Tudo Isto é Teu: concerto didático celebra o compositor Waldemar Henrique

A Escola de Música da UFRJ promove, no dia 18 de setembro, às 11h, no Salão Leopoldo Miguéz, o 7º Concerto de Música de Câmara destinado a estudantes de Escolas Municipais, Colégios Estaduais e Centros de Artes de outros Municípios, em celebração ao Centenário da Orquestra Sinfônica da UFRJ.

Aberto ao público, o concerto traz o espetáculo Tudo Isto é Teu: Uma Celebração de Waldemar Henrique, em homenagem ao compositor paraense pelos 120 anos de seu nascimento. O programa apresenta a integral das Lendas Amazônicas e diversas outras obras, em um panorama que busca manter viva a alma popular-erudita de Waldemar Henrique (1905–1995).

Jovens artistas em cena

A apresentação reúne jovens artistas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No canto, participam a soprano Carolina Morel e o barítono Calebe Faria, ambos integrantes do Coro do Municipal. Os bailarinos Manuela Roçado, Tabata Salles, Alyson Trindade e Rodrigo Hermesmeyer integram o elenco, sob coreografias originais de Anna Jullia Bernardo. O acompanhamento ao piano será feito por José Sacramento, pianista niteroiense integrante do Trio Oré. Os figurinos são assinados pela modelista Karine Amorim, também do Theatro Municipal.

A curadoria das obras envolveu pesquisas no Museu de Imagem e do Som, na Biblioteca Nacional e no Centro de Documentação do Theatro Municipal, resultando em um material de referência sobre o compositor, que servirá de base para desdobramentos futuros do espetáculo.

Programa

  • Lendas Amazônicas
    I – Foi Bôto, Sinhá! (Versos de Antônio Tavernard)
    II – Cobra Grande
    III – Tamba-Tajá
    IV – MatintaPerêra
    V – Uirapuru
    VI – Curupira
    VII – Manha-Nungára
    VIII – Nayá
    IX – Japiim
  • Carimbó Farinhada (Versos de Ilná Koelner)
  • Exaltação (Versos de Valentina Biosca)
  • Fiz da Vida uma Canção
  • Tema da Flor (Trilha sonora do filme Um Diamante e Cinco Balas)
  • Abaluaiê (Ponto ritual sobre motivo conhecido em Ilhéus)
  • Sem- Seu (Candomblé de Ilhéus)
  • Boi-Bumbá
  • Batuque Amazônico
  • É Maracatu
  • Adeus (Escrita para uma cena teatral)
  • Yo le dije a Buenos Aires (Música de W. Henrique e Luiz Pardal)
  • Há de acabar um dia o nosso amor
  • Trem de Alagoas (Poema de Ascenso Ferreira)
  • Minha Terra

Waldemar Henrique: um legado entre Belém e o Rio

Nascido em Belém do Pará, Waldemar Henrique viveu entre sua cidade natal e o Rio de Janeiro, onde se estabeleceu no início da década de 1930 ao lado da irmã, Mara da Costa. Juntos, apresentaram-se na Orquestra do Copacabana Palace e na Rádio, conquistando espaço como difusores da cultura nortista.

Em 1935, os irmãos realizaram no Salão do Instituto Nacional de Música — atual Escola de Música da UFRJ — o primeiro recital inteiramente dedicado às composições de Waldemar Henrique, marco que completa 90 anos em 2025. Apoiado por Heitor Villa-Lobos, o compositor consolidou carreira nacional e internacional, atuando também no Theatro Municipal do Rio. De volta a Belém, assumiu a direção do Theatro da Paz e permaneceu presença marcante na vida cultural paraense até o fim de sua trajetória.

Tudo Isto é Teu: Uma Celebração de Waldemar Henrique
📅 18 de setembro (quinta-feira) | 11h
🏛 Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro
🎟 Entrada franca

Biblioteca da EM/UFRJ inicia processamento do acervo Panorama da Música Brasileira Atual

A Biblioteca Alberto Nepomuceno (BAN), da Escola de Música da UFRJ, iniciou o processamento técnico dos documentos do acervo Panorama da Música Brasileira Atual, um conjunto que preserva parte essencial da memória institucional da Escola e representa um marco na preservação da música brasileira contemporânea.

Fundado em 1978 pelo compositor Ricardo Tacuchian, o Panorama da Música Brasileira Atual é um dos mais importantes festivais de música contemporânea do país e o que reúne o maior número de edições. A cada realização, o evento apresenta dezenas de estreias mundiais, interpretadas por grupos, coros e orquestras da EM/UFRJ, além de contar com a participação de musicistas convidados(as). Ao longo de sua trajetória, o festival reuniu obras de alguns dos mais relevantes compositores e compositoras dos séculos XX e XXI, ao lado de centenas de estreias de jovens criadores(as), consolidando-se como referência na difusão da música brasileira atual.

No dia 27 de agosto foi realizada a primeira reunião técnica voltada à gestão desse grande acervo, com a presença do professor Alexandre Schubert, atual coordenador do evento, da chefe da Biblioteca, Dolores Brandão, e da bibliotecária responsável pela coleção, Vilma dos S. Silva. A previsão é que, até dezembro de 2026, o material esteja disponível para consulta na Base Minerva — com possibilidade de busca por autor, título e intérprete — e também no Repositório Pantheon, em formato digital. O trabalho vem sendo conduzido por Vilma, responsável pelo Acervo de Obras Raras e pela inclusão dos conteúdos digitais no Pantheon.

A história do acervo que agora se organiza se conecta diretamente com parte da própria trajetória da Biblioteca Alberto Nepomuceno, fundada em 1848, no mesmo ano de criação do Conservatório de Música — embrião da atual Escola de Música da UFRJ. Considerada hoje um dos mais importantes repositórios dedicados à pesquisa musical no Brasil, a BAN reúne partituras impressas e manuscritas, livros, periódicos, dissertações, obras raras, material iconográfico, CDs, DVDs e uma vasta documentação histórica que resguarda não apenas a memória da EM/UFRJ, mas também a da história musical brasileira. Desde o século XIX, nomes como Leopoldo Miguez, Luiz Heitor Corrêa de Azevedo e o próprio Alberto Nepomuceno contribuíram para a organização e expansão de seu acervo, que guarda coleções especiais como as obras Mauricianas — partituras do Padre José Maurício Nunes Garcia —, a coleção do Theatro São Pedro de Alcântara, partituras autógrafas de diversos compositores brasileiros e os acervos pessoais de José Siqueira e Cleofe Person de Mattos.

Um dos marcos recentes da trajetória da Biblioteca ocorreu em 2017, quando obras originais de Carlos Gomes passaram a integrar o Programa Memória do Mundo da UNESCO, dentro do patrimônio documental “Carlos Gomes: compositor de dois mundos”. Hoje, a BAN faz parte do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ (SiBI), que reúne 45 bibliotecas da universidade, e segue como referência nacional e internacional na preservação, no acesso e na difusão do conhecimento musical.

A digitalização e disponibilização do acervo do Panorama da Música Brasileira Atual reforçam esse compromisso, tornando acessível ao público um patrimônio fundamental da música brasileira contemporânea.

II Congresso Africanias leva O Grito de Mueda, primeira ópera nacional moçambicana, aos palcos do Rio de Janeiro

Sob o leque do grupo de ensino, pesquisa e extensão Africanias UFRJ, de 16 a 18/09, acontecem o II Congresso Africanias, a IV Jornada Africanias e a II Conferência de Música e Antirracismo. Intitulado “O Grito de Mueda: música e resistência”, o encontro promove debates, mesas redondas, rodas de conversa e performances artísticas, com a participação de pesquisadores e artistas do Brasil e de Moçambique. Entre as atividades, o grande destaque desta edição será o espetáculo O Grito de Mueda, considerada a primeira ópera moçambicana e apresentada pela primeira vez fora do continente africano.

O evento terá como foco celebrar os 50 anos do Mafro (Museu Afro-Brasileiro da Universidade Federal da Bahia), homenagear os 50 anos das independências africanas (Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau) e manifestar apoio à população de Cabo Delgado, Moçambique, lembrando os massacres de Pemba (2020) e Mueda (1960).

Ópera O Grito de Mueda: arte, resistência e memória histórica

Fruto de um trabalho de criação coletiva que envolveu músicos e dramaturgos de Moçambique, Argentina e Brasil, O Grito de Mueda será apresentada em três concertos gratuitos no Rio de Janeiro. A ópera conta com a interpretação musical do Coral Brasil Ensemble da UFRJ e da Camerata de Cordas da UFRJ, sob a direção geral de Maria José Chevitarese, direção cênica de José Henrique Moreira e regência de Feliciano de Castro Comé.

Feliciano participou de dois episódios especiais do podcast Som do Passeio que vão ao ar pela Rádio UFRJ em 12/09 e 19/09. Na entrevista, o músico de Moçambique conta sobre como surgiu a ideia da montagem dessa ópera, sobre os desafios da produção de um espetáculo com pessoas de três países e sobre os elementos culturais africanos presentes na obra, além de deixar uma mensagem final de solidariedade e resistência ao colonialismo.

A ópera envolveu músicos e dramaturgos de Moçambique, Argentina e Brasil. O libreto foi escrito por Nilza Laice, Oscar Castro, Feliciano de Castro Comé e Hortêncio Langa, e recria de forma artística um episódio crucial da história de Moçambique: o Massacre de Mueda, ocorrido em 16 de junho de 1960, na província de Cabo Delgado. Nesse dia, centenas de pessoas foram mortas pelo exército colonial português, e o acontecimento tornou-se símbolo da resistência do povo moçambicano e ponto de virada para a luta de independência nacional.

Em sua narrativa, a ópera evoca temas como a necessidade de resistir às arbitrariedades do poder, a solidariedade entre os povos africanos, a valorização da autoestima coletiva e a luta contra a pobreza e a adversidade. Mais do que rememorar a tragédia, a obra transmite uma mensagem de esperança para as novas gerações, reafirmando a importância da memória histórica como ferramenta de transformação social.

A música foi composta por Feliciano de Castro Comé, Hortêncio Langa, Ilídio Manhica, Pedro Tinga, Samuel Manhica Jr., Luis Caruana, Diego López, Oscar Castro, Maria José Chevitarese e Isaías Ferreira. Embora traga elementos inspirados em melodias e ritmos da tradição oral moçambicana, a obra é uma criação absolutamente original, que alia referências culturais diversas a uma linguagem contemporânea.

A estrutura da ópera se organiza em um prólogo e três atos. No prólogo, uma anciã sobrevivente deseja deixar seu testemunho antes de morrer. O primeiro ato se passa em uma escola rural em Mueda, onde camponeses pedem ao professor que redija uma petição a ser entregue às autoridades coloniais. O segundo ato apresenta uma aldeia Makonde, em que jovens estudantes, contra a vontade dos pais, decidem participar de uma reunião com o governador, apesar dos avisos de perigo representados pela dança de um bailarino de Mapiko, que encarna espíritos antepassados. No terceiro ato, diante do prédio da administração de Mueda, a população apresenta suas demandas, mas é recebida com desprezo e violência, culminando no massacre que marca a memória coletiva do povo.

Primeira ópera nacional moçambicana terá sua estreia fora do continente africano

As apresentações acontecem nos dias 16 e 17 de setembro, às 18h30, no Salão Leopoldo Miguez da EM/UFRJ, e no dia 18 de setembro, às 14h, na Igreja Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito dos Homens Pretos. A entrada é gratuita.

Ao trazer ao público brasileiro uma obra que une arte, resistência e memória histórica, a Escola de Música da UFRJ reafirma sua vocação de excelência acadêmica e artística, fortalecendo pontes entre culturas e ampliando o alcance da ópera como expressão universal.

Parcerias

O evento reúne diversas instituições nacionais e internacionais, incluindo UFBA (NGEALC), UNIFESP, UFGRS (Instituto de Artes), Orquestra Filarmônica UFRGS, UNESP, UFAM (PPGH), UEL, UNEB (XIII LEAFRO), Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (Maputo, Moçambique), IITAB, Afoxé Ómó Ifá, Igreaja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e de São Benedito Escola Vai à Ópera (UFRJ) e Brasil Ensemble (UFRJ). A organização agradece também a Dom Luis Fernando Lisboa, PPGM/UFRJ, Escola de Música/UFRJ, SUAT/UFRJ e Fórum de Ciência e Cultura/UFRJ.

Programação

16 de setembro (terça-feira)

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e de São Benedito

  • 9h: Abertura do evento
  • 9h30: Performance Performance com Andréa Bak e Pivete
  • 10h: Homenagem aos 50 anos do MAFRO

EM/UFRJ

  • 15h às 17h: Mesa O Grito de Mueda: música e resistência
  • 18h30: Ópera O Grito de Mueda

17 de setembro (quarta-feira)

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e de São Benedito

  • 9h às 12h: Mesa Afrodiáspora em performance
  • 12h às 13h: Performance Canção e Festa nas ondas do mar
  • 14h: Mesa 50 anos das Independências Africanas

EM/UFRJ

  • 18h30: Ópera O Grito de Mueda

18 de setembro (quinta-feira)

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e de São Benedito

  • 9h: Roda de conversa Intercâmbio de Saberes
  • 10h: Roda de conversa Música e antirracismo
  • 13h: Lançamento de livros Memórias Missionárias e Cabo Delgado (Bispo Dom Luis Fernando Lisboa) e No meio de nós: religiosidade, encontros, tensões e percursos (Org: Profª Patrícia Teixeira)
  • 14h: Ópera O Grito de Mueda
  • 16h: Encerramento

Inscrições e informações: africanias@musica.ufrj.br

XXI Semana do Cravo reúne especialistas, estudantes e público em evento único no Brasil

Entre os dias 15 e 17 de setembro, a Escola de Música da UFRJ sediará a XXI Semana do Cravo. Coordenado pelo professor e cravista Marcelo Fagerlande conjuntamente com Mayra Pereira e Maria Aida Barroso, o encontro é o único do gênero no Brasil, tendo se consolidado como espaço de intercâmbio artístico e acadêmico, reunindo professores, alunos e instituições dedicadas ao estudo do instrumento.

Criada em 1995, a Semana nasceu quando Fagerlande iniciou sua trajetória docente na Escola de Música da UFRJ. “A primeira Semana do Cravo foi a reunião dos meus alunos. Logo percebi que era importante trazer também estudantes de outras instituições brasileiras. Assim surgiu esse fórum de cunho acadêmico e artístico, uma excelente maneira de valorizar o trabalho feito no país”, relembrou o professor em entrevista ao podcast Som do Passeio.

A abertura da edição de 2025, no dia 15/09, destaca o público infantojuvenil com a apresentação “Conhecendo o cravo”, conduzida pelas professoras Clara Albuquerque e Aline Silveira, seguida da conferência do compositor Tim Rescala sobre “A dramaturgia do programa Blim-blem-blom em seus 14 anos de existência”. Para Fagerlande, trata-se de uma valiosa oportunidade de iniciação: “Será uma chance de crianças e jovens ouvirem o cravo ao vivo — talvez pela primeira vez — e se interessarem pelo instrumento”.

Nos dias seguintes, mesas-redondas exploram temas ligados às pesquisas e à história do cravo no Brasil, reunindo nomes como Laura Rónai, Pedro Diniz, Raquel Aranha, Maria Aida Barroso, Mayra Pereira, Rodrigo Hoffmann, Cristiano Holtz, Cassiano Barros e Luciana Câmara, entre outros. A programação se completa com recitais de jovens cravistas de instituições como a UFJF, UFPE, EMESP, Conservatório de Tatuí, Escola de Música de Brasília, Instituto Gustavo Ritter (GO) e da própria UFRJ.

Além do aspecto artístico, a Semana do Cravo tem contribuído para o fortalecimento da bibliografia em português sobre o instrumento, com traduções de tratados históricos, métodos e a publicação de anais das edições anteriores. Todas as obras estão disponíveis para download gratuito no site do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ.

Para além da especialização, o encontro reafirma o papel do cravo na história musical brasileira e fortalece uma rede nacional de ensino e performance: “O intercâmbio cria uma verdadeira rede entre alunos e professores, com trocas que repercutem na formação e nas pesquisas. É um momento de congraçamento muito saudável”, conclui Fagerlande.

Ouça a entrevista completa:

Programação

📅 15 de setembro (segunda-feira)

14h – Conhecendo o cravo – Clara Albuquerque e Aline Silveira, UFRJ, com recital de alunos (crianças e jovens)

17h – A dramaturgia do programa Blim-blem-blom – Tim Rescala | Mediação: Marcelo Fagerlande

📅 16 de setembro (terça-feira)

10h – Mesa-redonda I – Iniciativas em torno da música barroca

14h – Mesa-redonda II – Perspectivas históricas do cravo no Brasil

17h – Recital

📅 17 de setembro (quarta-feira)

10h – Mesa-redonda III – Trabalhos acadêmicos sobre o cravo no Brasil

14h – Mesa-redonda IV – Recentes pesquisas musicológicas

17h – Recital

XXI Semana do Cravo
📅 15, 16 e 17 de setembro de 2025
🏛️ Escola de Música da UFRJ – Edifício Ventura Corporate Towers
📍 Av. República do Chile, 330 – 21º andar, Torre Leste – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Nota de pesar pelo falecimento de Miguel Proença

A Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro manifesta seu profundo pesar pelo falecimento, em 22/08/25, do pianista Miguel Proença, renomado músico de projeção internacional, educador dedicado e gestor cultural de notável contribuição ao panorama artístico brasileiro.

Natural de Quaraí (RS) e nascido em 27 de março de 1939, Miguel Proença tornou-se Doutor em Música pela Escola Superior de Música de Hannover e construiu uma carreira sólida como solista e professor, alcançando reconhecimento nos cinco continentes. Sua extensa discografia inclui um leque de gravações que valorizam o repertório erudito brasileiro e internacional e consolidou-se como referência no estudo e difusão da música de compositores nacionais.

Destacou-se também pelo importante papel como professor no Instituto de Artes da UERJ, além de ter ocupado importantes cargos como gestor, tais como diretor da Funarte, diretor da Sala Cecília Meireles, diretor da Escola de Música Villa-Lobos e Secretário Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Sua atuação como jurado em concursos internacionais de prestígio, como o 1º Piano World Master (França), o Gina Bachauer (EUA) e Tchaikovsky (Japão) reforça sua influência no cenário pianístico mundial. Reconhecimentos como a Comenda da Ordem do Rio Branco, o prêmio da UNESCO “Patrimônio da Música Brasileira” e o título de Artista Steinway também fazem parte de sua trajetória de méritos.

A EM/UFRJ manifesta sua solidariedade à família, aos amigos, aos colegas e a todos os seus ex-alunos neste momento de luto. Seguimos inspirados pelo legado artístico e humano de Miguel Proença, cuja dedicação à arte e à educação continuará a ecoar em nossas salas de aula, em nossos concertos e em todas as formas de expressão da música brasileira.

Rio de Janeiro, 23 de agosto de 2025
Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro

XVI Festival Brasil-Alemanha promove intercâmbio cultural entre os dois países

Entre os dias 01 e 12 de setembro, a Escola de Música da UFRJ sediará a 16ª edição do Festival Brasil-Alemanha, um dos projetos de extensão mais tradicionais da instituição. Este renomado festival, que tem promovido o intercâmbio cultural e musical entre os dois países por quase duas décadas, oferecerá uma rica programação composta por concertos, cursos, masterclasses, palestras, workshops, oficinas e audições.

Desde sua criação há 19 anos, o Festival Brasil-Alemanha tem desempenhado um papel crucial na formação de músicos brasileiros. Seu histórico é impressionante: mais de 100 concertos, dezenas de recitais, centenas de classes desenvolvidas e aproximadamente 4.000 alunos atendidos. O sucesso contínuo do festival deve-se, em grande parte, à sólida parceria entre a Escola Superior de Música de Karlsruhe (Hochschule für Musik Karlsruhe), a Escola de Música da UFRJ, o Instituto Villa-Lobos da UNIRIO e o Deutscher Akademischer Austausch Dienst (DAAD), órgão de intercâmbio acadêmico do governo alemão.

Cursos

Entre os cursos oferecidos, estão o de Canto Lírico (Prof. Holger Speck), de Criação Digital para Música de Filmes (Prof. Damon Lee), Piano (Prof. Roberto Domingos), Violino (Profa. Christel Lee), e de Trompas (Prof. Will Sanders). Este último ainda está com inscrições abertas, que podem ser realizadas através deste formulário.

Outro curso que será oferecido é o de Coaching em Ópera – Repertório Alemão e Italiano (Prof. Matteo Pirola). Voltado a alunos de graduação e pós-graduação em Canto, o curso é limitado a 10 participantes. As aulas acontecerão no Edifício Ventura, entre os dias 9 e 12/09, nos turnos da manhã e da tarde. A programação se encerra com uma apresentação final em 12/09, às 19h, aberta ao público. As inscrições são realizadas aqui.

Concertos

O evento também contará com uma série de concertos e recitais.

Em 04/09, a Banda Sinfônica do Festival faz sua tradicional apresentação no Salão Leopoldo Miguez, sob a regência de Will Sanders. Nesta edição, o repertório do concerto destaca a diversidade estilística das bandas sinfônicas, com obras que atravessam diferentes períodos históricos e tradições musicais.

O programa inclui peças emblemáticas, como Chester Overture, de William Schuman, baseada em um hino da Revolução Americana; a vibrante suíte Danças Sinfônicas, de Yosuke Fukuda, que percorre estilos de diferentes culturas; e a Suíte das Danças Ancestrais Americanas, de Robert Russell Bennett, celebrando tradições populares dos Estados Unidos. Também será apresentada a Marcha da suíte Divertissement d’été, de Jacques Castérède, com sua atmosfera leve e elegante, além da estreia da obra Ecossistemas Aniquilados, de Gilson Santos, que propõe uma reflexão sobre a destruição ambiental e a esperança de reconstrução.

Concerto da Banda Sinfônica do Festival Brasil-Alemanha
📅 04 de setembro (quinta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ
🎟 Entrada franca


Em 05/09, ocorre o Concerto de Encerramento das Classe de Trompas. A apresentação no Salão Leopoldo Miguez, da EM/UFRJ, conta com regência de Will Sanders e Philip Doyle. Este último é também responsável pela coordenação ao lado de Tiago Carneiro. A produção é de Felipe Portugal.

Concerto de Encerramento das Classe de Trompas
📅 05 de setembro (sexta-feira) | 17h30
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ
🎟 Entrada franca


Em 08/09, será a vez do Quinteto Duplo de Sopros (Quinteto Experimental de Sopros da EM/UFRJ e o Quinteto de Sopros do Festival Internacional Brasil-Alemanha) apresentarem o Concerto Música de Câmara, no Centro Cultural da Fundação Getúlio Vargas, às 18h30.

Concerto Música de Câmara
📅 08 de setembro (segunda-feira) | 18h30
🏛️ Centro Cultural da Fundação Getúlio Vargas
📍 Praia de Botafogo, 190 – Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
🎟 Entrada franca


No dia 10/09, o Salão Leopoldo Miguez será palco de dois recitais. O primeiro, às 16h30, dos alunos de piano do Professor Roberto Domingos. Na sequência, às 18h30, é a vez do Recital de Música de Câmara que reunirá vários professores envolvidos nesta edição do festival.

📅 10 de setembro (quarta-feira)
16h30 | Recital de Encerramento do Curso de Piano
18h30 | Recital de Música de Câmara com Professores
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ
🎟 Entrada franca

No mesmo dia, o Instituto Villa-Lobos da UNIRIO sedia o Recital de Encerramento do Curso de Canto Lírico do Prof. Holger Speck.

Recital de Encerramento do Curso de Canto Lírico
📅 10 de setembro (quarta-feira) | 18h
🏛️ Instituto Villa-Lobos (Sala I-203)
📍 Avenida Pasteur, 436 – Urca, Rio de Janeiro – RJ
🎟 Entrada franca


Em 13/09, haverá um recital com os alunos de violino da Profª. Christel Lee, na Sala Villa-Lobos, da UNIRIO.

Recital de Encerramento do Curso de Violino
📅 13 de setembro (sábado) | 15h
🏛️ Instituto Villa-Lobos (Sala Villa-Lobos)
📍 Avenida Pasteur, 436 – Urca, Rio de Janeiro – RJ
🎟 Entrada franca

Na mesma data, haverá também um recital na EM/UFRJ com os alunos do Curso Ópera Coaching, ministrado pelo professor Matteo Pirola, do Conservatório de Karlsruhe.

Recital de Encerramento do Curso Ópera Coaching
📅 13 de setembro (sábado) | 16h
🏛️ EM/UFRJ (Sala de Ensaio da Orquestra)
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ
🎟 Entrada franca

Exposição celebra os 100 anos da Orquestra Sinfônica da UFRJ

A Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro inaugura, em 11 de agosto, a exposição Orquestra Sinfônica da UFRJ, 100 anos: Uma Trajetória de Música e Educação, em continuidade às comemorações do centenário da OSUFRJ — o mais antigo conjunto sinfônico em atividade na cidade do Rio de Janeiro e um dos mais longevos do Brasil. A mostra segue na EM/UFRJ até 25/09.

As comemorações do centenário começaram em 2024 e incluíram vários concertos históricos. Entre eles, um na data exata de fundação da orquestra, 25 de setembro, na Sala Cecília Meireles, com repertório que percorreu a história da OSUFRJ. Outro evento marcante foi o lançamento do livro Orquestra Sinfônica da UFRJ – 100 anos, publicado pela Editora UFRJ. “Através do livro, as pessoas conhecem não só a história da orquestra, como uma parte da história da música no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro”, destacou o maestro André Cardoso, diretor da OSUFRJ e autor da obra, em entrevista ao podcast Som do Passeio.

As celebrações seguem agora com uma mostra que apresenta ao público um panorama histórico da orquestra, cuja origem remonta à fundação do Instituto Nacional de Música, em 1924. A exposição propõe um mergulho em sua trajetória centenária, que se entrelaça com a própria história da música no país e da Escola de Música da UFRJ, por meio de imagens raras, painéis informativos e trechos do citado livro.

Segundo André Cardoso, a iniciativa replica, em outro formato, o conteúdo da publicação, apresentando painéis cronológicos com fotos, programas e textos explicativos. Os visitantes poderão também ouvir gravações produzidas pela OSUFRJ por meio de QR Codes. Paralelamente, ao longo de agosto e setembro, haverá uma série de concertos didáticos voltados para alunos da rede pública, que visitarão a exposição e seguirão para apresentações no Salão Leopoldo Miguez. A programação conta com músicos da orquestra, docentes, discentes, egressos, técnicos-administrativos e convidados.

Além da exposição, a programação contempla uma série de concertos didáticos de música de câmara, apresentados por músicos da OSUFRJ, docentes, discentes, egressos e servidores técnico-administrativos da Escola de Música, além de músicos convidados. Voltados especialmente para estudantes da rede pública de ensino e centros de artes de diversos municípios fluminenses, os concertos buscam integrar memória, formação e fruição artística em um só evento.

Concerto de abertura

A abertura da exposição Orquestra Sinfônica da UFRJ, 100 anos: Uma Trajetória de Música e Educação será celebrada com um concerto do grupo de Cordas da Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob regência de André Cardoso, às 19h do dia 11 de agosto, no Salão Leopoldo Miguez. O maestro lembra que este concerto também marca o início da Semana de Aniversário da Escola de Música da UFRJ, que completa 177 anos em 2025. “O programa aborda o repertório da música de concerto da segunda metade do século XX e do século XXI, com obras recentes e já consagradas, passando pelo minimalismo, neoclassicismo, neorromantismo e outras tendências”, explica.

O programa traz Fratres, de Arvo Pärt; Voyage, de John Corigliano, com Eduardo Monteiro (flauta); Três peças em estilo antigo, de Henryk Górecki; Concerto para clarone, de Geraldine Green, com Thiago Tavares (clarone); e Pelimannit, de Einojuhani Rautavaara.

Mais detalhes sobre o concerto de abertura podem ser conferidos nesta matéria. Já a conversa completa com o maestro André Cardoso no podcast Som do Passeio pode ser conferida abaixo.

A exposição é uma realização da Escola de Música da UFRJ, da Reitoria e do Centro de Letras e Artes, com apoio da Superintendência-Geral de Comunicação Social (SGCOM) e do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ (SiBI).

Exposição Orquestra Sinfônica da UFRJ, 100 anos: Uma Trajetória de Música e Educação
📅 11 de agosto a 25 de setembro de 2025
🏛️ Escola de Música da UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

EM/UFRJ homenageia Luiz Henrique Senise com recital da pianista Sara Canal

No dia 2 de setembro, a Escola de Música da UFRJ realizará uma dupla celebração em homenagem ao legado do pianista e professor Luiz Henrique Senise. Às 16h, ocorrerá o descerramento de uma placa em homenagem ao músico, reconhecendo sua trajetória artística, pedagógica e institucional. Em seguida, no Salão Leopoldo Miguez, o público será agraciado com o recital da jovem pianista Sara Canal, vencedora do Concurso Luiz Senise 2024.

Pianista elogiado pela crítica nacional e internacional, Senise teve sua estreia no Carnegie Recital Hall celebrada pelo The New York Times, que destacou a singular execução de Debussy e a majestosa interpretação de Liszt. Discípulo de Elzira Amábile, aperfeiçoou-se com Jacques Klein, Arnaldo Estrella e Magda Tagliaferro, além de ter estudado na Europa com Bruno Seidlhofer, Nikita Magaloff, Jan Ekier, Pierre Sancan e Eliane Richepin.

Detentor de prêmios em concursos de prestígio, como o II Concurso Internacional Villa-Lobos, desenvolveu intensa atividade artística em gravações, concertos e turnês nacionais e internacionais. Mestre em Música pela Université Musicale Internationale de Paris e pela Escola de Música da UFRJ, integrou o corpo docente de importantes instituições e, desde 1994, atuava como professor do Departamento de Teclados e Percussão da EM/UFRJ, sendo responsável pela formação de inúmeros pianistas premiados no Brasil e no exterior.

Com técnica impecável e todas as qualidades de um esplêndido musicista, pedagogo e artista, dedicou a vida aos alunos e redimensionou o ensino do piano na UFRJ. Segundo a professora Janne Gonçalves, mestre pela EM/UFRJ e orientadora de Sara Canal, “Senise era um rei do fraseado, que simplificava o ensino do piano de forma clara, mostrando como estudar, interpretar e fazer estilo musical”. Para Janne, o concurso que leva o nome do músico, e no qual a jovem Sara Canal foi premiada em 2024, é uma homenagem justa a esse grande pedagogo, trazendo motivação para novas gerações de pianistas.

Sara Canal: talento em ascensão

Capixaba de 13 anos, Sara Canal iniciou os estudos de piano aos quatro anos de idade com o professor Tiago Vazzoler, na Escola de Música Gabriel Camargo. Atualmente, é aluna da professora Janne Gonçalves, e estuda Teoria Musical com Hemerick Xavier.

Em constante aprimoramento, a jovem pianista vencedora do Concurso Luiz Senise 2024 participa de masterclasses com músicos de renome nacional e internacional e já se apresentou em diversas séries de concertos, como a Série Jovens Talentos Aronne Pianos (São Paulo), a Série Jovens Pianistas Capixabas (Vitória/ES) e a Série Jovens Pianistas – 117ª Edição (Cabo Frio/RJ). Em 2025, interpretou o Concerto nº 2 de Beethoven sob regência do maestro Helder Trefzer.

Sara acumula mais de 25 premiações nacionais e internacionais, em países como EUA, Portugal, Finlândia, Espanha, Rússia e Itália. Entre os principais destaques recentes estão: o 1º lugar no 26º Concurso Internacional de Piano Santa Cecília (Portugal, 2024), o prêmio no Carles & Sofia International Piano Competition (Espanha, 2023), e a conquista do 9º Concurso de Piano Promúsica (Brasil, 2025).

Sua orientadora, Janne Gonçalves, ressalta: “Ela é muito dedicada, disciplinada, e está começando a formar sua identidade musical. Gosta de Beethoven, Villa-Lobos e Ginastera, compositores densos que desafiam sua técnica e expressão. É fascinante ver o temperamento musical dela aflorar, mesmo sendo tão jovem.”

Sua trajetória internacional inclui apresentações em cidades como Barcelona, Girona e Brescia, onde atuou com a Master Orchestra, consolidando-se como uma das mais promissoras jovens pianistas de sua geração.

Ouça abaixo a entrevista em que Janne Golçalves comenta sobre o legado de Luiz Henrique Senise, bem como sobre o recital que sua jovem aluna vai realizar no Salão Leopoldo Miguez:

Programa do Recital

  • Beethoven – Sonata nº 17, opus 31 nº 2
    • Largo – Allegro
    • Adagio
    • Allegretto
  • Villa-Lobos – Ciclo Brasileiro
    • Plantio do Caboclo
    • Impressões Seresteiras
    • Festa no Sertão
    • Dança do Índio Branco
  • Ginastera – Danzas Argentinas
    • Danza del viejo boyero
    • Danza de la moza donosa
    • Danza del gaucho matrero

Recital de Piano com Sara Canal
📅 2 de setembro de 2025 (terça-feira) | 16h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Escola de Música da UFRJ recebe o XXXI Festival Brasileiro de Trombonistas

Entre os dias 19 e 23 de agosto de 2025, a Escola de Música da UFRJ (EM/UFRJ) será um dos principais palcos do XXXI Festival Brasileiro de Trombonistas, um dos maiores encontros dedicados ao trombone na América Latina. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Trombonistas (ABT), acontece em parceria com a EM/UFRJ, reunindo artistas, professores, estudantes e pesquisadores do Brasil e do exterior.

Ao longo de cinco dias, a programação ocupa diferentes espaços da capital fluminense, com destaque para o Salão Leopoldo Miguez e as salas da própria Escola de Música, que sediam atividades como o Simpósio Científico da ABT, o Concurso de Solistas, conferências pedagógicas, masterclasses, recitais de grupos e solistas convidados, além de grandes concertos.

A abertura oficial será realizada no dia 19 de agosto, no Salão Leopoldo Miguez, com a apresentação de grupos de referência, como o Coral de Trombones da UFRN, Trombones da UFRJ, Unibones e os conjuntos da FAETEC. Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar concertos com a Orquestra Sinfônica da UFRJ (21/08, na Candelária), a Banda Sinfônica do CBMERJ (22/08, no Salão Leopoldo Miguez), além do concerto da Orquestra Sinfônica do CBEMRJ (23/08, no Salão Leopoldo MIguez), seguido do aguardado Cortejo, que sai da EM/UFRJ e segue até a Cinelândia para o Concerto Final do Grande Coral de Trombones.

Presença internacional e nacional

O Festival traz ao Brasil renomados trombonistas internacionais, como Brian Hecht, Yu Tamaki Hoso, Marshall Gilkes, Hillary Simms, Karen Marston, Debra Scott, David Begnoche e Jeanette Velasco, entre outros. Do cenário nacional, participam nomes como Joelma da Silva Melo, Joabe Reis, Leandro Dantas, Marlon Barros, Ronaldo Nunes, Valdir Ferreira e Wilhian Werle, além de pianistas convidados que acompanham os recitais.

Atividades formativas e científicas

Mais do que uma celebração artística, o Festival tem caráter pedagógico e científico, fortalecendo a troca de experiências entre músicos de diferentes gerações. O Simpósio Científico da ABT, realizado nas salas da EM/UFRJ, apresenta pesquisas e trabalhos acadêmicos, enquanto a Conferência Pedagógica reúne professores brasileiros e estrangeiros para debater o ensino do trombone.

Outro destaque é o XIV Concurso de Solistas da ABT, que premia jovens talentos nas categorias tenor, baixo e popular. Ensaios de corais de trombones, grupos de câmara e atividades coletivas também integram a agenda.

Tradição e impacto

Criado em 1995, o Festival Brasileiro de Trombonistas percorreu diversas capitais brasileiras e chega à sua 31ª edição reafirmando a importância da Escola de Música da UFRJ como espaço histórico e acadêmico de referência para a formação musical no país. A expectativa é reunir mais de 250 trombonistas de diferentes estados, além de convidados estrangeiros, consolidando o Rio de Janeiro como capital do trombone neste período.

Confira a programação completa:


📍 Locais do evento

  • Escola de Música da UFRJ – Salão Leopoldo Miguez e salas de aula
  • Theatro Municipal do Rio de Janeiro
  • Sala Cecília Meireles
  • Igreja da Candelária
  • Blue Note Rio de Janeiro

Organização local: Lélio Alves; Raphael Paixão; Ricardo Santos

Mais informações: www.abtrombonistas.com

Concerto da Orquestra Sinfônica da UFRJ celebra Festival de Trombonistas e os 30 anos da série Música na Candelária

No dia 21 de agosto, às 18h, a Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) realiza um concerto especial na Igreja da Candelária, com entrada franca. A apresentação integra a programação do XXXI Festival Brasileiro de Trombonistas e marca também as comemorações dos 30 anos da série Música na Candelária, um dos mais importantes ciclos de concertos gratuitos da cidade do Rio de Janeiro.

O programa reúne obras que destacam tanto a tradição orquestral quanto a versatilidade do trombone como instrumento solista. Entre os convidados estão dois artistas de renome internacional:

  • Brian Hecht (Orquestra Sinfônica de Dallas), que interpreta Ballade de Eric Ewazen e Adoration de Florence Price.
  • Hillary Simms (American Brass Quintet), solista na Romanza op.85 de Max Bruch.

Para a celebração da série Música na Candelária, a OSUFRJ executa ainda o Te Deum em Dó maior, Hob. XXIII c:2, de Joseph Haydn, obra enérgica e festiva, escrita em 1800 a pedido da imperatriz Maria Teresa da Áustria. A peça será apresentada em conjunto com o Coro Brasil Ensemble, sob a direção de Maria José Chevitarese, e a Classe de Canto Coral da Escola de Música da UFRJ, dirigida pela professora Juliana Melleiro Rheinboldt.

A regência do concerto será de Marcelo Jardim, diretor artístico e vice-diretor da Escola de Música da UFRJ, que mantém sólida carreira como maestro, professor e consultor artístico em projetos de formação musical no Brasil e no exterior.

Programa da noite

  1. Eric Ewazen – Ballade para trombone baixo, harpa e cordas (1986/96)
    Solista: Brian Hecht
  2. Florence Price – Adoration para trombone e cordas (1951)
    Solista: Brian Hecht
  3. Max Bruch – Romanza op.85 para trombone (1911)
    Solista: Hillary Simms
  4. Joseph Haydn – Te Deum em Dó maior Hob. XXIII c:2 (1800)
    Coro Brasil Ensemble e Classe de Canto Coral da EM-UFRJ

Direção Artística da OSUFRJ: André Cardoso
Maestros Eméritos: Roberto Duarte e Ernani Aguiar

Concerto da Orquestra Sinfônica da UFRJ
📅 21 de agosto de 2025 (segunda-feira) | 18h
🏛️ Igreja da Candelária
📍 Praça Pio X, s/n – Centro, Rio de Janeiro
🎟 Entrada franca