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Concertos UFRJ: Serguei Prokofiev

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Um dos compositores mais celebrados do séc. XX, a obra de Serguei Prokofiev é o assunto desta semana de Concertos UFRJ, programa radiofônico resultado de uma parceria da UFRJ com a rádio Roquette Pinto. Apresentado pelo professor André Cardoso, vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94,1 FM.

 

   
 
podcast

Ouça aqui o programa: 

 
 
Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!
Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.
Serguei Sergueievitch Prokofiev (?????? ????????? ?????????, em russo) nasceu em 23 de abril de 1891 em Sontzovka, atual Krasne, na Ucrania. Aos nove anos compôs suas primeiras obras e aos onze foi enviado para o conservatório de São Petersburgo, onde estudou com Rimski-Korsakov e Tcherepnin e iniciou carreira como pianista. Já aos 14 anos, havia composto peças para piano e orquestra e quatro óperas.

 

O compositor havia terminado sua Sinfonia no 1 quando eclodiu a Revolução de Outubro, em 1917. Logo em seguida migrou para os EUA. Apesar de trabalhar como concertista, passou por dificuldades financeiras o que o obrigou a mudar, três anos depois, para Paris.

Em 1935, após o sucesso na França, voltou definitivamente para a União Soviética, então marcada culturalmente por forte repreensão às experiências de vanguarda. A “União dos Compositores”, por exemplo, impedia o contato dos compositores soviéticos com resto do mundo e os obrigava a uma produção alinhada com padrões emanados do regime stalinista. Neste quadro não é de se estranhar que Prokofiev enfretasse problemas com as autoridades, chegando sua obra a ser duramente atacada, acusada de “formalismo burguês”. O compositor se retratou publicamente e acabou desenvolvendo uma produção esteticamente sinuosa ? ora agradando as elites do regime, ora despertando o interesse dos “vanguardistas”.

 

Em 1941, o compositor sofre o primeiro de uma série de ataques cardíacos, resultando numa gradual deterioração de sua saúde. Em decorrência, foi obrigado a cancelar vários compromissos. Sua última apresentação pública foi na estreia da sua sétima sinfonia, em 1952. A obra recebeu o prêmio Stalin.

 

Reprodução
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Selo comemorativo do centenário de Prokofiev em 1991.

A produção de Prokofiev é usualmente dividida em dois grandes grupos. No primeiro, imperam peças de matriz “pós-romântica”, herdada de Scriabin e Rachmaninoff; no segundo, de acentuado caráter sarcástico, dominam dissonâncias e ritmos peculiares. 

 

Sua música, extensa, abrange todos os gêneros. O piano solista ocupa um lugar importante  em seu trabalho (nove sonatas, entre 1907 e 1947). Para orquestra compôs sete sinfonias e uma sinfonieta, suítes extraídas de balés, óperas e músicas para filmes. Para solista e orquestra, cinco concertos para piano e dois para violino. Para as crianças escreveu um poema sinfônico chamado Pedro e o Lobo (1936).

 

Entre suas óperas destacam-se O Amor por Três Laranjas (1921), O Anjo de Fogo (1929-1937) e Guerra e Paz (1941-1952). É autor de sete balés, sendo os mais conhecidos O Bufão (1921), O Filho Pródigo (1929), Romeu e Julieta (1938) e Cinderela (1945). Para o cinema compôs entre outras, as trilhas sonoras dos Alexander Nevsky e Ivã, o Terrível, dirigidos por Sergei Eisenstein.

 

Prokofiev faleceu em 5 de março de 1953, no mesmo dia que Stalin, o que impediu que seus amigos e discípulos organizassem um tributo adequado.

 

Repertório da audição


  • - Sinfonia no 1, Clássica, em Ré Maior, Op. 25. Movimentos: Allegro; Larghetto; Gavotta: Non troppo allegro; e Finale: Molto vivace. A interpretação veiculada foi da Filarmônica de Berlim, sob a regência de Herbert von Karajan.
  • - Concerto para piano no 3, em Dó Maior, Op. 26. Movimentos: Andante – Allegro; Tema con variazioni; e Allegro, ma non troppo. Com Vladimir Ashkenazy e tendo André Previn a frente da Orquestra Sinfônica da Londres.
  • - Cena do Balcão da Suíte no 1 de Romeu e Julieta, Op. 64bis. Versão da Orquestra Nacional da Escócia com a regência de Neeme Järvi.

 

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Parceria da Escola de Música (EM) com a rádio Roquette Pinto, a série Concertos UFRJ conta com a produção e apresentação de André Cardoso, docente da EM, e vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94,1 FM. As edições do programa podem ser acompanhadas on line ou por meio do podcast, audio sob demanda, da rádio Roquette Pinto. Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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