Recital da Classe de Prática de Conjunto Vocal apresenta obras da música de câmara francesa na EM/UFRJ

A Escola de Música da UFRJ promove, no dia 3 de julho, às 11h, o Recital da Classe de Prática de Conjunto Vocal, sob orientação do professor Marcelo Coutinho. A apresentação será realizada na Sala da Congregação, com entrada franca.

A disciplina de Prática de Conjunto Vocal tem como objetivo preparar os estudantes para a atuação profissional por meio do estudo e da interpretação do repertório para duetos, trios e quartetos solísticos da música de câmara e do repertório sinfônico. Neste semestre, o trabalho foi dedicado à música vocal francesa de câmara, reunindo obras de Jules Massenet, Reynaldo Hahn e Gabriel Fauré.

O programa do recital contempla trechos de Le Poème des Fleurs, de Jules Massenet, o ciclo Chansons et Madrigaux, de Reynaldo Hahn, e encerra com Pavane, Op. 50, de Gabriel Fauré, interpretada por coro a quatro vozes. Participam da apresentação alunos das classes de canto da EM/UFRJ, em formações vocais variadas, acompanhados ao piano por Viviane Sobral.

A atividade integra a programação artística e acadêmica da Escola de Música da UFRJ, proporcionando ao público a oportunidade de acompanhar o resultado do trabalho desenvolvido em sala de aula e de conhecer parte do repertório camerístico francês dos séculos XIX e XX.

Serviço
📅 03/07 (sexta-feira) | 11h
🏛️ Sala da Congregação – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca

Grupo ContempoMúsica UFRJ apresenta concerto “Multiplicidade” no Salão Leopoldo Miguez

O Grupo ContempoMúsica UFRJ realiza, no dia 1º de julho, às 15h, no Salão Leopoldo Miguez, o concerto “Multiplicidade”, reunindo obras que percorrem diferentes linguagens da música de concerto, da vanguarda experimental a influências neo-barrocas e do jazz. A apresentação tem entrada franca.

O programa contempla obras de compositores como César Guerra-Peixe, Ernani Aguiar, Ian Guest, Dimitri Cervo, Murillo Santos, Álvaro Carrielo, Claude Bolling, Douglas Gutjahr, Anestis Logothetis e Alberto Ginastera, além de destacar três estreias mundiais de obras compostas por estudantes da Escola de Música da UFRJ, incluindo integrantes do próprio grupo.

Formado por alunos de diferentes cursos de graduação da EM/UFRJ, o ContempoMúsica reúne canto, violões, flauta, viola, violoncelo, contrabaixo, trombone, percussão e piano, formação que proporciona uma sonoridade rica e diversificada. O grupo é coordenado pelo professor Alexandre Schubert, responsável pela direção artística e regência, e está vinculado às disciplinas de Prática de Música Contemporânea e ao projeto de extensão Panorama da Música Brasileira Atual.

Entre as estreias da tarde estão Trindade – I (Pai), de Gabriel PennaFirme, Quatro Canções, de Álvaro Carrielo, Fênix, de Rodrigo Gonçalves, e Me Desculpa, de Beatriz Silva. O repertório também inclui obras consagradas como Ponteando, de Ernani Aguiar, Mãe d’Água, de Guerra-Peixe, Beatles Songs (Yesterday), de Luciano Berio, Sentimentale, de Claude Bolling, e Triste, de Ginastera.

Serviço
📅 01/07 (quarta-feira) | 15h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Classe de Órgão da EM/UFRJ se apresenta no Salão Leopoldo Miguez

A Escola de Música da UFRJ promove, no dia 1º de julho, às 18h30, mais uma edição da Série Internacional de Órgão da UFRJ – Concertos Tamburini. O recital será apresentado pela Classe de Órgão da instituição, reunindo alunos sob coordenação e curadoria do professor Alexandre Rachid. A entrada é gratuita.

