Revista musical Bororó volta aos palcos em março

Em março, o Projeto Ópera na UFRJ promove novas apresentações da revista musical Bororó, com texto de Carlos Rabelo e canções de Francisco Mignone. Serão duas datas no Rio de Janeiro: no Instituto Italiano de Cultura, no dia 27, às 12h; e no Salão Leopoldo Miguez da EM/UFRJ, no dia 28, às 16h. Ambas têm entrada franca.

Ambientada no Rio de Janeiro da década de 1950, período de grande popularidade do teatro de revista, a obra acompanha a trajetória de Herbert Rodgers, compositor de música de concerto que, diante de dificuldades financeiras, passa a atuar em um teatro popular sob o pseudônimo Bororó. Nesse ambiente, entra em conflito com Dolores, vedete principal da companhia, mas ambos acabam se unindo para evitar o fechamento do teatro. A narrativa também acompanha Zinha, jovem cozinheira que sonha em se tornar artista, e Juremir, seu namorado vindo do interior, que se encanta com o universo teatral.

A peça foi encomendada a Carlos Rabelo em 2019, a partir da publicação das canções populares de Francisco Mignone compostas sob o pseudônimo Chico Bororó, em iniciativa de Maria Josephina Mignone e Anete Rubin.

A direção geral é de Lenine Santos, com direção cênica de José Henrique Moreira e Marcellus Ferreira. O espetáculo conta com um elenco formado por André Cisco, Haile Muziki, Mariana Leandro, André Hipólito e Maria Clara Justino, além da participação do grupo Sôdade Brasilis.

Bororó
📅 27/03 (sexta-feira) | 12h
🏛️ Instituto Italiano de Cultura
📍 Av. Presidente Antônio Carlos, 40 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

📅 28/03 (sábado) | 16h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

PROMUS celebra 10 anos e lança selo comemorativo

Em 2026, o Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da UFRJ (PROMUS/UFRJ) completa uma década de atuação e marca a data com o lançamento do selo PROMUS 10 anos. A identidade visual passa a sinalizar atividades da Escola de Música que envolvam discentes, docentes e egressos do programa, além de repertórios e produtos oriundos de suas pesquisas.

Criado em 2015, com a primeira turma iniciada em 2016, o PROMUS foi estruturado para atender à demanda por uma formação voltada à prática profissional do músico e do professor de instrumento, canto e regência, com foco em pesquisa aplicada e nas necessidades concretas do campo de atuação. Ao longo desses dez anos, o programa recebeu mais de 200 alunos e contabiliza cerca de 150 defesas concluídas, resultando em um conjunto expressivo de produções artísticas e pedagógicas, com impactos diretos na atuação profissional de seus egressos, incluindo publicações e projetos em circulação.

Com área de concentração em Práticas Interpretativas, o programa organiza suas atividades em duas linhas de atuação profissional: Processos de Desenvolvimento Artístico (PDA) e Pedagogia Instrumental/Vocal/Regências (PIVR), voltadas à prática artística e à formação docente em música.

No ano em que celebra sua primeira década, o PROMUS amplia sua atuação com a oferta do curso de doutorado profissional, um dos primeiros na área de artes no Brasil, voltado à continuidade da formação de intérpretes e docentes com atuação consolidada.

O selo comemorativo será aplicado em ações que evidenciem a presença e a contribuição do programa na grade de eventos da Escola de Música, permitindo ao público identificar a participação de discentes, docentes e egressos do PROMUS, além de destacar a integração entre diferentes gerações que compõem sua trajetória.

O símbolo escolhido para o selo é o beija-flor, associado à ideia de dinamismo e circulação de conhecimento. Como destaca a coordenadora do programa, professora Patricia Michelini Aguilar:

“O beija-flor é um pássaro resiliente, capaz de se adaptar e superar desafios com graciosidade. Suas asas, em constante movimento, transmitem a ideia de vibração e energia, qualidades que identificamos no PROMUS, que busca acompanhar as transformações do mundo do trabalho da música. Assim como na polinização, o programa espalha conhecimento e inovação.”

O selo PROMUS 10 anos foi desenvolvido pela designer Márcia Carnaval, que também participou da atualização da identidade visual do programa.

Projeto Ópera na UFRJ seleciona bolsistas

A Escola de Música da UFRJ está com inscrições abertas para a seleção de bolsistas de graduação que irão atuar no projeto Ópera na UFRJ, vinculado ao Programa de Apoio às Artes aos Grupos Artísticos de Representação Institucional (PROART/GARIN/UFRJ). A iniciativa integra as ações de apoio a atividades artísticas institucionais da universidade e prevê a participação de estudantes em diferentes áreas da produção operística.

Ao todo, são oferecidas seis vagas de bolsa, distribuídas entre as áreas de Piano (1), Direção Teatral/Produção (1), Cenografia (2) e Figurino (2). As bolsas têm carga horária de 20 horas semanais e vigência prevista entre abril e dezembro de 2026. As atividades serão desenvolvidas na EM/UFRJ, com supervisão da equipe responsável pelo projeto.

Para a vaga de pianista, podem se candidatar estudantes regularmente matriculados no Bacharelado em Piano da EM/UFRJ. As vagas de Direção Teatral/Produção, Cenografia e Figurino são destinadas a alunos do curso de Artes Cênicas da UFRJ que cursem as respectivas habilitações.

O bolsista de Direção Teatral/Produção deverá acompanhar ensaios, auxiliar o diretor na busca de soluções para a execução da ópera, mediar relações entre as equipes envolvidas, acompanhar a compra de materiais para cenários e figurinos e realizar outras tarefas relacionadas à produção do espetáculo.

Os bolsistas de Cenografia participarão da elaboração e concepção do projeto cênico, da confecção dos materiais de cenário e da montagem e desmontagem dos cenários nas salas de concerto.

Já os bolsistas de Figurino atuarão na elaboração e concepção do projeto de figurinos, na confecção das peças e no acompanhamento das récitas, auxiliando o elenco na caracterização.

As inscrições devem ser realizadas por e-mail até 21/03, mediante envio de documentação e respostas a perguntas sobre experiências prévias e expectativas em relação à bolsa. Todos os detalhes podem ser conferidos neste documento.

Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta novo recital de formatura em Regência Orquestral

Em 12 de março, às 19h, a Orquestra Sinfônica da UFRJ realiza, no Salão Leopoldo Miguéz da EM/UFRJ, mais um recital de formatura em Regência Orquestral. A apresentação integra a 102ª temporada da orquestra, reconhecida em 2025 como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade do Rio de Janeiro. A direção musical é de Gabriel Galdino.

O programa reúne obras de Wolfgang Amadeus Mozart, Felix Mendelssohn, Clarice Assad e Ernani Aguiar, contemplando repertório que percorre diferentes períodos e referências estéticas da música para orquestra de cordas.

A abertura do concerto traz Adagio e Fuga K.546, composta por Mozart em 1788. No catálogo organizado pelo próprio compositor, a obra aparece descrita como “um pequeno adágio para dois violinos, viola e baixo, sobre uma fuga que escrevi há muito tempo para dois pianos”. A peça mencionada é a Fuga em dó menor, K.426, escrita no final de 1783. A versão para cordas surgiu durante um período em que Mozart estudava intensamente a obra de Johann Sebastian Bach e Georg Friedrich Händel, realizando transcrições de fugas de O cravo bem temperado e reorquestrando obras como o oratório O Messias e a ópera Acis e Galatea.

Em seguida, a orquestra interpreta a Sinfonia nº 2 para cordas, de Felix Mendelssohn, composta em 1821, quando o compositor tinha entre 12 e 14 anos. As doze sinfonias para cordas escritas nesse período foram criadas logo após seus estudos com Carl Friedrich Zelter, discípulo de Johann Philipp Kirnberger, que por sua vez havia sido aluno de Bach. O primeiro movimento da sinfonia, em Ré maior, apresenta caráter rápido e vigoroso. O Andante, em si menor, explora uma textura contrapontística associada ao estilo barroco e constitui o movimento mais extenso da obra. O Allegro vivace final retoma o caráter do primeiro movimento em compasso 6/8, com passagens em que a escrita contrapontística se integra a um fluxo contínuo de notas.

