UFRJazz Ensemble lança álbum ao vivo “Em Formação de Quadrilha (live)”

A EM/UFRJ celebra mais um lançamento fonográfico com a chegada de “Em Formação de Quadrilha (live)”, novo álbum da UFRJazz Ensemble, disponibilizado nas plataformas de streaming no último sábado, 9 de maio. Com 1h16min de duração, o disco apresenta uma imersão instrumental na música nordestina a partir da sonoridade de Big Band, reunindo arranjos que transitam entre o jazz e ritmos tradicionais brasileiros.

Sob regência de Julio Merlino, o álbum registra uma performance ao vivo marcada pela combinação entre precisão e balanço na condução da massa sonora da UFRJazz. O projeto foi produzido e distribuído pelo Laboratório de Criação em Música e Áudio da UFRJ (LaCriMA-UFRJ), reafirmando o papel do laboratório como polo de excelência na produção fonográfica universitária e garantindo que a performance orquestral chegue às plataformas de streaming com alta fidelidade técnica.

O trabalho conta ainda com as participações especiais dos solistas convidados Marcos Nimrichter, Marcelo Martins, Levi Chaves e Rodrigo Serra. Os músicos participam de faixas selecionadas do álbum, proporcionando momentos de virtuosismo que unem a linguagem do jazz à pulsação brasileira.

Estruturado majoritariamente em medleys, o repertório permite um mergulho contínuo em clássicos da música brasileira. Entre os destaques estão a abertura festiva de “Festa do Interior” e a sequência “Vem Morena / Qui Nem Jiló / O Xote das Meninas / Numa Sala de Reboco / Baião”. O disco também inclui “Forró na Penha / Frevo Sanfonado / Um Tom para Jobim”, além das composições “Cores” e “Mandacaru”.

O álbum presta homenagem a compositores que marcaram a música brasileira, revisitando obras de nomes como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Sivuca, Anastácia, Dominguinhos, Marinês e Moraes Moreira. O repertório também celebra a colaboração criativa de autores como Abel Silva e Miguel Dias.

Com a chancela do LaCriMA-UFRJ, o lançamento reafirma o compromisso da UFRJazz Ensemble em elevar o arranjo para Big Band ao centro da celebração regional, transformando a tradição junina em uma experiência de concerto grandiosa e emocionante.

Ouça:

XVI Encontro de Corais da Escola de Música da UFRJ promove integração entre grupos universitários e comunitários

A Escola de Música da UFRJ realiza, no dia 22 de maio, a décima sexta edição do Encontro de Corais da Escola de Música da UFRJ. O evento integra a série Música Sacra de Todos os Tempos e tem como proposta estimular o convívio entre os corais da Universidade e grupos externos oriundos de instituições públicas, privadas e da comunidade.

O encontro busca fortalecer a atividade coral como instrumento de educação, cultura, inclusão e bem-estar social, reunindo grupos que desenvolvem trabalhos voltados à prática coletiva do canto coral. A coordenação do evento é do projeto Conjunto Sacra Vox, sob direção da professora Valéria Matos.

Participam desta edição o Coral São Vicente a Cappella (SVAC), com regência de Taiana Machado; o Coral da Escola de Música da UFRJ, sob regência dos professores André Protasio e Juliana Melleiro; e o Conjunto Sacra Vox, regido por Valéria Matos.

Serviço
📅 22/05 (sexta-feira) | 18h30
🏛️ Salão Leopoldo Miguez | EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca

IFF Guarus inaugura Centro de Educação Musical Bartolomeu Wiese em homenagem a professor da EM/UFRJ

Em 08/05, o Instituto Federal Fluminense (IFF) Campus Guarus inaugura o Centro de Educação Musical Bartolomeu Wiese, novo espaço dedicado às atividades do Curso de Licenciatura em Música da instituição. A cerimônia marca a consolidação de um projeto iniciado há quase uma década e representa um avanço para a formação musical no Norte Fluminense.

A criação de um espaço exclusivo para a Licenciatura em Música era uma demanda antiga da instituição. O projeto começou a ser elaborado em 2016 pelo colegiado do curso, com o objetivo de ampliar as áreas destinadas ao ensino musical e fortalecer uma iniciativa considerada pioneira na região. O novo prédio reúne laboratórios voltados às práticas formativas, performance musical, instrumentos de teclas e editoração musical, oferecendo estrutura especializada para o desenvolvimento das atividades acadêmicas do curso.

O centro leva o nome do professor Bartolomeu Wiese (1962–2025), em homenagem ao violonista e docente da Escola de Música da UFRJ, reconhecido por sua atuação artística e acadêmica no cenário do violão brasileiro. Professor Associado II do Departamento de Instrumentos de Cordas, Bartholomeu era doutor em Práticas Interpretativas pela UNIRIO e mestre em Música pela própria UFRJ. Atuava na graduação e na pós-graduação, além de coordenar os projetos de extensão “Violões da UFRJ” e “Cordas Dedilhadas”, vinculados ao Programa de Pós-graduação Profissional em Música.

Reconhecido intérprete, integrou o grupo regional Galo Preto e a Orquestra de Cordas Brasileiras, realizando concertos e master classes em países da América Latina e da Europa. Sua pesquisa mais recente dedicava-se à aplicabilidade das técnicas expandidas do violão nas práticas interpretativas. Wiese também foi um dos primeiros apoiadores do Curso de Licenciatura em Música do IFF Guarus, acompanhando e incentivando o desenvolvimento da iniciativa desde seus primeiros anos.

A programação de inauguração contará com apresentações de estudantes do curso e convidados, reunindo representantes de instituições públicas de ensino do estado do Rio de Janeiro. Entre os participantes confirmados estão os professores da Escola de Música da UFRJ Celso Ramalho, Marcus Ferrer e Paulo Sá, da Camerata Dedilhada da UFRJ, além da pesquisadora Márcia Carnaval.

Também participam da celebração o grupo “Violões da UFRJ” e o ex-aluno de Bartolomeu Wiese, Fabrício Schlee Eyler, atualmente vinculado à Swiss International School. A programação contará ainda com a presença de alunos do Centro de Formação Artística de Música, Dança e Teatro de Rio das Ostras, coordenados pelo professor Luiz Felipe de Oliveira.

A inauguração celebra não apenas a entrega de um novo espaço acadêmico, mas também o legado de Bartolomeu Wiese e o fortalecimento do ensino superior de música no interior do estado.

Serviço
📅 08/05 (sexta-feira) | 16h
🏛️ IFF Campus Guarus
📍 Av. Souza Mota, 350 – Parque Fundão – Campos dos Goytacazes/RJ
🎟️ Entrada gratuita

Rossitza Jekova-Goza ministra master class de violino na EM/UFRJ

A Escola de Música da UFRJ promove, em 14 de maio, uma master class com a violinista búlgara Rossitza Jekova-Goza. A atividade será realizada às 16h, na Sala da Congregação, com coordenação do professor Fernando Pereira e participação do pianista Cristiano Vogas.

Com trajetória consolidada nos Estados Unidos e na Europa, Rossitza Jekova-Goza atua como solista, camerista e spalla de importantes orquestras. Atualmente, integra o Harrington String Quartet e leciona na West Texas A&M University, onde ocupa a cadeira Dorothy and Don Patterson Chair of Violin. Também é spalla da Tulsa Symphony Orchestra desde 2006.

Ao longo da carreira, ocupou postos de destaque em formações como a Royal Philharmonic Orchestra, de Londres, e a Verbier Festival Orchestra, na Suíça. Sua atuação acadêmica inclui passagens por instituições como University of North Texas, University of Oklahoma e University of Arkansas, além de residências e festivais internacionais na Itália, Alemanha, Áustria, Bulgária, Costa Rica e Brasil.

Rossitza Jekova-Goza também desenvolve intensa atividade pedagógica voltada à formação de jovens instrumentistas. Entre seus ex-alunos estão violinistas que hoje atuam em importantes circuitos internacionais. Em 2023, passou a integrar o elenco artístico da Listesso Music Group.

Serviço
📅 14/05 (quinta-feira) | 16h
🏛️ EM/UFRJ — Sala da Congregação
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Orquestra Sinfônica da UFRJ faz concerto na Sala Cecília Meireles

Em 07 de maio (quinta-feira), a Orquestra Sinfônica da UFRJ dá continuidade à sua 102ª temporada com um concerto na Sala Cecília Meireles, reunindo obras de três importantes compositores do repertório sinfônico: Mozart, Villa-Lobos e Beethoven.

