XXII Semana do Cravo destaca obras raras, lançamento de livro e recitais

A Escola de Música da UFRJ promove, entre os dias 15 e 17 de junho, a XXII Semana do Cravo, evento que reúne estudantes, pesquisadores e intérpretes do instrumento em uma programação dedicada à performance, à pesquisa e à preservação do patrimônio musical. A edição de 2026 mantém a parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ampliando o intercâmbio acadêmico entre instituições dedicadas aos estudos da música antiga.

Entre os destaques desta edição estão as visitas guiadas à Coleção de Obras Raras da Biblioteca Alberto Nepomuceno, considerada um dos mais importantes acervos musicais do país. Durante as atividades, pesquisadores convidados apresentarão tratados, métodos e dicionários de música publicados entre os séculos XVI e XX, permitindo aos participantes o contato direto com exemplares originais preservados pela UFRJ.

A programação também inclui o lançamento do livro “Meus Afetos”, autobiografia da cravista Helena Jank, seguido de uma conversa com a autora. Outro destaque é a valorização da obra de José Maurício Nunes Garcia (1767–1830), cuja produção pedagógica será abordada em apresentações acadêmicas, visitas ao acervo e recitais. O manuscrito do “Methodo de Pianoforte”, pertencente à Biblioteca da UFRJ, será apresentado ao público e servirá de base para comunicações e performances ao longo do evento.

A abertura acontece no dia 15 de junho, com uma mesa-redonda sobre a Biblioteca Alberto Nepomuceno, sua coleção de obras raras e o uso de tratados históricos na interpretação musical contemporânea. Participam docentes e pesquisadores da UFRJ, UFJF e UFPE.

Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar visitas temáticas ao acervo, abordando obras de autores como Gioseffo Zarlino, Jean-Philippe Rameau, Johann Sebastian Bach, Francesco Gasparini, Friedrich Wilhelm Marpurg, George Grove e José Maurício Nunes Garcia, entre outros.

Os recitais, realizados diariamente às 17h30, reúnem alunos e músicos convidados em apresentações que percorrem repertórios dos séculos XVI ao XVIII, além de transcrições de música brasileira para cravo. As apresentações contemplam obras de compositores como Johann Sebastian Bach, Domenico Scarlatti, François Couperin, Henry Purcell, Georg Philipp Telemann e José Maurício Nunes Garcia.

Programação completa

15 de junho (segunda-feira)

14h | Mesa-redonda
A Biblioteca Alberto Nepomuceno, sua coleção de Obras Raras e o uso de tratados na interpretação da música no século XXI

Participantes:

  • Dolores Brandão (EM/UFRJ)
  • João Vicente Vidal (EM/UFRJ)
  • Marcelo Fagerlande (EM/UFRJ)
  • Mayra Pereira (UFJF)
  • Maria Aida Barroso (UFPE)

Mediação: Marcia Taborda (EM/UFRJ)

17h30 | Recital

Apresentação oral:
José Maurício Nunes Garcia: O músico e o Método de Pianoforte

LaPHI – UFJF:

  • Clara Mira
  • Juliana Costa
  • Maria Eduarda Cruz
  • Matheus de Sá Farias
  • Pedro Henrique Reis

Participações:

  • Nina Diniz Cardoso
  • Lara Talma Fernandes
  • Maria Eduarda Porcel
  • Jonathan Nunes
  • Gisele Cordeiro
  • Mirna Hatanaka Kikawa

Repertório com obras de Bernard Viguerie, Daniel Gottlob Türk, Johann Sebastian Bach, Domenico Scarlatti, Carlos Seixas, José Maurício Nunes Garcia, além de arranjos de repertório brasileiro.

16 de junho (terça-feira)

10h | Visita à Coleção de Obras Raras – 1

Obras apresentadas:

  • Le Istitutioni Harmoniche (Gioseffo Zarlino) – Paula Callegari (UFU)
  • Traité de L’Harmonie (Jean-Philippe Rameau) – João Vicente Vidal (EM/UFRJ)
  • Coleção para teclado de Johann Sebastian Bach – Mayra Pereira (UFJF)

Mediação: Helena Jank (UNICAMP)

12h | Encontro com Helena Jank

Lançamento do livro Meus Afetos

Mediação: João Pedro Fagerlande

14h | Visita à Coleção de Obras Raras – 2

Obras apresentadas:

  • L’Armonico Pratico al Cimbalo (Francesco Gasparini) – Eduardo Antonello (EM/UFRJ)
  • Novo Tratado de Música, Metrica e Rythmica (Francisco Ignacio Solano) – Marcelo Fagerlande (EM/UFRJ)
  • Handbuch bey dem Generalbasse und der Composition (Friedrich Wilhelm Marpurg) – Helena Jank (UNICAMP)

Mediação: Rodrigo Hoffmann (CEP-EMB)

17h30 | Recital

Participações:

  • Mariana Ventura
  • Pedro Henrique Reis
  • Juliana Costa
  • Matheus de Sá Farias
  • Ladson Mattos

Repertório com obras de José Maurício Nunes Garcia, Thomas Arne, Johann Sebastian Bach, François Couperin, Domenico Scarlatti e o arranjo do Hino do Elefante de Olinda.

17 de junho (quarta-feira)

10h | Visita à Coleção de Obras Raras – 3

Obras apresentadas:

  • A Dictionary of Music and Musicians (George Grove) – Maria Alice Volpe (EM/UFRJ)
  • Dicionário Musical (Raphael Coelho Machado) – Clara Albuquerque (EM/UFRJ)
  • Os Músicos Portugueses (Joaquim de Vasconcelos) – Rodrigo Hoffmann (CEP-EMB)

Mediação: Ricardo Bessa (UFBA)

14h | Visita à Coleção de Obras Raras – 4

Obras apresentadas:

  • Methodo de Pianoforte (José Maurício Nunes Garcia) – Maria Aida Barroso (UFPE)
  • Compendio de Principios Elementares de Musica (Francisco Manoel da Silva) – Roberto Dutra (Conservatório Pernambucano de Música)
  • Methodo Pratico ou Estudos Complettos para o Contrabaixo (Lino Jozé Nunes) – Ricardo Bessa (UFBA)

Mediação: Clara Albuquerque (UFRJ)

17h30 | Recital

Participações:

  • Denes Clemente
  • Maria Eduarda Cruz
  • Patrícia Espinoza
  • Jeniffer Cristovão
  • Clara Mira

Repertório com obras de Henry Purcell, Carlos Seixas, Georg Philipp Telemann, Johann Sebastian Bach e José Maurício Nunes Garcia.

Serviço
📅 15 a 17/06 (segunda a quarta-feira) | A partir das 10h
🏛️ EM/UFRJ
📍 Rua do Passeio, 98 – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟️ Entrada franca

XXI Semana do Cravo reúne especialistas, estudantes e público em evento único no Brasil

Entre os dias 15 e 17 de setembro, a Escola de Música da UFRJ sediará a XXI Semana do Cravo. Coordenado pelo professor e cravista Marcelo Fagerlande conjuntamente com Mayra Pereira e Maria Aida Barroso, o encontro é o único do gênero no Brasil, tendo se consolidado como espaço de intercâmbio artístico e acadêmico, reunindo professores, alunos e instituições dedicadas ao estudo do instrumento.

Criada em 1995, a Semana nasceu quando Fagerlande iniciou sua trajetória docente na Escola de Música da UFRJ. “A primeira Semana do Cravo foi a reunião dos meus alunos. Logo percebi que era importante trazer também estudantes de outras instituições brasileiras. Assim surgiu esse fórum de cunho acadêmico e artístico, uma excelente maneira de valorizar o trabalho feito no país”, relembrou o professor em entrevista ao podcast Som do Passeio.

A abertura da edição de 2025, no dia 15/09, destaca o público infantojuvenil com a apresentação “Conhecendo o cravo”, conduzida pelas professoras Clara Albuquerque e Aline Silveira, seguida da conferência do compositor Tim Rescala sobre “A dramaturgia do programa Blim-blem-blom em seus 14 anos de existência”. Para Fagerlande, trata-se de uma valiosa oportunidade de iniciação: “Será uma chance de crianças e jovens ouvirem o cravo ao vivo — talvez pela primeira vez — e se interessarem pelo instrumento”.

Nos dias seguintes, mesas-redondas exploram temas ligados às pesquisas e à história do cravo no Brasil, reunindo nomes como Laura Rónai, Pedro Diniz, Raquel Aranha, Maria Aida Barroso, Mayra Pereira, Rodrigo Hoffmann, Cristiano Holtz, Cassiano Barros e Luciana Câmara, entre outros. A programação se completa com recitais de jovens cravistas de instituições como a UFJF, UFPE, EMESP, Conservatório de Tatuí, Escola de Música de Brasília, Instituto Gustavo Ritter (GO) e da própria UFRJ.

Além do aspecto artístico, a Semana do Cravo tem contribuído para o fortalecimento da bibliografia em português sobre o instrumento, com traduções de tratados históricos, métodos e a publicação de anais das edições anteriores. Todas as obras estão disponíveis para download gratuito no site do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ.

Para além da especialização, o encontro reafirma o papel do cravo na história musical brasileira e fortalece uma rede nacional de ensino e performance: “O intercâmbio cria uma verdadeira rede entre alunos e professores, com trocas que repercutem na formação e nas pesquisas. É um momento de congraçamento muito saudável”, conclui Fagerlande.

Ouça a entrevista completa:

Programação

📅 15 de setembro (segunda-feira)

14h – Conhecendo o cravo – Clara Albuquerque e Aline Silveira, UFRJ, com recital de alunos (crianças e jovens)

17h – A dramaturgia do programa Blim-blem-blom – Tim Rescala | Mediação: Marcelo Fagerlande

📅 16 de setembro (terça-feira)

10h – Mesa-redonda I – Iniciativas em torno da música barroca

14h – Mesa-redonda II – Perspectivas históricas do cravo no Brasil

17h – Recital

📅 17 de setembro (quarta-feira)

10h – Mesa-redonda III – Trabalhos acadêmicos sobre o cravo no Brasil

14h – Mesa-redonda IV – Recentes pesquisas musicológicas

17h – Recital

XXI Semana do Cravo
📅 15, 16 e 17 de setembro de 2025
🏛️ Escola de Música da UFRJ – Edifício Ventura Corporate Towers
📍 Av. República do Chile, 330 – 21º andar, Torre Leste – Centro, Rio de Janeiro/RJ
🎟 Entrada franca

Professor Marcelo Fagerlande comenta sobre a edição de vinte anos da Semana do Cravo

Tendo completado neste ano duas décadas de existência, a Semana do Cravo tem sido, desde 2004, um espaço único para o intercâmbio artístico e acadêmico no campo do cravo. Organizado pelo cravista e professor Marcelo Fagerlande, da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o evento reuniu, no mês de abril, professores e alunos de diversas instituições brasileiras que oferecem o ensino do instrumento.

Durante os dias 24, 25 e 26 de abril, a EM/UFRJ foi o epicentro das atividades, que incluíram mesas-redondas dedicadas ao ensino do cravo, recitais de jovens talentos, e o lançamento de um volume comemorativo contendo a tradução para o português do “Método de Baixo Contínuo ao Cravo”, de L. Bourmayan e J. Frisch. Esta obra, agora disponível gratuitamente em formato impresso e digital, representa um marco significativo para a comunidade cravística brasileira, graças aos esforços de uma equipe de renomados profissionais, incluindo Fagerlande, Mayra Pereira, Maria Aida Barroso, Luciana Camara, Daniele Barros e Ilma Lira.

Entre os destaques das discussões deste ano, estiveram temas relacionados ao ensino do cravo, incluindo debates sobre práticas pedagógicas e a integração do instrumento no contexto brasileiro. A professora Patricia Michelini Aguilar, coordenadora do Promus (Programa de Pós-graduação Profissional em Música da UFRJ), entrevistou o professor Marcelo Fagerlande para saber um pouco mais sobre a Semana do Cravo de 2024.

Confira:

Patricia Aguilar: Professor Fagerlande, a Semana do Cravo deste ano recebeu participantes de várias cidades do Brasil. Poderia nos falar um pouco sobre a diversidade de origens dos participantes?

Marcelo Fagerlande: Contamos com a participação de professores e alunos vindos, além do Rio, de São Paulo, Campinas, Tatuí (SP), Recife, Juiz de Fora, Belo Horizonte, Goiânia e Brasília. É uma amostra bastante significativa dos lugares no Brasil onde se ensina cravo no país.

Patricia Aguilar: Quanto às atividades realizadas durante a Semana do Cravo, poderia destacar algumas delas?

Marcelo Fagerlande: Nós tivemos o formato habitual das Semanas do Cravo, com mesas redondas com os professores e recitais com os alunos das respectivas instituições. Normalmente, as mesas estão relacionadas aos temas que os professores pesquisam. Mas nesta edição, com exceção de uma única mesa relacionada ao cravo e música barroca, em todas as outras mesas, nós tivemos interessantíssimas discussões sobre a prática do ensino de cravo, seja em universidades brasileiras ou nas instituições de ensino médio. Isso foi muito importante porque, na verdade, a Semana do Cravo é um congresso de cravistas. Trata-se do único fórum no Brasil no qual a gente se encontra e debate questões importantes para nós. E essa questão do ensino já tinha acontecido, embora de maneira mais tênue em anos anteriores. Assim, eu achei que, nos 20 anos da semana, era importante a gente parar, sentar e discutir, trocar informações sobre o que nos aflige, quais são as dificuldades que nós enfrentamos, quais são as soluções que, eventualmente, a gente encontra para solucionar os problemas ou não.

Tivemos retornos superinteressantes e mesmo emocionantes, não só de pessoas menos experientes, como de pessoas muito experientes, que mencionam o quanto foi importante a Semana do Cravo de 2024 para que sejam sugeridas novas mudanças, novas propostas para currículos. Isso aconteceu agora, recentemente, com a professora Helena Jank, da Unicamp. Mas não só com ela. Tenho ouvido de vários colegas o quanto essas discussões foram frutíferas.

Acho que podemos considerar que os nossos objetivos foram alcançados agora. É claro que tem muito trabalho pela frente sempre, porque a gente enfrenta problemas sérios, mas unidos, trocando ideias e discutindo, pensando nas soluções, a gente certamente acha um caminho melhor para o Cravo e para o seu ensino no Brasil.

Patricia Aguilar: Quais foram os destaques em relação às apresentações ocorridas no evento?

Marcelo Fagerlande: É muito bonito podermos observar uma diversidade muito grande entre os alunos. Contamos com a participação de alunos de todo tipo de origem, de todo tipo de bagagem. Não é à toa que escolhemos como arte para a divulgação da vigésima semana justamente um patchwork com a silhueta de um cravo. Isso mostra que o denominador comum entre nós é o cravo, mas a nossa bagagem é muito ampla e diferente entre cada um de nós, tanto professores quanto alunos. E isso ficou evidente nos recitais. O repertório de cravo é tão imenso, é tão grande, que a gente raramente tem repetição de uma mesma obra. Os programas, por exemplo, são propostos pelos próprios alunos. E seus professores enviam para a gente, através das inscrições. E em 99,9% das vezes, a gente não tem repetição de obra, o que é uma coisa bem interessante. Como eu disse, isso ilustra como o repertório de cravo é um repertório imenso. Eu gostaria também de destacar que a gente teve, dessa vez, uma participação muito especial do Camerata de Cordas da UFRJ, dirigida pelo nosso colega Fernando Pereira. É uma meninada super animada que, tocando bem, colaborou com a Michele, que é a nossa aluna, agora no mestrado (PROMUS). Foi apresentado um concerto de Bach para cravo e cordas. Foi muito bonito. Esse foi o encerramento da semana.

Em relação às dificuldades, e eu não estou falando de 2024, mas também me referindo aos 100 anos que a gente pesquisou durante o século XX, uma delas é que o cravo é sempre anunciado como uma novidade, como alguma coisa exótica. É incrível como mesmo em 2024, depois do trabalho de tanta gente no Brasil, divulgando, tocando e ensinando cravo, ele ainda seja um instrumento desconhecido. Isso é curioso já que, na verdade, ele é um instrumento que está presente na história da música pelo menos de 1600 a 1800. É difícil você falar de um grande compositor dessa época que não tenha escrito para cravo, ou que ele próprio não tenha sido cravista. E aí eu cito simplesmente Bach, Scarlatti, Handel, Couperin, Rameau, entre outros. É incrível como, mesmo hoje em dia, o instrumento desses compositores não só é desconhecido, como muitas vezes não é valorizado. Em função disso, a gente sempre precisa fazer esse trabalho de divulgação. Por outro lado, a visita, sobretudo de muitos alunos de fora do estado participando dos debates e das mesas contribui para que o instrumento fique cada vez mais conhecido, e consequentemente, cada vez sofra menos preconceito.

Patricia Aguilar: Por fim, o que o senhor destacaria como comentário geral sobre a Semana do Cravo deste ano?

Marcelo Fagerlande: Por fim, o comentário geral que eu gostaria de fazer é que, embora tenhamos recebido financiamento da Faperj este ano, o fato que possibilita a realização deste evento há 20 anos é a adesão de todos, dos professores e colegas de fora. E, se não fosse isso, a gente não teria um evento com tanto sucesso, posso dizer sem falsa modéstia, porque, desde o início, isso aconteceu, tendo a gente verbas pomposas ou verbas mais magras. Mas sempre houve adesão dos colegas de fora e, consequentemente, dos seus alunos. Então, isso é o que faz com que a semana persista e que seja um sucesso e que atraia tanta gente. A semana sempre atraiu gente e eu espero que continue atraindo. E eu sempre agradeço à Escola de Música, aos programas de pós-graduação, pelo apoio e aos colegas do Ventura. É uma união de esforços para que funcione.

Eu não podia deixar de mencionar também o lançamento do Método de Baixo Contínuo, de Frisch, como um motivo de comemoração para todos nós. Essa tradução do original francês para o português, com a publicação de vários exemplares impressos que foram distribuídos gratuitamente na Semana por conta de um patrocínio da Capes, representa uma conquista significativa. E ter disponibilizado o material para download gratuito nos sites dos programas de pós-graduação também é um motivo de muita felicidade. Trata-se de uma obra importante não só para quem faz cravo, baixo contínuo, mas para quem estuda música barroca de um modo geral e mesmo harmonia. É uma forma incrível de estudar harmonia ao teclado. Já tivemos muito retorno de pessoas que sempre tiveram interesse e que já estão agora baixando o material. Esperamos que isso continue e que seja uma ferramenta que auxilie bastante os interessados no assunto.