A compositora Clarice Assad está representada no programa com Três pequenas variações sobre o tema “A maré encheu”, obra de 2020 inspirada em uma lembrança de infância da compositora, que recorda ouvir sua avó cantar o conhecido tema folclórico. A primeira variação, intitulada Cigana, utiliza tratamento modal que, segundo a compositora, confere um aspecto exótico ao tema. A segunda, Canção, apresenta a melodia acompanhada por pizzicatos de violoncelos e contrabaixos. A terceira variação, Dança, explora contrastes dinâmicos e elementos rítmicos associados ao maracatu.

O concerto se encerra com Instantes II “de Prados”, de Ernani Aguiar. Em 1986, o compositor iniciou a série de obras para orquestra de cordas intitulada Instantes. No mesmo ano, escreveu também os Duos de Prados, para violino e viola, compostos na cidade mineira de Prados. Instantes II foi estruturada a partir de quatro desses duos, posteriormente ampliados para a formação de orquestra de cordas. A referência à cidade aparece no movimento Boi mofado, que utiliza um tema cantado no tradicional folguedo mineiro.

O recital será regido por Gabriel Galdino, que iniciou seus estudos musicais aos dez anos de idade no projeto “Volta Redonda Cidade da Música”, atuando inicialmente como percussionista. Posteriormente, tornou-se repetidor, monitor e professor no projeto. É graduado em licenciatura em música pelo Centro Universitário de Barra Mansa, onde leciona Harmonia Vocal, História da Música e Prática de Conjunto. Possui pós-graduação em metodologia do ensino de artes pela Faculdade São Luís e em educação musical pela Faculdade de Ciências da Bahia (FACIBA). Atualmente dirige grupos do projeto Volta Redonda Cidade da Música, incluindo a Banda Mini, a Banda Marcial, além de já atuar como regente da Banda de Concerto e do Coro Infantojuvenil.

Orquestra Sinfônica da UFRJ | Recital de formatura em Regência Orquestral
📅 12/03 (quinta-feira) | 19h
📍 Salão Leopoldo Miguéz – EM/UFRJ
📌 Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro
🎟️ Entrada gratuita

Salão Leopoldo Miguez recebe a Orquestra Sinfônica da UFRJ em recital de formatura em Regência Orquestral

Em 04 de março, às 19h, a Orquestra Sinfônica da UFRJ realiza, no Salão Leopoldo Miguéz, um concerto que integra sua 102ª temporada e marca o recital de formatura em Regência Orquestral de Aderbal Soares. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade do Rio de Janeiro, a Orquestra apresenta um programa que transita entre diferentes épocas e estéticas, reunindo obras de Jean Sibelius, Krzysztof Penderecki, Wolfgang Amadeus Mozart e Alexandre Schubert.

A abertura será com Andante Festivo (1938), de Jean Sibelius (1865–1957), em sua versão para orquestra de cordas. Originalmente composta em 1922 para quarteto de cordas, a peça foi ampliada em 1938, com tímpanos opcionais que participam apenas nos compassos finais. A obra estreou em 1º de janeiro de 1939, em transmissão ao vivo para a Exposição Mundial de Nova York, sob regência do próprio compositor à frente da Orquestra Sinfônica da Rádio Finlandesa. A gravação dessa ocasião constitui o único registro de Sibelius interpretando uma obra sua.

Na sequência, a Orquestra interpreta as Três peças em estilo antigo (1963), de Krzysztof Penderecki (1933–2020). Os dois minuetos que compõem a obra foram escritos originalmente como trilha para o filme O Manuscrito de Saragossa (1964), dirigido por Wojciech Has, baseado no romance “Manuscrito encontrado em Saragoça”, de Jan Potocki. Posteriormente, Penderecki compôs a ária para formar a suíte em três movimentos. A obra representa uma estilização da linguagem tonal e de formas musicais dos períodos barroco e rococó, contrastando com a produção de vanguarda do compositor na década de 1960.

O programa inclui ainda a ária Ruhe sanft, da ópera inacabada Zaide (K.344), escrita por Mozart entre 1779 e 1780. Concebida para uma companhia de ópera em língua alemã estabelecida pelo imperador José II, a obra foi abandonada pelo compositor e permaneceu incompleta, sem abertura e sem música para o final. Publicada em 1838 com o título Zaide, a partir do manuscrito vendido pela viúva do compositor, Constanze Mozart, ao editor Johann Anton André, a ópera preserva, entretanto, trechos de grande beleza. Ruhe sanft é cantada pela personagem Zaide, que declara seu amor ao escravo Gomatz enquanto ele dorme. A soprano Luana Nascimento será a solista nesta apresentação.

Encerrando o concerto, a Orquestra apresenta Brasiliana nº 4 (2020), de Alexandre Schubert, professor da Escola de Música da UFRJ. A obra explora características musicais da região Sudeste do Brasil em quatro movimentos: o Maxixe (allegro) remete à dança sincopada que se difundiu no Rio de Janeiro no início do século XX; Cantiga (calmo) apresenta andamento lento e caráter introspectivo; Toada dos navegantes (allegro) homenageia pescadores caiçaras; e Bossa (allegro) finaliza a obra com caráter alegre e descontraído, marcado pelo uso da síncope.

Luana Nascimento é bacharelanda em Canto pela UFRJ. Iniciou sua trajetória artística aos nove anos, no Coral Infantil da UFRJ, com o qual participou de apresentações como o evento comemorativo do Bicentenário da República da Argentina, em Buenos Aires, além de montagens no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Atuou na ópera O Boi e o Burro no caminho de Belém, de Tim Rescala, integrou o Coro Sinfônico do Theatro Municipal na ópera Dido e Enéas, de Henry Purcell, e atualmente participa do Coral Brasil Ensemble-UFRJ.

A regência é de Aderbal Soares, cantor formado pela UFRJ, com atuação em óperas, oratórios e festivais no Brasil e no exterior. Desenvolve atividades como compositor, arranjador, pianista, regente coral e orquestral, preparador vocal e professor de disciplinas teóricas e práticas em Música.

Recital de formatura em Regência Orquestral – Orquestra Sinfônica da UFRJ
📅 04/03 (quarta-feira) | 19h
📍 Salão Leopoldo Miguéz – EM/UFRJ
🏛 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro
🎟 Entrada franca

Palestra aborda relações entre música, tecnologia e deficiência visual na EM/UFRJ

A EM/UFRJ promove, na próxima segunda-feira (9/2), às 14h, a palestra “Ver com os Ouvidos, Criar com as Mãos: A Interseção entre Música, Tecnologia e Deficiência Visual”, ministrada pelo pesquisador do Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais (NCE/UFRJ), José Antônio dos Santos Borges, referência nacional no desenvolvimento de tecnologias assistivas.

A atividade foi organizada a partir das ações de acessibilidade desenvolvidas na EM/UFRJ e será realizada no Edifício Ventura. Inicialmente pensada como uma atividade interna, a palestra foi ampliada para divulgação devido à relevância do tema e da trajetória do convidado.

José Antônio dos Santos Borges é analista de sistemas do NCE/UFRJ e reconhecido por sua atuação na criação de soluções voltadas à inclusão digital e social de pessoas com deficiência. Entre suas principais contribuições está o Sistema Dosvox, amplamente utilizado por pessoas cegas em todo o país, permitindo o acesso e a interação com computadores por meio de recursos adaptados.

Ao longo de sua carreira, Borges também coordenou projetos como MecDaisy, para geração e reprodução de livros digitais acessíveis; Motrix, que possibilita o controle do computador por comandos de voz; Braille Fácil e Musibraille, voltados à educação musical para pessoas cegas; além do Prancha Fácil, direcionado à comunicação alternativa. Sua atuação inclui ainda projetos em áreas como síntese de voz, cartografia tátil adaptada, computação gráfica e multimídia educacional.

Recentemente, o pesquisador foi condecorado com a Medalha Pedro Ernesto, maior honraria concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à sociedade por meio do desenvolvimento de tecnologias assistivas.

A palestra abordará as relações entre música, tecnologia e deficiência visual, a partir da experiência acadêmica e profissional do pesquisador, destacando possibilidades de criação, aprendizagem e acessibilidade no campo musical.


Palestra Ver com os Ouvidos, Criar com as Mãos: A Interseção entre Música, Tecnologia e Deficiência Visual
📅 09/02 (segunda-feira) | 14h
🏛️ Edifício Ventura, sala 2116
📍 Av. República do Chile, 330, Torre Leste – 21º andar,
🎟 Entrada franca

EM e OSUFRJ celebram 120 anos de Radamés Gnattali com disponibilização de partituras

A EM/UFRJ e a Orquestra Sinfônica da UFRJ celebram, neste 27 de janeiro, os 120 anos de nascimento do compositor Radamés Gnattali com a disponibilização das partituras das quatro suítes de Canções Populares do Brasil, escritas para orquestra de cordas. O material passa a estar disponível para orquestras brasileiras por meio do Projeto Sinos, iniciativa realizada em parceria com a Funarte.

As edições das obras de Radamés Gnattali foram produzidas a partir dos manuscritos originais preservados no Acervo Radamés Gnattali, garantindo fidelidade às fontes históricas. Com a publicação digital, as partituras tornam-se acessíveis a grupos sinfônicos de todo o país, ampliando a circulação e a execução do repertório do compositor.

Além das obras de Radamés Gnattali, o Projeto Sinos também disponibiliza novas partituras e partes de composições de Carlos Gomes, Francisco Braga, Barrozo Netto, José Siqueira, Brenno Blauth, Osvaldo Lacerda, Murillo Santos, Ilza Nogueira e Silvia de Lucca, reunindo um conjunto significativo da produção da música de concerto brasileira.

As partituras podem ser acessadas no site do Projeto Sinos. Para informações sobre o acesso específico ao material das obras de Radamés Gnattali, o contato deve ser feito diretamente com o Acervo Radamés Gnattali, pelo e-mail gnattali.radames@gmail.com

Doutorando do PPGM da EM/UFRJ recebe 3º prêmio no Concurso Sílvio Romero 2025

O aluno de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Música da EM/UFRJ Bruno de Carvalho Reis recebeu o 3º prêmio do Concurso Sílvio Romero 2025 de Monografias sobre Folclore e Cultura Popular, uma das mais tradicionais iniciativas de estímulo à pesquisa na área da cultura popular brasileira.

O resultado final do concurso foi divulgado pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Na edição de 2025, o certame contou com 121 monografias inscritas, provenientes de diversas regiões do país.

Bruno de Carvalho Reis é graduado em Composição e mestre pela UFRJ. Ingressou no curso de doutorado do PPGM da EM/UFRJ no período 2024-2 e desenvolve pesquisa na área de Musicologia, sob orientação da Dra. Marcia Ermelindo Taborda.

A monografia premiada tem o título “Tirando a viola do saco: marginalização, resistência e ressignificação da viola e do violeiro no contexto do projeto de europeização e apagamento de saberes no Rio de Janeiro oitocentista”. O trabalho investiga a marginalização simbólica, social e cultural da viola e do violeiro no Rio de Janeiro do século XIX, articulando esse processo a um projeto de europeização dos costumes e apagamento de saberes afro-indígenas.