A abertura do concerto apresenta a célebre Abertura da ópera A Flauta Mágica, K.620, de Mozart, obra pertencente ao gênero singspiel, que combina música e diálogos falados. Com libreto de Emanuel Schikaneder, a ópera reúne elementos de comédia, contos de fadas e filosofia, além de referências simbólicas ligadas à maçonaria, perceptíveis tanto na estrutura musical quanto na construção dramática. A abertura destaca-se ainda pelo uso do contraponto e pela alternância entre momentos solenes e trechos de caráter mais dinâmico.

Na sequência, a Sinfonietta nº 1 (1916), de Villa-Lobos, evidencia o diálogo entre tradição e modernidade. Inicialmente concebida em dois movimentos, a obra ganhou sua forma definitiva anos depois, incorporando um movimento final. Dedicada “à memória de Mozart”, a peça apresenta conexões temáticas com a abertura de A Flauta Mágica, revelando um viés neoclássico que aproxima Villa-Lobos de tendências internacionais do início do século XX, ao lado de nomes como Sergei Prokófiev e Igor Stravinsky.

Após o intervalo, o programa traz o Concerto para violino em Ré maior, op. 61 (1806), de Beethoven, única obra do gênero composta pelo autor. Escrita em curto período de tempo, a peça apresenta uma abordagem distinta do virtuosismo tradicional, privilegiando a construção temática e o refinamento sonoro. O primeiro movimento se destaca pela longa introdução orquestral, enquanto o Larghetto explora sonoridades mais delicadas do violino. O Rondó final, por sua vez, imprime caráter dançante à conclusão da obra.

A solista é a violinista Priscila Rato, spalla da Orquestra Sinfônica Brasileira e da própria OSUFRJ, com atuação destacada como solista e camerista no Brasil e no exterior. A regência é de André Cardoso.

Serviço
📅 07/05 (quinta-feira) | 19h
🏛️ Sala Cecília Meireles
📍 Largo da Lapa, 47, Rio de Janeiro/RJ

I Encontro de IA na Música e VII Jornadas de Músicas Mistas promovem debate sobre tecnologia e criação musical

A Escola de Música da UFRJ realiza, entre os dias 12 e 14 de maio, o I Encontro de IA na Música em conjunto com as VII Jornadas de Músicas Mistas. O evento, público e gratuito, propõe uma reflexão abrangente sobre os impactos das inteligências artificiais generativas no campo musical, reunindo pesquisadores, compositores e especialistas de diferentes instituições.

Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, o encontro se debruça sobre questões centrais que atravessam a produção musical contemporânea: direitos autorais, novas formas de autoria e colaboração, impactos no mercado de trabalho, transparência dos sistemas de IA e possibilidades emergentes de criatividade. Também entram em pauta as mudanças nas práticas de escuta, performance e composição, tanto na formação de estudantes quanto na atuação de profissionais da música.

Realizado em conjunto com as Jornadas de Músicas Mistas, evento de extensão que, desde 2015, investiga a integração entre instrumentos acústicos e recursos eletrônicos e informáticos, o encontro dedicado à IA surge como desdobramento natural dessa trajetória de pesquisa e experimentação.

A programação inclui palestras, mesas-redondas e uma conferência-recital, com participação de docentes e pesquisadores de instituições como UFRJ, UFF, Unesp, UFMT e UFMS. Entre os temas abordados estão regulação de IA no Brasil, aplicações na indústria musical, filosofia da inteligência, acessibilidade, escrita acadêmica e processos de cocriação entre humanos e máquinas.

A coordenação é do professor Pedro Bittencourt, docente da Escola de Música da UFRJ, vinculado ao PPGM e ao PROMUS, e líder do grupo de pesquisa Performance Hoje. Segundo a proposta do evento, a iniciativa busca contribuir ativamente para o debate contemporâneo sobre inteligência artificial na música, além de fortalecer a internacionalização e as parcerias acadêmicas da instituição.

Programação completa

12/05 (terça-feira)
14h — IA e direitos autorais: contribuições ao debate regulatório no Brasil
Allan Rocha de Souza (Direito/ITR/UFRRJ; PPED/IE/UFRJ; INCT Proprietas)

15h — IAG na Indústria Musical: sistemas Suno e Udio
Mariana Azevedo (PPED/IE/UFRJ)

16h — O inimigo é sempre o mesmo
Tim Rescala (ABM; Musimagem Brasil)

16h30 — Intervalo

17h — Mesa redonda
Mediação: Fabio Adour (PPGM/UFRJ)

13/05 (quarta-feira)
10h — Filosofia da inteligência e filosofia da composição
Jean-Pierre Caron (IFCS/UFRJ)

11h — IA segundo Yuk Hui
Giuliano Obici (IACS/PPGCA/UFF)

12h30–14h — Almoço

14h — IA na Composição Musical: uma abordagem genealógica, conceitual e prospectiva
Alex Buck (IA/Unesp)

15h — Disklavier: Jean-Claude Risset
Helen Gallo (IA/Unesp)

16h — Música e Acessibilidade com IA para Deficientes Visuais
Antônio Borges (NCE/UFRJ)

17h — Mesa redonda
Mediação: Patricia Michelini (PROMUS/UFRJ)

14/05 (quinta-feira)
13h — IA e escrita de textos acadêmicos
Laura Rónai (UNIRIO)

14h — Reflexões sobre a ADLR-Audio/LaMuT Collaboration
Rodrigo Cicchelli (EM/LAMUT/UFRJ)
Aline Freire de Rezende (PPGM/UFRJ)

15h — Música mista, interação e cocriatividade
Danilo Rossetti (UFMT)

16h — A performance como prompt: interação musical em projetos com agentes cocriativos (conferência-recital)
William Teixeira (UFMS) — violoncelo

17h — Mesa redonda e encerramento
Mediação: Pedro Bittencourt

Serviço
📅 12/05 a 14/05
🏛️ Centro de Conferências do Ed. Ventura (EM/UFRJ)
📍 Av. Chile, 330 – Centro, Rio de Janeiro (Metrô Carioca)
🎟 Entrada franca

EM/UFRJ e Instituto de Psiquiatria realizaram intercâmbio acadêmico com universidade norueguesas

A Escola de Música da UFRJ realizou, no mês de março, o intercâmbio acadêmico Música, Visibilidade e Transformação Social, evento em conjunto com duas instituições norueguesas: a University of Bergen e a South-Eastern Norway University. A iniciativa integra uma parceria internacional voltada ao desenvolvimento de pesquisas e ações de extensão e foi realizada em parceria com o Instituto de Psiquiatria da UFRJ.

Ao longo do evento, foram realizadas oficinas, apresentações de pesquisas e projetos sociais, além de rodas de conversa e outras atividades acadêmicas. O intercâmbio teve como objetivo investigar de que maneira a música pode contribuir para a visibilidade e a transformação social de grupos em situação de vulnerabilidade.

A programação incluiu ações com diferentes públicos, como pessoas em tratamento psiquiátrico, população em situação de rua, adolescentes em conflito com a lei e pessoas com Doença de Parkinson. As atividades buscaram articular práticas musicais com contextos sociais diversos, ampliando o diálogo entre universidade e sociedade.

Durante o período, a Escola de Música promoveu ainda um encontro entre estudantes e professores da graduação e da pós-graduação, com foco na troca de experiências em pesquisa e extensão desenvolvidas no Brasil e na Noruega.

Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta obras de Shostakovich, Gnattali e Schubert

Em 30/04, às 19h, a Orquestra Sinfônica da UFRJ dá prosseguimento à sua 102ª temporada com um concerto no Salão Leopoldo Miguez. O programa reúne obras de Dmitri Shostakovich, Radamés Gnattali e Franz Schubert.

A primeira peça é Abertura sobre temas folclóricos russos e quirguizes op.115, de Shostakovich, estreada em 2 de novembro de 1963, em Frunze (atual Bishkek), capital do Quirguistão. Um ano antes o compositor visitou a região, anexada à União Soviética décadas antes, e prometeu dedicar uma obra ao povo local. Para tanto, combinou o tema russo Ekh, brodyagi vy, brodyagi (Oh, seus vagabundos!) da região de Omsk, com dois temas quirguizes extraídos de coleções folclóricas: Tryrldan, cuja melodia é ouvida logo na abertura da peça e que faz referência a uma criatura mitológica; e Op Maida, uma canção de trabalho. O resultado é uma orquestração colorida e vibrante que será interpretada pela OSUFRJ pela primeira vez, em homenagem aos 120 anos de nascimento do importante compositor.

