Divulgado resultado final do processo seletivo de Transposição e Acompanhamento ao Piano

Em 30/07, o Departamento de Música de Conjunto (07) da Escola de Música da UFRJ publicou o resultado final do Processo Seletivo Público para Professor Substituto de Transposição e Acompanhamento ao Piano na Escola de Música da UFRJ. Este e outros documentos podem ser conferidos nos links abaixo:

  1. Resultado final
  2. Normas complementares com cronograma alterado
  3. Homologação de candidaturas
  4. Apreciação de recurso
  5. Ata da prova de análise de currículo
  6. Resultado da prova de análise de currículo

Nota de pesar pelo falecimento do professor Bartholomeu Wiese Filho

A Direção da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro manifesta profundo pesar pelo falecimento do professor Bartholomeu Wiese Filho.

Professor Associado II do Departamento de Instrumentos de Cordas, Bartholomeu era doutor em Práticas Interpretativas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e mestre em Música pela própria UFRJ. Desenvolvia atividades de ensino na graduação e pós-graduação, além de coordenar os projetos de extensão Violões da UFRJ e Cordas Dedilhadas, vinculados ao Programa de Pós-graduação Profissional em Música.

Reconhecido violonista, atuou como integrante do grupo regional Galo Preto e da Orquestra de Cordas Brasileiras, tendo realizado diversos concertos e master classes na América Latina e Europa. Sua pesquisa recente focava na aplicabilidade das técnicas expandidas do violão nas práticas interpretativas.

Sua trajetória deixa uma marca profunda na vida acadêmica, artística e humana da Escola de Música da UFRJ. Neste momento de luto, nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas e estudantes, prestando homenagem à sua memória e à contribuição inestimável que deixa para a música brasileira e para o ensino superior em música.

O velório será realizado nesta quinta-feira, 31 de julho, das 10h30 às 13h, na Capela Quatro do Crematório da Penitência, localizado na Rua Monsenhor Manuel Gomes, número 307, no bairro do Caju.

Rio de Janeiro,
29 de julho de 2025

III MaMusE celebra 30 anos do LaMuT com uma semana dedicada à música eletroacústica

A Escola de Música da UFRJ realiza, entre os dias 28 de julho e 1º de agosto, a terceira edição da MaMusE – Maratona de Música Eletroacústica, evento que celebra os 30 anos do LaMuT – Laboratório de Música e Tecnologia. Com atividades diárias das 10h às 18h, no Salão Leopoldo Miguez, a MaMusE propõe uma semana de imersão total na criação sonora contemporânea, reunindo artistas, pesquisadores, estudantes e docentes em torno da experimentação musical.

A programação inclui ensaios abertos, concertos, audições, palestras e debates. Um dos destaques é o concerto do dia 29 de julho, com Pedro Bittencourt (saxofone) e Andrea Adour (voz), dedicado a obras mistas que exploram a combinação entre instrumentos acústicos e eletrônicos. No dia 30, a curadoria do professor Marcelo Carneiro reúne peças de autores ligados ao LaMuT, como Daniel Quaranta, Alexandre Fenerich e o próprio Carneiro. O dia 31 será voltado à produção discente, com obras criadas por estudantes da Escola de Música ao longo da própria maratona. No encerramento, em 1º de agosto, será realizada a difusão da obra De Natura Sonorum (1975), do compositor francês Bernard Parmegiani, referência mundial na música acusmática. A maratona conta com a coordenação dos professores Rodrigo Cicchelli e Orlando Scarpa Neto, que recentemente participaram de um episódio do podcast Som do Passeio.

Para Scarpa Neto, a música eletroacústica pode ser compreendida como uma sensibilidade de escuta: “É uma música eletrônica, mas feita por pessoas que têm um ouvido mais experimental com relação aos sons. Sons que às vezes ignoramos no dia a dia – como uma porta rangendo ou uma bolinha de pingue-pongue batendo numa mesa – se tornam matéria-prima para a criação artística.”

Além da dimensão artística, a maratona possui um forte caráter pedagógico. “Os participantes vão montar o palco, carregar caixas, passar cabos, configurar sistemas de difusão sonora e acompanhar todas as etapas da preparação de um concerto eletroacústico”, explica o professor. Ele também destaca a importância do evento como espaço de encontro: “Hoje, com os home studios, é fácil fazer tudo sozinho. Mas é fundamental ter um momento para ouvir as peças dos colegas, trocar ideias e estar em contato.”

Segundo Scarpa Neto, a nova geração de estudantes se aproxima da música eletroacústica com naturalidade: “São pessoas que cresceram num mundo onde o computador e os aplicativos de áudio fazem parte do cotidiano. Há uma liberdade estética muito interessante: não há fronteiras rígidas entre trilha sonora, música eletrônica de pista ou música de concerto – está tudo misturado de forma criativa.”

LaMuT: 30 anos de vanguarda

A MaMusE também marca os 30 anos do LaMuT, um dos principais laboratórios de música e tecnologia do país. Desde sua criação, em 1995, o LaMuT tem sido um polo de formação artística e acadêmica na área. “Temos formado pesquisadores, artistas e docentes que hoje atuam em instituições de todo o Brasil”, afirma o professor Rodrigo Cicchelli, coordenador do laboratório. “Nesta edição, inclusive, um dos concertos será coordenado por docentes do Instituto Villa-Lobos da UNIRIO, egressos da Escola de Música da UFRJ.”

Ouça a entrevista completa com os professores Rodrigo Cicchelli e Orlando Scarpa Neto:

Programação

A programação da III MaMusE se estrutura em torno de quatro dias temáticos, culminando em um encerramento especial:

  • 29/07 – Saxofone, Voz e Eletrônica: com Pedro Bittencourt e Andrea Adour, o programa explora obras mistas que integram voz, instrumentos e eletrônica.
  • 30/07 – Curadoria do Prof. Dr. Marcelo Carneiro: foco em obras do próprio professor e de colegas e ex-alunos do LaMuT, refletindo a diversidade da produção acadêmica.
  • 31/07 – Produção Discente: espaço dedicado exclusivamente às criações de estudantes da Escola de Música.
  • 01/08 – Encerramento com Parmegiani: difusão da icônica obra De Natura Sonorum (1975), do francês Bernard Parmegiani, marco da música acusmática.

III Maratona de Música Eletroacústica (MaMusE)
📅 28 de julho a 1º de agosto de 2025 (segunda a sexta) | 10h às 18h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta obras de Mozart, Price, Pedrollo e Guerra-Peixe no encerramento do II Orquestras em Pauta

A Orquestra Sinfônica da UFRJ realiza mais uma apresentação de sua 101ª temporada no próximo domingo, dia 27 de julho, às 17h, no auditório da Fundação Getulio Vargas. O concerto, que marca o encerramento do II Orquestras em Pauta, será conduzido pelo maestro Felipe Prazeres e traz um programa que transita por diferentes períodos e linguagens musicais.

A abertura do programa é dedicada à obra La Betulia Liberata K118, composta por W. A. Mozart em 1771, aos 15 anos. Escrita para o oratório encomendado por Don Giuseppe Ximenes, príncipe de Aragão, a peça se destaca por sua dramaticidade e forte expressividade, características associadas ao movimento Sturm und Drang, prenúncio do romantismo musical. Estruturada em forma tripartite, a abertura inclui um Andante central e um Presto com reminiscências do tema inicial.

Na sequência, a orquestra interpreta o Andante moderato para cordas, de Florence Price, compositora norte-americana cuja obra escrita em 1929 foi originalmente o segundo movimento de seu primeiro quarteto de cordas, composto durante seus estudos no Chicago Musical College. A peça apresenta vínculos com a tradição europeia, ao mesmo tempo em que revela os primeiros traços da busca por um idioma musical americano, que se intensificaria em suas obras posteriores.

A solista Juliana Bravim (oboé), integrante da Orquestra Sinfônica da UFRJ, será o destaque na execução do Concertino para oboé do compositor italiano Arrigo Pedrollo, escrito em 1960. A obra, dividida em três movimentos — Moderato, Canzone medioevale: Adagio e Allegro vivo — apresenta uma escrita direta e lírica, alternando temas contrastantes e exigindo domínio técnico do intérprete, especialmente no virtuosismo final.

Encerrando o concerto, será apresentada a vibrante obra Mourão, escrita em parceria por César Guerra-Peixe e Clóvis Pereira, recentemente falecido. Representativo do Movimento Armorial, idealizado por Ariano Suassuna, Mourão busca integrar elementos da música de concerto à riqueza rítmica e melódica da cultura popular nordestina, tornando-se uma das peças mais emblemáticas do repertório brasileiro para cordas.


Concerto da Orquestra Sinfônica da UFRJ
📅 27 de julho (domingo) | 17h
🏛️ Auditório da Fundação Getulio Vargas
📍 Praia de Botafogo, 190 – Botafogo, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Orquestra Sinfônica da UFRJ interpreta obras de Mozart, Pedrollo e Beethoven

A Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) sobe ao palco do Salão Leopoldo Miguéz na próxima sexta-feira, 25 de julho, às 19h, para mais um concerto da temporada 2025. A apresentação tem entrada gratuita, classificação livre e conta com a regência do maestro Felipe Prazeres.

O programa destaca obras de três importantes compositores europeus, em uma seleção que atravessa estilos e períodos da música ocidental. A abertura de La Betulia Liberata, composta por Wolfgang Amadeus Mozart aos 15 anos, abre a noite com sua intensidade dramática e elementos que antecipam o romantismo. Em seguida, a orquestra interpreta o Concertino para oboé, do italiano Arrigo Pedrollo, com solo da oboísta Juliana Bravim, integrante da OSUFRJ. Encerrando o programa, a Sinfonia nº 2 de Ludwig van Beethoven revela os primeiros sinais da fase heróica do compositor, marcada por vigor rítmico e contrastes expressivos.

A direção artística da OSUFRJ é de André Cardoso, com Roberto Duarte e Ernani Aguiar como maestros eméritos. A apresentação integra a programação pública da Universidade Federal do Rio de Janeiro, promovendo o acesso à cultura e reafirmando a missão formadora da instituição.


Concerto da Orquestra Sinfônica da UFRJ
📅 25 de julho (sexta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguéz – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Humberto Antero da Silva (1936-2025) – presença viva nos palcos cariocas

O Projeto Ópera na UFRJ vem prestar sua homenagem a um dos mais importantes cenotécnicos do Brasil, sendo um dos últimos de sua geração que trabalhou com as grandes estrelas da época áurea do teatro carioca: HUMBERTO ANTERO DA SILVA (1936-2025).


Humberto iniciou sua carreira na antiga TV Rio, seguindo depois para a criação nos palcos de teatro, tendo produzido, segundo sua amiga, a professora e cenógrafa Andréa Renk, cerca de 3.000 cenários durante 63 anos de carreira.


O artista foi parceiro do ÓPERA NA UFRJ por várias décadas e ajudou, com sua expertise e competência, a formar muitos alunos durante as produções acadêmicas, para as quais reservava a mesma seriedade que dedicava aos seus trabalhos profissionais no meio teatral carioca.


Este exímio profissional teve a felicidade de poder passar seus
ensinamentos, seu métier e sua experiência ao seu filho Humberto de Oliveira Silva, também colaborador do nosso projeto, numa partilha artística que une as gerações e permite que ele continue vivo entre nós com seu talento e sua arte.


Nosso muito obrigado e eternas saudades a este artista que cumpriu sua missão com enorme brilho e generosidade!

Prof. Dr. Lenine Santos
PROJETO ÓPERA NA UFRJ – Coordenador
17.07.2025

Masterclass com a violinista Antje Weithaas na Escola de Música da UFRJ

A Escola de Música da UFRJ recebe, no dia 24 de julho (quinta-feira), às 11h, uma masterclass especial com a renomada violinista Antje Weithaas, vencedora do Concurso Internacional de Violino Joseph Joachim (Alemanha). O encontro acontece no Salão Leopoldo Miguez, com entrada aberta ao público ouvinte e inscrições para participantes realizadas pelo e-mail artistico@musica.ufrj.br.

Reconhecida por sua impressionante versatilidade estilística, domínio técnico e sensibilidade interpretativa, Antje Weithaas é uma das principais representantes do violino em sua geração. Seu repertório abrange desde os concertos clássicos de Mozart, Beethoven e Schumann até obras contemporâneas de Jörg Widmann e clássicos modernos de Shostakovich, Prokofiev, Ligeti e Gubaidulina.

A violinista alemã já atuou como solista ao lado de orquestras de prestígio internacional, como a Deutsches Symphonie-Orchester Berlin, Filarmônica de Los Angeles, Sinfônica de San Francisco e Philharmonia Orchestra, sob a regência de maestros como Vladimir Ashkenazy e Neville Marriner.

Recentemente, Weithaas finalizou a gravação integral das sonatas para violino e piano de Beethoven, ao lado do pianista Dénes Várjon, lançada pelo selo CAvi-music com distribuição da Deutsche Grammophon. O álbum foi agraciado com o Prêmio da Crítica Discográfica Alemã, em 2024, e vem sendo apresentado ao vivo em diversas salas de concerto da Europa.

Além de sua carreira como solista, Antje Weithaas atua como regente e primeiro violino em apresentações com orquestras de câmara e mantém uma longa colaboração com a Camerata Bern, onde atuou como diretora artística por quase uma década.

Desde 2004, a artista é professora da Escola Superior de Música Hanns Eisler, em Berlim. Entre seus prêmios, destacam-se os concursos Kreisler (Graz), Bach (Leipzig) e o Joseph Joachim, do qual hoje é codiretora artística.

A masterclass será ministrada em inglês e representa uma valiosa oportunidade de aprendizado e inspiração para nossos estudantes e profissionais da música.


📍 Local: Salão Leopoldo Miguez – Escola de Música da UFRJ
Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro
🗓 Data: 24 de julho de 2025 (quinta-feira)
🕚 Horário: 11h
Inscrições para participantes: artistico@musica.ufrj.br
🎟 Entrada gratuita | Aberta também a ouvintes

PROMUS abre seleção para Mestrado e primeira turma de Doutorado Profissional em Música

O Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da UFRJ (PROMUS) anuncia a abertura dos processos seletivos para os cursos de Mestrado Profissional e Doutorado Profissional em Música, com início previsto para 2026. Esta seleção marca um momento histórico para a instituição, com a formação da primeira turma de Doutorado Profissional, uma das três primeiras aprovadas pela CAPES no Brasil na área de Artes.

O Edital nº 619 rege o processo seletivo do Mestrado Profissional, que oferece 20 vagas distribuídas entre os setores de instrumentos de sopro, cordas com arco, cordas dedilhadas, teclado, percussão, canto e regências. Já o Edital nº 620 regulamenta a seleção do Doutorado Profissional, com 7 vagas, uma para cada setor mencionado.

Ambos os cursos estão estruturados na Área de Concentração em Práticas Interpretativas, com duas Linhas de Atuação Profissional:

  • Processos de Desenvolvimento Artístico (PDA)
  • Pedagogia Instrumental/Vocal/Regências (PIVR)

Os candidatos deverão apresentar anteprojeto vinculado a uma dessas linhas, compatível com os setores oferecidos.

A proposta do Doutorado Profissional é oferecer uma formação acadêmica de excelência a profissionais com trajetória consolidada no campo da música, como artistas, instrumentistas, cantores, regentes e professores. Espera-se que os projetos desenvolvidos resultem em produtos artísticos ou pedagógicos que atendam a demandas concretas do ambiente profissional, tanto no setor público quanto no privado.

O Mestrado Profissional, por sua vez, visa aprofundar a formação artística dos candidatos e ampliar sua experiência prática, capacitando-os a criar e aplicar conhecimentos e técnicas voltadas às suas realidades profissionais.

As inscrições estarão abertas de 11 de julho a 10 de agosto, exclusivamente pela internet. Dúvidas poderão ser encaminhadas para o e-mail acessopromus@musica.ufrj.br. Informações adicionais e orientações aos candidatos serão divulgadas pelo Instagram oficial do programa: @promus_ufrj.

Grupo de Percussão da UFRJ apresenta obras de compositores japoneses contemporâneos

No dia 18 de julho, às 19h, o público poderá conferir mais uma apresentação do Grupo de Percussão da UFRJ, no Salão Leopoldo Miguez, com entrada franca. Sob a direção do professor Pedro Sá, o concerto será inteiramente dedicado à música contemporânea japonesa, com obras de Minoru Miki, Gaku Okachi, Toshimitsu Tanaka, Rickey Tagawa e do aclamado Tōru Takemitsu.

O repertório evidencia a riqueza estética e sonora da criação musical japonesa voltada à percussão, unindo lirismo, força rítmica, teatralidade e experimentações tímbricas que expandem os limites dos instrumentos. “Essa imersão no repertório japonês não só é enriquecedora para os discentes, como para a plateia também. Eu não vejo, na programação aqui do Rio de Janeiro, compositores asiáticos sendo contemplados, e a cultura deles é riquíssima”, destacou o professor Pedro Sá, diretor artístico do grupo, em entrevista ao podcast Som do Passeio.

Criado em 2009, o Grupo de Percussão da UFRJ é um dos conjuntos estáveis da Escola de Música e também uma disciplina obrigatória do curso de Bacharelado em Percussão, ofertada ao longo de seis períodos como parte da formação em música de câmara. “É tão importante para o aluno de percussão quanto o quarteto de cordas é para o aluno de violino, por exemplo. Se considerarmos que o percussionista, ao longo da sua vida, vai tocar muito mais com outras pessoas do que solo, então dá para ter uma ideia da importância dessa prática”, explica Sá.

Idealizado e coordenado desde sua origem pelo professor — no ano em que passou a integrar o quadro efetivo da instituição —, o grupo é formado por estudantes e mantém uma atuação artística e pedagógica consistente. Além de apresentar obras consagradas do repertório percussivo, tem se destacado pela versatilidade nas formações e pelo diálogo com diferentes estilos e linguagens musicais. “Já fizemos repertórios que vão de Carlos Chávez a Steve Reich, passando por compositores brasileiros como Luiz da Anunciação e Edson Zampronha, e peças com flauta, piano, eletrônica e outros instrumentos convidados. Somos muito ecléticos”, afirma.

Desde 2018, o grupo também se tornou espaço para estreias de obras compostas por alunos do curso de Composição, no âmbito da disciplina Laboratório de Percussão, criada e ministrada pelo próprio professor. “Essa disciplina orienta o aluno de composição na escrita para percussão, e cuja avaliação final é uma obra executada pelo Grupo de Percussão da UFRJ. Já estreamos peças de jovens compositores como Rodrigo Camargo e Felipe de Matos Rocha, este último atualmente doutorando na Louisiana University”, conta Pedro.

O concerto do dia 18 reafirma a vocação do grupo para a diversidade estética e o diálogo intercultural, proporcionando aos estudantes uma formação artística abrangente e ao público, uma experiência sonora singular. Entre os destaques do programa estão Time for Marimba e Marimba Spiritual, de Minoru Miki, além de Two Movements for Marimba, de Toshimitsu Tanaka. “Essas obras marcaram um ponto de virada na história da marimba como instrumento de concerto, em especial após o histórico recital de 1968, impulsionado por Keiko Abe, que revolucionou o papel do instrumento”, contextualiza o professor.

“Não perca essa oportunidade de ouvir peças raras e extremamente sofisticadas, super bem interpretadas pelo Grupo de Percussão da UFRJ”, convida Pedro Sá.

A entrevista completa está disponível no episódio de 11/07/25 do podcast Som do Passeio:

Concerto do Grupo de Percussão da UFRJ
📅 18 de julho de 2025 (sexta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca
📡 Transmissão ao vivo pelo YouTube

Orquestra Sinfônica da UFRJ se apresenta na Sala Cecília Meireles sob regência de Roberto Duarte

A Orquestra Sinfônica da UFRJ volta ao palco da Sala Cecília Meireles em 18 de julho para mais um concerto da série Brasilianas 2025, promovida pela Academia Brasileira de Música em comemoração aos seus 80 anos. Sob a batuta do maestro e acadêmico Roberto Duarte, o programa valoriza a criação orquestral brasileira em diálogo com diferentes gerações de compositores.

A noite abre com Who cares if she cries (2003), de Jocy de Oliveira, para soprano e violoncelo, interpretada por Gabriela Geluda (soprano) e Ricardo Santoro (violoncelo). Em seguida, a orquestra apresenta a estreia de Quatro Momentos de Rilke (1959), obra para cordas da compositora Eunice Katunda, estruturada em quatro partes contrastantes.

O primeiro segmento do concerto se encerra com o Concerto para viola e cordas (1996), de Edmundo Villani‑Côrtes, que terá como solista o violista Jessé Máximo.

Após o intervalo será realizada a cerimônia de entrega da Medalha Villa‑Lobos 2025, distinção anual da Academia Brasileira de Música. Os homenageados são o compositor Eli‑Eri Moura, o Quinteto Villa‑Lobos (categoria Intérprete) e a musicóloga e educadora Ermelinda A. Paz.

A segunda parte inicia com o Prelúdio nº 22 de J. S. Bach, na transcrição para orquestra de violoncelos realizada por Heitor Villa‑Lobos. Na sequência, ocorre a estreia do Concerto Miudinho para flauta e cordas (2025), de Paulo Costa Lima, com solo do flautista Lucas Robatto.

Encerrando o programa, o público ouvirá Abaporu, concertante para piano e cordas que João Guilherme Ripper compôs em 2022, por encomenda do Ministério das Relações Exteriores, para as celebrações do bicentenário da Independência do Brasil e do centenário da Semana de Arte Moderna. O pianista Pablo Rossi será o solista.


Serviço
📅 18 de julho (sexta‑feira)
19h
📍 Sala Cecília Meireles – Largo da Lapa, 47 – Centro, Rio de Janeiro
🎫 Ingressos à venda na bilheteria ou no site da Funarj