A pesquisa adota uma abordagem interdisciplinar, conjugando Musicologia Histórica, Etnomusicologia e História Social. O estudo analisa a consolidação da figura do capadócio como matriz simbólica do violeiro carioca, os mecanismos de criminalização e folclorização da viola e sua permanência como micromúsica e signo de resistência, além de propor uma revisão crítica da diversidade organológica das violas no Brasil.

Mais informações sobre o resultado do Concurso Sílvio Romero 2025 estão disponíveis aqui.

EM/UFRJ abre inscrições para o Edital THE-ENEM 2026

A partir de 19/01, estará aberto o período de inscrições para o Edital THE-ENEM 2026, destinado ao preenchimento de vagas nos cursos de bacharelado e licenciatura da EM/UFRJ, com ingresso previsto para o primeiro período letivo de 2026 (2026/1).

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, no site do Acesso à Graduação da UFRJ, no período de 19 a 23 de janeiro de 2026. O sistema estará disponível a partir das 10h do dia 19/01 e permanecerá aberto até as 23h59 do dia 23/01.

Para participar do processo seletivo por meio do Edital THE-ENEM 2026, é necessário que o candidato tenha realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em uma das seguintes edições: 2023, 2024 ou 2025. Além disso, o candidato deve ter sido considerado APTO no Teste de Habilidades Específicas (THE) de 2026 ou em edições anteriores, correspondentes aos editais THE 2023, THE 2024 ou THE 2025.

A Escola de Música da UFRJ recomenda que os candidatos acompanhem regularmente o site do Acesso à Graduação para se manterem informados sobre atualizações e próximas etapas do Edital THE-ENEM 2026.

Link para inscrições: https://acessograduacao.ufrj.br/periodo-2026-1/2026-the-enem/inscricoes-ufrj-the-enem-2026

Informações sobre as próximas etapas do Edital: https://acessograduacao.ufrj.br/periodo-2026-1/2026-the-enem

Eventuais dúvidas devem ser endereçadas ao e-mail a seguir: acesso@musica.ufrj.br

Programas de pós-graduação em Música têm resultados positivos em avaliação da Capes

A Escola de Música da UFRJ obteve resultados expressivos na Avaliação Quadrienal da Capes referente ao período 2021–2024, com desempenhos relevantes de seus dois programas de pós-graduação em Música.

O Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da EM/UFRJ (Promus) manteve a nota 4, repetindo o conceito alcançado na avaliação anterior. A nota corresponde ao conceito máximo atribuído a programas que oferecem exclusivamente o curso de mestrado, consolidando o Promus como referência na área de Artes na modalidade profissional. O curso de doutorado passou a ser ofertado pelo programa a partir de 2025, depois do último período avaliativo.

Segundo a coordenadora do Promus, Profa. Patricia Michelini, “com a recém implementação do doutorado, o Promus seguirá firme construindo formação de excelência, gerando impacto social, artístico e profissional, e oferecendo à sociedade produtos aplicáveis na área das Práticas Interpretativas”.

A Capes já destacou a produção discente do Programa, considerada compatível com os indicadores de impacto e inovação esperados de um programa profissional, além da qualidade do corpo docente, caracterizado pelos avaliadores como possuidor de vínculos nítidos com o mercado profissional da área.

Já o Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ (PPGM) apresentou avanço significativo, com a elevação do conceito de 4 para 5 na Avaliação Quadrienal 2021–2024. O resultado é atribuído a um esforço coletivo que envolveu a coordenação do programa, a comissão deliberativa, os corpos docente e discente, colaboradores externos e a Secretaria Acadêmica do PPGM.

A Avaliação Quadrienal da Capes é o principal instrumento de análise da pós-graduação stricto sensu no Brasil. Baseada na avaliação por pares e em critérios debatidos e periodicamente atualizados pela comunidade acadêmico-científica.

Os resultados alcançados no quadriênio 2021–2024 reafirmam o fortalecimento da pós-graduação em Música na EM/UFRJ, evidenciando a consolidação de seus programas acadêmico e profissional e o compromisso institucional com a qualidade da formação, da pesquisa e da produção artística.