Outro homenageado pelos 120 anos de seu nascimento é Radamés Gnattali. Ligado tanto à música de concerto quanto às práticas populares, especialmente como regente e arranjador da Rádio Nacional, o compositor tinha por costume dedicar obras a parceiros de profissão. É este o caso de Divertimento para Marimba e cordas, obra de 1973 dedicada ao percussionista Luiz Anunciação, o Pinduca, responsável pela elaboração de sua cadência, que também entra para a lista dos homenageados. Em 2026 celebra-se o centenário de seu nascimento. O solo será interpretado por Pedro Moita.

O concerto encerra com a Sinfonia nº4 Trágica, composta por Franz Schubert aos 19 anos. Trata-se da primeira sinfonia em modo menor do compositor austríaco, guardando algumas conexões com a Quinta Sinfonia de Beethoven, não só pela dramaticidade, mas também pela tonalidade idêntica. Schubert jamais chegou a ter a oportunidade de ouvir a obra, pois ficou mais de três décadas esquecida, tendo sido estreada somente em 1849, em Leipzig, mais de duas décadas após sua morte.

A apresentação será aberta ao público e contará com a regência de Thiago Santos, apontado como um dos mais promissores jovens regentes brasileiros da atualidade.

Serviço
📅 30/04 (quinta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

EM/UFRJ seleciona cantores para a temporada 2026 da Orquestra Sinfônica da UFRJ

A partir de 20/04, a Escola de Música da UFRJ abre inscrições para a seleção de cantores que irão participar do segundo semestre da temporada 2026 da Orquestra Sinfônica da UFRJ. A iniciativa é realizada por meio do projeto Ópera na UFRJ, em cooperação com a orquestra.

As audições serão realizadas presencialmente em 21/05 , a partir das 13h, no Prédio Histórico da Escola de Música, na Rua do Passeio, 98, na Lapa, em sala a ser definida.

O processo seletivo é aberto a alunos de graduação, pós-graduação e extensão da UFRJ, bem como a cantores de outras instituições ou externos à universidade. É obrigatória a disponibilidade para participação em todos os ensaios e apresentações previstos na temporada.

A princípio estão previstas duas apresentações: a Missa de São Francisco de Paula, no dia 18 de agosto, na Igreja de São Francisco de Paula, sob regência de Victor Cassemiro; e a Fantasia Coral, no dia 11 de setembro, na Sala Cecília Meireles, sob regência de Ramon Theobald.

As inscrições estarão abertas de 20/04 a 17/05 e devem ser feitas por meio deste formulário online.

Todos os detalhes sobre o repertório e as partituras para as audições constam no documento a seguir:

Alunos do PROMUS conquistam prêmio internacional e indicação ao Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira

Dois estudantes vinculados ao Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da UFRJ (PROMUS) alcançaram reconhecimento recente em importantes premiações da música. O cavaquinista Márcio Marinho foi vencedor do LIT Music Awards 2026, enquanto o violonista Rogério Caetano recebeu indicação ao 33º Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira.

Márcio Marinho vence o LIT Music Awards 2026

Mestre pelo PROMUS, Márcio Marinho foi contemplado na categoria Best Instrumental Album com o trabalho As Marcianas de Márcio Marinho – Cavaquinho 6 Cordas.

A pesquisa desenvolvida no programa, sob orientação do professor Henrique Cazes, teve como foco a criação de composições para cavaquinho de seis cordas solo, com produção de registros audiovisuais e partituras digitalizadas. A partir dessas gravações surgiu o álbum premiado, que explora o instrumento como um corpo sonoro completo (melódico, rítmico e harmônico), investigando timbres, texturas e suas potencialidades técnicas na música instrumental brasileira.

Nascido em Brasília, Márcio iniciou seus estudos no cavaquinho aos 13 anos e, aos 15, já atuava como solista do grupo Os Novos Chorões. Posteriormente, integrou o grupo Sorrindo à Toa e, desde 2006, é professor da Escola de Choro Raphael Rabello. Formado em Licenciatura em Música pelo Claretiano, já se apresentou com nomes como Hermeto Pascoal, Dominguinhos e Paulinho da Viola.

A coordenadora do PROMUS, professora Patrícia Michelini, destacou o impacto da formação na trajetória do músico:

“Márcio Marinho já era um excelente cavaquinista. Mas com a realização do mestrado, ele dá um passo além na sua carreira, levando o seu instrumento a um patamar técnico de excelência, construindo as suas marcianas, inspiradas nas bachianas de Villa-Lobos, com esse tom jocoso que lhe é característico, mas com um nível técnico absurdo. Ao ouvirmos as obras, a gente percebe uma maturidade não apenas como intérprete, mas também como compositor.”

Rogério Caetano é indicado ao Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira

Também vinculado ao PROMUS, o doutorando Rogério Caetano foi indicado ao 33º Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira, na categoria Música Instrumental. A indicação está associada a dois trabalhos lançados em 2025: Regional do Caetano e Eterna Melodia – Waldir Azevedo 100 anos, este último em parceria com o professor Henrique Cazes.

Com direção artística de Olívia Hime, o álbum Regional do Caetano apresenta oito faixas autorais gravadas ao vivo em estúdio, com mínima intervenção de edição. O trabalho dialoga com a tradição dos regionais brasileiros, especialmente o Regional do Canhoto, e articula elementos do choro, samba e forró.

Já em Eterna Melodia – Waldir Azevedo 100 anos, Rogério Caetano e Henrique Cazes recriam obras como Brasileirinho, Delicado e Pedacinhos do Céu, em um trabalho centrado no diálogo instrumental entre cavaquinho e violão de sete cordas, com ênfase em variações interpretativas, improvisação e exploração das possibilidades expressivas dos instrumentos.

Natural de Goiânia, Rogério Caetano é bacharel em Composição pela Universidade de Brasília e mestre em Música pela UFRJ. Reconhecido como um dos principais nomes do violão de sete cordas de aço, destaca-se pelo desenvolvimento de uma linguagem que projeta o instrumento como solista na música brasileira contemporânea.

Ao longo da carreira, lançou mais de 15 álbuns e recebeu prêmios como o Independent Music Awards (2015 e 2019) e o Prêmio da Música Brasileira (2016 e 2024), além de distinções no Prêmio Profissionais da Música entre 2017 e 2021. Em 2021, foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum Instrumental pelo trabalho em parceria com Cristóvão Bastos.

Sobre a indicação, o músico afirmou:

“Estou feliz da vida por esse reconhecimento que reafirma que a caminhada está certa e nos dá ainda mais força pra seguir em frente. Meu sete cordas de aço e a música que realizo com ele são um presente de Deus na minha vida, e poder dividir essa dádiva com as pessoas é de uma emoção e gratidão ímpares”.

Patrícia Michelini também comentou sobre o momento do músico no programa:

“Egresso do mestrado, e agora aluno da primeira turma do doutorado do PROMUS, Rogério amplia ainda mais a sua atuação, não apenas criando e interpretando essas novas peças, mas também trabalhando com um instrumento novo, com melhorias na sua luteria, que vão projetar o violão de sete cordas como um instrumento ainda mais rico de possibilidades técnicas.”

PROMUS completa uma década de atividades em 2026

As conquistas dos dois músicos refletem o papel do PROMUS na formação de profissionais que articulam prática artística e pesquisa. Segundo Patrícia Michelini, os trabalhos desenvolvidos no programa evidenciam esse processo:

“Os trabalhos de ambos mostram também o quanto o PROMUS foi importante, porque eles não apenas amadureceram como instrumentistas e intérpretes, mas, sobretudo, refletiram sobre a sua prática, sobre a criação musical e incorporaram a pesquisa artística em seu cotidiano”.

A coordenadora também destacou a relevância do setor de cordas dedilhadas do Programa. Formado por docentes com ampla experiência, ele tem atraído estudantes de diferentes estados, proporcionando um conjunto consistente de produções artísticas e pedagógicas na área.

Em 2026, o PROMUS completa dez anos de atividades. Voltado à formação profissional de músicos, o programa já recebeu mais de 200 alunos e contabiliza cerca de 150 defesas concluídas, resultando em um amplo conjunto de produções com impacto na atuação de seus egressos.

Recentemente, o programa foi ampliado com a criação do doutorado profissional, um dos primeiros na área de artes no Brasil, voltado à continuidade da formação de intérpretes e docentes com atuação consolidada.

OUÇA: