Nota de pesar pelo falecimento de Miguel Proença

A Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro manifesta seu profundo pesar pelo falecimento, em 22/08/25, do pianista Miguel Proença, renomado músico de projeção internacional, educador dedicado e gestor cultural de notável contribuição ao panorama artístico brasileiro.

Natural de Quaraí (RS) e nascido em 27 de março de 1939, Miguel Proença tornou-se Doutor em Música pela Escola Superior de Música de Hannover e construiu uma carreira sólida como solista e professor, alcançando reconhecimento nos cinco continentes. Sua extensa discografia inclui um leque de gravações que valorizam o repertório erudito brasileiro e internacional e consolidou-se como referência no estudo e difusão da música de compositores nacionais.

Destacou-se também pelo importante papel como professor no Instituto de Artes da UERJ, além de ter ocupado importantes cargos como gestor, tais como diretor da Funarte, diretor da Sala Cecília Meireles, diretor da Escola de Música Villa-Lobos e Secretário Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Sua atuação como jurado em concursos internacionais de prestígio, como o 1º Piano World Master (França), o Gina Bachauer (EUA) e Tchaikovsky (Japão) reforça sua influência no cenário pianístico mundial. Reconhecimentos como a Comenda da Ordem do Rio Branco, o prêmio da UNESCO “Patrimônio da Música Brasileira” e o título de Artista Steinway também fazem parte de sua trajetória de méritos.

A EM/UFRJ manifesta sua solidariedade à família, aos amigos, aos colegas e a todos os seus ex-alunos neste momento de luto. Seguimos inspirados pelo legado artístico e humano de Miguel Proença, cuja dedicação à arte e à educação continuará a ecoar em nossas salas de aula, em nossos concertos e em todas as formas de expressão da música brasileira.

Rio de Janeiro, 23 de agosto de 2025
Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro

XVI Festival Brasil-Alemanha promove intercâmbio cultural entre os dois países

Entre os dias 01 e 12 de setembro, a Escola de Música da UFRJ sediará a 16ª edição do Festival Brasil-Alemanha, um dos projetos de extensão mais tradicionais da instituição. Este renomado festival, que tem promovido o intercâmbio cultural e musical entre os dois países por quase duas décadas, oferecerá uma rica programação composta por concertos, cursos, masterclasses, palestras, workshops, oficinas e audições.

Desde sua criação há 19 anos, o Festival Brasil-Alemanha tem desempenhado um papel crucial na formação de músicos brasileiros. Seu histórico é impressionante: mais de 100 concertos, dezenas de recitais, centenas de classes desenvolvidas e aproximadamente 4.000 alunos atendidos. O sucesso contínuo do festival deve-se, em grande parte, à sólida parceria entre a Escola Superior de Música de Karlsruhe (Hochschule für Musik Karlsruhe), a Escola de Música da UFRJ, o Instituto Villa-Lobos da UNIRIO e o Deutscher Akademischer Austausch Dienst (DAAD), órgão de intercâmbio acadêmico do governo alemão.

Cursos

Entre os cursos oferecidos, estão o de Canto Lírico (Prof. Holger Speck), de Criação Digital para Música de Filmes (Prof. Damon Lee), Piano (Prof. Roberto Domingos), Violino (Profa. Christel Lee), e de Trompas (Prof. Will Sanders). Este último ainda está com inscrições abertas, que podem ser realizadas através deste formulário.

Outro curso que será oferecido é o de Coaching em Ópera – Repertório Alemão e Italiano (Prof. Matteo Pirola). Voltado a alunos de graduação e pós-graduação em Canto, o curso é limitado a 10 participantes. As aulas acontecerão no Edifício Ventura, entre os dias 9 e 12/09, nos turnos da manhã e da tarde. A programação se encerra com uma apresentação final em 12/09, às 19h, aberta ao público. As inscrições são realizadas aqui.

Concertos

O evento também contará com uma série de concertos e recitais.

Em 04/09, a Banda Sinfônica do Festival faz sua tradicional apresentação no Salão Leopoldo Miguez, sob a regência de Will Sanders. Nesta edição, o repertório do concerto destaca a diversidade estilística das bandas sinfônicas, com obras que atravessam diferentes períodos históricos e tradições musicais.

O programa inclui peças emblemáticas, como Chester Overture, de William Schuman, baseada em um hino da Revolução Americana; a vibrante suíte Danças Sinfônicas, de Yosuke Fukuda, que percorre estilos de diferentes culturas; e a Suíte das Danças Ancestrais Americanas, de Robert Russell Bennett, celebrando tradições populares dos Estados Unidos. Também será apresentada a Marcha da suíte Divertissement d’été, de Jacques Castérède, com sua atmosfera leve e elegante, além da estreia da obra Ecossistemas Aniquilados, de Gilson Santos, que propõe uma reflexão sobre a destruição ambiental e a esperança de reconstrução.

Concerto da Banda Sinfônica do Festival Brasil-Alemanha
📅 04 de setembro (quinta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ
🎟 Entrada franca


Em 05/09, ocorre o Concerto de Encerramento das Classe de Trompas. A apresentação no Salão Leopoldo Miguez, da EM/UFRJ, conta com regência de Will Sanders e Philip Doyle. Este último é também responsável pela coordenação ao lado de Tiago Carneiro. A produção é de Felipe Portugal.

Concerto de Encerramento das Classe de Trompas
📅 05 de setembro (sexta-feira) | 17h30
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ
🎟 Entrada franca


Em 08/09, será a vez do Quinteto Duplo de Sopros (Quinteto Experimental de Sopros da EM/UFRJ e o Quinteto de Sopros do Festival Internacional Brasil-Alemanha) apresentarem o Concerto Música de Câmara, no Centro Cultural da Fundação Getúlio Vargas, às 18h30.

Concerto Música de Câmara
📅 08 de setembro (segunda-feira) | 18h30
🏛️ Centro Cultural da Fundação Getúlio Vargas
📍 Praia de Botafogo, 190 – Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
🎟 Entrada franca


No dia 10/09, o Salão Leopoldo Miguez será palco de dois recitais. O primeiro, às 16h30, dos alunos de piano do Professor Roberto Domingos. Na sequência, às 18h30, é a vez do Recital de Música de Câmara que reunirá vários professores envolvidos nesta edição do festival.

📅 10 de setembro (quarta-feira)
16h30 | Recital de Encerramento do Curso de Piano
18h30 | Recital de Música de Câmara com Professores
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ
🎟 Entrada franca

No mesmo dia, o Instituto Villa-Lobos da UNIRIO sedia o Recital de Encerramento do Curso de Canto Lírico do Prof. Holger Speck.

Recital de Encerramento do Curso de Canto Lírico
📅 10 de setembro (quarta-feira) | 18h
🏛️ Instituto Villa-Lobos (Sala I-203)
📍 Avenida Pasteur, 436 – Urca, Rio de Janeiro – RJ
🎟 Entrada franca


Em 13/09, haverá um recital com os alunos de violino da Profª. Christel Lee, na Sala Villa-Lobos, da UNIRIO.

Recital de Encerramento do Curso de Violino
📅 13 de setembro (sábado) | 15h
🏛️ Instituto Villa-Lobos (Sala Villa-Lobos)
📍 Avenida Pasteur, 436 – Urca, Rio de Janeiro – RJ
🎟 Entrada franca

Na mesma data, haverá também um recital na EM/UFRJ com os alunos do Curso Ópera Coaching, ministrado pelo professor Matteo Pirola, do Conservatório de Karlsruhe.

Recital de Encerramento do Curso Ópera Coaching
📅 13 de setembro (sábado) | 16h
🏛️ EM/UFRJ (Sala de Ensaio da Orquestra)
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ
🎟 Entrada franca

Exposição celebra os 100 anos da Orquestra Sinfônica da UFRJ

A Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro inaugura, em 11 de agosto, a exposição Orquestra Sinfônica da UFRJ, 100 anos: Uma Trajetória de Música e Educação, em continuidade às comemorações do centenário da OSUFRJ — o mais antigo conjunto sinfônico em atividade na cidade do Rio de Janeiro e um dos mais longevos do Brasil. A mostra segue na EM/UFRJ até 25/09.

As comemorações do centenário começaram em 2024 e incluíram vários concertos históricos. Entre eles, um na data exata de fundação da orquestra, 25 de setembro, na Sala Cecília Meireles, com repertório que percorreu a história da OSUFRJ. Outro evento marcante foi o lançamento do livro Orquestra Sinfônica da UFRJ – 100 anos, publicado pela Editora UFRJ. “Através do livro, as pessoas conhecem não só a história da orquestra, como uma parte da história da música no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro”, destacou o maestro André Cardoso, diretor da OSUFRJ e autor da obra, em entrevista ao podcast Som do Passeio.

As celebrações seguem agora com uma mostra que apresenta ao público um panorama histórico da orquestra, cuja origem remonta à fundação do Instituto Nacional de Música, em 1924. A exposição propõe um mergulho em sua trajetória centenária, que se entrelaça com a própria história da música no país e da Escola de Música da UFRJ, por meio de imagens raras, painéis informativos e trechos do citado livro.

Segundo André Cardoso, a iniciativa replica, em outro formato, o conteúdo da publicação, apresentando painéis cronológicos com fotos, programas e textos explicativos. Os visitantes poderão também ouvir gravações produzidas pela OSUFRJ por meio de QR Codes. Paralelamente, ao longo de agosto e setembro, haverá uma série de concertos didáticos voltados para alunos da rede pública, que visitarão a exposição e seguirão para apresentações no Salão Leopoldo Miguez. A programação conta com músicos da orquestra, docentes, discentes, egressos, técnicos-administrativos e convidados.

Além da exposição, a programação contempla uma série de concertos didáticos de música de câmara, apresentados por músicos da OSUFRJ, docentes, discentes, egressos e servidores técnico-administrativos da Escola de Música, além de músicos convidados. Voltados especialmente para estudantes da rede pública de ensino e centros de artes de diversos municípios fluminenses, os concertos buscam integrar memória, formação e fruição artística em um só evento.

Concerto de abertura

A abertura da exposição Orquestra Sinfônica da UFRJ, 100 anos: Uma Trajetória de Música e Educação será celebrada com um concerto do grupo de Cordas da Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob regência de André Cardoso, às 19h do dia 11 de agosto, no Salão Leopoldo Miguez. O maestro lembra que este concerto também marca o início da Semana de Aniversário da Escola de Música da UFRJ, que completa 177 anos em 2025. “O programa aborda o repertório da música de concerto da segunda metade do século XX e do século XXI, com obras recentes e já consagradas, passando pelo minimalismo, neoclassicismo, neorromantismo e outras tendências”, explica.

O programa traz Fratres, de Arvo Pärt; Voyage, de John Corigliano, com Eduardo Monteiro (flauta); Três peças em estilo antigo, de Henryk Górecki; Concerto para clarone, de Geraldine Green, com Thiago Tavares (clarone); e Pelimannit, de Einojuhani Rautavaara.

Mais detalhes sobre o concerto de abertura podem ser conferidos nesta matéria. Já a conversa completa com o maestro André Cardoso no podcast Som do Passeio pode ser conferida abaixo.

A exposição é uma realização da Escola de Música da UFRJ, da Reitoria e do Centro de Letras e Artes, com apoio da Superintendência-Geral de Comunicação Social (SGCOM) e do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ (SiBI).

Exposição Orquestra Sinfônica da UFRJ, 100 anos: Uma Trajetória de Música e Educação
📅 11 de agosto a 25 de setembro de 2025
🏛️ Escola de Música da UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

EM/UFRJ homenageia Luiz Henrique Senise com recital da pianista Sara Canal

No dia 2 de setembro, a Escola de Música da UFRJ realizará uma dupla celebração em homenagem ao legado do pianista e professor Luiz Henrique Senise. Às 16h, ocorrerá o descerramento de uma placa em homenagem ao músico, reconhecendo sua trajetória artística, pedagógica e institucional. Em seguida, no Salão Leopoldo Miguez, o público será agraciado com o recital da jovem pianista Sara Canal, vencedora do Concurso Luiz Senise 2024.

Pianista elogiado pela crítica nacional e internacional, Senise teve sua estreia no Carnegie Recital Hall celebrada pelo The New York Times, que destacou a singular execução de Debussy e a majestosa interpretação de Liszt. Discípulo de Elzira Amábile, aperfeiçoou-se com Jacques Klein, Arnaldo Estrella e Magda Tagliaferro, além de ter estudado na Europa com Bruno Seidlhofer, Nikita Magaloff, Jan Ekier, Pierre Sancan e Eliane Richepin.

Detentor de prêmios em concursos de prestígio, como o II Concurso Internacional Villa-Lobos, desenvolveu intensa atividade artística em gravações, concertos e turnês nacionais e internacionais. Mestre em Música pela Université Musicale Internationale de Paris e pela Escola de Música da UFRJ, integrou o corpo docente de importantes instituições e, desde 1994, atuava como professor do Departamento de Teclados e Percussão da EM/UFRJ, sendo responsável pela formação de inúmeros pianistas premiados no Brasil e no exterior.

Com técnica impecável e todas as qualidades de um esplêndido musicista, pedagogo e artista, dedicou a vida aos alunos e redimensionou o ensino do piano na UFRJ. Segundo a professora Janne Gonçalves, mestre pela EM/UFRJ e orientadora de Sara Canal, “Senise era um rei do fraseado, que simplificava o ensino do piano de forma clara, mostrando como estudar, interpretar e fazer estilo musical”. Para Janne, o concurso que leva o nome do músico, e no qual a jovem Sara Canal foi premiada em 2024, é uma homenagem justa a esse grande pedagogo, trazendo motivação para novas gerações de pianistas.

Sara Canal: talento em ascensão

Capixaba de 13 anos, Sara Canal iniciou os estudos de piano aos quatro anos de idade com o professor Tiago Vazzoler, na Escola de Música Gabriel Camargo. Atualmente, é aluna da professora Janne Gonçalves, e estuda Teoria Musical com Hemerick Xavier.

Em constante aprimoramento, a jovem pianista vencedora do Concurso Luiz Senise 2024 participa de masterclasses com músicos de renome nacional e internacional e já se apresentou em diversas séries de concertos, como a Série Jovens Talentos Aronne Pianos (São Paulo), a Série Jovens Pianistas Capixabas (Vitória/ES) e a Série Jovens Pianistas – 117ª Edição (Cabo Frio/RJ). Em 2025, interpretou o Concerto nº 2 de Beethoven sob regência do maestro Helder Trefzer.

Sara acumula mais de 25 premiações nacionais e internacionais, em países como EUA, Portugal, Finlândia, Espanha, Rússia e Itália. Entre os principais destaques recentes estão: o 1º lugar no 26º Concurso Internacional de Piano Santa Cecília (Portugal, 2024), o prêmio no Carles & Sofia International Piano Competition (Espanha, 2023), e a conquista do 9º Concurso de Piano Promúsica (Brasil, 2025).

Sua orientadora, Janne Gonçalves, ressalta: “Ela é muito dedicada, disciplinada, e está começando a formar sua identidade musical. Gosta de Beethoven, Villa-Lobos e Ginastera, compositores densos que desafiam sua técnica e expressão. É fascinante ver o temperamento musical dela aflorar, mesmo sendo tão jovem.”

Sua trajetória internacional inclui apresentações em cidades como Barcelona, Girona e Brescia, onde atuou com a Master Orchestra, consolidando-se como uma das mais promissoras jovens pianistas de sua geração.

Ouça abaixo a entrevista em que Janne Golçalves comenta sobre o legado de Luiz Henrique Senise, bem como sobre o recital que sua jovem aluna vai realizar no Salão Leopoldo Miguez:

Programa do Recital

  • Beethoven – Sonata nº 17, opus 31 nº 2
    • Largo – Allegro
    • Adagio
    • Allegretto
  • Villa-Lobos – Ciclo Brasileiro
    • Plantio do Caboclo
    • Impressões Seresteiras
    • Festa no Sertão
    • Dança do Índio Branco
  • Ginastera – Danzas Argentinas
    • Danza del viejo boyero
    • Danza de la moza donosa
    • Danza del gaucho matrero

Recital de Piano com Sara Canal
📅 2 de setembro de 2025 (terça-feira) | 16h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Escola de Música da UFRJ recebe o XXXI Festival Brasileiro de Trombonistas

Entre os dias 19 e 23 de agosto de 2025, a Escola de Música da UFRJ (EM/UFRJ) será um dos principais palcos do XXXI Festival Brasileiro de Trombonistas, um dos maiores encontros dedicados ao trombone na América Latina. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Trombonistas (ABT), acontece em parceria com a EM/UFRJ, reunindo artistas, professores, estudantes e pesquisadores do Brasil e do exterior.

Ao longo de cinco dias, a programação ocupa diferentes espaços da capital fluminense, com destaque para o Salão Leopoldo Miguez e as salas da própria Escola de Música, que sediam atividades como o Simpósio Científico da ABT, o Concurso de Solistas, conferências pedagógicas, masterclasses, recitais de grupos e solistas convidados, além de grandes concertos.

A abertura oficial será realizada no dia 19 de agosto, no Salão Leopoldo Miguez, com a apresentação de grupos de referência, como o Coral de Trombones da UFRN, Trombones da UFRJ, Unibones e os conjuntos da FAETEC. Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar concertos com a Orquestra Sinfônica da UFRJ (21/08, na Candelária), a Banda Sinfônica do CBMERJ (22/08, no Salão Leopoldo Miguez), além do concerto da Orquestra Sinfônica do CBEMRJ (23/08, no Salão Leopoldo MIguez), seguido do aguardado Cortejo, que sai da EM/UFRJ e segue até a Cinelândia para o Concerto Final do Grande Coral de Trombones.

Presença internacional e nacional

O Festival traz ao Brasil renomados trombonistas internacionais, como Brian Hecht, Yu Tamaki Hoso, Marshall Gilkes, Hillary Simms, Karen Marston, Debra Scott, David Begnoche e Jeanette Velasco, entre outros. Do cenário nacional, participam nomes como Joelma da Silva Melo, Joabe Reis, Leandro Dantas, Marlon Barros, Ronaldo Nunes, Valdir Ferreira e Wilhian Werle, além de pianistas convidados que acompanham os recitais.

Atividades formativas e científicas

Mais do que uma celebração artística, o Festival tem caráter pedagógico e científico, fortalecendo a troca de experiências entre músicos de diferentes gerações. O Simpósio Científico da ABT, realizado nas salas da EM/UFRJ, apresenta pesquisas e trabalhos acadêmicos, enquanto a Conferência Pedagógica reúne professores brasileiros e estrangeiros para debater o ensino do trombone.

Outro destaque é o XIV Concurso de Solistas da ABT, que premia jovens talentos nas categorias tenor, baixo e popular. Ensaios de corais de trombones, grupos de câmara e atividades coletivas também integram a agenda.

Tradição e impacto

Criado em 1995, o Festival Brasileiro de Trombonistas percorreu diversas capitais brasileiras e chega à sua 31ª edição reafirmando a importância da Escola de Música da UFRJ como espaço histórico e acadêmico de referência para a formação musical no país. A expectativa é reunir mais de 250 trombonistas de diferentes estados, além de convidados estrangeiros, consolidando o Rio de Janeiro como capital do trombone neste período.

Confira a programação completa:


📍 Locais do evento

  • Escola de Música da UFRJ – Salão Leopoldo Miguez e salas de aula
  • Theatro Municipal do Rio de Janeiro
  • Sala Cecília Meireles
  • Igreja da Candelária
  • Blue Note Rio de Janeiro

Organização local: Lélio Alves; Raphael Paixão; Ricardo Santos

Mais informações: www.abtrombonistas.com

Concerto da Orquestra Sinfônica da UFRJ celebra Festival de Trombonistas e os 30 anos da série Música na Candelária

No dia 21 de agosto, às 18h, a Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) realiza um concerto especial na Igreja da Candelária, com entrada franca. A apresentação integra a programação do XXXI Festival Brasileiro de Trombonistas e marca também as comemorações dos 30 anos da série Música na Candelária, um dos mais importantes ciclos de concertos gratuitos da cidade do Rio de Janeiro.

O programa reúne obras que destacam tanto a tradição orquestral quanto a versatilidade do trombone como instrumento solista. Entre os convidados estão dois artistas de renome internacional:

  • Brian Hecht (Orquestra Sinfônica de Dallas), que interpreta Ballade de Eric Ewazen e Adoration de Florence Price.
  • Hillary Simms (American Brass Quintet), solista na Romanza op.85 de Max Bruch.

Para a celebração da série Música na Candelária, a OSUFRJ executa ainda o Te Deum em Dó maior, Hob. XXIII c:2, de Joseph Haydn, obra enérgica e festiva, escrita em 1800 a pedido da imperatriz Maria Teresa da Áustria. A peça será apresentada em conjunto com o Coro Brasil Ensemble, sob a direção de Maria José Chevitarese, e a Classe de Canto Coral da Escola de Música da UFRJ, dirigida pela professora Juliana Melleiro Rheinboldt.

A regência do concerto será de Marcelo Jardim, diretor artístico e vice-diretor da Escola de Música da UFRJ, que mantém sólida carreira como maestro, professor e consultor artístico em projetos de formação musical no Brasil e no exterior.

Programa da noite

  1. Eric Ewazen – Ballade para trombone baixo, harpa e cordas (1986/96)
    Solista: Brian Hecht
  2. Florence Price – Adoration para trombone e cordas (1951)
    Solista: Brian Hecht
  3. Max Bruch – Romanza op.85 para trombone (1911)
    Solista: Hillary Simms
  4. Joseph Haydn – Te Deum em Dó maior Hob. XXIII c:2 (1800)
    Coro Brasil Ensemble e Classe de Canto Coral da EM-UFRJ

Direção Artística da OSUFRJ: André Cardoso
Maestros Eméritos: Roberto Duarte e Ernani Aguiar

Concerto da Orquestra Sinfônica da UFRJ
📅 21 de agosto de 2025 (segunda-feira) | 18h
🏛️ Igreja da Candelária
📍 Praça Pio X, s/n – Centro, Rio de Janeiro
🎟 Entrada franca

Semana de Aniversário 2025: EM/UFRJ celebra 177 anos com a série “Caminhos Modernos II”

Fundada em 1848, a Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro consolidou-se, ao longo de quase dois séculos, como referência nacional e internacional no ensino, na pesquisa e na produção artística. Sua trajetória acompanha e influencia a história da música no Brasil, preservando tradições e, ao mesmo tempo, abrindo espaço para novas linguagens e formas de expressão. É nesse espírito que, em 2025, a Escola celebra seus 177 anos com a segunda edição da série Caminhos Modernos, reafirmando seu compromisso com a reflexão crítica, a inovação estética e a formação artística de excelência.

Entre os dias 11 e 15 de agosto de 2025, a Escola realiza sua tradicional Semana de Aniversário, com concertos diários às 19h no Salão Leopoldo Miguez, sempre com entrada franca.

A primeira edição de Caminhos Modernos, realizada em 2011, dedicou-se à criação musical posterior a 1950, contemplando a vanguarda do pós-guerra e as diversas correntes estéticas que marcaram a segunda metade do século XX. Inspirada no contexto histórico do polêmico artigo “Morreu Schoenberg”, de Pierre Boulez, a série buscou proporcionar ao público a experiência de ouvir, cotejar e refletir sobre obras esteticamente diversas, sem se restringir a debates teóricos.

Em Caminhos Modernos II, a proposta se expande com um distanciamento histórico de setenta e cinco anos em relação ao recorte original e incorpora as transformações ocorridas no mundo nas últimas décadas. A programação presta homenagem a dois compositores centenários — Pierre Boulez (1925-2016) e Luciano Berio (1925-2003) —, resgata nomes ausentes na primeira edição e celebra os 90 anos de Arvo Pärt e Terry Riley, além dos 80 anos de John Rutter e da compositora brasileira Vânia Dantas Leite (1945-2018).

O evento reunirá grupos artísticos da própria Escola — Orquestra Sinfônica da UFRJ, Coral Brasil Ensemble, Grupo de Percussão da UFRJ, Grupo ContempoMúsica — além do Laboratório de Música e Tecnologia (LaMuT) para apresentar obras que transitam do neoclassicismo ao minimalismo, da música tonal às experimentações eletroacústicas, explorando interseções entre tradição e inovação. Entre os compositores representados, figuram Sofia Gubaidulina, Astor Piazzolla, Olivier Messiaen, Karlheinz Stockhausen, György Ligeti, Henryk Górecki, entre outros.

Mais do que uma celebração institucional, a Semana de Aniversário da EM/UFRJ reafirma o papel da Escola como espaço de produção artística, pesquisa, preservação e difusão do repertório musical contemporâneo. A iniciativa mantém viva a vocação da instituição para a formação de intérpretes, compositores e pesquisadores, promovendo o diálogo entre o legado histórico e as novas possibilidades criativas do nosso tempo.

Confira a seguir, a programação:

11 de agosto (segunda-feira)
O primeiro dia do evento marca também a abertura da exposição “Orquestra Sinfônica da UFRJ, 100 anos: Uma Trajetória de Música e Educação”. A mostra apresenta um panorama histórico da OSUFRJ, o mais antigo conjunto sinfônico em atividade no Rio de Janeiro, cuja trajetória se entrelaça com a história da música no Brasil e da própria Escola de Música.

O público poderá conhecer imagens raras, painéis informativos e trechos do livro Orquestra Sinfônica da UFRJ – 100 anos, de autoria do maestro André Cardoso. QR Codes distribuídos pelo percurso permitirão ouvir obras de compositores ligados à Escola de Música. A exposição conta ainda com um espaço instagramável e totens que homenageiam personalidades marcantes na história da instituição.

A abertura, às 18h30, será seguida por um concerto do grupo de cordas da OSUFRJ, que apresenta um programa que atravessa linguagens e épocas, do neoclassicismo às texturas tintinnabuli de Arvo Pärt, passando pela releitura de tradições históricas de Henryk Górecki e pela atmosfera poética de Voyage, de John Corigliano, com o solista Eduardo Monteiro (professor de flauta da EM/UFRJ). O programa ainda conta com o Concerto para clarone da irlandesa Geraldine Green, com Thiago Tavares (clarone) como solista, e Pelimannit, de Einojuhani Rautavaara, que homenageia o folclore e os músicos populares finlandeses.

12 de agosto (terça-feira)
O segundo dia da programação traz um mergulho nas múltiplas vertentes da criação musical pós-1950, explorando desde a expressividade tonal até a pesquisa rítmica e a religiosidade na música de concerto. O concerto abre com a dramaticidade da Chaconne para piano, de Sofia Gubaidulina, interpretada por Thalyson Rodrigues. Na sequência, o pianista se une a Luciano Magalhães em Inverno Porteño, de Astor Piazzolla, obra marcada por ritmos e cores portenhas. O percussionista Tiago Calderano apresenta a vigorosa Psappha, de Iannis Xenakis, e o organista Benedito Rosa interpreta Offrande et Alleluia do Livre du Saint Sacrément, de Olivier Messiaen, de caráter contemplativo.

A segunda parte da noite é dedicada à música coral, com o Coral Brasil Ensemble sob regência de Maria José Chevitarese, interpretando o jubiloso Jubilate Deo, de Benjamin Britten, e o moteto O clap your hands, de John Rutter. O encerramento apresenta os Chichester Psalms, de Leonard Bernstein, na versão para coro, órgão, harpa e percussão, com Mariana Honorato El-Hader (soprano), Eduardo Biato (órgão), Giovana Sanches (harpa) e Pedro Moita (percussão). A combinação de linguagens, tradições e formações instrumentais faz desta noite um encontro marcante entre espiritualidade, teatralidade e inovação musical.

13 de agosto (quarta-feira)
A terceira noite apresenta um percurso pela música de câmara da segunda metade do século XX, onde tradição, nacionalismo e vanguarda se entrelaçam. A abertura traz Ritmata, de Edino Krieger, interpretada por Fábio Adour (violão), seguida da Sonatina para fagote e piano, de José Siqueira, com Aloysio Fagerlande (fagote) e Ana Paula da Matta (piano). A pianista retorna para executar Tema e variações para piano, de Marlos Nobre, antes da entrada do Grupo de Percussão da UFRJ — sob direção de Pedro Sá e com Wesley Lucas (marimba solo), Pedro Henrique, João Vítor Godoy e Matheus Barros — na intensa Marimba Spiritual, de Minoru Miki.

A noite prossegue com peças para clarineta solo, a Fantasia op. 87, de Malcolm Arnold, e o Prelude, de Krzysztof Penderecki, interpretadas por Carlos Leandro Nascimento da Silva (clarineta). O programa se aproxima do desfecho com Treffpunkt, de Karlheinz Stockhausen, e encerra-se com o marco minimalista In C, de Terry Riley, apresentado pelo Grupo ContempoMúsica sob regência de Alexandre Schubert.

14 de agosto (quinta-feira)
No quarto dia do evento, a Orquestra Sinfônica da UFRJ retorna ao palco destacando a versatilidade da música de câmara, com obras que transitam entre lirismo, pesquisa tímbrica e citações históricas. O concerto inicia com o Trio para flauta, violino e piano, de Nino Rota, interpretado respectivamente por Eduardo Monteiro, Fernando Pereira e Flávio Augusto. Em seguida, o clarinete assume o protagonismo com a Fantasia Sulamérica, de Cláudio Santoro, com Márcio Costa (clarineta), e a Sonata para clarineta solo, de Edison Denisov, com Gabriel Peter (clarineta).

O programa inclui ainda Steep Steps, de Elliott Carter, interpretada por Thiago Tavares (clarone), e Alma Redemptoris Mater, de Peter Maxwell Davies, com Helder Teixeira (flauta), Juliana Bravim (oboé), Márcio Costa e Gabriel Peter (clarinetas), Gilieder Veríssimo (trompa) e Paulo Andrade (fagote). As Rheinische Kirmertänze, de Bernd Alois Zimmermann, e a suíte da ópera The Good Soldier Schweik, de Robert Kurka, encerram a noite com o conjunto de sopros e percussão da Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob regência de Marcelo Jardim.

15 de agosto (sexta-feira)
O concerto de encerramento reúne nomes históricos da música eletroacústica internacional em comemoração aos 30 anos do Laboratório de Música e Tecnologia (LaMuT), que reafirma sua vocação para a pesquisa e a experimentação sonora.

A primeira obra, Piano Memory (1982), de Vânia Dantas Leite, explora a improvisação. A parte eletrônica da obra foi composta com base em desenhos-partitura do artista plástico Paulo Garcez. A partir da gravação desta improvisação, a compositora propõe uma obra mista onde um pianista deve improvisar junto aos sons pré-gravados seguindo a mesma partitura-desenho. A interpretação é de Maria José Di Cavalcanti (piano) e Rodrigo Cicchelli Velloso (difusão)

Na sequência, um dos pioneiros da música eletroacústica no Brasil, Reginaldo Carvalho dialoga com a poesia concreta em sua obra Caleidoscópio IV (1968), uma trilha sonora para um curta-metragem em três movimentos. Semáforos, foi pensado para a abertura do filme, onde a música sincronizava com diversos sinais luminosos em uma estrada de ferro. O segundo movimento, Cleta, usa um poema de Ivan Setta, onde a própria voz do poeta é editada de forma a explorar o ritmo das palavras bicicleta, cleta e concreta. Por último, Pontuações Luminosas tem um caráter pontilhístico inspirado no ritmo de confetes sobrevoando as ruas em época de carnaval. A difusão é de Cláudio Bezz.

Em Sirens (1958), a mezzo-soprano Cathy Berberian faz uma leitura interpretativa de um trecho do capítulo onze (Sereias) da obra Ulisses, de James Joyce. Esta mesma gravação foi utilizada como matéria-prima para Thema (Omaggio a Joyce) (1961), de Luciano Berio. O compositor joga com as implicações rítmicas e semânticas do material, colocando em primeiro plano as características musicais da língua falada. A difusão é de Orlando Scarpa Netto.

Artikulation (1958), de György Ligeti, busca criar uma linguagem artificial a partir de sons eletrônicos que recriam as articulações de perguntas e respostas, entonações graves e agudas, interrupções, mudanças de humor, explosões e sussurros.

Deux Études (1952), a primeira obra eletroacústica do compositor Pierre Boulez, explora a técnica de organização serial em sons gravados. Os timbres, durações e intensidades dos sons são organizados de forma serial, criando uma ponte interessante entre a música eletrônica alemã e a música concreta francesa.

Symphonie Magnétophonique (1958) apresenta uma sinfonia de sons cotidianos capturados em fita magnética. Else Marie Pade buscou representar a paisagem sonora de um dia completo na cidade de Copenhague, Dinamarca, com sons matinais de ronco, chaleira e despertadores seguidos por sons de um dia de trabalho e, por fim, noturnos.

Semana de Aniversário da Escola de Música da UFRJ 2025
📅 11 a 15 de agosto | 19h
🏛 Salão Leopoldo Miguez – Escola de Música da UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Orquestra Sinfônica da UFRJ se apresenta na Semana de Aniversário da EM/UFRJ

Em 14 de agosto, a Orquestra Sinfônica da UFRJ se apresenta no Salão Leopoldo Miguez, reunindo obras de compositores que exploraram novas possibilidades expressivas na música de concerto do século XX. Com regência do maestro Marcelo Jardim, o programa destaca formações camerísticas e solos instrumentais, revelando a riqueza tímbrica do repertório.

A abertura do concerto será com o Trio para flauta, violino e piano de Nino Rota — conhecido por suas trilhas para os filmes de Fellini — em interpretação de Eduardo Monteiro (flauta), Fernando Pereira (violino) e Flávio Augusto (piano). A peça equilibra lirismo e clareza formal, marca registrada do compositor italiano.

O clarinete ganha protagonismo nas peças seguintes. Fantasia Sulamérica, de Cláudio Santoro, será interpretada por Márcio Costa, enquanto a Sonata para clarineta solo, de Edison Denisov, terá execução de Gabriel Peter. Ambas exploram os recursos expressivos e tímbricos do instrumento. Em seguida, Thiago Tavares apresenta Steep Steps, de Elliott Carter, composta para clarone solo, em um exercício de densidade harmônica e articulação rítmica refinada.

O repertório segue com obras para conjuntos de sopros. A Alma Redemptoris Mater, do britânico Peter Maxwell Davies, é uma paráfrase de um moteto renascentista de John Dunstable, com atmosfera contemplativa e texturas modernas. A peça será interpretada por Helder Teixeira (flauta), Juliana Bravim (oboé), Márcio Costa e Gabriel Peter (clarinetas), Tiago Carneiro (trompa) e Paulo Andrade (fagote).

A programação se encerra com duas obras em que os sopros dialogam com a percussão. A primeira é Rheinische Kirmestänze, de Bernd Alois Zimmermann, inspirada em danças renanas. A segunda, a suíte da ópera The Good Soldier Schweik, do americano Robert Kurka, combina ironia e drama em uma linguagem próxima à de Kurt Weill, com uma variedade que se estende do popular até o macabro.


Concerto da Orquestra Sinfônica da UFRJ
📅 14 de agosto (quinta-feira) | 19h
🏛 Salão Leopoldo Miguez – Escola de Música da UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Cordas da Orquestra Sinfônica da UFRJ realiza concerto na abertura da exposição dedicada ao centenário do grupo

A abertura da exposição Orquestra Sinfônica da UFRJ, 100 anos: Uma Trajetória de Música e Educação contará com concerto das cordas da Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob regência do maestro André Cardoso. O programa reúne obras de compositores ativos entre o século XX e XXI, passando pelo neoclassicismo, pela música modal e pelo estilo tintinnabuli.

O concerto se inicia com Fratres (1977/1991), de Arvo Pärt, escrita logo após o período em que o compositor desenvolveu sua técnica tintinnabuli, caracterizada por harmonia modal e textura nota contra nota inspirada em estudos da música gótica e renascentista franco-flamenga.

Na sequência, o flautista Eduardo Monteiro interpreta Voyage (1983), de John Corigliano, versão para flauta e cordas da obra coral composta em 1971 sobre a tradução inglesa do poema L’invitation au voyage, de Charles Baudelaire. A música transita entre tonalidade e atonalidade, refletindo a atmosfera sensorial do texto.

As Três peças em estilo antigo (1963), de Henryk Górecki, marcam a mudança do compositor polonês de uma escrita vanguardista para um idioma modal, com sonoridades arcaicas inspiradas na música medieval, renascentista e no folclore de seu país.

O clarone assume o protagonismo no Concerto para clarone (1992), da compositora irlandesa Geraldine Green, com o solista Thiago Tavares. A obra, de caráter neoclássico, é descrita pela autora como “geralmente jovial, com melodias deliciosas e um caráter brincalhão e travesso”, alternando com um movimento central mais austero.

Encerrando o programa, Pelimannit (1972), do finlandês Einojuhani Rautavaara, reúne cinco movimentos baseados em melodias de Samuel Rinda-Nikkola, músico popular do início do século XIX, combinando elementos folclóricos a fragmentos de Bach, harmonias modais, cromatismo e clusters dissonantes.

Concerto da Orquestra Sinfônica da UFRJ
📅 11 de agosto de 2025 (segunda-feira) | 19h
🏛️ Escola de Música da UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Transmissão via YouTube:

Biblioteca Alberto Nepomuceno promove treinamento de recursos informacionais de pesquisa da UFRJ

A Biblioteca Alberto Nepomuceno convida toda a Comunidade Acadêmica da Escola de Música da UFRJ para participar do Treinamento dos Recursos Informacionais de Pesquisa da UFRJ, que será realizado no dia 26 de agosto de 2025, das 10h às 12h, na Sala 2116 do Edifício Ventura – Torre Leste.

A atividade será conduzida por Amanda Moura, Diretora do Centro Referencial do SiBI/UFRJ, e abordará as principais ferramentas e bases de dados disponíveis para pesquisadores, docentes e estudantes da Universidade. Entre os temas contemplados estão:

  • Base Minerva
  • Pantheon
  • Acesso Remoto (CAFe)
  • Portal de Periódicos da Capes
  • Outros recursos de informação da UFRJ

O treinamento é uma oportunidade para conhecer melhor as plataformas de busca e acesso a conteúdos acadêmicos, otimizando pesquisas e trabalhos acadêmicos.

Haverá certificado de participação.

As inscrições podem ser realizadas até 22 de agosto através do endereço a seguir: https://bit.ly/4m6Kxfs

Treinamento dos Recursos Informacionais de Pesquisa da UFRJ
📅 26 de agosto (terça-feira) | 10h às 12h
🏛 Escola de Música da UFRJ – Edifício Ventura
📍Avenida República do Chile, 330, Torre Leste – Sala 2116