I Encontro de IA na Música e VII Jornadas de Músicas Mistas promovem debate sobre tecnologia e criação musical

A Escola de Música da UFRJ realiza, entre os dias 12 e 14 de maio, o I Encontro de IA na Música em conjunto com as VII Jornadas de Músicas Mistas. O evento, público e gratuito, propõe uma reflexão abrangente sobre os impactos das inteligências artificiais generativas no campo musical, reunindo pesquisadores, compositores e especialistas de diferentes instituições.

Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, o encontro se debruça sobre questões centrais que atravessam a produção musical contemporânea: direitos autorais, novas formas de autoria e colaboração, impactos no mercado de trabalho, transparência dos sistemas de IA e possibilidades emergentes de criatividade. Também entram em pauta as mudanças nas práticas de escuta, performance e composição, tanto na formação de estudantes quanto na atuação de profissionais da música.

Realizado em conjunto com as Jornadas de Músicas Mistas, evento de extensão que, desde 2015, investiga a integração entre instrumentos acústicos e recursos eletrônicos e informáticos, o encontro dedicado à IA surge como desdobramento natural dessa trajetória de pesquisa e experimentação.

A programação inclui palestras, mesas-redondas e uma conferência-recital, com participação de docentes e pesquisadores de instituições como UFRJ, UFF, Unesp, UFMT e UFMS. Entre os temas abordados estão regulação de IA no Brasil, aplicações na indústria musical, filosofia da inteligência, acessibilidade, escrita acadêmica e processos de cocriação entre humanos e máquinas.

A coordenação é do professor Pedro Bittencourt, docente da Escola de Música da UFRJ, vinculado ao PPGM e ao PROMUS, e líder do grupo de pesquisa Performance Hoje. Segundo a proposta do evento, a iniciativa busca contribuir ativamente para o debate contemporâneo sobre inteligência artificial na música, além de fortalecer a internacionalização e as parcerias acadêmicas da instituição.

Programação completa

12/05 (terça-feira)
14h — IA e direitos autorais: contribuições ao debate regulatório no Brasil
Allan Rocha de Souza (Direito/ITR/UFRRJ; PPED/IE/UFRJ; INCT Proprietas)

15h — IAG na Indústria Musical: sistemas Suno e Udio
Mariana Azevedo (PPED/IE/UFRJ)

16h — O inimigo é sempre o mesmo
Tim Rescala (ABM; Musimagem Brasil)

16h30 — Intervalo

17h — Mesa redonda
Mediação: Fabio Adour (PPGM/UFRJ)

13/05 (quarta-feira)
10h — Filosofia da inteligência e filosofia da composição
Jean-Pierre Caron (IFCS/UFRJ)

11h — IA segundo Yuk Hui
Giuliano Obici (IACS/PPGCA/UFF)

12h30–14h — Almoço

14h — IA na Composição Musical: uma abordagem genealógica, conceitual e prospectiva
Alex Buck (IA/Unesp)

15h — Disklavier: Jean-Claude Risset
Helen Gallo (IA/Unesp)

16h — Música e Acessibilidade com IA para Deficientes Visuais
Antônio Borges (NCE/UFRJ)

17h — Mesa redonda
Mediação: Patricia Michelini (PROMUS/UFRJ)

14/05 (quinta-feira)
13h — IA e escrita de textos acadêmicos
Laura Rónai (UNIRIO)

14h — Reflexões sobre a ADLR-Audio/LaMuT Collaboration
Rodrigo Cicchelli (EM/LAMUT/UFRJ)
Aline Freire de Rezende (PPGM/UFRJ)

15h — Música mista, interação e cocriatividade
Danilo Rossetti (UFMT)

16h — A performance como prompt: interação musical em projetos com agentes cocriativos (conferência-recital)
William Teixeira (UFMS) — violoncelo

17h — Mesa redonda e encerramento
Mediação: Pedro Bittencourt

Serviço
📅 12/05 a 14/05
🏛️ Centro de Conferências do Ed. Ventura (EM/UFRJ)
📍 Av. Chile, 330 – Centro, Rio de Janeiro (Metrô Carioca)
🎟 Entrada franca

