Sopros e Percussão da OSUFRJ apresenta concerto Uma Breve História do Choro em 15/09

O grupo Sopros e Percussão da Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) apresenta, no dia 15 de setembro, às 16h30, o concerto Uma Breve História do Choro. A apresentação será realizada no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, com duração aproximada de 45 minutos e entrada gratuita. A apresentação integra a Agenda Rio 2030 – Conclusão da Revisão do Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática Carioca

Formado por 17 instrumentistas e regido por Marcelo Jardim, o grupo, como o nome indica, integra a sessão de sopros e percussão da OSUFRJ e possui uma formação pouco usual, reunindo uma flauta, dois oboés, duas clarinetas, dois clarones, duas trompas, dois fagotes e duas percussões.

A proposta de organização do grupo surgiu em 2020, para a gravação de um concerto especial em comemoração aos 100 anos da UFRJ, transmitido pelo canal da Universidade no YouTube. Posteriormente, a formação deu continuidade às gravações da série Uma Breve História do Choro, atualmente disponibilizada no site do projeto Sinos (Sistema Nacional de Orquestras Sociais do Brasil) e no canal Arte de Toda Gente, no YouTube.

O repertório do grupo é dedicado principalmente a transcrições de obras de compositores ligados à história da Escola de Música da UFRJ, atravessando diferentes períodos da música brasileira. Os arranjos são assinados por Everson Moraes, músico da OSUFRJ, e Marcelo Jardim, professor da EM/UFRJ.

O programa inclui as peças Quebra-quebra, minha gente!, de Alves de Mesquita; Tango Brasileiro, de Alexandre Levy; Saudades e Saudades, de Ernesto Nazareth; Gibi Bacurau, de Carolina Cardoso de Menezes; Água de Vintém, de Irineu de Almeida; além da Suíte Batina, com obras de Chiquinha Gonzaga, e 1 x O, de Pixinguinha.

O catálogo desenvolvido pelo grupo inclui ainda obras de importantes nomes da música brasileira, como Carlos Gomes, Antônio Calado, Pattápio Silva, Francisco Braga, Anacleto de Medeiros, José Siqueira, Henrique Cazes e dos próprios Everson Moraes e Marcelo Jardim.

A entrada é gratuita, mas é necessário realizar inscrição através deste formulário.

Serviço

📅 15/09/2026 | 16h30
🏛️ Palácio Gustavo Capanema – 2º andar
📌 Rua da Imprensa, 16 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
🎟️ Entrada franca

Orquestra Sinfônica da UFRJ apresenta obras de Schubert, Mozart e Beethoven na Sala Cecília Meireles

A Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) realiza, no dia 11 de setembro, às 19h, mais um concerto de sua 102ª temporada, na Sala Cecília Meireles. A orquestra será regida pelo maestro Ramon Theobald em um programa dedicado a obras de Franz Schubert, Mozart e Beethoven.

A apresentação começa com o Entreato III de Rosamunda, de Schubert. Foi composta em 1823 como música incidental para uma peça teatral de Helmina von Chézy. Se a obra teatral não alcançou sucesso, a música composta por Schubert permaneceu no repertório sinfônico. O terceiro entreato tornou-se uma das páginas mais conhecidas do compositor, fazendo com que a melodia fosse reutilizada por ele em outras obras.

Em seguida, a OSUFRJ recebe o clarinetista Leandro Nascimento como solista do Concerto para clarineta K. 622, de Mozart. Considerada uma das principais obras do repertório para o instrumento, a peça foi escrita em 1791, poucos meses antes da morte do compositor, e explora amplamente as possibilidades técnicas e expressivas do clarinete.

Leandro Nascimento iniciou seus estudos na Escola de Música Villa-Lobos e integrou a Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica. Atualmente, cursa bacharelado em Música na UFRJ, sob orientação do professor Cristiano Alves. Em 2024, venceu o V Concurso Jovens Solistas do Gramado in Concert, escolhido entre 41 candidatos pela banca julgadora e pelo público. O músico integra a Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem.

Após o intervalo, o programa prossegue com o Entreato I de Thamos, Rei do Egito, de Mozart. A obra, composta originalmente como música incidental para um drama em cinco atos, reúne elementos que antecipam características presentes posteriormente na ópera A Flauta Mágica, como a tonalidade de Mi bemol e o uso expressivo dos instrumentos de sopro.

Encerrando a noite, a orquestra apresenta a Fantasia Coral, op. 80, de Beethoven, com participação do pianista Rafael Ruiz. A obra combina piano, orquestra, solistas e coro, ocupando lugar singular na produção do compositor. Sua parte final, de caráter celebrativo, apresenta ideias relacionadas às que Beethoven desenvolveria posteriormente na Nona Sinfonia, especialmente em torno dos temas do amor, da paz, da alegria e do congraçamento entre os homens.

Rafael Ruiz é vencedor do prêmio especial “Hors Concours” no XXV Concurso Nacional de Piano Souza Lima e do I Concurso Nacional de Piano da UFRJ. Graduado em Música pela UFRJ, concluiu o Master of Music in Performance e o Artist Diploma no Royal College of Music, em Londres. Como solista, já se apresentou com importantes orquestras brasileiras e estrangeiras, incluindo a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Orquestra Sinfônica da UFRJ.

A Fantasia Coral contará ainda com a participação do Brasil Ensemble, sob direção de Maria José Chevitarese, e da Classe de Canto Coral da Escola de Música da UFRJ, sob direção de Juliana Melleiro Rheinboldt. Integram o elenco vocal Luana Nascimento e Julia Riera (sopranos), Esther Santiago (mezzo), Eduardo Barbosa e Marcos Paulo Cassiano (tenores) e Iago Cirino (barítono).

À frente da OSUFRJ estará Ramon Theobald, maestro formado pela Escola de Música da UFRJ. Com trajetória ligada ao repertório sinfônico e operístico, Theobald teve formação no Teatro dell’Opera di Roma e na Opéra national de Paris e desenvolve atualmente trabalhos entre França, Itália, Inglaterra, Canadá e Brasil.

Serviço
📅 11/09/2026 | 19h
🏛️ Sala Cecília Meireles
📌 Largo da Lapa, 47 – Lapa
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Escola de Música da UFRJ promove masterclass de violino com Cezar Salem

A Escola de Música da UFRJ promove, em 08/09, das 14h às 16h, uma masterclass com o violinista Cezar Salem. A atividade será realizada no Salão Leopoldo Miguez e integra o Projeto Master Class da instituição.

Nascido no Rio de Janeiro, Cezar Salem iniciou seus estudos de violino com Suray Soren e, posteriormente, com Paulo Bósisio. Aos 17 anos, mudou-se para Frankfurt am Main, na Alemanha, onde ingressou na Hochschule für Musik und Darstellende Kunst Frankfurt am Main. Graduou-se em 2014, na classe da violinista Sophia Jaffé. Ao longo de sua formação, participou de aulas e masterclasses com músicos de renome internacional, como Ulrich Edelmann, Stephan Picard, Roland Glassl, Nikolaj Szeps-Znaider, Boris Belkin e Boris Kuschnir.

Como solista, atuou com importantes orquestras brasileiras, entre elas a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e a Orquestra Sinfônica Nacional da UFF. Na Alemanha, integrou durante dois anos a orquestra do Staatstheater Mainz. Entre 2018 e 2020, foi spalla da orquestra do filme Babylon Berlin, conjunto dedicado à interpretação ao vivo de trilhas sonoras de clássicos do cinema mudo, como Metrópolis.

Desde 2014, Cezar Salem leciona violino e música de câmara na Städtische Musikschule Bamberg, conciliando o ensino com sua atuação como intérprete e líder musical. Seus alunos têm se destacado em concursos nacionais e internacionais e conquistado vagas em importantes universidades de música e grandes orquestras.

Em 2019, com o objetivo de contribuir para a formação de jovens músicos e criar um espaço de excelência artística, Salem fundou a Jugend Kammerorchester Bamberg. Sob sua direção artística, a orquestra conquistou, em 2025, o terceiro prêmio no Bundesorchesterwettbewerb, o Concurso Nacional para Orquestras da Alemanha, realizado a cada quatro anos, na categoria Orquestra de Câmara Jovem.

A masterclass na Escola de Música da UFRJ será coordenada pelas professoras Gabriela Queiroz e Priscila Rato e pelo professor Marcelo Jardim.

Serviço

📅 08/09/2026 | 14h às 16h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📌 Rua do Passeio, 98 – Lapa
🎟️ Formulário de inscrição

Rio Brass Band se apresenta na EM/UFRJ no XVII Festival Brasil-Alemanha

A Rio Brass Band se apresenta na Escola de Música da UFRJ no dia 4 de setembro, às 19h, em um concerto que integra a programação do XVII Festival Internacional Brasil-Alemanha. A apresentação acontece no Salão Leopoldo Miguez, com entrada franca.

O concerto terá Will Sanders, trompista e professor alemão, como regente convidado, ao lado de Elias Campos, regente da Rio Brass Band, e Maico Lopes, trompetista e professor da UNIRIO. A direção artística é de Kenneth Anderson, fundador do grupo.

O programa reúne obras brasileiras para metais, incluindo quatro estreias: Dobrado Braga e Retratos Acadêmicos, de Gilson Santos; Fanfarra Heroica, de Gessé Souza; e Inverno Perdido, também de Gilson Santos. Completam o repertório Dindi, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, com arranjo de Gilson Santos; O Bruxo do Cosme Velho, de Gessé Souza; e Voltando de Acari, de Jesse Sadoc.

Fundada em 2022, a Rio Brass Band busca aproximar a tradição das brass bands europeias da diversidade da música brasileira. O grupo reúne músicos profissionais, incluindo integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro e da Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais, e vem ampliando sua atuação em concertos e eventos dedicados à música para sopros.

O Festival Brasil-Alemanha reúne instituições brasileiras e alemãs em uma programação voltada à música de concerto, à formação e ao intercâmbio artístico e acadêmico. A iniciativa conta com a participação da EM/UFRJ, do Instituto Villa-Lobos da UNIRIO e da Hochschule für Musik Karlsruhe, além do apoio do DAAD – Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico.

Serviço
📅 04/09/2026 | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📌 Rua do Passeio, 98 – Centro
🎟️ Entrada franca

XVII Festival Brasil-Alemanha leva Quinteto Experimental de Sopros da EM/UFRJ ao Centro Cultural da Fundação Getúlio Vargas

Até 15/09, ocorre a 17ª edição do Festival Brasil-Alemanha, tradicional projeto de extensão que envolve a Escola de Música da UFRJ. Ao longo das duas últimas décadas, o festival tem promovido o intercâmbio cultural e musical entre os dois países, oferecendo uma rica programação composta por concertos, cursos, masterclasses, palestras, workshops, oficinas e audições.

Seu histórico já reúne mais de uma centena de concertos, dezenas de recitais, centenas de classes desenvolvidas e mais de 4 mil alunos atendidos. O sucesso contínuo do festival deve-se, em grande parte, à sólida parceria entre a Escola Superior de Música de Karlsruhe (Hochschule für Musik Karlsruhe), a Escola de Música da UFRJ, o Instituto Villa-Lobos da UNIRIO e o Deutscher Akademischer Austausch Dienst (DAAD), órgão de intercâmbio acadêmico do governo alemão.

Uma das atrações desta edição é o concerto “Música de Câmara”, que acontece às 18h30 de 01/09, no Centro Cultural da Fundação Getúlio Vargas. A apresentação contará com o Quinteto Experimental de Sopros da EM/UFRJ, o Quinteto Duplo e a Classe de Trompa do Festival Brasil-Alemanha.

Criado em 2009 e formado por alunos de graduação da EM/UFRJ, o Quinteto Experimental de Sopros busca divulgar uma formação camerística tradicional da música de concerto, nem sempre conhecida pelo grande público. Seu repertório é eclético e abrange obras que vão do período clássico à música brasileira contemporânea.

O concerto integra ainda as atividades da Classe de Trompas do Festival Brasil-Alemanha, que, nesta edição, está sob a direção de Will Sanders, renomado professor e especialista no instrumento.

Com Aloysio Fagerlande na coordenação de Música de Câmara e Tiago Carneiro e Philip Doyle na coordenação da Classe de Trompa, a apresentação é aberta ao público e tem entrada franca.

Serviço
📅 01/09/2026 | 18h30
🏛️ Centro Cultural da Fundação Getúlio Vargas
📌 Praia de Botafogo, 190 – Botafogo
🎟️ Entrada franca

Orquestra de Percussão de Colônia, na Alemanha, apresenta Streik, de Enno Poppe, em 29/08

A Orquestra de Percussão de Colônia (POC) apresenta, no dia 29 de agosto, na Escola de Música da UFRJ, a obra Streik, do compositor alemão Enno Poppe. A apresentação contará também com a participação do percussionista da Orquestra Sinfônica da UFRJ, Tiago Calderano.

Formada em 2018 pelo Schlagquartett Köln, com músicos convidados de diferentes países da Europa, a POC reúne dez percussionistas para uma interpretação de aproximadamente uma hora de Streik. Na obra, Poppe transforma o conjunto de baterias em uma espécie de instrumento único e gigantesco, explorando as possibilidades sonoras, espaciais e físicas da percussão.

Considerado um dos principais compositores alemães da atualidade, Enno Poppe é membro das três Academias de Artes da Alemanha e foi vencedor de importantes distinções, como o Prêmio Ernst von Siemens e o Prêmio Abbiati.

Em Streik, quatro aspectos estruturam a experiência musical. A comunicação é fundamental para a interação entre os instrumentos “alfa”, que lideram os demais e precisam se ouvir mesmo em níveis elevados de volume. O espaço é trabalhado por meio da distribuição dos músicos, fazendo com que o público tenha a sensação de estar no centro de uma única bateria de grandes dimensões.

Os instrumentos também assumem papel central, com a exploração das diferentes características de tamanho e timbre de cada bateria. Por fim, a forma sustenta durante cerca de uma hora a intensa energia física e os gestos dos intérpretes, transformando a performance em uma experiência simultaneamente musical e corporal.

Ao lado dos músicos que integram a POC, participa da apresentação o percussionista Tiago Calderano, da Orquestra Sinfônica da UFRJ.

Serviço
📅 29/08 (sábado) | 18h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro
🎟️ Entrada gratuita

Master Class de grupos alemães em 28/08 aborda composição e interpretação para bateria e música de câmara

A Escola de Música da UFRJ promove uma master class dedicada aos processos de composição e interpretação para bateria e música de câmara, com a participação do Quarteto de Percussão de Colônia (Schlagquartett Köln), da Alemanha, e da Orquestra de Percussão de Colônia (Percussion Orchestra Cologne – POC).

A atividade propõe um espaço de intercâmbio entre músicos, estudantes e demais interessados na área da percussão, abordando aspectos relacionados à criação musical, aos processos composicionais e às possibilidades de interpretação em diferentes formações de música de câmara.

Durante a master class, os participantes poderão conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelos músicos alemães e discutir questões técnicas e artísticas relacionadas à bateria e à percussão em conjunto. A atividade também possibilita o contato com diferentes perspectivas sobre a relação entre composição, performance e criação musical contemporânea.

A programação integra a passagem do grupo pela Escola de Música da UFRJ, que também contará com a apresentação da obra Streik, de Enno Poppe, pela POC, no Salão Leopoldo Miguez.

Serviço
📅 28/08 (sexta-feira) | 15h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro
🎟️ Entrada franca

Quinteto Villa-Lobos lança álbum Opara em concerto que celebra 81 anos da Academia Brasileira de Música

A Academia Brasileira de Música (ABM) celebra seus 81 anos de fundação com uma edição especial da Série Brasilianas. No dia 26 de agosto, às 19h, o Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música da UFRJ recebe o Quinteto Villa-Lobos para o lançamento de Opara, novo álbum do grupo dedicado à música brasileira para quinteto de sopros.

Fundado em 1962, o Quinteto Villa-Lobos é um dos mais longevos e importantes grupos de música de câmara do país. Formado atualmente por Rubem Schuenck (flauta), Rodrigo Herculano (oboé), Cristiano Alves (clarineta), Aloysio Fagerlande (fagote) e Philip Doyle (trompa), o conjunto tem como uma de suas principais missões a divulgação da música de câmara brasileira.

O programa começa com A Cayumba, de Carlos Gomes, composta em 1856 e apresentada em um novo arranjo de Everson Moraes. A obra homenageia os 190 anos de nascimento do compositor, celebrados neste ano.

Na sequência, serão apresentadas Palácio dos Ventos, de Marcos Lucas; Três Peças Brevíssimas, de Gustavo de Sá; e Sete Valsas Pangramistas, de Mateus Araújo. O repertório destaca diferentes possibilidades de timbre, ritmo e textura exploradas pela formação.

Um dos destaques é a Suíte Opara – Paisagens sonoras do Médio São Francisco, de Ilza Nogueira, obra que dá nome ao álbum. “Opara” era o nome utilizado pelos caetés para se referir ao Rio São Francisco, evocando a ideia de um rio tão vasto que se assemelha ao mar. A composição traduz musicalmente as paisagens, a fauna, a flora e os costumes e culturas das comunidades ribeirinhas do Médio São Francisco.

A apresentação se encerra com Invenções, Interlúdios e Ritornellos Imperfeitos, de Rodrigo Cicchelli, em homenagem aos 60 anos do compositor.

O álbum

Opara reúne obras de compositores de diferentes gerações e reafirma o compromisso do Quinteto Villa-Lobos com a criação e a difusão da música de concerto brasileira. O repertório evidencia a diversidade da produção contemporânea escrita para quinteto de sopros e as possibilidades expressivas da formação.

Ao longo de mais de seis décadas de trajetória, o Quinteto Villa-Lobos realizou apresentações em praticamente todos os estados brasileiros e em diversos países. O grupo também desenvolve atividades educativas e já colaborou com importantes compositores, arranjadores, cantores e instrumentistas brasileiros, além de participar de estreias mundiais e de diferentes edições da Bienal de Música Brasileira Contemporânea.

Entre os reconhecimentos recebidos estão os Prêmios Carlos Gomes de 2001 e 2009, como Melhor Grupo de Câmara nacional; a Comenda da Ordem de Rio Branco, em 2018; e a Medalha Villa-Lobos, concedida pela Academia Brasileira de Música em 2025.

Sua discografia inclui trabalhos como A Obra de Câmara para Sopros de Heitor Villa-Lobos, Quintetos de Sopro Brasileiros 1926–1974 e Rasgando Seda, indicado ao Grammy Latino. Em 2024, o grupo lançou Sempre, álbum que celebrou sua trajetória e recebeu indicação ao Prêmio da Música Brasileira em 2025.

O concerto de lançamento de Opara integra a programação da Série Brasilianas 2026, que celebra os 81 anos da Academia Brasileira de Música e promove ações voltadas à valorização e à divulgação da música de concerto brasileira.

Serviço

📅 26/08 (quarta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca.

Cantata cômica “O mestre-escola” será apresentada pela OSUFRJ e pelo Coral Infantojuvenil da UFRJ

A Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (OSUFRJ) e o Coral Infantojuvenil da UFRJ apresentam, nos dias 25 e 26 de agosto e 1º de setembro, às 15h, a cantata cômica O mestre-escola (Der Meisterschuler), de Christoph Ludwig Fehre (1718–1772), no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música da UFRJ. A entrada é franca.

A obra será apresentada com participação do barítono Iago Cirino, sob direção cênica de José Henrique Moreira e Marcellus Ferreira. A regência ficará a cargo dos discentes Tiê Kühl, Feliciano Comé e Franquimar Fernandes.

Durante muitos anos, O mestre-escola foi atribuída ao compositor alemão Georg Philipp Telemann (1681–1767), um dos grandes nomes do período barroco. A autoria de Christoph Ludwig Fehre, compositor e organista alemão ainda pouco conhecido, foi confirmada em 1995, após dúvidas levantadas a partir de um catálogo de 1768 que já atribuía a obra ao compositor.

Fehre escreveu a cantata em 1751 para celebrar os 50 anos de serviço de seu tio e professor, o barítono Johann Christian Gerstner (1675–1753), que atuou como cantor em diferentes igrejas na Alemanha. Apenas o libreto da estreia sobreviveu em sua forma original. A obra recebeu diferentes orquestrações ao longo do tempo, sendo a versão elaborada por Fritz Stein (1879–1961), para cordas e contínuo, uma das mais utilizadas em apresentações destinadas ao público jovem e em ambientes escolares.

Uma aula de música bem-humorada

A cantata apresenta uma paródia de uma aula de música, na qual um professor tenta ensinar seus alunos enquanto enfrenta uma série de situações que transformam o ensaio em uma divertida confusão.

A aula começa com o ensino da escala de Dó maior, mas divergências no solfejo fazem o professor perder a paciência. Em seguida, ele procura demonstrar sua própria habilidade vocal em uma ária. O professor então passa ao ensino da fuga, explicando aos alunos que as vozes devem entrar sucessivamente no momento correto.

O resultado, porém, está longe do esperado: os alunos entram cedo demais. Em uma segunda tentativa, não entram quando deveriam. Somente na terceira tentativa a execução funciona como planejado. A lição termina com uma ária alegre em louvor à música.