O concerto será realizado no histórico órgão Tamburini do Salão Leopoldo Miguez e apresentará um programa que reúne obras do Renascimento ao século XX, além de uma improvisação de Alexandre Rachid Júnior e de uma composição de Estêvão Santos. A apresentação integra as atividades da Série Internacional de Órgão da UFRJ, projeto de extensão que busca divulgar a arte organística no Brasil, promover concertos, palestras, mesas-redondas e visitas guiadas, além de aproximar o público e a comunidade acadêmica do repertório para órgão.

Participam do recital Edgar Souza Francisco dos Santos, Rafael Tavares da Silva Pereira, Marcus Vinicius Lima de Almeida, Lucas Alves Pereira da Silva, Beatriz das Virgens Botelho e Estêvão César de Melo Santos. O repertório, por sua vez, inclui obras de Johann Pachelbel, François Couperin, Louis-Nicolas Clérambault, Tomás de Santa Maria, Giovanni Battista Martini, César Franck e Johann Sebastian Bach, além de peças de Gordon Young e dos compositores brasileiros Alexandre Rachid Júnior e Estêvão Santos.

Instalado no Salão Leopoldo Miguez, o órgão Tamburini da EM/UFRJ é o único órgão de tubos da cidade do Rio de Janeiro localizado em uma sala de concertos. Após passar por restauração, modernização, digitalização e informatização de seus recursos tímbricos e fônicos, o instrumento tornou-se um dos mais importantes para a atividade de organistas nacionais e internacionais no Brasil.

Serviço
📅 01/07 (quarta-feira) | 18h30
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca

Concurso Minerva 2026 recebe composições para a Orquestra de Sopros da UFRJ e homenageia Moacir Santos

As inscrições para o VIII Concurso de Composição Minerva estarão abertas entre os dias 06 de julho e 05 de outubro. Promovida pelos Departamentos de Composição e de Música de Conjunto da Escola de Música da UFRJ, a edição deste ano homenageia o compositor, maestro e arranjador Moacir Santos, um dos grandes nomes da música brasileira.

Destinado exclusivamente aos estudantes de graduação da EM/UFRJ, o concurso tem como objetivo incentivar a criação e a execução de obras musicais para os corpos estáveis da Escola, contribuindo para a formação artística dos alunos e para a promoção e difusão da arte junto à comunidade. Em 2026, os participantes deverão compor para a Orquestra de Sopros da UFRJ, seguindo a instrumentação especificada no regulamento.

As obras concorrentes deverão ser inéditas até sua estreia, ter duração entre cinco e dez minutos e estar dentro das possibilidades técnicas da Orquestra de Sopros da UFRJ, considerando uma preparação de até seis ensaios. O regulamento prevê a seleção de três obras para integrar programas de concerto da Orquestra na temporada de 2027. A Comissão Julgadora poderá, entretanto, indicar um número maior de obras ou, caso considere que nenhuma delas atenda aos critérios estabelecidos, deixar de selecionar trabalhos nesta edição. O edital também prevê que a execução das obras poderá ser prorrogada em caso de restrições técnicas ou de calendário.

Vinculado ao Departamento de Composição da Escola de Música da UFRJ, o projeto de extensão é coordenado pelos professores Liduino Pitombeira, Alexandre Schubert e Yahn Wagner.

As inscrições deverão ser realizadas por e-mail mediante o envio do formulário preenchido e assinado, partitura em PDF e arquivo de áudio em formato MP3, ambos de forma anônima, além de cópia do CRID atualizado. Os candidatos também deverão estar com matrícula ativa na EM/UFRJ no período 2026.2 e inscritos no projeto de extensão “Concurso Minerva de Composição”, no SIGA. Cada estudante poderá concorrer com apenas uma obra.

É fundamental que os interessados consultem o regulamento completo antes de efetuar a inscrição, para conhecer todos os prazos, critérios e exigências técnicas do concurso.

Jovens compositores são destaque em concerto da Camerata de Cordas da UFRJ

A Camerata de Cordas da UFRJ sobe ao palco do Salão Leopoldo Miguez nesta próxima terça-feira (23) para um concerto dedicado à produção de jovens compositores brasileiros. A apresentação, com coordenação do professor Fernando Pereira, reúne quatro obras contemporâneas que evidenciam a diversidade estética e a vitalidade da criação musical nacional.

O programa inclui Fantasia Paquetaense, de Emanuel Pilger; Relato Brasileiro, de Matheus Maciel; Poéticas da Terra, de Gabriel Arnaud; e Suíte Ibirapuera, de Tiê Kühl. O repertório reafirma uma das principais características da Camerata: a valorização da música brasileira, especialmente a produção contemporânea, como parte de sua proposta artística e pedagógica.

Projeto de extensão da EM/UFRJ, a Camerata de Cordas reúne estudantes dos cursos de bacharelado e licenciatura em instrumentos de cordas e arco, promovendo a integração entre formação acadêmica e atuação artística. Com ensaios regulares e apresentações em diferentes espaços culturais e educativos, o grupo busca aproximar a universidade da sociedade por meio da prática musical, sem distinções entre os repertórios tradicionalmente classificados como eruditos ou populares.

O conjunto é formado por alunos de violino, viola, violoncelo e contrabaixo, tendo Fernando Pereira como coordenador. Nesta apresentação, participam 21 músicos e o monitor Denis Carvalho.

Serviço
📅 23/06 (terça-feira) | 18h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta repertório que percorre três séculos da música para cordas

A Orquestra Sinfônica da UFRJ realiza, no dia 25 de junho, às 19h, mais um concerto de sua 102ª temporada no Salão Leopoldo Miguez. Sob a regência do maestro Anderson Alves, o programa reúne obras de William Boyce, Mozart, Arnold Schoenberg e Quincy Porter, em um percurso que atravessa diferentes períodos e linguagens da música para orquestra de cordas.

A abertura do concerto será com a Sinfonia op. 2 nº 1 em Si bemol, de William Boyce, importante representante do barroco inglês. Composta a partir da abertura da ode “Salve, salve, dia auspicioso” escrita para saudar o Ano Novo em 1756, a obra segue o modelo das aberturas italianas em três movimentos.

Na sequência, será apresentado o Divertimento K138, escrito por Mozart aos 16 anos, logo após seu retorno de duas bem sucedidas turnês pela Itália. Embora frequentemente interpretada por quartetos de cordas, a obra revela uma concepção orquestral, explorando o diálogo entre os diferentes naipes da formação de cordas ao longo de seus três movimentos. No primeiro, em forma de sonata, sobressai a interação entre a melodia e a figuração rítmica das diferentes camadas de violino. O diálogo entre as partes prossegue no belo segundo movimento, onde as notas longas seguidas por saltos em figuração pontuada, conversam com as partes movimentadas de violas e baixos. O Presto final é um rondó breve, mas de grande energia.

O repertório prossegue com o Noturno para harpa e cordas, de Arnold Schoenberg, composição da primeira fase criativa do autor, marcada pela influência pós-romântica. Escrita em 1896, a origem da obra remete ao tempo da Sociedade Musical Polyhymnia de Viena, uma orquestra de amadores dirigida por Alexander von Zemlinsky na qual Schoenberg ingressou como violoncelista. A obra permaneceu desconhecida durante décadas e só recebeu sua primeira edição em 2001, após ser localizada pelo musicólogo Antony Beaumont na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

Encerrando a apresentação, a orquestra interpreta a Suíte Ucraniana, do compositor norte-americano Quincy Porter. Escrita em Paris, durante o período em que Porter estudou com Vincent d’Indy, a obra reúne seis movimentos inspirados em melodias tradicionais ucranianas, trabalhadas com técnicas contrapontísticas.

A regência será de Anderson Alves, maestro, compositor e pianista, atualmente regente titular e diretor musical da OSB Jovem, regente associado da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, coordenador da Academia de Monitores do IBME, diretor musical do Coro de Câmara Carioca e professor substituto de Regência Orquestral da Escola de Música da UFRJ. Sua atuação inclui apresentações como regente convidado em orquestras e instituições do Brasil, Europa e América Latina.

Serviço
📅 25/06 (quinta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca

Professor Aloysio Fagerlande, da EM/UFRJ, assume coordenação da Área de Artes da CAPES

O professor Aloysio Fagerlande, da Escola de Música da UFRJ, foi empossado em junho como novo coordenador da Área de Artes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Doutor em Música pela UNIRIO, mestre em Música pela UFRJ e professor titular da instituição, Fagerlande possui uma trajetória consolidada como músico, pesquisador e gestor acadêmico.

Ao longo de sua carreira, coordenou o Programa de Pós-Graduação Profissional em Música (PROMUS/UFRJ) entre 2016 e 2022, atuou como secretário-executivo do Fórum Nacional de Programas Profissionais (FOPROF) e, desde 2022, exercia a função de coordenador de Programas Profissionais na Área de Artes da CAPES. Agora, passa a liderar a coordenação da Área de Artes, responsável por acompanhar e avaliar programas de pós-graduação de diferentes linguagens artísticas em todo o país.

Em entrevista, o professor destacou os principais desafios da nova função, refletiu sobre o cenário da pós-graduação em Artes no Brasil e comentou o significado da nomeação para a comunidade acadêmica.

Confira:

O senhor acaba de assumir a coordenação da Área de Artes da CAPES. Quais serão as principais prioridades e desafios desta nova gestão?

Os desafios são sempre os mesmos, e se ampliam à medida que a Área cresce. É importante estarmos atentos para as nossas especificidades, observando as características das subáreas. Os programas da Área se subdividem em quatro subáreas amplas: Artes (que reúne programas sem subdivisão de linguagens ou com perfis interdisciplinares com áreas afins), Artes Cênicas (reunindo programas em Artes Cênicas, Dança e Ensino de Artes Cênicas), Artes Visuais (que inclui programas em Artes Visuais, Cultura Visual e História da Arte) e Música (incluindo programas em Música e Ensino das Práticas Musicais).

Há diferenças entre os programas que devem ser não apenas respeitadas como valorizadas. As diferenças vão desde as estruturas institucionais até as formas e abrangências de sua inserção social, passando por processos de ensino e aprendizagem, metodologias de formação e tipologia de produção intelectual, entre outros aspectos. Segundo o Relatório de Avaliação da Área de Artes do Quadriênio 2020-2024, a diversidade foi compreendida como um valor positivo da Área, a ser fomentada dentro da busca pela qualidade dos programas, equidade de acesso, respeito à liberdade acadêmica e à autonomia da Área de Artes.

Embora tenha havido um crescimento nos últimos anos, é importante trabalharmos para a redução de assimetrias regionais. De acordo com o Relatório de Avaliação, 44% dos programas estão situados na região Sudeste, mostrando uma distribuição assimétrica a corrigir. Também é visível uma disparidade intrarregional forte, uma vez que a grande maioria dos programas fica na capital dos estados, havendo pequena capilaridade em cidades médias. É importante ampliarmos as políticas afirmativas de inclusão, permanência e acessibilidade.

A Área de Artes considera positivamente, nos Programas em funcionamento, a existência — no âmbito da instituição ou no regulamento do Programa — de políticas de ação afirmativa que busquem promover o acesso e a permanência na pós-graduação de pessoas negras (pretas e pardas), indígenas, pessoas com deficiência e pessoas trans, bem como de boas práticas de acessibilidade. Nesse contexto, será preciso continuar o debate para a definição de medidas que considerem o período de licenças parentais para discentes e docentes.

É importante frisar que todas as prioridades e desafios são enfrentados sempre coletivamente, a partir da legislação específica da CAPES e contando com o apoio das coordenações de todos os Programas de pós-graduação, em um processo de permanente diálogo.

Sua trajetória reúne experiência como docente, pesquisador, músico e gestor acadêmico. De que forma essa vivência pode contribuir para o fortalecimento da pós-graduação em Artes no Brasil?

Todas as pessoas que coordenaram a Área de Artes nos últimos quadriênios tinham essas características dentro de suas respectivas subáreas. Precisamos pensar sempre em colaborar para uma adequada inserção de nossa Área em nível nacional e internacional. É importante fortalecer cada vez mais a compreensão de como a pós-graduação na Área de Artes é vital para o país, e de como a pluralidade dos saberes e sua produção científica são fundamentais para o seu desenvolvimento.

O senhor teve atuação destacada na consolidação dos programas profissionais, tanto no PROMUS quanto no Fórum Nacional de Programas Profissionais (FOPROF). Como avalia o momento atual dos mestrados e doutorados profissionais na área de Artes?

Em 2013, começaram a funcionar os dois primeiros programas de pós-graduação profissional em Artes no Brasil. Em 2024, por ocasião do I Encontro dos Programas de Pós-graduação Profissional da Área de Artes, realizado em novembro na CAPES, em Brasília, encontramos 14 Programas distribuídos em nove estados, abrangendo todas as regiões do país, com 225 docentes e 580 alunos matriculados, tendo formado até então 815 mestres profissionais nas diversas subáreas.

Em novembro de 2025, com a realização do II Encontro dos Programas de Pós-graduação Profissional da Área de Artes na UNESPAR, em Curitiba, esses números foram atualizados. A análise dos dados entre 2024 e 2025 revela um ritmo de crescimento constante e significativo: o número de programas aumentou de 14 para 16, representando uma expansão de aproximadamente 14%. A presença geográfica também se ampliou, passando de nove para dez estados, o que reforça a capilaridade nacional do modelo.

O corpo docente cresceu de 225 para 260 professores, um acréscimo de cerca de 15%, indicando maior capacidade de orientação e oferta de disciplinas. O número de alunos matriculados subiu para 618, mantendo a tendência de crescimento gradual. O dado mais expressivo está na formação de mestres profissionais: o salto para 1.024 representa um aumento de quase 26%, evidenciando o impacto direto na qualificação artística e acadêmica. Esses indicadores apontam para uma consolidação do modelo profissional, com expansão territorial e fortalecimento institucional, sobretudo a partir da implementação dos três primeiros cursos de doutorado profissional.

Para a comunidade da Escola de Música da UFRJ, o que representa assumir essa função em um dos principais órgãos de fomento e avaliação da pós-graduação brasileira?

É uma missão importante, com muito trabalho pela frente, que espero poder realizar da melhor forma possível, assim como todas as coordenações anteriores o fizeram. Cabe destacar que o trabalho da coordenação de Área sempre se pautou pela atuação coletiva. As coordenações adjuntas, tanto de programas acadêmicos, ocupada agora pela professora Maria de Fatima Morethy Couto (UNICAMP), como a de programas profissionais, pela professora Daniela Bemfica Guimarães (UFBA), têm um papel extremamente importante por representarem também as diferentes subáreas.

Não posso deixar de mencionar como foi significativa minha participação como conselheiro do CEPG-UFRJ durante seis anos, quando pude ter a real dimensão da pós-graduação em nossa instituição, aprendendo com sua pluralidade nas diversas áreas do conhecimento. Com certeza, essa experiência me ajudará nos grandes debates no âmbito da CAPES.

Grupo de Percussão da UFRJ apresenta obras de John Cage, Hermeto Pascoal e Steve Reich no Salão Leopoldo Miguez

O Grupo de Percussão da UFRJ realiza, no dia 30 de junho, às 19h, no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música da UFRJ, um concerto dedicado à música dos séculos XX e XXI, reunindo obras de John Cage, Hermeto Pascoal, Steve Reich, Hans-Joachim Koellreutter e Casey Cangelosi. Sob direção do professor Pedro Sá, a apresentação tem entrada franca.

O destaque da noite será a execução de Terceira Construção (Third Construction), uma das obras mais emblemáticas do compositor norte-americano John Cage (1912–1992), que completa 75 anos em 2026. O programa também inclui o Trio, outra importante composição de Cage, escrita em 1946 e que celebra agora 80.

As duas obras pertencem ao período inicial da produção do compositor, quando suas peças eram integralmente estruturadas e notadas, antes de sua aproximação com procedimentos aleatórios que marcariam sua trajetória artística nas décadas seguintes. Nelas, Cage explora uma ampla variedade de timbres, combinando instrumentos de percussão tradicionais com objetos sonoros inusitados, como latas, conchas marinhas e dispositivos que imitam sons de insetos, criando complexas arquiteturas rítmicas e texturas sonoras inovadoras.

O concerto também apresenta Wu-Li, de Hans-Joachim Koellreutter, compositor e educador fundamental para a renovação da música brasileira no século XX. A obra também dialoga com procedimentos da mesma vertente aleatória e experimental, característicos da produção de Cage em sua maturidade.

Em homenagem a Hermeto Pascoal, falecido em 2025, o grupo interpretará Música para Caçarolas, peça que transforma utensílios domésticos em instrumentos musicais e evidencia a criatividade sonora do compositor alagoano, conhecido internacionalmente por sua inventividade e liberdade estética.

A programação inclui ainda Clapping Music, de Steve Reich, uma das obras mais conhecidas do minimalismo musical, construída exclusivamente a partir de padrões rítmicos executados com palmas. Representando a produção contemporânea do século XXI, será apresentada também Theatric No. 6, do percussionista e compositor norte-americano Casey Cangelosi.

Com repertório que atravessa diferentes correntes estéticas e períodos da música contemporânea, o concerto oferece ao público uma oportunidade de conhecer obras fundamentais da literatura percussiva e de acompanhar a versatilidade artística do Grupo de Percussão da UFRJ.

“O concerto está absolutamente imperdível”, convida Pedro Sá.

Serviço
📅 30/06 (terça-feira) | 19h
🏛️ EM/UFRJ – Salão Leopoldo Miguez
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca

XXII Semana do Cravo destaca obras raras, lançamento de livro e recitais

A Escola de Música da UFRJ promove, entre os dias 15 e 17 de junho, a XXII Semana do Cravo, evento que reúne estudantes, pesquisadores e intérpretes do instrumento em uma programação dedicada à performance, à pesquisa e à preservação do patrimônio musical. A edição de 2026 mantém a parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ampliando o intercâmbio acadêmico entre instituições dedicadas aos estudos da música antiga.

Entre os destaques desta edição estão as visitas guiadas à Coleção de Obras Raras da Biblioteca Alberto Nepomuceno, considerada um dos mais importantes acervos musicais do país. Durante as atividades, pesquisadores convidados apresentarão tratados, métodos e dicionários de música publicados entre os séculos XVI e XX, permitindo aos participantes o contato direto com exemplares originais preservados pela UFRJ.

A programação também inclui o lançamento do livro “Meus Afetos”, autobiografia da cravista Helena Jank, seguido de uma conversa com a autora. Outro destaque é a valorização da obra de José Maurício Nunes Garcia (1767–1830), cuja produção pedagógica será abordada em apresentações acadêmicas, visitas ao acervo e recitais. O manuscrito do “Methodo de Pianoforte”, pertencente à Biblioteca da UFRJ, será apresentado ao público e servirá de base para comunicações e performances ao longo do evento.

A abertura acontece no dia 15 de junho, com uma mesa-redonda sobre a Biblioteca Alberto Nepomuceno, sua coleção de obras raras e o uso de tratados históricos na interpretação musical contemporânea. Participam docentes e pesquisadores da UFRJ, UFJF e UFPE.

Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar visitas temáticas ao acervo, abordando obras de autores como Gioseffo Zarlino, Jean-Philippe Rameau, Johann Sebastian Bach, Francesco Gasparini, Friedrich Wilhelm Marpurg, George Grove e José Maurício Nunes Garcia, entre outros.

Os recitais, realizados diariamente às 17h30, reúnem alunos e músicos convidados em apresentações que percorrem repertórios dos séculos XVI ao XVIII, além de transcrições de música brasileira para cravo. As apresentações contemplam obras de compositores como Johann Sebastian Bach, Domenico Scarlatti, François Couperin, Henry Purcell, Georg Philipp Telemann e José Maurício Nunes Garcia.

Programação completa

15 de junho (segunda-feira)

14h | Mesa-redonda
A Biblioteca Alberto Nepomuceno, sua coleção de Obras Raras e o uso de tratados na interpretação da música no século XXI

Participantes:

  • Dolores Brandão (EM/UFRJ)
  • João Vicente Vidal (EM/UFRJ)
  • Marcelo Fagerlande (EM/UFRJ)
  • Mayra Pereira (UFJF)
  • Maria Aida Barroso (UFPE)

Mediação: Marcia Taborda (EM/UFRJ)

17h30 | Recital

Apresentação oral:
José Maurício Nunes Garcia: O músico e o Método de Pianoforte

LaPHI – UFJF:

  • Clara Mira
  • Juliana Costa
  • Maria Eduarda Cruz
  • Matheus de Sá Farias
  • Pedro Henrique Reis

Participações:

  • Nina Diniz Cardoso
  • Lara Talma Fernandes
  • Maria Eduarda Porcel
  • Jonathan Nunes
  • Gisele Cordeiro
  • Mirna Hatanaka Kikawa

Repertório com obras de Bernard Viguerie, Daniel Gottlob Türk, Johann Sebastian Bach, Domenico Scarlatti, Carlos Seixas, José Maurício Nunes Garcia, além de arranjos de repertório brasileiro.

16 de junho (terça-feira)

10h | Visita à Coleção de Obras Raras – 1

Obras apresentadas:

  • Le Istitutioni Harmoniche (Gioseffo Zarlino) – Paula Callegari (UFU)
  • Traité de L’Harmonie (Jean-Philippe Rameau) – João Vicente Vidal (EM/UFRJ)
  • Coleção para teclado de Johann Sebastian Bach – Mayra Pereira (UFJF)

Mediação: Helena Jank (UNICAMP)

12h | Encontro com Helena Jank

Lançamento do livro Meus Afetos

Mediação: João Pedro Fagerlande

14h | Visita à Coleção de Obras Raras – 2

Obras apresentadas:

  • L’Armonico Pratico al Cimbalo (Francesco Gasparini) – Eduardo Antonello (EM/UFRJ)
  • Novo Tratado de Música, Metrica e Rythmica (Francisco Ignacio Solano) – Marcelo Fagerlande (EM/UFRJ)
  • Handbuch bey dem Generalbasse und der Composition (Friedrich Wilhelm Marpurg) – Helena Jank (UNICAMP)

Mediação: Rodrigo Hoffmann (CEP-EMB)

17h30 | Recital

Participações:

  • Mariana Ventura
  • Pedro Henrique Reis
  • Juliana Costa
  • Matheus de Sá Farias
  • Ladson Mattos

Repertório com obras de José Maurício Nunes Garcia, Thomas Arne, Johann Sebastian Bach, François Couperin, Domenico Scarlatti e o arranjo do Hino do Elefante de Olinda.

17 de junho (quarta-feira)

10h | Visita à Coleção de Obras Raras – 3

Obras apresentadas:

  • A Dictionary of Music and Musicians (George Grove) – Maria Alice Volpe (EM/UFRJ)
  • Dicionário Musical (Raphael Coelho Machado) – Clara Albuquerque (EM/UFRJ)
  • Os Músicos Portugueses (Joaquim de Vasconcelos) – Rodrigo Hoffmann (CEP-EMB)

Mediação: Ricardo Bessa (UFBA)

14h | Visita à Coleção de Obras Raras – 4

Obras apresentadas:

  • Methodo de Pianoforte (José Maurício Nunes Garcia) – Maria Aida Barroso (UFPE)
  • Compendio de Principios Elementares de Musica (Francisco Manoel da Silva) – Roberto Dutra (Conservatório Pernambucano de Música)
  • Methodo Pratico ou Estudos Complettos para o Contrabaixo (Lino Jozé Nunes) – Ricardo Bessa (UFBA)

Mediação: Clara Albuquerque (UFRJ)

17h30 | Recital

Participações:

  • Denes Clemente
  • Maria Eduarda Cruz
  • Patrícia Espinoza
  • Jeniffer Cristovão
  • Clara Mira

Repertório com obras de Henry Purcell, Carlos Seixas, Georg Philipp Telemann, Johann Sebastian Bach e José Maurício Nunes Garcia.

Serviço
📅 15 a 17/06 (segunda a quarta-feira) | A partir das 10h
🏛️ EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca

Beatles Sinfônico leva clássicos da banda britânica à Sala Cecília Meireles

A Orquestra de Sopros da UFRJ apresenta, no dia 12 de junho, às 19h, na Sala Cecília Meireles, o concerto Beatles Sinfônico, dedicado à obra de uma das bandas mais influentes da história da música popular. Sob direção musical do professor Marcelo Jardim e regência de Gabriel Dellatorre, a apresentação contará também com a participação do barítono Inácio de Nonno, professor da Escola de Música da UFRJ.

O programa reúne arranjos para orquestra de sopros de sucessos que marcaram diferentes fases da trajetória dos Beatles. Entre as obras apresentadas estão She Loves You, Hey Jude, Yellow Submarine, Yesterday, All You Need Is Love, Something, Let It Be e Ob-La-Di Ob-La-Da, além de suítes e coletâneas que percorrem parte significativa do repertório do grupo britânico.

A participação de Inácio de Nonno acontece em obras como Golden Slumbers, The Long and Winding Road e Let It Be, ampliando o diálogo entre a tradição da música de concerto e a produção popular que atravessou gerações e permanece influente em todo o mundo.

Uma despedida antes do doutorado nos Estados Unidos

O concerto também marca um momento especial na trajetória do maestro Gabriel Dellatorre, convidado para reger a apresentação. Formado pela EM/UFRJ, onde concluiu os cursos de Licenciatura em Música e Bacharelado em Regência de Banda, além do Mestrado Profissional em Música (PROMUS/UFRJ), Dellatorre iniciará neste segundo semestre o Doutorado em Regência na University of North Texas (UNT), nos Estados Unidos.

Reconhecida internacionalmente por possuir um dos mais tradicionais e influentes programas dedicados às bandas sinfônicas, a UNT é referência mundial na formação de regentes, pesquisadores e educadores da área.

A aprovação de Gabriel representa o resultado de uma trajetória construída ao longo de anos de atuação junto à Orquestra de Sopros da UFRJ, aos projetos de extensão voltados às bandas de música e aos Simpósios Funarte-UFRJ de Bandas de Música. Gabriel também atuou como professor substituto de Regência de Banda e Prática de Orquestra na EM/UFRJ.

Nesse contexto, a apresentação ganha um significado adicional para a comunidade acadêmica da EM/UFRJ, ao marcar a última participação de Gabriel Dellatorre à frente da Orquestra de Sopros antes do início de sua nova etapa acadêmica no exterior.

Tradição e excelência na música para sopros

A Orquestra de Sopros da UFRJ realizou seu primeiro concerto em 2005 e mantém, desde 2008, temporadas regulares dedicadas à música para banda sinfônica e orquestra de sopros. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como um dos principais grupos do gênero no país, promovendo estreias de obras brasileiras e difundindo repertórios nacionais e internacionais.

Formado por estudantes dos cursos de instrumentos de sopro e percussão da EM/UFRJ, além de técnicos da universidade e participantes de projetos de extensão, o grupo também desempenha papel fundamental na formação dos alunos do Bacharelado em Regência de Banda. Sob coordenação, direção musical e regência de Marcelo Jardim, a Orquestra de Sopros da UFRJ atua como importante espaço de formação artística, pesquisa e difusão cultural.

Serviço
📅 12/06 (sexta-feira) | 19h
🏛️ Sala Cecília Meireles
📍 Largo da Lapa, 47 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Ingressos na bilheteria da Sala Cecília Meireles