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Início Escola de Música na Imprensa II Simpósio Internacional de Musicologia da UFRJ
II Simpósio Internacional de Musicologia da UFRJ PDF Imprimir E-mail
Veículo: Terra Magazine   
Qui, 25 de Agosto de 2011

Matéria publicada no portal Terra Magazine, no dia 25 de agosto de 2011, sobre o II Simpósio Internacional de Musicologia da UFRJ.

 

II Simpósio Internacional de Musicologia da UFRJ

 

Paulo Costa Lima
Do Rio de Janeiro

 

Ana Liao/www.musica.ufrj.br/Divulgação
Mesa de abertura do evento.
A primeira escola de música do Brasil, a da UFRJ, dá o tom (ou se quiserem, a série, o sistema, o algoritmo, o espectro...) comemorando em grande estilo os seus 163 anos de existência, através da realização do II Simpósio Internacional de Musicologia, com a presença de representação acadêmica significativa do Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos.

 

Ao adotar como temática a tétrade "teoria, crítica e música na atualidade", trouxe para o centro do debate a interseção entre as teorias analíticas da música e as teorias da crítica cultural - ou seja, a fricção entre as explicações da estrutura da música versus as abordagens de seus possíveis significados - e ousou colocar em pauta o redimensionamento da própria identidade da disciplina, sempre buscando uma interlocução entre os estudos brasileiros e a musicologia internacional.

 

O trajeto temático das discussões foi denso e diversificado, e algumas ideias apresentadas durante as mesas temáticas ilustram isso:

 

1. A dança entre discursos críticos e musicologia contemporânea; os tempos são de proliferação de discursos;
- no caso brasileiro, p.e., o desafio de ultrapassar as bases de uma musicologia que atendia aos impulsos do modernismo nacionalista, o 'temor' da colonialidade teórica, buscando uma postura cosmopolita;
- ou o reconhecimento, pela musicologia, da vocação ontológica das vanguardas do século XX (para além do formalismo);
- ou ainda, a intertextualidade como horizonte de renovação discursiva;

 

2. A tensão entre discurso teórico e artístico
- surgiram aqui três relatos distintos em torno de uma mesma posição, a de que, afinal de contas, não existe ou deveria existir essa tensão, e que, portanto, teoria e prática fertilizam-se continuamente no campo do sonoro;

 

3. Propostas analíticas da música brasileira
- uma breve revisitação das relações e fricções entre três importantes 'manifestos' no campo da criação musical brasileira do século XX - Música Viva (1940-50), Música Nova (início dos 60), Grupo de Compositores da Bahia (1966);
- um estudo de similaridade entre conjuntos a partir da noção de classe de conjunto PCORD no campo da música brasileira;

 

4. A sonologia e os novos paradigmas em teoria
- o mundo intrigante e maravilhoso das sonoridades produzidas por animais em interação com a escuta humana mediada pelas nossas máquinas, p.e., os ritmos amétricos observados na comunicação animal, apontando, na verdade, para os limites do humano;
- o mergulho no trabalho de uma obra, o desafio de codificação de sua malha estrutural e discursiva;
- a técnica como meio, processo como fim, ou seja, a possibilidade de superar a noção de uma certa estabilidade da técnica projetada sobre a obra, em favor de uma nova flexibilidade, quase brincante, um jogo com as novas possibilidades.

 

5. Contribuições da pesquisa composicional à musicologia
- degustação de uma série de escritos oriundos de compositores no século XX, suas motivações e desdobramentos (Boulez, Hindemith, Babbitt, Kater e Ferraz);
- proposição e avaliação analítica de três modelos composicionais e suas interseções com a musicologia sistemática (aristoxênico, pitagórico, ptolomaico);
- pesquisa por uma semântica cognitiva, observando a proximidade entre a capacidade humana de produzir pensamento e o poder específico da música de gerar sentido; o papel do corpo na atividade cognitiva;

 

6. Seis Conferências atravessaram o tecido conceitual do Simpósio, reunindo pesquisadores da Yale, da Universidade do Texas, Universidad Autónoma de Madri, de Buenos Aires, UFPB e UFBA, mergulhando em temas como a trajetória de compositoras latino-americanas (e a questão do exílio), um mergulho no processo histórico de construção da idéia de formalismo em música, a fricção entre ideologias e utopias no discurso analítico contemporâneo (transdisciplinar com base hermenêutica), uma avaliação crítica das teorias de organização das alturas em Bartok, possibilidades e limites do aparato simbólico sonoro na afirmação de retóricas nacionalistas (o ano de 1950 na Argentina), e a indissociabilidade entre teoria e prática do compor na atualidade.

 

Houve ainda apresentação de inúmeras comunicações envolvendo o campo das relações entre performance, criação e estilo. E o evento foi encerrado por uma mesa voltada para uma discussão mais aberta sobre a música hoje, a perspectiva da crítica e da difusão. Em circuito paralelo uma série de concertos dedicados à música da segunda metade do século XX, mostrou a vitalidade da formação musical em progresso.

 

Esses eventos dão conta de uma visão madura sobre nosso cenário musical, e mostram a intenção produtiva de potencializar a interseção entre as tradições que sustentam a instituição com seus 163 anos de atuação e a necessidade de problematizar a atualidade, criando caminhos e ressignificações. Trata-se, dessa forma, de um momento auspicioso, onde percebe-se sinergia e multiplicação de esforços entre todos os níveis envolvidos - coordenação do Simpósio, Pós-graduação e Direção.

 

Parabéns a todos!

 

Paulo Costa Lima é compositor. Bacharel e Mestre (University of Illinois), Doutor (USP e UFBA). Professor de Composição e Análise - UFBA. Pesquisador-CNPq. Membro da Academia de Letras da Bahia. Apresentações de sua obra musical (em 2010) incluiram festivais no Brasil, China, Suécia, Estados Unidos e França.

Outras informações: www.paulocostalima.wordpress.com


Fale com Paulo Costa Lima: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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