Quinteto Villa-Lobos e Banda Sinfônica do Exército Brasileiro abrem a 21ª Conferência Internacional da WASBE

O Quinteto Villa-Lobos e a Banda Sinfônica do Exército Brasileiro protagonizam, no dia 20 de julho, às 19h, na Sala Cecília Meireles, o concerto de abertura da 21ª Conferência Internacional da WASBE (World Association for Symphonic Bands and Ensembles), realizada pela primeira vez na América Latina.

A conferência acontecerá entre os dias 20 e 26 de julho e reunirá músicos, regentes, pesquisadores, compositores, educadores e estudantes de diversos países em uma ampla programação artística, acadêmica e pedagógica dedicada às bandas sinfônicas e aos conjuntos de sopros.

A edição brasileira é realizada em parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio da Escola de Música (EM/UFRJ), a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, a Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), a Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB) e a Marinha do Brasil, por meio da Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais. O projeto conta ainda com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

Na abertura, o Quinteto Villa-Lobos apresentará um programa com: Bachianas Brasileiras Nº5, de Heitor Villa-Lobos; Suíte para Flauta, Oboé, Clarineta, Trimpa e Fagote, de Radamés Gnattali; Suíte Norte, Sul, Leste, Oeste, de Hermeto Pascoal, além de Di Menor, de Guinga e Celso Viáfora. Em seguida, a Banda Sinfônica do Exército Brasileiro executará as obras Dobrado Barroco, de Gilson Silva; Mar que fala Português, de Gilson Santos; A Queda do Céu, para clarinete baixo e banda sinfônica, de Liduíno Pitombeira; e Quebra-molas, de Juliana Ripke.

A interpretação de A Queda do Céu contará com o clarinetista Thiago Tavares como solista. Bacharel em Clarinete pela UFRJ e mestre em Clarinete Baixo pelo Conservatório de Rotterdam, na Holanda, o músico integra a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) desde 2003 e também é membro da seção de clarinetes da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ (OSUFRJ).

Fundado em 1962, o Quinteto Villa-Lobos tem como missão divulgar a música de câmara brasileira, explorando diferentes gêneros e vertentes da produção musical nacional. Formado atualmente por Rubem Schuenck (flauta), Rodrigo Herculano (oboé), Cristiano Alves (clarineta), Philip Doyle (trompa) e Aloysio Fagerlande (fagote), o grupo possui uma trajetória de mais de seis décadas, com extensa discografia, apresentações em diversos países e participação em importantes festivais internacionais. Em 2024, lançou o álbum Sempre, indicado ao Prêmio da Música Brasileira BTG Pactual em 2025.

Criada em 2002, a Banda Sinfônica do Exército Brasileiro tem como principal objetivo fazer da música um bem comum como parte das atividades culturais do Exército Brasileiro, estabelecendo um vínculo artístico e cultural com a sociedade brasileira. Ao longo de sua trajetória, apresentou-se nas principais salas de concerto do país, recebeu solistas nacionais e internacionais e foi contemplada com os prêmios de Melhor Projeto de Música Clássica e Prêmio Especial de Cultura da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

A realização da WASBE 2026 no Brasil representa um marco histórico para a música de bandas sinfônicas na América Latina e reforça o protagonismo da EM/UFRJ no cenário internacional da formação, da produção artística e da pesquisa em música.

Além dos concertos, a conferência promoverá workshops, palestras, encontros formativos, sessões de leitura, concursos e atividades voltadas à formação de jovens músicos, além do Fringe Festival “Por Todas as Bandas do Brasil”, com apresentações gratuitas em diferentes espaços culturais do centro do Rio de Janeiro.

Serviço

📅 20/07 (segunda-feira) | 19h
🏛️ Sala Cecília Meireles
📍 Largo da Lapa, 47 – Lapa, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Em breve em https://salaceciliameireles.rj.gov.br/

EM/UFRJ lamenta o falecimento da professora Maria Beatriz Licursi Conceição

A Escola de Música da UFRJ (EM/UFRJ) manifesta profundo pesar pelo falecimento da professora Maria Beatriz Licursi Conceição, ocorrido na tarde da última segunda-feira (6/7). Sua trajetória esteve intimamente ligada à instituição, à qual dedicou cerca de 65 anos de sua vida.

Beatriz Licursi ingressou na EM/UFRJ ainda na infância, por volta de 1962, para estudar piano. A partir de então, construiu uma trajetória praticamente ininterrupta na Escola, onde além da iniciação musical, fez curso técnico, graduação e mestrado. Posteriormente, concluiu o doutorado em Portugal, consolidando uma vida dedicada à formação musical, ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária.

Como pianista, participou de concursos e realizou recitais ao longo de sua carreira. Entre suas maiores afinidades artísticas destacava-se a obra de Ernesto Nazareth, da qual interpretou parte significativa do repertório. Essas interpretações foram reunidas em um álbum lançado na década de 1990, atualmente disponível no YouTube.

Professora Associada da EM/UFRJ, atuou na área de Percepção Musical e desenvolveu pesquisas em Psicologia da Música, Educação Musical e Neurociências aplicadas à aprendizagem, contribuindo para a formação de inúmeras gerações de estudantes.

Também na década de 1990, idealizou o projeto de extensão Música Feliz, o qual coordenou por cerca de 30 anos e que se tornou um dos marcos de sua atuação na universidade. A iniciativa proporcionou oportunidades de apresentação a estudantes de diferentes níveis da EM/UFRJ, além de reunir alunos de outras unidades da UFRJ e de instituições públicas de ensino.

Ao longo de três décadas, o Música Feliz promoveu recitais de música de câmara, apresentações de instrumentos solistas e diversas formações musicais, desempenhando um papel relevante na formação artística dos estudantes, na difusão da música e na aproximação entre a universidade e a comunidade.

Em seus escritos sobre o projeto, Beatriz Licursi defendia a extensão universitária como um espaço de diálogo e troca de saberes entre a universidade e a sociedade. Para ela, iniciativas como o Música Feliz contribuíam para a democratização do conhecimento, a inclusão social e a construção coletiva de novos saberes por meio da prática musical.

Neste momento de luto, a EM/UFRJ se solidariza com familiares, amigos, colegas e alunos, prestando homenagem à memória da professora Maria Beatriz Licursi Conceição e agradecendo sua dedicação à instituição e à educação musical brasileira.

As cerimônias de despedida serão realizadas na quarta-feira, 8 de julho, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. O velório ocorrerá a partir das 11h, na Capela Real Grandeza, sala 6. O sepultamento está marcado para as 13h.

Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta Schumann e Beethoven

A Orquestra Sinfônica da UFRJ realiza, no dia 16 de julho, no Salão Leopoldo Miguez, mais um concerto de sua 102ª temporada. Sob regência de Felipe Prazeres, a apresentação reúne o Concerto para piano em Lá menor, op. 54, de Robert Schumann, com solo do pianista José Sacramento, e a Sinfonia nº 3 em Mi bemol maior, op. 55, “Heroica”, de Beethoven.

Híbrida de sinfonia, concerto e grande sonata, a obra que abre a noite foi concebida inicialmente em 1839 como uma fantasia em um único movimento. Em 1845, a obra foi ampliada com a inclusão de um Intermezzo e de um Allegro vivace final. Estreada por Clara Schumann no início de 1846, em Leipzig, destaca-se pela integração entre piano e orquestra e pelo desenvolvimento de um mesmo material temático ao longo dos três movimentos.

O primeiro, exposto pelos sopros, é o motivo gerador para os demais movimentos, passando por diferentes transformações, inclusive de andamentos, até desembocar na bela cadência que antecede a aceleração final. O tema do Intermezzo se destaca pelo diálogo do piano solista com o naipe de violoncelos. O terceiro movimento é de maior virtuosidade, caracterizando-se pela métrica deslocada, que causa um irresistível balanço rítmico.

Na sequência, a orquestra interpreta a célebre “Heroica”, marco na história da música sinfônica. Composta em 1804, a obra originalmente pensada como homenagem a Napoleão Bonaparte recebeu outro significado após a autoproclamação do líder francês como imperador. A decepção do compositor foi tamanha que, num acesso de raiva, Beethoven raspou a dedicatória que havia feito na partitura a ponto de furar o papel. Decidiu por intitulá-la Heróica e dedicá-la “à memória de um grande homem”, passando então a representar uma ideia universal de heroísmo.

A Terceira Sinfonia representa um marco na história da música por expandir a forma sinfônica a dimensões inéditas. No primeiro movimento, Beethoven amplia significativamente a seção de desenvolvimento em relação às sinfonias de Mozart e Haydn, introduzindo inclusive um novo tema. Em seguida, a célebre Marcha Fúnebre confere ao segundo movimento um caráter narrativo, evocando a morte do herói por meio de uma atmosfera solene e de um ritmo que remete a uma procissão. O scherzo do terceiro movimento imprime leveza e vigor, com destaque para o trio de trompas, cuja escrita sugere o caráter de uma dança rústica. O encerramento da obra apresenta um amplo movimento de variações. Após a introdução enérgica e a exposição do tema pelas cordas em pizzicato, Beethoven desenvolve uma série de variações de grande inventividade, incluindo um fugato, culminando em uma coda de forte impacto.

O solista da noite será o pianista José Sacramento, bacharelando da Escola de Música da UFRJ. Vencedor do Concurso de Jovens Solistas da OSUFRJ em 2022, já se apresentou em espaços como a Casa Museu Eva Klabin, a Biblioteca Nacional e a Sala Cecília Meireles. Em 2025, realizou turnê nacional com o Trio Oré e participou de produções do Theatro Municipal do Rio de Janeiro como pianista correpetidor e maestro interno.

A regência estará a cargo de Felipe Prazeres, maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e maestro associado da Orquestra Petrobras Sinfônica. Spalla da Orquestra Sinfônica da UFRJ, Prazeres rege regularmente a OSUFRJ desde 2013 e desenvolve intensa atuação artística no Brasil e no exterior.

Serviço
📅 16/07 (quinta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca

UFRJazz apresenta concerto dedicado à obra de Tom Jobim com arranjos inéditos para big band

Em 10/07, às 19h, a UFRJazz sobe ao palco do Salão Leopoldo Miguez para um concerto dedicado à obra de Tom Jobim, reunindo clássicos da música brasileira em arranjos especialmente concebidos para formação de big band. A apresentação destaca diferentes facetas da produção do compositor, aproximando a linguagem da bossa nova e da música instrumental brasileira da tradição das grandes orquestras de jazz.

“Em janeiro de 27 Tom Jobim completaria 100 anos, e para celebrar o centenário do maestro, a UFRJazz apresentará um repertório selecionado dentre as obras instrumentais e menos conhecidas de Jobim, com arranjos exclusivos feitos especialmente para esta ocasião”, destaca o professor Julio Merlino, diretor musical e regente do grupo.

O programa reúne um pout-pourri de obras de Tom Jobim, com arranjo original de Fernando Merlino e adaptação para Big Band de Julio Merlino, além de novas leituras para peças como Retratos 1 & 2 (Meu amigo Radamés & Radamés y Pelé), Stone Flower / Surfboard, Rancho das Nuvens / Nuvens Douradas, Takatanga / Remember, Andorinha / Sue Ann e Tema Jazz / Capitão Bacardi. O repertório inclui ainda Mojave, com arranjo de Miguel Dias.

O concerto contará com as participações especiais de José Arimatea (trompete), Nicolas Urai (França, saxofone alto), Fernando Jovem (trombone), Anderson Cruz (tuba) e Lukas Gernet (Suíça, piano).

Integram a UFRJazz os saxofonistas Misael Silveira, Esdras Lopes, Vinicio Pereira, Marcos Silva dos Santos, Lucas Alves (saxofones altos), Guilherme Pinheiro, Rafael Chuva e Ryan Pereira (saxofones tenores), além de Edu Barros (saxofone barítono). A seção de metais conta com os trompetistas Facundo Ezequiel, Gabriel Miranda e Gabriel Lima, e o trombonista Felipe Santos. Completam a formação JV Botelho (guitarra), Miguel Dias (baixo elétrico), Joca Moraes (bateria) e Rodrigo Serra (vibrafone).

Desde 2017 sob a direção musical e regência de Julio Merlino, o grupo vem explorando novas possibilidades sonoras, incorporando influências contemporâneas e mantendo diálogo com as raízes da música brasileira. Ao longo de sua trajetória, a UFRJazz já realizou mais de 260 apresentações e dividiu o palco com nomes como Hermeto Pascoal, Guinga, Nivaldo Ornelas e Rosa Marya Colin, além de ter lançado três álbuns elogiados pela crítica especializada.

O concerto é uma oportunidade única de conhecer releituras inéditas da obra de um dos maiores compositores brasileiros.

Serviço
📅 10/07 | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca

Representantes de orquestras do Rio discutem sala de concertos sinfônicos e reconstrução do Teatro Villa-Lobos com Prefeitura

Em 26 de junho, vários representantes de orquestras do Rio de Janeiro se reuniram com o atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, para discutir duas demandas do setor musical: a construção de uma sala de concertos sinfônicos e a reconstrução do Teatro Villa-Lobos.

O encontro dá continuidade às tratativas iniciadas em setembro de 2025, com apoio do secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, a partir do “Plano para o desenvolvimento da música de concerto no Rio de Janeiro”. O documento foi elaborado pela Academia Brasileira de Música (ABM) e pelo Fórum das Orquestras do Rio de Janeiro.

Participaram da reunião André Cardoso (Orquestra Sinfônica da UFRJ e Academia Brasileira de Música), João Guilherme Ripper (Orquestra Sinfônica Brasileira, Academia Brasileira de Música e Funarj), Felipe Prazeres (Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e Johann Sebastian Rio), Fernando Pereira (Orquestra Petrobras Sinfônica), Tina Werneck (Orquestra Sinfônica Nacional da UFF), Guilherme Bernstein (Orquestra Sinfônica da UniRio), Marcelo Jardim (Orquestra de Sopros da UFRJ), Kelly Davis (Orquestra Sinfônica da UFRJ) e o arquiteto José Augusto Nepomuceno. Pela Prefeitura do Rio de Janeiro, além do prefeito e do secretário municipal de Cultura, esteve presente o assessor-chefe de Ações Estratégicas da Secretaria Municipal de Cultura, Léo Feijó.

Durante a reunião, os representantes das orquestras destacaram que a cidade ainda não dispõe de uma sala adequada para concertos sinfônicos. Segundo o grupo, as orquestras atuam atualmente em espaços que não comportam grandes formações instrumentais ou que não oferecem condições acústicas apropriadas.

O plano apresentado reúne diferentes alternativas de locais para a construção de uma sala de concertos sinfônicos destinada a atender orquestras, bandas e grupos de projetos sociais do Rio de Janeiro, além de conjuntos de outras cidades, estados e orquestras internacionais em turnê. Ao final do encontro, ficou definido que o grupo apresentará, no prazo de um mês, um programa que servirá de base para a elaboração de um projeto básico arquitetônico.

Em relação ao Teatro Villa-Lobos, os representantes das orquestras manifestaram apoio à proposta de criação de um grupo de trabalho formado por representantes da Prefeitura do Rio, da Funarj e do Ministério da Cultura para viabilizar a reconstrução do espaço.

* Com informações de Academia Brasileira de Música

Recital da Classe de Prática de Conjunto Vocal apresenta obras da música de câmara francesa na EM/UFRJ

A Escola de Música da UFRJ promove, no dia 3 de julho, às 11h, o Recital da Classe de Prática de Conjunto Vocal, sob orientação do professor Marcelo Coutinho. A apresentação será realizada na Sala da Congregação, com entrada franca.

A disciplina de Prática de Conjunto Vocal tem como objetivo preparar os estudantes para a atuação profissional por meio do estudo e da interpretação do repertório para duetos, trios e quartetos solísticos da música de câmara e do repertório sinfônico. Neste semestre, o trabalho foi dedicado à música vocal francesa de câmara, reunindo obras de Jules Massenet, Reynaldo Hahn e Gabriel Fauré.

O programa do recital contempla trechos de Le Poème des Fleurs, de Jules Massenet, o ciclo Chansons et Madrigaux, de Reynaldo Hahn, e encerra com Pavane, Op. 50, de Gabriel Fauré, interpretada por coro a quatro vozes. Participam da apresentação alunos das classes de canto da EM/UFRJ, em formações vocais variadas, acompanhados ao piano por Viviane Sobral.

A atividade integra a programação artística e acadêmica da Escola de Música da UFRJ, proporcionando ao público a oportunidade de acompanhar o resultado do trabalho desenvolvido em sala de aula e de conhecer parte do repertório camerístico francês dos séculos XIX e XX.

Serviço
📅 03/07 (sexta-feira) | 11h
🏛️ Sala da Congregação – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca

Grupo ContempoMúsica UFRJ apresenta concerto “Multiplicidade” no Salão Leopoldo Miguez

O Grupo ContempoMúsica UFRJ realiza, no dia 1º de julho, às 15h, no Salão Leopoldo Miguez, o concerto “Multiplicidade”, reunindo obras que percorrem diferentes linguagens da música de concerto, da vanguarda experimental a influências neo-barrocas e do jazz. A apresentação tem entrada franca.

O programa contempla obras de compositores como César Guerra-Peixe, Ernani Aguiar, Ian Guest, Dimitri Cervo, Murillo Santos, Álvaro Carrielo, Claude Bolling, Douglas Gutjahr, Anestis Logothetis e Alberto Ginastera, além de destacar três estreias mundiais de obras compostas por estudantes da Escola de Música da UFRJ, incluindo integrantes do próprio grupo.

Formado por alunos de diferentes cursos de graduação da EM/UFRJ, o ContempoMúsica reúne canto, violões, flauta, viola, violoncelo, contrabaixo, trombone, percussão e piano, formação que proporciona uma sonoridade rica e diversificada. O grupo é coordenado pelo professor Alexandre Schubert, responsável pela direção artística e regência, e está vinculado às disciplinas de Prática de Música Contemporânea e ao projeto de extensão Panorama da Música Brasileira Atual.

Entre as estreias da tarde estão Trindade – I (Pai), de Gabriel PennaFirme, Quatro Canções, de Álvaro Carrielo, Fênix, de Rodrigo Gonçalves, e Me Desculpa, de Beatriz Silva. O repertório também inclui obras consagradas como Ponteando, de Ernani Aguiar, Mãe d’Água, de Guerra-Peixe, Beatles Songs (Yesterday), de Luciano Berio, Sentimentale, de Claude Bolling, e Triste, de Ginastera.

Serviço
📅 01/07 (quarta-feira) | 15h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Classe de Órgão da EM/UFRJ se apresenta no Salão Leopoldo Miguez

A Escola de Música da UFRJ promove, no dia 1º de julho, às 18h30, mais uma edição da Série Internacional de Órgão da UFRJ – Concertos Tamburini. O recital será apresentado pela Classe de Órgão da instituição, reunindo alunos sob coordenação e curadoria do professor Alexandre Rachid. A entrada é gratuita.

O concerto será realizado no histórico órgão Tamburini do Salão Leopoldo Miguez e apresentará um programa que reúne obras do Renascimento ao século XX, além de uma improvisação de Alexandre Rachid Júnior e de uma composição de Estêvão Santos. A apresentação integra as atividades da Série Internacional de Órgão da UFRJ, projeto de extensão que busca divulgar a arte organística no Brasil, promover concertos, palestras, mesas-redondas e visitas guiadas, além de aproximar o público e a comunidade acadêmica do repertório para órgão.

Participam do recital Edgar Souza Francisco dos Santos, Rafael Tavares da Silva Pereira, Marcus Vinicius Lima de Almeida, Lucas Alves Pereira da Silva, Beatriz das Virgens Botelho e Estêvão César de Melo Santos. O repertório, por sua vez, inclui obras de Johann Pachelbel, François Couperin, Louis-Nicolas Clérambault, Tomás de Santa Maria, Giovanni Battista Martini, César Franck e Johann Sebastian Bach, além de peças de Gordon Young e dos compositores brasileiros Alexandre Rachid Júnior e Estêvão Santos.

Instalado no Salão Leopoldo Miguez, o órgão Tamburini da EM/UFRJ é o único órgão de tubos da cidade do Rio de Janeiro localizado em uma sala de concertos. Após passar por restauração, modernização, digitalização e informatização de seus recursos tímbricos e fônicos, o instrumento tornou-se um dos mais importantes para a atividade de organistas nacionais e internacionais no Brasil.

Serviço
📅 01/07 (quarta-feira) | 18h30
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca

Jovens compositores são destaque em concerto da Camerata de Cordas da UFRJ

A Camerata de Cordas da UFRJ sobe ao palco do Salão Leopoldo Miguez nesta próxima terça-feira (23) para um concerto dedicado à produção de jovens compositores brasileiros. A apresentação, com coordenação do professor Fernando Pereira, reúne quatro obras contemporâneas que evidenciam a diversidade estética e a vitalidade da criação musical nacional.

O programa inclui Fantasia Paquetaense, de Emanuel Pilger; Relato Brasileiro, de Matheus Maciel; Poéticas da Terra, de Gabriel Arnaud; e Suíte Ibirapuera, de Tiê Kühl. O repertório reafirma uma das principais características da Camerata: a valorização da música brasileira, especialmente a produção contemporânea, como parte de sua proposta artística e pedagógica.

Projeto de extensão da EM/UFRJ, a Camerata de Cordas reúne estudantes dos cursos de bacharelado e licenciatura em instrumentos de cordas e arco, promovendo a integração entre formação acadêmica e atuação artística. Com ensaios regulares e apresentações em diferentes espaços culturais e educativos, o grupo busca aproximar a universidade da sociedade por meio da prática musical, sem distinções entre os repertórios tradicionalmente classificados como eruditos ou populares.

O conjunto é formado por alunos de violino, viola, violoncelo e contrabaixo, tendo Fernando Pereira como coordenador. Nesta apresentação, participam 21 músicos e o monitor Denis Carvalho.

Serviço
📅 23/06 (terça-feira) | 18h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta repertório que percorre três séculos da música para cordas

A Orquestra Sinfônica da UFRJ realiza, no dia 25 de junho, às 19h, mais um concerto de sua 102ª temporada no Salão Leopoldo Miguez. Sob a regência do maestro Anderson Alves, o programa reúne obras de William Boyce, Mozart, Arnold Schoenberg e Quincy Porter, em um percurso que atravessa diferentes períodos e linguagens da música para orquestra de cordas.

A abertura do concerto será com a Sinfonia op. 2 nº 1 em Si bemol, de William Boyce, importante representante do barroco inglês. Composta a partir da abertura da ode “Salve, salve, dia auspicioso” escrita para saudar o Ano Novo em 1756, a obra segue o modelo das aberturas italianas em três movimentos.

Na sequência, será apresentado o Divertimento K138, escrito por Mozart aos 16 anos, logo após seu retorno de duas bem sucedidas turnês pela Itália. Embora frequentemente interpretada por quartetos de cordas, a obra revela uma concepção orquestral, explorando o diálogo entre os diferentes naipes da formação de cordas ao longo de seus três movimentos. No primeiro, em forma de sonata, sobressai a interação entre a melodia e a figuração rítmica das diferentes camadas de violino. O diálogo entre as partes prossegue no belo segundo movimento, onde as notas longas seguidas por saltos em figuração pontuada, conversam com as partes movimentadas de violas e baixos. O Presto final é um rondó breve, mas de grande energia.

O repertório prossegue com o Noturno para harpa e cordas, de Arnold Schoenberg, composição da primeira fase criativa do autor, marcada pela influência pós-romântica. Escrita em 1896, a origem da obra remete ao tempo da Sociedade Musical Polyhymnia de Viena, uma orquestra de amadores dirigida por Alexander von Zemlinsky na qual Schoenberg ingressou como violoncelista. A obra permaneceu desconhecida durante décadas e só recebeu sua primeira edição em 2001, após ser localizada pelo musicólogo Antony Beaumont na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

Encerrando a apresentação, a orquestra interpreta a Suíte Ucraniana, do compositor norte-americano Quincy Porter. Escrita em Paris, durante o período em que Porter estudou com Vincent d’Indy, a obra reúne seis movimentos inspirados em melodias tradicionais ucranianas, trabalhadas com técnicas contrapontísticas.

A regência será de Anderson Alves, maestro, compositor e pianista, atualmente regente titular e diretor musical da OSB Jovem, regente associado da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, coordenador da Academia de Monitores do IBME, diretor musical do Coro de Câmara Carioca e professor substituto de Regência Orquestral da Escola de Música da UFRJ. Sua atuação inclui apresentações como regente convidado em orquestras e instituições do Brasil, Europa e América Latina.

Serviço
📅 25/06 (quinta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca