Coral Infantil da UFRJ

Coral Infantil da UFRJ

Institucional >> Conjunto Estáveis

Desde 1989, celeiro de grandes talentos...

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Quisque dui orci, faucibus non, semper sed, pulvinar quis, purus. Class aptent…

More...
Violões da UFRJ

Violões da UFRJ

Institucional >> Conjunto Estáveis

Repertório dedicado ao violão brasieliro...

Formado em 2003 a partir…

More...
Biblioteca Alberto Nepomuceno

Biblioteca Alberto Nepomuceno

Institucional >> Biblioteca

Capítulo importante da música no País

A história da Biblioteca Alberto Nepomuceno é, com certeza, capítulo importante da própria história da música no Brasil. Francisco Manuel da…

More...
UFRJazz Ensemble

UFRJazz Ensemble

Institucional >> Conjunto Estáveis

Música instrumental brasileira, jazz contemporâneo e música de concerto...

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Quisque dui orci, faucibus non, semper sed, pulvinar quis, purus. Class aptent…

More...
Os Concertos Virtuais UFRJ estão no ar

Os Concertos Virtuais UFRJ estão no ar

Notícias >> Arquivo

Lançamento dia 13 de dezembro da experiência piloto...

Foto: Marco Fernandes/CoordCOM…

More...
Trio UFRJ

Trio UFRJ

Institucional >> Conjunto Estáveis

Grande abrangência de repertório e atuação...

Reconhecendo afinidades de concepções musicais e técnicas,…

More...
Frontpage Slideshow | Copyright © 2006-2010 JoomlaWorks, a business unit of Nuevvo Webware Ltd.
Início Escola de Música na Imprensa II Simpósio Internacional de Musicologia da UFRJ
II Simpósio Internacional de Musicologia da UFRJ PDF Imprimir E-mail
Veículo: Terra Magazine   
Qui, 25 de Agosto de 2011

Matéria publicada no portal Terra Magazine, no dia 25 de agosto de 2011, sobre o II Simpósio Internacional de Musicologia da UFRJ.

 

II Simpósio Internacional de Musicologia da UFRJ

 

Paulo Costa Lima
Do Rio de Janeiro

 

Ana Liao/www.musica.ufrj.br/Divulgação
Mesa de abertura do evento.
A primeira escola de música do Brasil, a da UFRJ, dá o tom (ou se quiserem, a série, o sistema, o algoritmo, o espectro...) comemorando em grande estilo os seus 163 anos de existência, através da realização do II Simpósio Internacional de Musicologia, com a presença de representação acadêmica significativa do Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos.

 

Ao adotar como temática a tétrade "teoria, crítica e música na atualidade", trouxe para o centro do debate a interseção entre as teorias analíticas da música e as teorias da crítica cultural - ou seja, a fricção entre as explicações da estrutura da música versus as abordagens de seus possíveis significados - e ousou colocar em pauta o redimensionamento da própria identidade da disciplina, sempre buscando uma interlocução entre os estudos brasileiros e a musicologia internacional.

 

O trajeto temático das discussões foi denso e diversificado, e algumas ideias apresentadas durante as mesas temáticas ilustram isso:

 

1. A dança entre discursos críticos e musicologia contemporânea; os tempos são de proliferação de discursos;
- no caso brasileiro, p.e., o desafio de ultrapassar as bases de uma musicologia que atendia aos impulsos do modernismo nacionalista, o 'temor' da colonialidade teórica, buscando uma postura cosmopolita;
- ou o reconhecimento, pela musicologia, da vocação ontológica das vanguardas do século XX (para além do formalismo);
- ou ainda, a intertextualidade como horizonte de renovação discursiva;

 

2. A tensão entre discurso teórico e artístico
- surgiram aqui três relatos distintos em torno de uma mesma posição, a de que, afinal de contas, não existe ou deveria existir essa tensão, e que, portanto, teoria e prática fertilizam-se continuamente no campo do sonoro;

 

3. Propostas analíticas da música brasileira
- uma breve revisitação das relações e fricções entre três importantes 'manifestos' no campo da criação musical brasileira do século XX - Música Viva (1940-50), Música Nova (início dos 60), Grupo de Compositores da Bahia (1966);
- um estudo de similaridade entre conjuntos a partir da noção de classe de conjunto PCORD no campo da música brasileira;

 

4. A sonologia e os novos paradigmas em teoria
- o mundo intrigante e maravilhoso das sonoridades produzidas por animais em interação com a escuta humana mediada pelas nossas máquinas, p.e., os ritmos amétricos observados na comunicação animal, apontando, na verdade, para os limites do humano;
- o mergulho no trabalho de uma obra, o desafio de codificação de sua malha estrutural e discursiva;
- a técnica como meio, processo como fim, ou seja, a possibilidade de superar a noção de uma certa estabilidade da técnica projetada sobre a obra, em favor de uma nova flexibilidade, quase brincante, um jogo com as novas possibilidades.

 

5. Contribuições da pesquisa composicional à musicologia
- degustação de uma série de escritos oriundos de compositores no século XX, suas motivações e desdobramentos (Boulez, Hindemith, Babbitt, Kater e Ferraz);
- proposição e avaliação analítica de três modelos composicionais e suas interseções com a musicologia sistemática (aristoxênico, pitagórico, ptolomaico);
- pesquisa por uma semântica cognitiva, observando a proximidade entre a capacidade humana de produzir pensamento e o poder específico da música de gerar sentido; o papel do corpo na atividade cognitiva;

 

6. Seis Conferências atravessaram o tecido conceitual do Simpósio, reunindo pesquisadores da Yale, da Universidade do Texas, Universidad Autónoma de Madri, de Buenos Aires, UFPB e UFBA, mergulhando em temas como a trajetória de compositoras latino-americanas (e a questão do exílio), um mergulho no processo histórico de construção da idéia de formalismo em música, a fricção entre ideologias e utopias no discurso analítico contemporâneo (transdisciplinar com base hermenêutica), uma avaliação crítica das teorias de organização das alturas em Bartok, possibilidades e limites do aparato simbólico sonoro na afirmação de retóricas nacionalistas (o ano de 1950 na Argentina), e a indissociabilidade entre teoria e prática do compor na atualidade.

 

Houve ainda apresentação de inúmeras comunicações envolvendo o campo das relações entre performance, criação e estilo. E o evento foi encerrado por uma mesa voltada para uma discussão mais aberta sobre a música hoje, a perspectiva da crítica e da difusão. Em circuito paralelo uma série de concertos dedicados à música da segunda metade do século XX, mostrou a vitalidade da formação musical em progresso.

 

Esses eventos dão conta de uma visão madura sobre nosso cenário musical, e mostram a intenção produtiva de potencializar a interseção entre as tradições que sustentam a instituição com seus 163 anos de atuação e a necessidade de problematizar a atualidade, criando caminhos e ressignificações. Trata-se, dessa forma, de um momento auspicioso, onde percebe-se sinergia e multiplicação de esforços entre todos os níveis envolvidos - coordenação do Simpósio, Pós-graduação e Direção.

 

Parabéns a todos!

 

Paulo Costa Lima é compositor. Bacharel e Mestre (University of Illinois), Doutor (USP e UFBA). Professor de Composição e Análise - UFBA. Pesquisador-CNPq. Membro da Academia de Letras da Bahia. Apresentações de sua obra musical (em 2010) incluiram festivais no Brasil, China, Suécia, Estados Unidos e França.

Outras informações: www.paulocostalima.wordpress.com


Fale com Paulo Costa Lima: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Compartilhe este artigo:

 
Banner
Produção artística Séries Temáticas Conjuntos estáveis Espaços culturais Biblioteca Museu Laboratórios Publicações e CDs EM na Imprensa Sites de Música Galeria de Imagens Registro Autoral

Powered by JoomlaGadgets

© 2010-2017 Escola de Música - UFRJ
Site desenvolvido pelo Setor de Comunicação da EM/UFRJ
TOPO