A apresentação reúne, assim, música, teatro e humor em uma obra especialmente relacionada ao universo do ensino musical e ao público jovem.

Participação de Iago Cirino

Formado em Canto Lírico pela Escola de Música da UFRJ, o barítono Iago Cirino iniciou seus estudos musicais aos 8 anos e começou a estudar canto lírico aos 19. Em sua formação, participou de masterclasses com Luiz Ottavio-Faria, Raphaël Sikorski, Eleonora Panetti, Marcel Boone e Lucia Dochinova.

Finalista do 2º Concurso de Canto Natércia Lopes, no Espírito Santo, e do XXXI Concurso Estímulo para Cantores Líricos de Campinas (SP), Cirino tem atuado como solista em diversas produções operísticas.

Entre seus trabalhos estão participações no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em O Boi e o Burro no Caminho de Belém e O Engenheiro, de Tim Rescala, e na estreia mundial de A Cartomante, de Eduardo Frigatti. Também atuou em Viva la Mamma, de Gaetano Donizetti, e Maroquinhas Fru-Fru, de Ernst Mahle. Em 2024, interpretou Jefferson na ópera Jelin, de Aldo Brizzi, com o Núcleo de Ópera da Bahia, em Salvador.

Junto à OSUFRJ, participou das óperas A Flauta Mágica e As bodas de Fígaro, de Mozart, além de obras corais como o Requiem, também de Mozart, e a cantata Von Himmel Hoch, de Felix Mendelssohn. Também interpretou o Requiem, de Gabriel Fauré, e a Petite Messe Solennelle, de Gioachino Rossini, entre outras obras.

Coral Infantojuvenil e OSUFRJ

O Coral Infantojuvenil da UFRJ, sob direção de Maria José Chevitarese, participa da montagem ao lado da OSUFRJ. O grupo conta ainda com os pianistas André Santos e Claudia Feitosa e a monitora Thamires Oliveira.

A Orquestra Sinfônica da UFRJ, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade do Rio de Janeiro, segue sua 102ª temporada e tem direção artística de André Cardoso.

Serviço

📅 25/08, 26/08 e 01/09 | 15h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro
🎟️ Entrada franca

Projeto Master Classes recebe o violinista alemão Linus Roth na EM/UFRJ em 22/08

O Projeto Master Classes da Escola de Música da UFRJ recebe, no dia 22 de agosto, o violinista e pedagogo alemão Linus Roth. A atividade será realizada das 10h às 12h30, na Sala da Congregação, e é destinada a alunos de bacharelado em violino.

O projeto promove palestras, workshops, master classes e oficinas com convidados nacionais e internacionais, com o objetivo de ampliar o compartilhamento de conhecimentos e incentivar a pesquisa e o desenvolvimento técnico, musical e artístico dos participantes.

Nesta edição, quatro alunos ativos poderão participar da master class como executantes. Os demais interessados poderão acompanhar a atividade como ouvintes. Os alunos selecionados para participar ativamente devem levar a partitura da obra que irão executar e, se possível, a respectiva parte de acompanhamento.

As inscrições devem ser feitas através deste link.

Sobre Linus Roth

Nascido em 1977, Linus Roth é reconhecido por sua atuação como violinista e pedagogo. Formado pela Musikhochschule Lübeck e pela Juilliard School, estudou com nomes como Salvatore Accardo e Ana Chumachenco. Ao longo da carreira, apresentou-se como solista com importantes orquestras e desenvolveu também intensa atividade dedicada à formação de novos instrumentistas.

Roth utiliza o violino Stradivarius “Dancla”, de 1703, instrumento histórico que acompanha sua trajetória artística.

O músico também se destaca pela pesquisa e divulgação do repertório do compositor Mieczysław Weinberg. Foi responsável pela primeira gravação integral das obras para violino solo e piano do compositor polonês-soviético, contribuindo para ampliar o conhecimento e a circulação dessa produção.

Vencedor do prêmio ECHO Klassik na categoria Melhor Novo Talento, Roth concilia a carreira internacional de concertista com a docência. É professor de violino no Centro Leopold Mozart da Universidade de Augsburg e atua ainda na direção artística de festivais europeus.

Serviço

📅 22/08 (sábado) | 10h às 12h30
🏛️ Sala da Congregação – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro