Orquestra Sinfônica da UFRJ é declarada patrimônio cultural imaterial do Município do Rio de Janeiro

A Orquestra Sinfônica da UFRJ passou a integrar oficialmente o patrimônio cultural de natureza imaterial do Município do Rio de Janeiro. A Lei nº 9.176, sancionada em 26 de novembro de 2025 pela Câmara Municipal, reconhece a relevância histórica, artística e formadora da OSUFRJ e consolida seu papel como uma das instituições musicais mais representativas da cidade.

O ato legislativo, de autoria do vereador Marcio Ribeiro, afirma a importância da Orquestra tanto como espaço de produção artística quanto como núcleo de excelência acadêmica vinculado à Escola de Música da UFRJ. Com um século de atividades ininterruptas (desde 1924), a OSUFRJ tem desempenhado função central no cenário cultural carioca e na formação de gerações de músicos brasileiros, contribuindo para a difusão do repertório sinfônico e para a criação contemporânea.

O reconhecimento como patrimônio imaterial amplia a proteção institucional da Orquestra e reforça sua inserção na memória cultural do município. A nova lei determina ainda que o Poder Executivo municipal realize os registros necessários, conforme previsto no Decreto nº 23.162/2003, que regulamenta a política de salvaguarda dos bens culturais de natureza imaterial no Rio de Janeiro.

Para a Escola de Música da UFRJ, a medida simboliza a consolidação de um trabalho contínuo de excelência artística e compromisso público. A OSUFRJ atua não apenas como conjunto sinfônico, mas como espaço de prática profissional, pesquisa, inovação pedagógica e extensão universitária. O reconhecimento municipal dá visibilidade a essa trajetória e projeta a Orquestra em novas frentes de preservação, circulação e valorização.

A conquista chega em um momento de forte atividade artística do grupo, que tem intensificado apresentações, estreias de obras brasileiras, exposições etc. Com o novo status de patrimônio cultural imaterial, a OSUFRJ reafirma sua missão de servir à sociedade por meio da música, fortalecendo a presença da UFRJ no cenário cultural do país.

“Bororó” estreia no Projeto Ópera na UFRJ 2025, com canções de Francisco Mignone

O Projeto Ópera na UFRJ apresenta, em sua temporada 2025, a revista musical Bororó, com texto de Carlos Rabelo e canções de Francisco Mignone. O espetáculo terá apresentações em Teresópolis, no Teatro da FESO, no dia 30 de novembro, e no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música da UFRJ, nos dias 13 e 14 de dezembro, sempre às 16h, com entrada franca.

Ambientada no Rio de Janeiro da década de 1950, época em que o teatro de revista vivia seu auge, a obra narra a trajetória de Herbert Rodgers, um compositor de música clássica que, por dificuldades financeiras, passa a trabalhar em um teatro popular sob o pseudônimo Bororó. Ali, entra em conflito com Dolores, a vedete principal do elenco, mas ambos acabam unindo forças para salvar o teatro da falência. Paralelamente, a história acompanha os sonhos de Zinha, uma jovem cozinheira que aspira a ser artista, e de Juremir, seu namorado, que vem do interior em busca de reconquistá-la — e se encanta com o universo do espetáculo.

A peça foi encomendada ao dramaturgo Carlos Rabelo em 2019, quando foram publicadas as canções populares de Francisco Mignone assinadas com o pseudônimo Chico Bororó, numa iniciativa de Maria Josephina Mignone e Anete Rubin. A produção foi adiada durante a pandemia e agora ganha vida em grande escala, unindo o Projeto Ópera na UFRJ ao grupo Sôdade Brasilis, reconhecido por seu trabalho dedicado à música brasileira.

A direção geral e preparação musical são de Lenine Santos, com direção cênica e iluminação de José Henrique Moreira, co-direção e direção de movimento de Marcellus Ferreira, e direção artística de Leonardo Pinto. O elenco conta com André Cisco, Maria Clara Justino, Haile Muziki, Mariana Leandro e André Hipólito.

A música ao vivo é interpretada pelo grupo Sôdade Brasilis, com coordenação e preparação de Sérgio Álvares e Sheila Zagury, e participação de Cecília Brandão (piano), Rafael Miranda (violão 7 cordas), Raphael Rodriguez (violão 6 cordas), Yago Pessanha (clarineta), Aline Silveira (flauta) e Ezequias Cândida (trompete).

Com arranjos musicais de Tiê Kühl, preparação musical de Lenine Santos e José Sacramento, e produção executiva de Fabrícia Medeiros e André Garcez, Bororó promete uma experiência vibrante, repleta de humor, ritmo e memória da cena musical brasileira do século XX.


Ópera na UFRJ 2025 – Bororó
📅 30/11 (domingo) | 16h
🏛️ Teatro FESO – Teresópolis

📅 13/12 e 14/12 (sábado e domingo) | 16h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Concerto de Natal reúne os coros infantis da EM/UFRJ no Salão Leopoldo Miguez

Os grupos vocais infantis da Universidade encerram a temporada de 2025 com um Concerto de Natal no dia 9 de dezembro, reunindo o Pré-Coral Infantil da UFRJ, o Coral Infantil da UFRJ, o Coral Infantil da Escola de Música da UFRJ e o Coral Infantojuvenil da UFRJ. A apresentação acontece no Salão Leopoldo Miguez, na EM/UFRJ, às 18h30.

O repertório inclui obras tradicionais natalinas do Brasil e de outros países, com arranjos e versões preparados para as formações. Os grupos se apresentam sob a direção de Rafaela Theodoro, Luísa Bahia, Juliana Melleiro, Pâmella Malaquias e Maria José Chevitarese, com os pianistas Caio Brandão, Renan Santos, João Mattos, Claudia Feitosa e André Santos acompanhando as execuções.

Ao final, os coros se reúnem para interpretar “Jingle Bell Rock”, em arranjo de Alexandre Brasolim com adaptação de Maria José Chevitarese.


Programa

Pré-Coral Infantil e Coral Infantil da UFRJ

Stan Pethel – É Natal (versão em português: Donaldo Guedes)
Carmen Mettig Rocha – Estrelinhas
Johann Abraham Peter Schulz – Natal, Natal
Canções tradicionais – Ó pinheirinho e Pinheirinhos, que alegria
Wilma Camargo – Natal verde amarelo
Regentes: Juliana Melleiro, Rafaela Theodoro e Luísa Bahia
Pianistas: Caio Brandão e Renan Santos

Coral Infantil da Escola de Música da UFRJ

Juerp – A Noite
Greg Giplin – Little Star/Venite Adoremos
Joe E. Parks – Natal ao redor do Mundo (versão de Silmara Dezza e Jussara)
Folclore hebraico – Zum Gali Gali (arranjo: Dan Schwartz)
Bate o sino (arranjo: Ana Paula Miquelletti)
Regente: Pâmella Malaquias
Pianista: João Mattos

Coral Infantojuvenil da UFRJ

Mykola Leontovich – Canção dos Sinos (adaptação: Chevitarese)
Folclore brasileiro – Pastoril Alagoano (arranjo: Samuel Kerr; adaptação: Chevitarese)
Autor desconhecido – É Natal
Leroy Anderson – Christmas Festival (medley de Natal)
Regente: Maria José Chevitarese
Pianistas: Claudia Feitosa e André Santos

Encerramento (todos os coros)

Joe Beal & Jim Bootle – Jingle Bell Rock
Arranjo: Alexandre Brasolim
Adaptação: Maria José Chevitarese


Concerto de Natal – Coros da EM/UFRJ
📅 09/12 (terça-feira) | 18h30
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Masterclass de vibrafone com Arthur Lipner no Salão Leopoldo Miguez

O Grupo de Percussão da UFRJ receberá o vibrafonista norte-americano Arthur Lipner para uma masterclass de uma hora e meia dedicada ao vibrafone, no dia 08 de dezembro, às 10h30, no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música da UFRJ. A atividade contará com tradução simultânea realizada pelo professor Pedro Sá e terá entrada franca, mediante inscrição prévia por e-mail.

Reconhecido por sua atuação internacional, Lipner realizou mais de 80 turnês em países como China, Rússia, México, além de 18 turnês no Brasil e 39 na Europa. Participou de mais de 60 álbuns e é autor dos livros didáticos “The Vibes Real Book” e “Jazz Mallets: In Session”. Suas obras solo e de conjunto integram o repertório utilizado por educadores de percussão em diferentes continentes.

O músico já ministrou 330 workshops em instituições como a Juilliard School, em Nova York, e em cidades como Moscou, Londres e localidades da Nova Zelândia. Estreou o concerto “Mallet Fantasia” com a Orquestra Sinfônica Nacional no Rio de Janeiro e tem quase 100 composições lançadas em gravações. Em 10 de dezembro de 2025, será a atração principal do Blue Note Rio de Janeiro.

Lipner mantém também carreira como músico de estúdio em Nova York, com discografia que inclui um álbum de bluegrass, cinco discos gravados no Brasil e o projeto “Waterworks”, em parceria com Chris Brubeck. Entre episódios marcantes de sua trajetória, construiu e tocou um barrafone de gelo nas montanhas da Noruega.


Masterclasse de vibrafone com Arthur Lipner
📅 08/12 (segunda-feira) | 10h30
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca. Inscrições: pedro.timpano@gmail.com

ContempoMúsica UFRJ apresenta concerto “Música e Natureza” no Salão Leopoldo Miguez

O ContempoMúsica UFRJ realiza, no dia 3 de dezembro, às 19h, no Salão Leopoldo Miguez, o concerto “Música e Natureza”, com entrada franca. O programa reúne obras que abordam temas relacionados às mudanças climáticas, aos impactos ambientais e às relações entre o ser humano e a natureza.

A apresentação inclui diversas estreias de peças compostas especialmente para o grupo por alunos de Composição da Escola de Música, além de obras de Waldemar Henrique, Vital Farias, Hindemith e do ex-aluno Almeida. O concerto contará também com a participação especial do conjunto Tom Brasileiro, que se une ao ContempoMúsica UFRJ na interpretação de obras do aluno compositor Matheus Queiroz.

Formado por alunas e alunos de diferentes cursos de Graduação da Escola de Música da UFRJ, o ContempoMúsica apresenta uma sonoridade marcada pela diversidade instrumental, abrangendo canto, cordas, harpa, violão, clarineta, saxofone, trombone, sanfona, percussão e piano. O grupo integra as disciplinas Prática de Música Contemporânea e o projeto de extensão Panorama da Música Brasileira Atual. Em 2024, participou do XXXI Panorama da Música Brasileira Atual.

A direção artística e regência são do professor Alexandre Schubert.


Programa

P. Hindemith (1895–1963)Sonata para viola op. 25
• viola: Gabriel Vailant

Vital Farias (1943–2025)Saga da Amazônia
• mezzo-soprano: Amália Neves Munõz
• sanfona: Matheus Queiroz

Almeida (1987)Música para Parques Florestais
1 – Programa de Família
2 – Mistérios e Aconchegos da Natureza
3 – Trilhas e Escaladas
• violino: Leonardo Davi
• violão: João Vitor Botelho

Aline Freire de Rezende (1996–)Onde o Sabiá quer Voltar a Sonhar (estreia)
• violino: Leonardo Davi
• viola: Renata Jordão
• violoncelo: Fabrício Ferreira Cassiano
• contrabaixo: Mavi Vasconcelos

Matheus Queiroz (2002–)Ladainha (estreia) – Sobre a cantiga “Peixe Vivo”
• mezzo-soprano: Amália Neves Munõz

Waldemar Henrique (1905–1995)Tambatajá / Uirapuru
• orquestração: Alexandre Schubert
• mezzo-soprano: Amália Neves Munõz

Hugo Carvalho (1989–)Codex Structurarum Parametra (estreia)

Matheus Ferreira – Dualis (estreia)
1 – Veneno
2 – Doçura

Matheus Queiroz (2002–)Fanfarra para a Saudade (estreia)

Matheus Queiroz (2002–)Chove Serena (estreia)

Matheus Queiroz (2002–)Fulorar (estreia)
• participação do conjunto Tom Brasileiro

Regência: Alexandre Schubert


Integrantes – ContempoMúsica UFRJ

Canto:
• Amália Neves Muñoz

Violino:
• Leonardo Davi

Violas:
• Renata Jordão
• Gabriel Vailant

Violoncelo:
• Fabrício Ferreira Cassiano

Contrabaixo:
• Mavi Vasconcelos
• Wendel da Cruz da Silva

Harpa:
• Cléo Rodrigues

Clarineta:
• Leandro Nascimento (convidado)

Saxofone:
• Rodrigo Gonçalves

Trombone:
• Fernando Abner Ferreira

Sanfona:
• Matheus Queiroz

Piano:
• Luiz Mizutani

Violão:
• João Vitor Botelho

Percussão:
• Gabriel Galdino

Alunos extensionistas:
• Aline Freire de Rezende
• Rodrigo Gonçalves

Direção e regência: prof. Alexandre Schubert


Concerto “Música e Natureza” – ContempoMúsica UFRJ
📅 03/12 (quarta-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada gratuita

Audição de Violino reúne alunos de várias classes da Escola de Música da UFRJ

A Escola de Música da UFRJ apresenta, no dia 3 de dezembro, às 18h, uma audição de violino e violino com participação de estudantes das classes dos professores Gabriela Queiroz, Fernando Pereira e Ramon Feitosa. O recital contará com acompanhamento ao piano de Cristiano Vogas e será realizado na Sala da Congregação, com entrada gratuita.

O programa reúne obras representativas do repertório para violino e viola, abrangendo estilos do classicismo ao romantismo:

Hadassa Rodrigues
W. A. Mozart – Concerto para violino n° 5 – I. Adagio – Allegro aperto

Mariana Oliveira
Joseph Schubert – Concerto para viola em dó maior – I. Allegro

Rebeca Meireles
Haydn – Concerto para violino em Sol maior – I. Allegro moderato

Kaylane Xaviel
W. A. Mozart – Concerto nº 4 em Ré maior – I. Allegro

João Victor Félix
Concerto para violino em Ré maior – III. Rondó

Ismael Rodrigues
Max Bruch – Concerto para violino – I. Allegro moderato

Antonio Henrique
Khachaturian – Concerto para violino em Ré menor – II. Andante sostenuto

Gabriel Severiano
Carl Philipp Stamitz – Concerto para viola em Ré maior, Op. 1
II. Adágio
III. Rondo: Allegro on troppo

Isabela Mendonça
Mendelssohn – Concerto para violino em Mi menor – I. Allegro molto appassionato

Bruno Silva
Paganini – Concerto nº 1 – III. Rondó


Audição de violino e viola
📅 03/11 (quarta-feira) | 18h
🏛️ Sala da Congregação – Escola de Música da UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro
🎟️ Entrada gratuita

Somos o que escolhemos ser: recital da extensão reúne música, poesia e diferentes gerações

Crianças, adolescentes, jovens e adultos dos cursos de extensão da EM/UFRJ se apresentam no dia 2 de dezembro, às 14h30, no Salão Leopoldo Miguez, em um recital que reúne música e poesia em uma proposta construída de forma coletiva. A apresentação recebe como convidados a Escola Municipal Edmundo Lins e a Escola Mirim da Portela Filhos da Águia.

O recital, intitulado Somos o que escolhemos ser, nasce de reflexões sobre a relação diária com a criação artística e sobre as formas como a arte atravessa o cotidiano. A montagem se apoia em uma narrativa que percorre perguntas, invenções e experiências sensíveis, costuradas por repertórios diversos que incluem obras de Johann Sebastian Bach, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Arlindo Cruz, sambas-enredo da Portela, Cecília Meirelles, Aline Pachamama e Conceição Evaristo.

Segundo Aline Silveira, diretora dos cursos de extensão da EM/UFRJ: “Como disse Maria Emília Lopes, ninguém volta do encontro com a arte sem algum ganho emocional, estético, subjetivo ou cognitivo, ou todos eles juntos”. É a partir dessa perspectiva que o recital convida o público para uma tarde de partilha artística no salão histórico da EM/UFRJ.


Recital de Extensão – Somos o que escolhemos ser
📅 02/12 (terça-feira) | 14h30
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Ópera na UFRJ seleciona cantores para “O Empresário”, de Mozart

O projeto Ópera na UFRJ abriu inscrições para os interessados em participar das suas produções de 2026. As audições buscam selecionar cantores para o singspiel Der Schauspieldirektor (O Empresário), de Mozart, com libreto de Johann Gotlieb Stephanie. A seleção também definirá uma soprano para participar do primeiro concerto da temporada da Orquestra Sinfônica da UFRJ, interpretando a ária Ruhe Sanft, da ópera Zaïde, também de Mozart.

Nesta primeira chamada, as audições são voltadas exclusivamente a alunos de graduação, pós-graduação e extensão oficialmente matriculados na EM/UFRJ, e serão realizadas presencialmente no dia 12 de dezembro, a partir das 13h, no prédio histórico da Escola de Música da UFRJ, que fica na Rua do Passeio, 98, na Lapa, Rio de Janeiro.

É necessário ter disponibilidade de tempo para ensaios e apresentações. A estreia está prevista para junho de 2026 e os ensaios serão realizados nos meses de março, abril, maio e junho. Está prevista ainda uma temporada adicional em novembro de 2026, podendo o espetáculo se estender conforme as condições de produção e disponibilidade do elenco.

A ópera “O Empresário” será apresentada em português, mas os candidatos poderão optar por cantar o trecho designado em alemão ou português durante a audição. Ambas as versões serão disponibilizadas pela produção.

As inscrições ficam abertas até 11 de dezembro e devem ser realizadas através do formulário disponível neste link.

PERSONAGENS E REPETÓRIO:

Monsieur Vogelsang – tenor: uma ária de Mozart de livre escolha que contenha um Lá 3 (Lá agudo), mais o terceto Ich bin die erste Sängering do compasso 90 (Adagio) ao fim

Mademoiselle Silberklang – soprano leve: ária Bester Jüngling mit Entzüken, mais o terceto Ich bin die erste Sängering do compasso 90 (Adagio) ao fim

Madame Herz – soprano leve: ária Da schlägt die Abschiedsstunde mais o terceto Ich bin die erste Sängering do compasso 90 (Adagio) ao fim

Buff – baixo ou barítono: uma ária de Mozart de livre escolha

Os audicionantes para as demais personagens, relacionadas abaixo, deverão apresentar uma ária de livre escolha retirada de uma das seguintes óperas de Mozart: ‘Idomeneo’, ‘O Rapto no Serralho’, ‘Assim Fazem Todas’, ‘As Bodas de Fígaro’, ‘Don Giovanni’, ‘A Flauta Mágica’ ou ‘A Clemência de Tito’:

Frank – tenor, barítono ou baixo.

Eiler – tenor, barítono ou baixo.

Herz – tenor, barítono ou baixo.

Madame Pfeil – soprano, mezzo ou contralto.

Madame Krone – soprano, mezzo ou contralto.

Madame Vogelsang – soprano, mezzo ou contralto.

Finalmente, as candidatas à participação no primeiro concerto da Temporada 2026 da Orquestra Sinfônica da UFRJ deverão apresentar a ária Ruhe Sanft, para soprano, da ópera Zaïde, de W. A. Mozart.

Dúvidas devem ser endereçadas a fabricia.medeiros@musica.ufrj.br (assunto Projeto Ópera 2026 – O EMPRESÁRIO).

Concerto da Orquestra de Sopros da UFRJ reúne alunos de Regência no Salão Leopoldo Miguez

A Orquestra de Sopros da UFRJ se apresenta no dia 01 de dezembro de 2025, às 19h, no Salão Leopoldo Miguez, com entrada franca. O concerto integra o Projeto Bandas: Sistema Pedagógico de Apoio às Bandas de Música, parte do programa de extensão Arte de Toda Gente, desenvolvido em parceria entre a Funarte e a UFRJ.

Nesta edição, alunos do Bacharelado em Regência dividem o palco ao longo da noite, ao lado do maestro Marcelo Jardim — diretor artístico da Orquestra de Sopros da UFRJ — que também regerá uma das obras. Participam como regentes Isabella Segobia, Marco Antônio Figueiredo e Melissa Oliveira.

O repertório contempla quatro compositores fundamentais para o repertório de banda sinfônica dos séculos XX e XXI. A abertura é com The Hounds of Spring, de Alfred Reed. Em seguida, a orquestra interpreta a Suite Française, de Darius Milhaud, em seus cinco movimentos: Normandie, Bretagne, Île-de-France, Alsace-Lorraine e Provence. Na sequência, será apresentada a First Suite in E-flat for Military Band, de Gustav Holst, em arranjo de Colin Matthews, formada pelos movimentos Chaconne, Intermezzo e March. O concerto se encerra com West Side Story Selection, de Leonard Bernstein, em arranjo de W. J. Duthoit.

Criada em 2007, a Orquestra de Sopros da UFRJ mantém desde 2008 temporadas regulares, dedicadas à obra brasileira e internacional escrita para banda sinfônica e orquestra de sopros. O grupo já realizou estreias de obras de compositores brasileiros e primeiras audições no Brasil de repertório internacional específico para essa formação. A orquestra é formada por alunos de graduação em instrumentos de sopro e percussão da Escola de Música da UFRJ, além de técnicos e funcionários. Como projeto de extensão, também acolhe alunos provenientes de iniciativas sociais do Rio de Janeiro.

A Orquestra de Sopros atua diretamente no suporte ao Bacharelado em Regência de Banda, oferecido pela EM/UFRJ desde 2011. Entre seus objetivos estão desenvolver a prática de conjunto com base em princípios orquestrais, difundir literatura brasileira e internacional para banda sinfônica e orquestra de sopros e promover o desenvolvimento técnico-musical de seus integrantes. O grupo lançou o CD “A Obra para Orquestra de Sopros de Heitor Villa-Lobos” (2009) e o CD ao vivo “Dobrados para o Itamaraty” (2017). Em 2017 e 2019, foi grupo residente do Simpósio Funarte-UFRJ para Bandas e tem participado dos Panoramas de Música Brasileira Atual.


Concerto da Orquestra de Sopros da UFRJ
📅 01/12 (segunda-feira) | 19h
🏛️ Salão Leopoldo Miguez – EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca

EM/UFRJ participa do Festival Francisco Braga em parceria com a Marinha do Brasil

A Escola de Música da UFRJ foi uma das instituições parceiras da Marinha do Brasil na realização do Festival de Bandas Francisco Braga, evento que reuniu, entre os dias 4 e 6 de novembro, cerca de 750 músicos e 1.200 visitantes no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

O festival contou com 11 bandas — seis militares e cinco civis — e 10 projetos musicais, entre eles as Bandas Sinfônica e Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, as bandas da Base Aérea dos Afonsos, do Batalhão de Guardas do Exército Brasileiro, da UNIRIO, da FAETEC e da própria UFRJ, além da Orquestra de Sopros do programa Aprendiz Musical, da Prefeitura de Niterói, e da banda de gaitas de fole Brazilian Pipers.

Durante os três dias de atividades, foram realizadas 21 oficinas com 35 professores, totalizando oito horas diárias de aulas. Pela manhã, os participantes assistiram a palestras; à tarde, participaram de oficinas práticas de instrumentos e regência, culminando em apresentações musicais abertas ao público.

A EM/UFRJ teve papel de destaque na programação acadêmica e artística do evento. O professor Marcelo Jardim, vice-diretor da Escola, foi um dos coordenadores da oficina de regência e participou da concepção do festival, idealizado a partir do diálogo entre a Universidade e a Marinha do Brasil.

“Em uma visita que fiz à Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais, começamos a aproximação entre a Universidade e a Marinha. Identificamos muitos interesses comuns no campo artístico, pedagógico e musical, o que levou à criação do Festival Francisco Braga — nome que homenageia um dos grandes professores da Escola de Música e importante educador ligado também à história da Marinha”, explicou o professor Marcelo Jardim.

Outros docentes convidados também participaram das atividades formativas, como Dario Sotelo, regente e diretor artístico da Orquestra de Sopros Brasileira, e Lélio Alves, professor e regente da UNIRIO e da FAETEC. A oficina de manutenção de instrumentos de sopro foi ministrada por José Vieira Filho, profissional com mais de oito décadas de experiência na área.

O festival foi encerrado com um concerto coletivo reunindo cerca de 600 músicos civis e militares no mesmo palco — símbolo da integração entre as diferentes instituições e tradições musicais.

Foto: Tenente Jéferson Cristiano
Fonte: Agência Marinha de Notícias