EM/UFRJ e Instituto de Psiquiatria realizaram intercâmbio acadêmico com universidade norueguesas

A Escola de Música da UFRJ realizou, no mês de março, o intercâmbio acadêmico Música, Visibilidade e Transformação Social, evento em conjunto com duas instituições norueguesas: a University of Bergen e a South-Eastern Norway University. A iniciativa integra uma parceria internacional voltada ao desenvolvimento de pesquisas e ações de extensão e foi realizada em parceria com o Instituto de Psiquiatria da UFRJ.

Ao longo do evento, foram realizadas oficinas, apresentações de pesquisas e projetos sociais, além de rodas de conversa e outras atividades acadêmicas. O intercâmbio teve como objetivo investigar de que maneira a música pode contribuir para a visibilidade e a transformação social de grupos em situação de vulnerabilidade.

A programação incluiu ações com diferentes públicos, como pessoas em tratamento psiquiátrico, população em situação de rua, adolescentes em conflito com a lei e pessoas com Doença de Parkinson. As atividades buscaram articular práticas musicais com contextos sociais diversos, ampliando o diálogo entre universidade e sociedade.

Durante o período, a Escola de Música promoveu ainda um encontro entre estudantes e professores da graduação e da pós-graduação, com foco na troca de experiências em pesquisa e extensão desenvolvidas no Brasil e na Noruega.

Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta obras de Shostakovich, Gnattali e Schubert

Em 30/04, às 19h, a Orquestra Sinfônica da UFRJ dá prosseguimento à sua 102ª temporada com um concerto no Salão Leopoldo Miguez. O programa reúne obras de Dmitri Shostakovich, Radamés Gnattali e Franz Schubert.

A primeira peça é Abertura sobre temas folclóricos russos e quirguizes op.115, de Shostakovich, estreada em 2 de novembro de 1963, em Frunze (atual Bishkek), capital do Quirguistão. Um ano antes o compositor visitou a região, anexada à União Soviética décadas antes, e prometeu dedicar uma obra ao povo local. Para tanto, combinou o tema russo Ekh, brodyagi vy, brodyagi (Oh, seus vagabundos!) da região de Omsk, com dois temas quirguizes extraídos de coleções folclóricas: Tryrldan, cuja melodia é ouvida logo na abertura da peça e que faz referência a uma criatura mitológica; e Op Maida, uma canção de trabalho. O resultado é uma orquestração colorida e vibrante que será interpretada pela OSUFRJ pela primeira vez, em homenagem aos 120 anos de nascimento do importante compositor.

Outro homenageado pelos 120 anos de seu nascimento é Radamés Gnattali. Ligado tanto à música de concerto quanto às práticas populares, especialmente como regente e arranjador da Rádio Nacional, o compositor tinha por costume dedicar obras a parceiros de profissão. É este o caso de Divertimento para Marimba e cordas, obra de 1973 dedicada ao percussionista Luiz Anunciação, o Pinduca, responsável pela elaboração de sua cadência, que também entra para a lista dos homenageados. Em 2026 celebra-se o centenário de seu nascimento. O solo será interpretado por Pedro Moita.

O concerto encerra com a Sinfonia nº4 Trágica, composta por Franz Schubert aos 19 anos. Trata-se da primeira sinfonia em modo menor do compositor austríaco, guardando algumas conexões com a Quinta Sinfonia de Beethoven, não só pela dramaticidade, mas também pela tonalidade idêntica. Schubert jamais chegou a ter a oportunidade de ouvir a obra, pois ficou mais de três décadas esquecida, tendo sido estreada somente em 1849, em Leipzig, mais de duas décadas após sua morte.

A apresentação será aberta ao público e contará com a regência de Thiago Santos, apontado como um dos mais promissores jovens regentes brasileiros da atualidade.

Serviço
📅 30/04 (quinta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

EM/UFRJ seleciona cantores para a temporada 2026 da Orquestra Sinfônica da UFRJ

A partir de 20/04, a Escola de Música da UFRJ abre inscrições para a seleção de cantores que irão participar do segundo semestre da temporada 2026 da Orquestra Sinfônica da UFRJ. A iniciativa é realizada por meio do projeto Ópera na UFRJ, em cooperação com a orquestra.

As audições serão realizadas presencialmente em 21/05 , a partir das 13h, no Prédio Histórico da Escola de Música, na Rua do Passeio, 98, na Lapa, em sala a ser definida.

O processo seletivo é aberto a alunos de graduação, pós-graduação e extensão da UFRJ, bem como a cantores de outras instituições ou externos à universidade. É obrigatória a disponibilidade para participação em todos os ensaios e apresentações previstos na temporada.

A princípio estão previstas duas apresentações: a Missa de São Francisco de Paula, no dia 18 de agosto, na Igreja de São Francisco de Paula, sob regência de Victor Cassemiro; e a Fantasia Coral, no dia 11 de setembro, na Sala Cecília Meireles, sob regência de Ramon Theobald.

As inscrições estarão abertas de 20/04 a 17/05 e devem ser feitas por meio deste formulário online.

Todos os detalhes sobre o repertório e as partituras para as audições constam no documento a seguir:

Alunos do PROMUS conquistam prêmio internacional e indicação ao Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira

Dois estudantes vinculados ao Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da UFRJ (PROMUS) alcançaram reconhecimento recente em importantes premiações da música. O cavaquinista Márcio Marinho foi vencedor do LIT Music Awards 2026, enquanto o violonista Rogério Caetano recebeu indicação ao 33º Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira.

Márcio Marinho vence o LIT Music Awards 2026

Mestre pelo PROMUS, Márcio Marinho foi contemplado na categoria Best Instrumental Album com o trabalho As Marcianas de Márcio Marinho – Cavaquinho 6 Cordas.

A pesquisa desenvolvida no programa, sob orientação do professor Henrique Cazes, teve como foco a criação de composições para cavaquinho de seis cordas solo, com produção de registros audiovisuais e partituras digitalizadas. A partir dessas gravações surgiu o álbum premiado, que explora o instrumento como um corpo sonoro completo (melódico, rítmico e harmônico), investigando timbres, texturas e suas potencialidades técnicas na música instrumental brasileira.

Nascido em Brasília, Márcio iniciou seus estudos no cavaquinho aos 13 anos e, aos 15, já atuava como solista do grupo Os Novos Chorões. Posteriormente, integrou o grupo Sorrindo à Toa e, desde 2006, é professor da Escola de Choro Raphael Rabello. Formado em Licenciatura em Música pelo Claretiano, já se apresentou com nomes como Hermeto Pascoal, Dominguinhos e Paulinho da Viola.

A coordenadora do PROMUS, professora Patrícia Michelini, destacou o impacto da formação na trajetória do músico:

“Márcio Marinho já era um excelente cavaquinista. Mas com a realização do mestrado, ele dá um passo além na sua carreira, levando o seu instrumento a um patamar técnico de excelência, construindo as suas marcianas, inspiradas nas bachianas de Villa-Lobos, com esse tom jocoso que lhe é característico, mas com um nível técnico absurdo. Ao ouvirmos as obras, a gente percebe uma maturidade não apenas como intérprete, mas também como compositor.”

Rogério Caetano é indicado ao Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira

Também vinculado ao PROMUS, o doutorando Rogério Caetano foi indicado ao 33º Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira, na categoria Música Instrumental. A indicação está associada a dois trabalhos lançados em 2025: Regional do Caetano e Eterna Melodia – Waldir Azevedo 100 anos, este último em parceria com o professor Henrique Cazes.

Com direção artística de Olívia Hime, o álbum Regional do Caetano apresenta oito faixas autorais gravadas ao vivo em estúdio, com mínima intervenção de edição. O trabalho dialoga com a tradição dos regionais brasileiros, especialmente o Regional do Canhoto, e articula elementos do choro, samba e forró.

Já em Eterna Melodia – Waldir Azevedo 100 anos, Rogério Caetano e Henrique Cazes recriam obras como Brasileirinho, Delicado e Pedacinhos do Céu, em um trabalho centrado no diálogo instrumental entre cavaquinho e violão de sete cordas, com ênfase em variações interpretativas, improvisação e exploração das possibilidades expressivas dos instrumentos.

Natural de Goiânia, Rogério Caetano é bacharel em Composição pela Universidade de Brasília e mestre em Música pela UFRJ. Reconhecido como um dos principais nomes do violão de sete cordas de aço, destaca-se pelo desenvolvimento de uma linguagem que projeta o instrumento como solista na música brasileira contemporânea.

Ao longo da carreira, lançou mais de 15 álbuns e recebeu prêmios como o Independent Music Awards (2015 e 2019) e o Prêmio da Música Brasileira (2016 e 2024), além de distinções no Prêmio Profissionais da Música entre 2017 e 2021. Em 2021, foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum Instrumental pelo trabalho em parceria com Cristóvão Bastos.

Sobre a indicação, o músico afirmou:

“Estou feliz da vida por esse reconhecimento que reafirma que a caminhada está certa e nos dá ainda mais força pra seguir em frente. Meu sete cordas de aço e a música que realizo com ele são um presente de Deus na minha vida, e poder dividir essa dádiva com as pessoas é de uma emoção e gratidão ímpares”.

Patrícia Michelini também comentou sobre o momento do músico no programa:

“Egresso do mestrado, e agora aluno da primeira turma do doutorado do PROMUS, Rogério amplia ainda mais a sua atuação, não apenas criando e interpretando essas novas peças, mas também trabalhando com um instrumento novo, com melhorias na sua luteria, que vão projetar o violão de sete cordas como um instrumento ainda mais rico de possibilidades técnicas.”

PROMUS completa uma década de atividades em 2026

As conquistas dos dois músicos refletem o papel do PROMUS na formação de profissionais que articulam prática artística e pesquisa. Segundo Patrícia Michelini, os trabalhos desenvolvidos no programa evidenciam esse processo:

“Os trabalhos de ambos mostram também o quanto o PROMUS foi importante, porque eles não apenas amadureceram como instrumentistas e intérpretes, mas, sobretudo, refletiram sobre a sua prática, sobre a criação musical e incorporaram a pesquisa artística em seu cotidiano”.

A coordenadora também destacou a relevância do setor de cordas dedilhadas do Programa. Formado por docentes com ampla experiência, ele tem atraído estudantes de diferentes estados, proporcionando um conjunto consistente de produções artísticas e pedagógicas na área.

Em 2026, o PROMUS completa dez anos de atividades. Voltado à formação profissional de músicos, o programa já recebeu mais de 200 alunos e contabiliza cerca de 150 defesas concluídas, resultando em um amplo conjunto de produções com impacto na atuação de seus egressos.

Recentemente, o programa foi ampliado com a criação do doutorado profissional, um dos primeiros na área de artes no Brasil, voltado à continuidade da formação de intérpretes e docentes com atuação consolidada.

OUÇA:

Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta concerto com obras de Salieri, Mozart, Vaughan Williams e Saint-Saëns

Em 17 de abril, a Orquestra Sinfônica da UFRJ realiza mais um concerto de sua 102ª temporada, no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música da UFRJ. A apresentação, com entrada franca, contará com regência de Carlos Mendes e um programa que explora diferentes estilos e formações orquestrais.

A abertura La tempesta di mare, de Antonio Salieri, inicia o concerto com uma escrita enérgica que busca retratar uma tempestade no mar por meio de escalas rápidas, tremolos e contrastes dinâmicos. A obra foi composta originalmente para a ópera “L’Europa riconosciuta” (1778) e posteriormente reutilizada em outra produção do compositor.

Na sequência, será apresentada a Sinfonia nº 48 em Ré, K120/111a, de Mozart. A obra tem origem na abertura da ópera “Ascanio in Alba”, composta em 1771, quando Mozart tinha 15 anos. Posteriormente, o compositor acrescentou um terceiro movimento, transformando a peça em uma sinfonia estruturada em três partes.

O programa segue com a Fantasia sobre Greensleeves, de Ralph Vaughan Williams, baseada na melodia anônima Greensleeves, do século XVI. A obra, organizada em 1934 por Ralph Greaves a partir de diferentes versões do compositor britânico, utiliza uma formação reduzida, com flautas, harpa e cordas, que remete à sonoridade da música renascentista.

Encerrando o concerto, a Suíte em Ré maior, op. 49, de Camille Saint-Saëns apresenta uma estrutura inspirada em danças barrocas nos primeiros movimentos, enquanto os trechos finais dialogam com o estilo romântico francês. Originalmente escrita para harmônio, a obra foi posteriormente orquestrada pelo próprio compositor para concertos realizados na Ópera de Paris.

A regência será de Carlos Mendes, bacharelando em Regência Orquestral na UFRJ, com formação em violino pela UNIRIO e atuação como spalla na Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e na Orquestra Petrobras Sinfônica.

Serviço
📅 17/04 (sexta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Sacra Vox homenageia os 85 anos da Associação de Canto Coral

A Escola de Música da UFRJ recebe, no dia 15 de abril, um concerto especial da Série Música Sacra de Todos os Tempos, no qual o Conjunto Sacra Vox presta homenagem aos 85 anos da Associação de Canto Coral, uma das mais tradicionais instituições corais do país.

A apresentação, no Salão Leopoldo Miguez, reúne o Conjunto Sacra Vox, sob regência da professora Valéria Matos, e o Coro de Câmara da Associação de Canto Coral, dirigido por Miguel Torres, em um programa que articula diferentes momentos da música sacra, com ênfase na produção brasileira.

No programa do Sacra Vox, o repertório percorre distintas abordagens da escrita coral. A abertura traz Aleluia, de Rami Levin. Em seguida, aparecem obras de compositores brasileiros contemporâneos, como Sacra Cantilena, de João Guilherme Ripper, Ave Poesia, de Katarina Assef, e Anunciação, de Ricardo Tacuchian, com solo de Melissa Oliveira.

A dimensão devocional e narrativa do concerto se amplia com Valha-me Nossa Senhora, de Gerard Galloway, e Romaria, de Osvaldo Lacerda, que conta com narração. O programa inclui ainda Maria Fulô, de Maria Di Cavalcanti, e se encerra com Kyrie – Missa Afro Brasileira, de Carlos Alberto Pinto Fonseca, com solos de Júlia Felix (soprano) e Felipe Braga (barítono).

A performance conta com participações especiais do organista Benedito Rosa, do narrador Bernardo Vieira, do pianista Thalyson Rodrigues e dos percussionistas João Godoy, Pedro Moita e Tiago Calderano.

Na segunda parte, o Coro de Câmara da Associação de Canto Coral apresenta obras de Michael Haydn, incluindo trechos da Missa Tempore Quadragesima (Kyrie, Credo, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei) e o moteto Victimae paschali laudes.

Fundado em 1998, o Conjunto Sacra Vox é um projeto de extensão da Escola de Música da UFRJ e grupo artístico de representação institucional vinculado ao Fórum de Ciência e Cultura. O conjunto desenvolve pesquisas no campo da música sacra e atua na difusão da produção coral brasileira, com repertório que abrange do século XVIII ao XXI.

Fundada em 1941, a Associação de Canto Coral consolidou-se como referência na difusão do repertório coral antigo e contemporâneo, incluindo também a música popular e a ópera, com destaque para a valorização de compositores brasileiros e a realização de primeiras audições no país.

Série Música Sacra de Todos os Tempos – Sacra Vox homenageia a Associação de Canto Coral (85 anos)
📅 15/04 (quarta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Concerto de abertura dos Coros Infantis da UFRJ marca início da temporada 2026

Os coros infantis da UFRJ realizam, no dia 14 de abril, o concerto de abertura da temporada 2026, no Salão Leopoldo Miguez. A apresentação reúne o Pré-Coral Infantil da UFRJ, o Coral Infantil da Escola de Música da UFRJ, o Coral Infantil da UFRJ e o Coral Infantojuvenil da UFRJ, com um programa que percorre obras do cancioneiro nacional e internacional.

O concerto marca o início das atividades dos grupos no ano e apresenta ao público o trabalho desenvolvido ao longo dos primeiros meses de 2026. A ocasião também será a estreia de novos coralistas no palco, integrando diferentes faixas etárias e níveis de formação musical.

A regência estará a cargo de Maria José Chevitarese, Juliana Melleiro, Pâmella Malaquias, Rafaela Theodoro e Cristiane Costa. Ao piano, participam André Santos, Caio Brandão e João Mattos.

O programa inclui peças de compositores como Vinicius de Moraes, Marcus Viana e Thelma Chan, além de canções tradicionais de diferentes culturas, com destaque para arranjos voltados ao repertório coral infantojuvenil. Ao final, todos os grupos se reúnem para uma apresentação conjunta.

Serviço
📅 14/04 (terça-feira) | 18h30
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Concerto da Orquestra Sinfônica da UFRJ na Sala Cecília Meireles em 02/04 é adiado

A Orquestra Sinfônica da UFRJ informa que o concerto previsto para esta quinta-feira, 2 de abril, às 19h, na Sala Cecília Meireles, foi cancelado.

De acordo com nota oficial, a decisão foi tomada em razão das fortes chuvas e de intercorrências técnicas provocadas pelas condições climáticas.

A nova data do concerto será divulgada em breve.

Para informações sobre ingressos e eventuais procedimentos de reembolso, o público deve entrar em contato diretamente com a Sala Cecília Meireles.

Salão Leopoldo Miguez recebe encontro de corais da EM/UFRJ

O Salão Leopoldo Miguez recebe, no dia 31 de março, uma apresentação que reúne diferentes formações vocais da Escola de Música da UFRJ em um programa diversificado, que atravessa repertórios tradicionais, folclóricos e da música de concerto.

Sob regência da professora Maria José Chevitarese, o Coral Infantojuvenil da UFRJ divide o palco com a Classe de Canto Coral da EM/UFRJ e o Coral Brasil Ensemble-UFRJ, em um concerto que evidencia a prática coral em diferentes níveis de formação dentro da instituição.

O programa do Coral Infantojuvenil inclui arranjos de canções tradicionais, como Artza Alinu, de origem hebraica, e Song for World Peace, além de Sing All Together, de Thord Gummesson. O grupo conta com acompanhamento dos pianistas André Santos e Claudia Feitosa, e monitoria de Thamires de Oliveira.

Já a Classe de Canto Coral da EM/UFRJ, sob regência da professora Juliana Melleiro, apresenta um repertório que vai do renascimento inglês, com Lullay My Liking, de Gustav Holst, ao folclore japonês em Sakura, passando por obras como Ave Verum Corpus, de Mozart, e o clássico da música popular brasileira Samba do Avião, de Tom Jobim, em arranjo de Rita Borges.

Encerrando o concerto, o Coral Brasil Ensemble-UFRJ, também dirigido por Maria José Chevitarese, interpreta obras do repertório coral sinfônico e sacro, como Gloria, de John Rutter, Verleih uns Frieden, de Felix Mendelssohn, e Sanctus, de Charles Gounod, além de Precious Lord, de Thomas A. Dorsey. A apresentação conta ainda com participação de solistas convidados: Nicole Costa, soprano; e
Lucas Aguiar, barítono.

A atividade integra as ações artísticas e pedagógicas da Escola de Música da UFRJ, proporcionando ao público contato com diferentes formações e repertórios desenvolvidos no âmbito acadêmico.

Serviço
📅 31/03 (terça-feira) | 18h30
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca