Em 01/10, às 19h, a Escola de Música da UFRJ recebe no Salão Leopoldo Miguez o recital de formatura em Regência Orquestral de Glauco Fernandes, como parte da 101ª temporada da Orquestra Sinfônica da UFRJ. O evento tem entrada franca e apresenta um programa cuidadosamente elaborado, que percorre obras de diferentes períodos e estilos da música de concerto.
O recital se inicia com o Adagio para cordas, de Samuel Barber (1910-1981), composto em 1936 como parte de seu Quarteto de Cordas op. 11. A obra ganhou notoriedade em sua versão para orquestra de cordas após ser regida por Arturo Toscanini em 1939, tornando-se célebre por seu caráter emotivo e pela recorrente utilização em trilhas sonoras de filmes e programas de TV, entre eles o clássico Platoon (1986), de Oliver Stone.
Na sequência, será apresentado o Ponteio para cordas (1953), de Claudio Santoro (1919-1989). A peça marca um momento importante na trajetória do compositor, quando este abandona a linguagem dodecafônica e passa a se aproximar do nacionalismo musical ligado ao realismo socialista. O resultado é uma obra de grande expressividade, que se consolidou como referência no repertório brasileiro para cordas.
O programa prossegue com a Abertura da ópera Uma noite no castelo (1870), de Henrique Alves de Mesquita (1830-1906). O compositor, pioneiro no desenvolvimento do choro carioca, uniu a formação acadêmica adquirida no Conservatório de Música com as práticas musicais populares da época. A abertura apresentada foi composta durante seus estudos em Paris, viabilizados por uma bolsa concedida pelo governo brasileiro.
Outro destaque da noite será o Prélude à l’après-midi d’un faune (1892), de Claude Debussy (1862-1918). Inspirada no poema de Stéphane Mallarmé, a obra é considerada um marco do Impressionismo musical. Debussy, no entanto, a define não como uma tradução literal do texto, mas como uma “ilustração muito livre”, marcada por atmosferas sonoras sutis e delicadas.
O concerto se encerra com um dos ícones absolutos da música sinfônica: o primeiro movimento da Sinfonia nº 5 em dó menor, op. 67 (1808), de Ludwig van Beethoven (1770-1827). Seus quatro compassos iniciais se tornaram uma assinatura sonora universal, símbolo da força criativa do compositor e da própria história da música ocidental.
A apresentação conta com a Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob direção artística de André Cardoso, reunindo músicos de todas as famílias instrumentais em uma celebração da tradição e da inovação no repertório sinfônico.
Recital de formatura em Regência Orquestral de Glauco Fernandes
📅 1º de outubro (quarta-feira) | 19h 🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ 📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro 🎟️ Entrada franca
A Escola de Música da UFRJ realiza, nos dias 26 e 30 de setembro, dois recitais inteiramente dedicados à obra pianística de Franz Schubert (1797–1828). Os concertos acontecem no Salão Leopoldo Miguez, sempre às 18h30, e apresentam um panorama do compositor austríaco por meio de peças para piano solo e para piano a quatro mãos.
As apresentações contarão ainda com uma introdução do professor Paulo Peloso, que fará comentários estéticos sobre Schubert e as obras selecionadas.
Embora reconhecido em vida principalmente por suas canções, Schubert legou uma produção pianística de grande profundidade, marcada pelo lirismo intimista, pela riqueza harmônica e pela clareza formal. Sua obra para piano inclui sonatas, improvisos, fantasias e peças para quatro mãos que ocupam hoje lugar central no repertório internacional. Os dois recitais no SLM oferecem ao público a chance de revisitar algumas dessas páginas, incluindo a célebre Fantasia em Fá menor, uma das obras-primas do gênero.
Programas
📅 26/09 (sexta-feira), 18h30
Quatro Poloneses D. 599 – Piano a quatro mãos: Nathália Martins e Ronal Silveira
Drei Klavierstücke D. 946 (três peças) – Piano: Ernesto Hartmann
Sonata em lá menor D. 784 (em três movimentos: Allegro giusto – Andante – Allegro vivace) – Piano: Ronal Silveira
Fantasia em Fá menor D. 940 – Piano a quatro mãos: Patrícia Mol e Ronal Silveira
O segundo recital ocorre em 30 de setembro
Recitais de Piano Obras de Schubert 📅 26/09 e 30/09 (sexta e terça) | 18h30 🏛️ Salão Leopoldo Miguez – Escola de Música da UFRJ 📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro 🎟 Entrada franca
Nos dias 22, 23 e 24 de setembro e em 3 de dezembro de 2025, a Escola de Música da UFRJ realiza o I Encontro de Conjunto de Saxofones e Clarones da UFRJ, evento de extensão público e gratuito que reúne palestras, mesas-redondas, oficinas e concertos. Organizado por Thiago Tavares e Pedro Bittencourt, o encontro inaugura um espaço permanente de reflexão e performance em torno de duas formações instrumentais que, embora distintas, compartilham a mesma origem: o inventor belga Adolphe Sax.
O objetivo principal é debater o repertório existente e incentivar novas obras para conjuntos de saxofones e clarones. Nesta primeira edição, o foco está nas origens das primeiras composições brasileiras para essas formações, ao mesmo tempo em que se abrem caminhos para novos arranjos e experimentações, ampliando a diversidade sonora e expressiva desses instrumentos.
A abertura acontece em 22 de setembro, no Edifício Ventura (Centro do Rio), com palestras sobre repertório, práticas pedagógicas e oficinas de preparação de palhetas. No dia 23 de setembro, a sede histórica da Escola de Música (Rua do Passeio, Lapa) recebe concertos e debates, com destaque para a apresentação do Conjunto de Sax da UFRJ e do grupo Quartessência, explorando obras de Francisco Braga, Carlos Gomes, Verdi, Villa-Lobos, Ernesto Nazareth, Paulo Silva e Antonio Pinto Junior, num repertório que revela a circulação entre ópera, música sacra, choro e danças afro-brasileiras.
No decorrer da semana, a programação se estende com palestras de artistas convidados como Carlos Malta, Marcelo Martins e Filipe Moura, além de mesas-redondas sobre o futuro das palhetas e oficinas de composição.
O encerramento ocorre em 3 de dezembro, com apresentação do Quarteto de Sax MAAT no Salão Leopoldo Miguez, interpretando obras de Villa-Lobos, Liduíno Pitombeira, Gershwin e Zequinha de Abreu.
O evento é coordenado por Thiago Tavares, clarinetista e claronista com sólida atuação internacional, e por Pedro Bittencourt, saxofonista, pesquisador e diretor do ABSTRAI ensemble. Ambos vêm consolidando projetos de pesquisa e performance que expandem o espaço do clarone e do saxofone na cena brasileira.
Entre os grupos em destaque está o Conjunto de Sax da UFRJ, formado por estudantes e ex-estudantes da Escola de Música, sob direção de Pedro Bittencourt. O grupo tem como proposta difundir a música brasileira atual e explorar repertórios variados, do choro ao jazz, em concertos didáticos e apresentações públicas.
Também participa o Quartessência, conjunto fundado em 2010 por egressos da UFRJ e referência na interpretação de música brasileira para quarteto de saxofones, e o ABSTRAI ensemble, reconhecido internacionalmente como um dos mais importantes grupos de música contemporânea no Brasil.
As inscrições devem ser feitas através deste link.
Programação
Segunda-feira, 22 de setembro
📍 Ed. Ventura (Av. República do Chile, 330, Torre Leste, Sala 2116 – Centro, RJ)
09h30 – Boas-vindas/Abertura — Pedro Bittencourt e Thiago Tavares
10h00 – Palestra 1: Quarteto de Clarones – repertório brasileiro e internacional — Thiago Tavares
11h00 – Palestra 2: A proposta artístico-pedagógica do Conjunto de Saxes da UFRJ — Pedro Bittencourt
12h00 – Intervalo para almoço
14h00 – Palestra 3: Conjuntos de Saxes no Brasil: origens — Vinícius Macedo
15h00 – Oficina 1: Preparação de palhetas — Batista Jr. e Thiago Tavares
16h00 – Mesa-redonda 1: Militares e Bandas, o que nos une: a concepção de Adolphe Sax
Terça-feira, 23 de setembro
📍 Escola de Música da UFRJ (Rua do Passeio, 98 – Lapa, RJ)
10h00 – 12h00 — Sala da Congregação Palestra 4: O Clarone nas colaborações performer-compositor — Batista Jr.
14h00 – 15h00 — Salão Leopoldo Miguez Concerto 1: Origens do sax no Brasil Pesquisa, seleção e direção musical: Vinícius Macedo Intérpretes: Quartessência e Conjunto de Sax da UFRJ
Cantigas e Danças dos Pretos (Francisco Braga) – octeto de saxofones
Gavião de Penacho (Francisco Braga) – septeto de saxofones
Notturno da ópera Condor (Carlos Gomes) – octeto de saxofones, arr. Francisco Braga (1928)
Hino Nacional (Francisco Manoel da Silva), arr. Francisco Braga
Prelúdio da ópera La Traviata (Verdi), arr. Antonio Pinto Junior (1937)
Magnífico (Ernesto Nazareth), arr. Antonio Pinto Junior (1938)
15h00 – 17h00 — Sala da Congregação Oficina 2: Novas obras para sax e clarone — Classe de composição do prof. Liduíno Pitombeira (EM/UFRJ)
Quarta-feira, 24 de setembro
📍 Ed. Ventura (Av. República do Chile, 330, Torre Leste, Sala 2116 – Centro, RJ)
10h00 – Palestra 6: Carlos Malta, o escultor do vento
11h00 – Palestra 7: Representante Vandoren na América Latina — Salvador
12h00 – Intervalo para almoço
📍 Escola de Música da UFRJ (Rua do Passeio, 98 – Lapa, RJ, Sala da Congregação)
14h00 – Palestra 8: Naipe de sax e trompete em arranjos para MPB — Marcelo Martins (sax) e Filipe Moura (trompete)
15h00 – Mesa-redonda: Palhetas tradicionais x palhetas sintéticas — Qual o futuro dos nossos materiais indispensáveis?
16h00 – Concerto 3: Conjunto de Sax de Barra Mansa — direção Welsten Weskley
Quarta-feira, 3 de dezembro
📍 Escola de Música da UFRJ – Salão Leopoldo Miguez ⏰ 13h00 – 15h00
Concerto: Quarteto de Sax MAAT Repertório:
Quarteto de cordas n.1 — Heitor Villa-Lobos
Brazilian Landscapes n.24 — Liduíno Pitombeira
Rhapsody in Blue — George Gershwin
Tico-tico no fubá — Zequinha de Abreu
Serviço
I Encontro de Conjunto de Saxofones e Clarones da UFRJ 📅 22, 23 e 24 de setembro e 3 de dezembro de 2025 🏛 Escola de Música da UFRJ 📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro | Av. República do Chile, 330, Torre Leste, Sala 2116 – Centro, RJ 🎟 Entrada franca 🔗Inscrições
A Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta, em 25 de setembro, às 19h, no Salão Leopoldo Miguez, o concerto de encerramento das celebrações de seu centenário, iniciadas em 2024. Sob regência de André Cardoso, a apresentação reafirma duas marcas históricas do conjunto: a dedicação ao repertório brasileiro e o compromisso com a música contemporânea. A entrada é franca.
O programa será aberto com a estreia mundial de O Pássaro de areia, obra do compositor cearense Caio Facó (1992), escrita em 2023 por encomenda do Sistema Nacional de Orquestras Sociais, projeto desenvolvido em parceria pela Funarte e a UFRJ. Atualmente residente no Bahrein, onde leciona na Bahrain Polytechnic, Facó descreve a peça como uma metáfora da transitoriedade: “As melodias se desfazem no tempo contínuo, como castelos de areia, que também dialogam com as camadas mais profundas do som – harmônicos, ressonâncias e silêncios”.
Na sequência, será apresentada a segunda estreia da noite: Um Concertino para Emmanuel Rio, do compositor Gilson Santos (1977). A obra homenageia Emmanuel Rio (c.1810–1852), brasileiro negro que, levado a Viena pela imperatriz Leopoldina, tornou-se trompista de destaque no Conservatório de Praga. O solista será o trompista da própria orquestra, Tiago Carneiro, a quem a peça é dedicada.
Ainda menino, Emmanuel Rio foi levado a Viena pela Imperatriz Leopoldina (1797-1826) para servir como jardineiro no palácio de seu pai, o Imperador Francisco I (1768-1835). Na capital austríaca, onde chegou por volta de 1820, Emmanuel foi matriculado em escola para estudos de francês, italiano, desenho e música, destacando-se como tocador de trompa, instrumento que lhe foi presenteado pelo próprio imperador. Após a morte de Francisco I, foi enviado para se aperfeiçoar no Conservatório de Praga. Ao retornar reassumiu as funções de jardineiro, atuando também em bandas de música. São escassas as informações biográficas sobre Emmanuel Rio, mas provavelmente faleceu no ano de 1852. Sua imagem, no entanto, foi imortalizada em quadro pintado em 1836 por Albert Schindler (1805-1861), no qual foi retratado com sua trompa admirando a imagem de Francisco I pendurada na parede e os jardins do Palácio de Schönbrunn ao fundo.
Emmanuel Rio retratado por Albert Schindler
O concerto se encerra com uma das obras-primas de Heitor Villa-Lobos (1887–1959): a Bachianas Brasileiras nº 7 (1942). Nela, o compositor carioca pretendeu amalgamar as características da música de Johann Sebastian Bach (1685-1750), que tanto admirava, com as das práticas musicais do Brasil.
Conforme explica o maestro André Cardoso, cada movimento recebeu como título uma das partes da suíte barroca e ao mesmo tempo o de um gênero de cantoria ou dança folclórica do Brasil. “Assim, o Prelúdio inicial é um Ponteio, que remete ao ato de pontear dos violeiros, representado na obra pelos pizzicatos alternados entre os violinos, que apoiam as melodias expressas pelos instrumentos de sopro. No segundo movimento uma Giga, dança que normalmente finaliza a suíte barroca, é também uma movimentada Quadrilha caipira. A Tocata se transforma em um Desafio, a conhecida disputa poética improvisada entre dois cantadores. O último movimento, que finaliza a obra de forma grandiosa, é uma Fuga, forma que se caracteriza pela melodia que se alterna entre as diferentes vozes, que Villa-Lobos chamou de Conversa.”
Concerto de encerramento do centenário da Orquestra Sinfônica da UFRJ 📅 25 de setembro (quinta-feira) | 19h 🏛 Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ 📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro 🎟 Entrada franca
A Escola de Música da UFRJ e o Fórum de Ciência e Cultura promovem, no dia 24 de setembro, às 18h30, no Salão Leopoldo Miguez, mais uma edição da Série Música Sacra de Todos os Tempos, iniciativa que vem oferecendo ao público um panorama amplo e diversificado do repertório sacro. Nesta ocasião, o concerto intitulado “A Poesia no Canto Sacro: da Idade Média ao Contemporâneo” será apresentado pelo Conjunto Sacra Vox, sob a direção da Profa. Dra. Valéria Matos, com participação do pianista Thalyson Rodrigues e assistência de direção e preparação vocal de Bruno dos Anjos. A entrada é gratuita.
A poesia como eixo da música sacra
O programa proposto percorre séculos de tradição coral, revelando como a palavra poética se entrelaça à espiritualidade e à música. Do canto monódico medieval de Hildegard von Bingen (1098-1179) à criação vibrante da jovem compositora brasileira Katarina Assef (1997), o repertório mostra a permanência e a renovação da expressão sacra através da poesia.
Entre os destaques do concerto, figuram o Miserere de Alberto Nepomuceno, importante marco do nacionalismo musical brasileiro, e o Cantique de Jean Racine de Gabriel Fauré, peça de rara beleza melódica. O público também terá contato com obras de compositoras pioneiras como Raffaella Aleotti (1575-c.1646) e Lili Boulanger (1893-1918), além de autores contemporâneos como Gerard Galloway (1937–1999), Caio Sena, J. Guilherme Ripper e Antônio Gastão, que dialogam com tradições milenares sem perder a atualidade.
O concerto contará ainda com a participação das solistas Duda Espírito Santo (soprano) e Thaisa Bastos (mezzo-soprano), em peças de grande lirismo e intensidade espiritual.
Conjunto Sacra Vox: tradição e pesquisa
O Conjunto Sacra Vox é um dos mais longevos e atuantes projetos artísticos da Escola de Música da UFRJ. Criado há 27 anos, o grupo se dedica à pesquisa, interpretação e difusão da música sacra coral, com ênfase na produção brasileira. Coordenado pela Profa. Dra. Valéria Matos, o Sacra Vox é um Grupo Artístico de Representação Institucional (Garin) ligado ao Fórum de Ciência e Cultura, e conta com a colaboração de professores, alunos e ex-alunos da Escola de Música.
Sua trajetória inclui centenas de concertos, apresentações didáticas, gravações para rádio e TV, além da organização do I e II Congresso Internacional de Música Sacra, que reuniram pesquisadores e artistas de diversos países. O grupo também lançou cinco CDs pelo projeto Panorama da Música Sacra Brasileira, registrando a evolução estética da música coral desde o século XVIII até a contemporaneidade.
O Sacra Vox se caracteriza por aliar excelência artística à função de extensão universitária, formando cantores e difundindo um repertório que, ao mesmo tempo, preserva a memória cultural do país e estimula a criação de novas obras sacras.
Programa
Hildegard von Bingen (1098–1179) – O Virtus Sapientiae Texto: Antiphona
Alberto Nepomuceno (1864–1920) – Miserere Texto: Salmo 50
Raffaella Aleotti (1575–c.1646) – Ascendens Christus in Altum Texto: Efésios
Caio Sena (1959) – Ao Mesmo Tempo Texto: Santo Agostinho
Katarina Assef (1997) – Ave Poesia Poesia: Azlin Guerra Brisola
J. Guilherme Ripper (1959) – Sacra Cantilena Poesia: Maria Lúcia Vianna
Barroso Neto (1881–1941) – O Jesu Mi Texto: Hino
Gerard Galloway (1937–1999) – Pai Nosso Texto: Oração Regência: Bruno dos Anjos
Antônio Gastão (1962) – Haec Dies Texto: Salmo 118 Solos: Duda Espírito Santo (soprano), Thaisa Bastos (mezzo)
Gabriel Fauré (1845–1924) – Cantique de Jean Racine Texto: Tradução por Jean Racine de hino atribuído a St. Ambrósio
A Poesia no Canto Sacro: da Idade Média ao Contemporâneo 📅 24 de setembro (quarta-feira) | 18h30 🏛 Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ 📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro 🎟 Entrada franca
Em 19/09, às 18h30, o Salão Leopoldo Miguez recebe o Projeto Recitar UFRJ, iniciativa de extensão do Departamento Vocal da Escola de Música da UFRJ, apresentando o recital Canções e Poemas – Grandes Poetas Italianos. A proposta do projeto é unir pesquisa, ensino e extensão, explorando a declamação e o canto da literatura lírica como forma de aperfeiçoar a interpretação artística, a dicção e a expressividade da voz falada e cantada.
Nesta edição, o grupo se volta à tradição literária italiana, trazendo ao palco poemas recitados em italiano e português de nomes consagrados como Dante Alighieri, Francesco Petrarca, Torquato Tasso, Giacomo Leopardi e Gabriele D’Annunzio, entre outros.
O repertório também contempla a dimensão musical desses textos, com composições de grandes mestres como Giuseppe Verdi, Gioachino Rossini, Alessandro Scarlatti, Franz Liszt, Wolfgang Amadeus Mozart, Mario Castelnuovo-Tedesco, entre outros.
A apresentação contará com a participação de André Cisco, Camila Neves, Caê Vieira (coordenador), Letícia Billwiller, Lolly Pastene, Luiz Oliveira, Marina Guisasola (bolsista), Maurício Reis, Raphael Schmidt, Thaisa Bastos e o pianista Ciro Magnani.
O público poderá apreciar tanto os poemas originais quanto suas versões musicadas, em um espetáculo que destaca a riqueza do vínculo entre palavra e música na tradição europeia.
Canções e Poemas – Grandes Poetas Italianos 📅 19 de setembro de 2025 (sexta-feira) | 18h30 🏛️ Salão Leopoldo Miguez – Escola de Música da UFRJ 📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro 🎟 Entrada franca
A Escola de Música da UFRJ promove, no dia 18 de setembro, às 11h, no Salão Leopoldo Miguéz, o 7º Concerto de Música de Câmara destinado a estudantes de Escolas Municipais, Colégios Estaduais e Centros de Artes de outros Municípios, em celebração ao Centenário da Orquestra Sinfônica da UFRJ.
Aberto ao público, o concerto traz o espetáculo Tudo Isto é Teu: Uma Celebração de Waldemar Henrique, em homenagem ao compositor paraense pelos 120 anos de seu nascimento. O programa apresenta a integral das Lendas Amazônicas e diversas outras obras, em um panorama que busca manter viva a alma popular-erudita de Waldemar Henrique (1905–1995).
Jovens artistas em cena
A apresentação reúne jovens artistas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No canto, participam a soprano Carolina Morel e o barítono Calebe Faria, ambos integrantes do Coro do Municipal. Os bailarinos Manuela Roçado, Tabata Salles, Alyson Trindade e Rodrigo Hermesmeyer integram o elenco, sob coreografias originais de Anna Jullia Bernardo. O acompanhamento ao piano será feito por José Sacramento, pianista niteroiense integrante do Trio Oré. Os figurinos são assinados pela modelista Karine Amorim, também do Theatro Municipal.
A curadoria das obras envolveu pesquisas no Museu de Imagem e do Som, na Biblioteca Nacional e no Centro de Documentação do Theatro Municipal, resultando em um material de referência sobre o compositor, que servirá de base para desdobramentos futuros do espetáculo.
Programa
Lendas Amazônicas I – Foi Bôto, Sinhá! (Versos de Antônio Tavernard) II – Cobra Grande III – Tamba-Tajá IV – MatintaPerêra V – Uirapuru VI – Curupira VII – Manha-Nungára VIII – Nayá IX – Japiim
Carimbó Farinhada (Versos de Ilná Koelner)
Exaltação (Versos de Valentina Biosca)
Fiz da Vida uma Canção
Tema da Flor (Trilha sonora do filme Um Diamante e Cinco Balas)
Abaluaiê (Ponto ritual sobre motivo conhecido em Ilhéus)
Sem- Seu (Candomblé de Ilhéus)
Boi-Bumbá
Batuque Amazônico
É Maracatu
Adeus (Escrita para uma cena teatral)
Yo le dije a Buenos Aires (Música de W. Henrique e Luiz Pardal)
Há de acabar um dia o nosso amor
Trem de Alagoas (Poema de Ascenso Ferreira)
Minha Terra
Waldemar Henrique: um legado entre Belém e o Rio
Nascido em Belém do Pará, Waldemar Henrique viveu entre sua cidade natal e o Rio de Janeiro, onde se estabeleceu no início da década de 1930 ao lado da irmã, Mara da Costa. Juntos, apresentaram-se na Orquestra do Copacabana Palace e na Rádio, conquistando espaço como difusores da cultura nortista.
Em 1935, os irmãos realizaram no Salão do Instituto Nacional de Música — atual Escola de Música da UFRJ — o primeiro recital inteiramente dedicado às composições de Waldemar Henrique, marco que completa 90 anos em 2025. Apoiado por Heitor Villa-Lobos, o compositor consolidou carreira nacional e internacional, atuando também no Theatro Municipal do Rio. De volta a Belém, assumiu a direção do Theatro da Paz e permaneceu presença marcante na vida cultural paraense até o fim de sua trajetória.
Tudo Isto é Teu: Uma Celebração de Waldemar Henrique 📅 18 de setembro (quinta-feira) | 11h 🏛 Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ 📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro 🎟 Entrada franca
A Biblioteca Alberto Nepomuceno (BAN), da Escola de Música da UFRJ, iniciou o processamento técnico dos documentos do acervo Panorama da Música Brasileira Atual, um conjunto que preserva parte essencial da memória institucional da Escola e representa um marco na preservação da música brasileira contemporânea.
Fundado em 1978 pelo compositor Ricardo Tacuchian, o Panorama da Música Brasileira Atual é um dos mais importantes festivais de música contemporânea do país e o que reúne o maior número de edições. A cada realização, o evento apresenta dezenas de estreias mundiais, interpretadas por grupos, coros e orquestras da EM/UFRJ, além de contar com a participação de musicistas convidados(as). Ao longo de sua trajetória, o festival reuniu obras de alguns dos mais relevantes compositores e compositoras dos séculos XX e XXI, ao lado de centenas de estreias de jovens criadores(as), consolidando-se como referência na difusão da música brasileira atual.
No dia 27 de agosto foi realizada a primeira reunião técnica voltada à gestão desse grande acervo, com a presença do professor Alexandre Schubert, atual coordenador do evento, da chefe da Biblioteca, Dolores Brandão, e da bibliotecária responsável pela coleção, Vilma dos S. Silva. A previsão é que, até dezembro de 2026, o material esteja disponível para consulta na Base Minerva — com possibilidade de busca por autor, título e intérprete — e também no Repositório Pantheon, em formato digital. O trabalho vem sendo conduzido por Vilma, responsável pelo Acervo de Obras Raras e pela inclusão dos conteúdos digitais no Pantheon.
A história do acervo que agora se organiza se conecta diretamente com parte da própria trajetória da Biblioteca Alberto Nepomuceno, fundada em 1848, no mesmo ano de criação do Conservatório de Música — embrião da atual Escola de Música da UFRJ. Considerada hoje um dos mais importantes repositórios dedicados à pesquisa musical no Brasil, a BAN reúne partituras impressas e manuscritas, livros, periódicos, dissertações, obras raras, material iconográfico, CDs, DVDs e uma vasta documentação histórica que resguarda não apenas a memória da EM/UFRJ, mas também a da história musical brasileira. Desde o século XIX, nomes como Leopoldo Miguez, Luiz Heitor Corrêa de Azevedo e o próprio Alberto Nepomuceno contribuíram para a organização e expansão de seu acervo, que guarda coleções especiais como as obras Mauricianas — partituras do Padre José Maurício Nunes Garcia —, a coleção do Theatro São Pedro de Alcântara, partituras autógrafas de diversos compositores brasileiros e os acervos pessoais de José Siqueira e Cleofe Person de Mattos.
Um dos marcos recentes da trajetória da Biblioteca ocorreu em 2017, quando obras originais de Carlos Gomes passaram a integrar o Programa Memória do Mundo da UNESCO, dentro do patrimônio documental “Carlos Gomes: compositor de dois mundos”. Hoje, a BAN faz parte do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ (SiBI), que reúne 45 bibliotecas da universidade, e segue como referência nacional e internacional na preservação, no acesso e na difusão do conhecimento musical.
A digitalização e disponibilização do acervo do Panorama da Música Brasileira Atual reforçam esse compromisso, tornando acessível ao público um patrimônio fundamental da música brasileira contemporânea.
Sob o leque do grupo de ensino, pesquisa e extensão Africanias UFRJ, de 16 a 18/09, acontecem o II Congresso Africanias, a IV Jornada Africanias e a II Conferência de Música e Antirracismo. Intitulado “O Grito de Mueda: música e resistência”, o encontro promove debates, mesas redondas, rodas de conversa e performances artísticas, com a participação de pesquisadores e artistas do Brasil e de Moçambique. Entre as atividades, o grande destaque desta edição será o espetáculo O Grito de Mueda, considerada a primeira ópera moçambicana e apresentada pela primeira vez fora do continente africano.
O evento terá como foco celebrar os 50 anos do Mafro (Museu Afro-Brasileiro da Universidade Federal da Bahia), homenagear os 50 anos das independências africanas (Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau) e manifestar apoio à população de Cabo Delgado, Moçambique, lembrando os massacres de Pemba (2020) e Mueda (1960).
Ópera O Grito de Mueda: arte, resistência e memória histórica
Fruto de um trabalho de criação coletiva que envolveu músicos e dramaturgos de Moçambique, Argentina e Brasil, O Grito de Mueda será apresentada em três concertos gratuitos no Rio de Janeiro. A ópera conta com a interpretação musical do Coral Brasil Ensemble da UFRJ e da Camerata de Cordas da UFRJ, sob a direção geral de Maria José Chevitarese, direção cênica de José Henrique Moreira e regência de Feliciano de Castro Comé.
Feliciano participou de dois episódios especiais do podcast Som do Passeio que vão ao ar pela Rádio UFRJ em 12/09 e 19/09. Na entrevista, o músico de Moçambique conta sobre como surgiu a ideia da montagem dessa ópera, sobre os desafios da produção de um espetáculo com pessoas de três países e sobre os elementos culturais africanos presentes na obra, além de deixar uma mensagem final de solidariedade e resistência ao colonialismo.
A ópera envolveu músicos e dramaturgos de Moçambique, Argentina e Brasil. O libreto foi escrito por Nilza Laice, Oscar Castro, Feliciano de Castro Comé e Hortêncio Langa, e recria de forma artística um episódio crucial da história de Moçambique: o Massacre de Mueda, ocorrido em 16 de junho de 1960, na província de Cabo Delgado. Nesse dia, centenas de pessoas foram mortas pelo exército colonial português, e o acontecimento tornou-se símbolo da resistência do povo moçambicano e ponto de virada para a luta de independência nacional.
Em sua narrativa, a ópera evoca temas como a necessidade de resistir às arbitrariedades do poder, a solidariedade entre os povos africanos, a valorização da autoestima coletiva e a luta contra a pobreza e a adversidade. Mais do que rememorar a tragédia, a obra transmite uma mensagem de esperança para as novas gerações, reafirmando a importância da memória histórica como ferramenta de transformação social.
A música foi composta por Feliciano de Castro Comé, Hortêncio Langa, Ilídio Manhica, Pedro Tinga, Samuel Manhica Jr., Luis Caruana, Diego López, Oscar Castro, Maria José Chevitarese e Isaías Ferreira. Embora traga elementos inspirados em melodias e ritmos da tradição oral moçambicana, a obra é uma criação absolutamente original, que alia referências culturais diversas a uma linguagem contemporânea.
A estrutura da ópera se organiza em um prólogo e três atos. No prólogo, uma anciã sobrevivente deseja deixar seu testemunho antes de morrer. O primeiro ato se passa em uma escola rural em Mueda, onde camponeses pedem ao professor que redija uma petição a ser entregue às autoridades coloniais. O segundo ato apresenta uma aldeia Makonde, em que jovens estudantes, contra a vontade dos pais, decidem participar de uma reunião com o governador, apesar dos avisos de perigo representados pela dança de um bailarino de Mapiko, que encarna espíritos antepassados. No terceiro ato, diante do prédio da administração de Mueda, a população apresenta suas demandas, mas é recebida com desprezo e violência, culminando no massacre que marca a memória coletiva do povo.
Primeira ópera nacional moçambicana terá sua estreia fora do continente africano
As apresentações acontecem nos dias 16 e 17 de setembro, às 18h30, no Salão Leopoldo Miguez da EM/UFRJ, e no dia 18 de setembro, às 14h, na Igreja Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito dos Homens Pretos. A entrada é gratuita.
Ao trazer ao público brasileiro uma obra que une arte, resistência e memória histórica, a Escola de Música da UFRJ reafirma sua vocação de excelência acadêmica e artística, fortalecendo pontes entre culturas e ampliando o alcance da ópera como expressão universal.
Parcerias
O evento reúne diversas instituições nacionais e internacionais, incluindo UFBA (NGEALC), UNIFESP, UFGRS (Instituto de Artes), Orquestra Filarmônica UFRGS, UNESP, UFAM (PPGH), UEL, UNEB (XIII LEAFRO), Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (Maputo, Moçambique), IITAB, Afoxé Ómó Ifá, Igreaja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e de São Benedito Escola Vai à Ópera (UFRJ) e Brasil Ensemble (UFRJ). A organização agradece também a Dom Luis Fernando Lisboa, PPGM/UFRJ, Escola de Música/UFRJ, SUAT/UFRJ e Fórum de Ciência e Cultura/UFRJ.
Programação
16 de setembro (terça-feira)
Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e de São Benedito
9h: Abertura do evento
9h30: Performance Performance com Andréa Bak e Pivete
10h: Homenagem aos 50 anos do MAFRO
EM/UFRJ
15h às 17h: Mesa O Grito de Mueda: música e resistência
18h30: Ópera O Grito de Mueda
17 de setembro (quarta-feira)
Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e de São Benedito
9h às 12h: Mesa Afrodiáspora em performance
12h às 13h: Performance Canção e Festa nas ondas do mar
14h: Mesa 50 anos das Independências Africanas
EM/UFRJ
18h30: Ópera O Grito de Mueda
18 de setembro (quinta-feira)
Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e de São Benedito
9h: Roda de conversa Intercâmbio de Saberes
10h: Roda de conversa Música e antirracismo
13h: Lançamento de livros Memórias Missionárias e Cabo Delgado (Bispo Dom Luis Fernando Lisboa) e No meio de nós: religiosidade, encontros, tensões e percursos (Org: Profª Patrícia Teixeira)
Entre os dias 15 e 17 de setembro, a Escola de Música da UFRJ sediará a XXI Semana do Cravo. Coordenado pelo professor e cravista Marcelo Fagerlande conjuntamente com Mayra Pereira e Maria Aida Barroso, o encontro é o único do gênero no Brasil, tendo se consolidado como espaço de intercâmbio artístico e acadêmico, reunindo professores, alunos e instituições dedicadas ao estudo do instrumento.
Criada em 1995, a Semana nasceu quando Fagerlande iniciou sua trajetória docente na Escola de Música da UFRJ. “A primeira Semana do Cravo foi a reunião dos meus alunos. Logo percebi que era importante trazer também estudantes de outras instituições brasileiras. Assim surgiu esse fórum de cunho acadêmico e artístico, uma excelente maneira de valorizar o trabalho feito no país”, relembrou o professor em entrevista ao podcast Som do Passeio.
A abertura da edição de 2025, no dia 15/09, destaca o público infantojuvenil com a apresentação “Conhecendo o cravo”, conduzida pelas professoras Clara Albuquerque e Aline Silveira, seguida da conferência do compositor Tim Rescala sobre “A dramaturgia do programa Blim-blem-blom em seus 14 anos de existência”. Para Fagerlande, trata-se de uma valiosa oportunidade de iniciação: “Será uma chance de crianças e jovens ouvirem o cravo ao vivo — talvez pela primeira vez — e se interessarem pelo instrumento”.
Nos dias seguintes, mesas-redondas exploram temas ligados às pesquisas e à história do cravo no Brasil, reunindo nomes como Laura Rónai, Pedro Diniz, Raquel Aranha, Maria Aida Barroso, Mayra Pereira, Rodrigo Hoffmann, Cristiano Holtz, Cassiano Barros e Luciana Câmara, entre outros. A programação se completa com recitais de jovens cravistas de instituições como a UFJF, UFPE, EMESP, Conservatório de Tatuí, Escola de Música de Brasília, Instituto Gustavo Ritter (GO) e da própria UFRJ.
Além do aspecto artístico, a Semana do Cravo tem contribuído para o fortalecimento da bibliografia em português sobre o instrumento, com traduções de tratados históricos, métodos e a publicação de anais das edições anteriores. Todas as obras estão disponíveis para download gratuito no site do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ.
Para além da especialização, o encontro reafirma o papel do cravo na história musical brasileira e fortalece uma rede nacional de ensino e performance: “O intercâmbio cria uma verdadeira rede entre alunos e professores, com trocas que repercutem na formação e nas pesquisas. É um momento de congraçamento muito saudável”, conclui Fagerlande.
Ouça a entrevista completa:
Programação
📅 15 de setembro (segunda-feira)
14h – Conhecendo o cravo – Clara Albuquerque e Aline Silveira, UFRJ, com recital de alunos (crianças e jovens)
17h – A dramaturgia do programa Blim-blem-blom – Tim Rescala | Mediação: Marcelo Fagerlande
📅 16 de setembro (terça-feira)
10h – Mesa-redonda I – Iniciativas em torno da música barroca
14h – Mesa-redonda II – Perspectivas históricas do cravo no Brasil
17h – Recital
📅 17 de setembro (quarta-feira)
10h – Mesa-redonda III – Trabalhos acadêmicos sobre o cravo no Brasil
14h – Mesa-redonda IV – Recentes pesquisas musicológicas
17h – Recital
XXI Semana do Cravo 📅 15, 16 e 17 de setembro de 2025 🏛️ Escola de Música da UFRJ – Edifício Ventura Corporate Towers 📍 Av. República do Chile, 330 – 21º andar, Torre Leste – Centro, Rio de Janeiro/RJ 🎟 Entrada franca