.

Após a morte de Roberto de Regina, o sítio onde está localizada a Capela Magdalena mudou de mãos. Parte dos objetos que integravam o acervo do espaço também recebeu diferentes destinações. Segundo informações divulgadas pela comunidade ligada ao músico, o cravo foi doado à Camerata Antiqua de Curitiba; miniaturas foram encaminhadas à Petrobras; e outros elementos, como maquetes de igrejas, templos e arquiteturas históricas, teriam sido destinados a outros espaços. Registros audiovisuais e sonoros, LPs, DVDs e figurinos também estariam assegurados.

O que permanece particularmente vulnerável é, portanto, a própria Capela: seus murais, pinturas, afrescos, elementos fixos e a ambiência construída ao longo de décadas.

Uma carta aberta divulgada em julho de 2026 chama a atenção para a necessidade de uma avaliação urgente do espaço por especialistas em patrimônio. O documento solicita vistoria técnica, inventário dos elementos existentes, documentação integral e avaliação das formas possíveis de proteção, incluindo tombamento, inventário, registro ou reconhecimento como lugar de memória.

A preocupação é evitar que intervenções realizadas antes de uma avaliação especializada provoquem perdas irreversíveis. A descaracterização, a remoção de elementos, a cobertura de pinturas ou murais, reformas ou mesmo uma mudança de uso podem comprometer características que fazem da Capela um testemunho único da história da música brasileira.

A importância da Capela Magdalena está diretamente relacionada à singularidade de seu criador. Ao longo de sua vida, Roberto de Regina reuniu atividades que normalmente aparecem separadas: foi intérprete, regente, construtor de instrumentos, professor, pesquisador e artista.

O reconhecimento recebido em vida ajuda a dimensionar esse legado. A UFRJ o homenageou com o título de Doutor Honoris Causa; a Academia Brasileira de Letras o definiu como “imortal do cravo brasileiro” e “cravista virtuoso e original”; e diferentes músicos e pesquisadores ressaltaram sua importância para a formação de novas gerações e para a consolidação da música antiga no país.

A Capela Magdalena concentra fisicamente parte desse legado. Não se trata apenas do lugar onde Roberto viveu ou onde realizou apresentações. O espaço foi concebido, construído e transformado pelo próprio artista, reunindo arquitetura, pintura, instrumentos, música e memória em uma mesma experiência.

O documentário O Cravista, dirigido e roteirizado por Luiz Eduardo Ozório, também contribui para registrar essa trajetória. Segundo o diretor, que acompanhou Roberto durante anos de pesquisa e filmagens, a Capela não funcionava apenas como cenário, mas como “personagem, arquivo vivo e extensão física” da experiência artística do músico.

Essa dimensão é particularmente importante quando se considera a relação de Roberto com o próprio instrumento que ajudou a difundir no Brasil. Para ele, o cravo dependia de uma escuta atenta e de um ambiente silencioso, capaz de revelar suas características sonoras. A Capela Magdalena foi concebida dentro dessa lógica: um lugar afastado, dedicado à escuta e ao encontro com a música.

Preservar esse espaço, portanto, significa preservar mais do que paredes e pinturas. Significa manter acessível uma parte da história da música brasileira e da trajetória de um artista cuja atuação contribuiu para modificar a relação do público e dos músicos brasileiros com o cravo e com o repertório renascentista e barroco.

A Capela Magdalena pertence juridicamente a uma propriedade privada, mas o significado de sua existência ultrapassa os limites do imóvel. Seu valor está na combinação rara entre lugar, obra artística, memória e história da música. Antes que qualquer transformação seja realizada, a comunidade cultural defende que esse patrimônio seja documentado, estudado e avaliado pelos órgãos competentes.

A preservação desse espaço pode representar, assim, não apenas uma homenagem a Roberto de Regina, mas o reconhecimento de que determinados lugares se tornam parte da memória coletiva justamente porque conseguem guardar, de forma material e singular, a história de quem os criou.

Contribua assinando o abaixo-assinado pela preservação da Capela Magdalena.

UFRJ abre concurso público para professor de Canto Coral na Escola de Música

A Universidade Federal do Rio de Janeiro abriu concurso público para provimento de uma vaga no cargo de Professor do Magistério Superior, na área de Canto Coral. A seleção é regulamentada pelo Edital nº 942, de 18 de agosto de 2026, e oferece uma vaga identificada pelo código RP-001 – Canto Coral.

As inscrições estão abertas de 3 a 27 de setembro de 2026. Podem participar candidatos que atendam aos requisitos e às demais condições estabelecidas no edital.

A oportunidade integra as ações da UFRJ para provimento de seu quadro docente e reforça a atuação da Escola de Música na formação acadêmica e artística na área de música, incluindo o ensino e a prática do canto coral.

O edital completo, com informações sobre requisitos, etapas do concurso, documentação, cronograma e demais condições para participação, pode ser acessado aqui.

Promus divulga resultado da 2ª Etapa do Processo Seletivo 2027

Na última quarta-feira, dia 02/09, a Comissão Deliberativa do Promus aprovou o resultado da 2ª Etapa do Processo Seletivo Promus 2027 para os cursos de Mestrado e Doutorado Profissional. Esta etapa compreendeu a análise das candidaturas, dos anteprojetos e dos vídeos artístico e de apresentação enviados pelos candidatos. Foram classificadas 11 candidaturas para o Mestrado e 18 para o Doutorado. Os resultados foram enviados aos candidatos por correio eletrônico.

Resultado da 2ª Etapa do Processo Seletivo – MESTRADO

Resultado da 2ª Etapa do Processo Seletivo – DOUTORADO

Após a fase recursal, as candidaturas classificadas seguirão para a 3ª e última etapa, que será realizada presencialmente entre os dias 30/09 e 02/10/2026. Os detalhes dessa etapa serão informados aos candidatos tão logo seja publicado o resultado da 2ª Etapa após a análise dos recursos.

Continue acompanhando as notícias do Processo Seletivo PROMUS 2027 aqui pelo site ou pelo Instagram do Programa, disponível em:

https://www.instagram.com/promus_ufrj

Tim Rescala rege a Orquestra de Sopros da UFRJ em concerto no Salão Leopoldo Miguez

A Escola de Música da UFRJ recebe, em 17/09, às 19h, o concerto “Tim Rescala e a Banda Sinfônica”, com a Orquestra de Sopros da UFRJ, no Salão Leopoldo Miguez. A apresentação terá Tim Rescala como regente convidado e Marcelo Jardim na direção musical, além da participação dos cantores Marcelo Coutinho, barítono, e Cleyton Pulzi, tenor. A entrada é franca.

O programa reúne diferentes momentos da produção de Tim Rescala e explora as possibilidades expressivas da formação sinfônica de sopros. A seleção contempla música instrumental, repertório vocal e obras marcadas pela relação entre música e dramaturgia, aproximando a música de concerto da narrativa teatral e de referências da cultura popular.

Entre os destaques está a Suíte Meu Pedacinho de Chão, organizada em seis movimentos: “Abertura”, “Serelepe e Pituquinha”, “Crônica da Cidade”, “A Chegada”, “A Banda de Serelepe” e “Felicidade na Cidade”. A obra conduz o público pelo universo musical criado para a produção televisiva, explorando diferentes atmosferas, personagens e situações por meio da escrita para banda sinfônica.

O concerto também apresenta Ennio, homenagem de Tim Rescala ao compositor italiano Ennio Morricone, referência fundamental da música para cinema. Já As Aventuras de Pedro Malazartes, com participação do tenor Cleyton Pulzi, reúne os episódios “A Sopa de Pedras”, “A História Mais Longa do Mundo”, “O Urubu Adivinho” e “O Pássaro Raro”. Inspirada no personagem da tradição popular, a obra combina narrativa, humor e música.

Completando o programa, o barítono Marcelo Coutinho participa de A Banda Sinfônica, obra que celebra essa formação instrumental e apresenta sua constituição, além de seus principais estilos e gêneros musicais.

A Orquestra de Sopros da UFRJ

A Orquestra de Sopros da UFRJ realizou seus primeiros concertos em outubro de 2005 e novembro de 2007 e, desde 2008, mantém temporadas regulares de apresentações. Ao longo de sua trajetória, o grupo tem sido responsável por estreias de obras de compositores brasileiros e primeiras audições no Brasil de repertório internacional escrito especificamente para banda sinfônica e orquestra de sopros.

Formada por alunos de graduação do bacharelado em instrumentos de sopros e percussão da Escola de Música da UFRJ, inscritos na disciplina de Prática de Orquestra, e por servidores técnicos, a Orquestra também integra ações de extensão que atendem estudantes provenientes de projetos sociais do Rio de Janeiro.

O grupo atua diretamente no suporte ao bacharelado em Regência de Banda da EM/UFRJ, oferecido desde 2011, funcionando como banda-laboratório para os estudantes, que realizam seus concertos de formatura com a orquestra.

A Orquestra de Sopros da UFRJ lançou, em 2009, o CD A Obra para Orquestra de Sopros de Heitor Villa-Lobos e, em 2017, o álbum ao vivo Dobrados para o Itamaraty. Em 2022, realizou com o Barcelona Clarinet Players a estreia de Puri, de Edmundo Villani-Côrtes. A gravação da obra integra o CD Panamericano, indicado ao Grammy em 2024.

O grupo também participou como residente do Simpósio de Bandas Funarte-UFRJ em 2017, 2019, 2023 e 2024 e, desde a criação do evento, participa dos Panoramas de Música Brasileira Atual. Em julho de 2026, apresentou-se no Theatro Municipal do Rio de Janeiro como grupo selecionado para a 21ª Conferência Internacional da WASBE (World Association for Symphonic Bands and Ensembles).

A Orquestra de Sopros da UFRJ conta com coordenação, direção musical e regência do professor Marcelo Jardim e integra os Grupos Artísticos de Referência Institucional da UFRJ (GARINS).

Tim Rescala

Formado pela Escola de Música da UFRJ e mestre pela UNIRIO, Tim Rescala é um dos mais versáteis compositores brasileiros contemporâneos. Ao longo de sua trajetória, estudou com nomes como Hans-Joachim Koellreutter e Cesar Guerra-Peixe e construiu uma produção que transita entre a música de concerto, as artes cênicas e o audiovisual.

Sua obra inclui óperas, peças teatrais, trilhas sonoras para cinema e televisão, além de música de câmara e obras sinfônicas executadas por importantes orquestras brasileiras. Rescala também atua como diretor, ator e criador de espetáculos de teatro musical, destacando-se pela combinação entre rigor técnico, inventividade e comunicação direta com o público.

Cleyton Pulzi

O tenor paulistano Cleyton Pulzi desenvolve carreira nacional e internacional na ópera e no teatro musical. Graduado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre pela Georgia State University, nos Estados Unidos, estreou em palcos norte-americanos na Omaha Opera e trabalhou com maestros como Roberto Minczuk, Michael Palmer e Leonardo Vordoni.

Entre seus papéis de destaque estão Rodolfo, de La Bohème, Alfredo, de La Traviata, e Tamino, de A Flauta Mágica. Também se apresentou com a Osesp na Sala São Paulo e em importantes teatros brasileiros. No teatro musical, interpretou Piangi e o Fantasma na montagem brasileira de O Fantasma da Ópera, no Teatro Renault.

Marcelo Coutinho

Barítono e professor de canto da UFRJ, Marcelo Coutinho nasceu em Petrópolis e iniciou sua trajetória musical ainda na infância. Graduado em Canto e mestre em Musicologia pela Escola de Música da UFRJ, construiu uma carreira nacional e internacional que transita pela música de concerto, pelo teatro musical e pelo audiovisual.

Coutinho já atuou como solista junto às principais orquestras brasileiras e estrangeiras, em repertórios operísticos e sinfônicos, além de participar de bienais de música contemporânea. Sua atuação também se estende à dublagem brasileira, na qual trabalha como cantor, diretor musical e versionista em grandes produções, incluindo clássicos da Disney como Aladdin, A Bela e a Fera e O Corcunda de Notre Dame.

Serviço
📅 17/09/2026 | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📌 Rua do Passeio, 98 – Centro
🎟️ Entrada franca

Série Música Sacra de Todos os Tempos promove debate sobre a mulher na composição brasileira e concerto do Sacra Vox

A Escola de Música da UFRJ (EM/UFRJ), em parceria com o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, apresenta, em 16 de setembro, mais uma edição da Série Música Sacra de Todos os Tempos. A programação reúne uma roda de compositoras em debate e um concerto do Conjunto Sacra Vox.

Com o tema “A Mulher na Composição Brasileira”, a roda de debate terá início às 18h e contará com a participação de Marisa Rezende, Cláudia Caldeira, Maria Di Cavalcanti, Claudia Alvarenga, Katarina Assef, Carla Marchesini e Aline Freire. A atividade propõe um espaço de reflexão e diálogo sobre a presença, a produção e a trajetória das mulheres na composição musical brasileira.

Na sequência, às 19h, o público poderá assistir ao concerto “Compositoras na Música Sacra da Idade Média ao Contemporâneo”, apresentado pelo Conjunto Sacra Vox, sob direção de Valéria Matos.

O programa do concerto percorre diferentes períodos e perspectivas da criação musical feminina, estabelecendo um arco que se inicia na Idade Média e chega à produção contemporânea. Entre as obras selecionadas estão O Virtus Sapientie, de Hildegard von Bingen; Ascendens Christus in Altum, de Raffaella Aleotti; e Pie Jesu, de Isabella Rolim, com solo de Julia Felix (soprano).

O repertório inclui ainda Aleluia, de Rami Levin, com participação do organista Benedito Rosa; Cantares de Salomão, de Juliana Ripke; Ave Poesia, de Katarina Assef, com poesia de Azlin Guerra Brisola; e Hymne au soleil, de Lili Boulanger, sobre poesia de Casimir Delavigne e com solo de Amalia Muñoz (mezzo).

A música brasileira também ocupa lugar de destaque no programa, com Procissão da Chuva, de Cacilda Borges Barbosa; Beira Mar, de Esther Scliar, Obiala Korô, de Kilza Setti, com participações de Bruno dos Anjos (tenor) e Jessica Gonçalves (mezzo); além de Maria Fulô, de Maria Di Cavalcanti.

28 anos de pesquisa e difusão da música coral

Coordenado pela Profa. Dra. Valéria Matos, o Conjunto Sacra Vox é um projeto de extensão da Escola de Música da UFRJ e Grupo Artístico de Representação Institucional (GARIN) pelo Fórum de Ciência e Cultura. O projeto conta ainda com Bruno dos Anjos, junto à direção, e Marcus Gerhard, na preparação vocal, além do acompanhamento dos pianistas Thalyson Rodrigues e Rafael Lima.

Tendo como referência o gênero sacro, o Sacra Vox desenvolve pesquisas e promove a difusão da produção coral brasileira, contribuindo para dar visibilidade a uma importante vertente da memória cultural do país. O projeto também busca estimular a produção de novas composições sacras e estabelecer parcerias com outras instituições.

Com 28 anos de existência, o Sacra Vox reúne em sua trajetória centenas de concertos e apresentações didáticas, além de participações em programas de rádio e televisão. O grupo também realizou o I e II Congresso Internacional de Música Sacra da UFRJ e coordenou o projeto Panorama da Música Sacra Brasileira, responsável pelo registro, em cinco CDs, da evolução estética da música coral brasileira do século XVIII ao XXI.

Serviço

📅 16/09/2026 | 18h Debate | 19h Concerto
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📌 Rua do Passeio, 98 – Lapa
🎟️ Entrada franca

Sopros e Percussão da OSUFRJ apresenta concerto Uma Breve História do Choro em 15/09

O grupo Sopros e Percussão da Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) apresenta, no dia 15 de setembro, às 16h30, o concerto Uma Breve História do Choro. A apresentação será realizada no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, com duração aproximada de 45 minutos e entrada gratuita. A apresentação integra a Agenda Rio 2030 – Conclusão da Revisão do Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática Carioca

Formado por 17 instrumentistas e regido por Marcelo Jardim, o grupo, como o nome indica, integra a sessão de sopros e percussão da OSUFRJ e possui uma formação pouco usual, reunindo uma flauta, dois oboés, duas clarinetas, dois clarones, duas trompas, dois fagotes e duas percussões.

A proposta de organização do grupo surgiu em 2020, para a gravação de um concerto especial em comemoração aos 100 anos da UFRJ, transmitido pelo canal da Universidade no YouTube. Posteriormente, a formação deu continuidade às gravações da série Uma Breve História do Choro, atualmente disponibilizada no site do projeto Sinos (Sistema Nacional de Orquestras Sociais do Brasil) e no canal Arte de Toda Gente, no YouTube.

O repertório do grupo é dedicado principalmente a transcrições de obras de compositores ligados à história da Escola de Música da UFRJ, atravessando diferentes períodos da música brasileira. Os arranjos são assinados por Everson Moraes, músico da OSUFRJ, e Marcelo Jardim, professor da EM/UFRJ.

O programa inclui as peças Quebra-quebra, minha gente!, de Alves de Mesquita; Tango Brasileiro, de Alexandre Levy; Saudades e Saudades, de Ernesto Nazareth; Gibi Bacurau, de Carolina Cardoso de Menezes; Água de Vintém, de Irineu de Almeida; além da Suíte Batina, com obras de Chiquinha Gonzaga, e 1 x O, de Pixinguinha.

O catálogo desenvolvido pelo grupo inclui ainda obras de importantes nomes da música brasileira, como Carlos Gomes, Antônio Calado, Pattápio Silva, Francisco Braga, Anacleto de Medeiros, José Siqueira, Henrique Cazes e dos próprios Everson Moraes e Marcelo Jardim.

A entrada é gratuita, mas é necessário realizar inscrição através deste formulário.

Serviço

📅 15/09/2026 | 16h30
🏛️ Palácio Gustavo Capanema – 2º andar
📌 Rua da Imprensa, 16 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
🎟️ Entrada franca

Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta obras de Schubert, Mozart e Beethoven na Sala Cecília Meireles

A Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) realiza, no dia 11 de setembro, às 19h, mais um concerto de sua 102ª temporada, na Sala Cecília Meireles. A orquestra será regida pelo maestro Ramon Theobald em um programa dedicado a obras de Franz Schubert, Mozart e Beethoven.

A apresentação começa com o Entreato III de Rosamunda, de Schubert. Foi composta em 1823 como música incidental para uma peça teatral de Helmina von Chézy. Se a obra teatral não alcançou sucesso, a música composta por Schubert permaneceu no repertório sinfônico. O terceiro entreato tornou-se uma das páginas mais conhecidas do compositor, fazendo com que a melodia fosse reutilizada por ele em outras obras.

Em seguida, a OSUFRJ recebe o clarinetista Leandro Nascimento como solista do Concerto para clarineta K. 622, de Mozart. Considerada uma das principais obras do repertório para o instrumento, a peça foi escrita em 1791, poucos meses antes da morte do compositor, e explora amplamente as possibilidades técnicas e expressivas do clarinete.

Leandro Nascimento iniciou seus estudos na Escola de Música Villa-Lobos e integrou a Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica. Atualmente, cursa bacharelado em Música na UFRJ, sob orientação do professor Cristiano Alves. Em 2024, venceu o V Concurso Jovens Solistas do Gramado in Concert, escolhido entre 41 candidatos pela banca julgadora e pelo público. O músico integra a Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem.

Após o intervalo, o programa prossegue com o Entreato I de Thamos, Rei do Egito, de Mozart. A obra, composta originalmente como música incidental para um drama em cinco atos, reúne elementos que antecipam características presentes posteriormente na ópera A Flauta Mágica, como a tonalidade de Mi bemol e o uso expressivo dos instrumentos de sopro.

Encerrando a noite, a orquestra apresenta a Fantasia Coral, op. 80, de Beethoven, com participação do pianista Rafael Ruiz. A obra combina piano, orquestra, solistas e coro, ocupando lugar singular na produção do compositor. Sua parte final, de caráter celebrativo, apresenta ideias relacionadas às que Beethoven desenvolveria posteriormente na Nona Sinfonia, especialmente em torno dos temas do amor, da paz, da alegria e do congraçamento entre os homens.

Rafael Ruiz é vencedor do prêmio especial “Hors Concours” no XXV Concurso Nacional de Piano Souza Lima e do I Concurso Nacional de Piano da UFRJ. Graduado em Música pela UFRJ, concluiu o Master of Music in Performance e o Artist Diploma no Royal College of Music, em Londres. Como solista, já se apresentou com importantes orquestras brasileiras e estrangeiras, incluindo a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Orquestra Sinfônica da UFRJ.

A Fantasia Coral contará ainda com a participação do Brasil Ensemble, sob direção de Maria José Chevitarese, e da Classe de Canto Coral da Escola de Música da UFRJ, sob direção de Juliana Melleiro Rheinboldt. Integram o elenco vocal Luana Nascimento e Julia Riera (sopranos), Esther Santiago (mezzo), Eduardo Barbosa e Marcos Paulo Cassiano (tenores) e Iago Cirino (barítono).

À frente da OSUFRJ estará Ramon Theobald, maestro formado pela Escola de Música da UFRJ. Com trajetória ligada ao repertório sinfônico e operístico, Theobald teve formação no Teatro dell’Opera di Roma e na Opéra national de Paris e desenvolve atualmente trabalhos entre França, Itália, Inglaterra, Canadá e Brasil.

Serviço
📅 11/09/2026 | 19h
🏛️ Sala Cecília Meireles
📌 Largo da Lapa, 47 – Lapa
🎟️ funarj.eleventickets.com

Escola de Música da UFRJ promove masterclass de violino com Cezar Salem

A Escola de Música da UFRJ promove, em 08/09, das 14h às 16h, uma masterclass com o violinista Cezar Salem. A atividade será realizada no Salão Leopoldo Miguez e integra o Projeto Master Class da instituição.

Nascido no Rio de Janeiro, Cezar Salem iniciou seus estudos de violino com Suray Soren e, posteriormente, com Paulo Bósisio. Aos 17 anos, mudou-se para Frankfurt am Main, na Alemanha, onde ingressou na Hochschule für Musik und Darstellende Kunst Frankfurt am Main. Graduou-se em 2014, na classe da violinista Sophia Jaffé. Ao longo de sua formação, participou de aulas e masterclasses com músicos de renome internacional, como Ulrich Edelmann, Stephan Picard, Roland Glassl, Nikolaj Szeps-Znaider, Boris Belkin e Boris Kuschnir.

Como solista, atuou com importantes orquestras brasileiras, entre elas a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e a Orquestra Sinfônica Nacional da UFF. Na Alemanha, integrou durante dois anos a orquestra do Staatstheater Mainz. Entre 2018 e 2020, foi spalla da orquestra do filme Babylon Berlin, conjunto dedicado à interpretação ao vivo de trilhas sonoras de clássicos do cinema mudo, como Metrópolis.

Desde 2014, Cezar Salem leciona violino e música de câmara na Städtische Musikschule Bamberg, conciliando o ensino com sua atuação como intérprete e líder musical. Seus alunos têm se destacado em concursos nacionais e internacionais e conquistado vagas em importantes universidades de música e grandes orquestras.

Em 2019, com o objetivo de contribuir para a formação de jovens músicos e criar um espaço de excelência artística, Salem fundou a Jugend Kammerorchester Bamberg. Sob sua direção artística, a orquestra conquistou, em 2025, o terceiro prêmio no Bundesorchesterwettbewerb, o Concurso Nacional para Orquestras da Alemanha, realizado a cada quatro anos, na categoria Orquestra de Câmara Jovem.

A masterclass na Escola de Música da UFRJ será coordenada pelas professoras Gabriela Queiroz e Priscila Rato e pelo professor Marcelo Jardim.

Serviço

📅 08/09/2026 | 14h às 16h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📌 Rua do Passeio, 98 – Lapa
🎟️ Formulário de inscrição

Rio Brass Band se apresenta na EM/UFRJ no XVII Festival Brasil-Alemanha

A Rio Brass Band se apresenta na Escola de Música da UFRJ no dia 4 de setembro, às 19h, em um concerto que integra a programação do XVII Festival Internacional Brasil-Alemanha. A apresentação acontece no Salão Leopoldo Miguez, com entrada franca.

O concerto terá Will Sanders, trompista e professor alemão, como regente convidado, ao lado de Elias Campos, regente da Rio Brass Band, e Maico Lopes, trompetista e professor da UNIRIO. A direção artística é de Kenneth Anderson, fundador do grupo.

O programa reúne obras brasileiras para metais, incluindo quatro estreias: Dobrado Braga e Retratos Acadêmicos, de Gilson Santos; Fanfarra Heroica, de Gessé Souza; e Inverno Perdido, também de Gilson Santos. Completam o repertório Dindi, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, com arranjo de Gilson Santos; O Bruxo do Cosme Velho, de Gessé Souza; e Voltando de Acari, de Jesse Sadoc.

Fundada em 2022, a Rio Brass Band busca aproximar a tradição das brass bands europeias da diversidade da música brasileira. O grupo reúne músicos profissionais, incluindo integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro e da Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais, e vem ampliando sua atuação em concertos e eventos dedicados à música para sopros.

O Festival Brasil-Alemanha reúne instituições brasileiras e alemãs em uma programação voltada à música de concerto, à formação e ao intercâmbio artístico e acadêmico. A iniciativa conta com a participação da EM/UFRJ, do Instituto Villa-Lobos da UNIRIO e da Hochschule für Musik Karlsruhe, além do apoio do DAAD – Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico.

Serviço
📅 04/09/2026 | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📌 Rua do Passeio, 98 – Centro
🎟️ Entrada franca