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Francisco Braga em Concertos UFRJ

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A obra de Francisco Braga, que faz parte da geração de compositores brasileiros nascidos na segunda metade do séc. XIX e esteticamente filiados ao romantismo, é a atração desta semana de Concertos UFRJ. Parceria da Escola de Música (EM) com a rádio Roquette Pinto, o programa conta com a produção e apresentação de André Cardoso, docente da EM, e vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, pela emissora, na sintonia 94,1 FM.

 

podcast

Ouça aqui o programa: 

Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!

Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.

 

Antônio Francisco Braga nasceu no Rio de Janeiro em 1868. Órfão de pai, a partir de 1876 foi aluno interno do Asilo dos Meninos Desvalidos, onde iniciou seus estudos musicais na clarineta e integrou a banda de música do educandário. Em 1883, Braga ingressou no Imperial Conservatório de Música. Ao terminar o curso foi nomeado, em 1887, professor do Asilo onde estudara.

 

Um grande impulso na sua carreira resultou da sua participação no Concurso para a escolha do que deveria ser o novo Hino Nacional Brasileiro, em 1890. O segundo lugar no concurso, que premiou o compositor Leopoldo Miguez, lhe valeu uma bolsa de estudos na Europa, onde se tornou aluno de Jules Massenet no Conservatório de Paris. De seu período de estudos na Europa são algumas de suas principais obras orquestrais, destacando-se os poemas sinfônicos "Paysage" e "Cauchemar", compostos entre 1892 e 1895.

 

Em Dresden e Bayreuth, na Alemanha, Francisco Braga travou contato com a música de Richard Wagner. Sob a influência do mestre alemão, iniciou a composição de sua ópera "Jupira" cuja história se passa no interior de Minas Gerais e trata do trágico amor da índia Jupyra por Carlito. Uma história de caráter nacional envolta em uma linguagem nitidamente wagneriana.

 

De volta ao Brasil, em 1902, foi nomeado professor de fuga, contraponto e composição do Instituto Nacional de Música, instituição de ensino musical que sucedeu ao Conservatório e, atualmente, é a Escola de Música da UFRJ. No instituto, se tornou um disputado docente, tendo sido mestre de muitos compositores da primeira geração de nacionalistas, com destaque para Lorenzo Fernandez. Ele próprio desenvolveu em algumas obras essa temática como nas Variações sobre um Tema Brasileiro e no Trio para violino, violoncelo e piano, onde utiliza no terceiro movimento um lundu. A obra é de 1937, período de plena maturidade do compositor.

 

Além de compositor, Braga foi um dos mais atuantes regentes de seu tempo, tendo sido maestro titular de três orquestras no Rio de Janeiro: a do Instituto Nacional de Música, a da Sociedade de Concertos Sinfônicos e a do Theatro Municipal.

 

Fundador do Sindicato dos Músicos, foi acolhido Patrono da Cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Música.  Em 1938, aposentou-se como professor do Instituto Nacional de Música.

 

Francisco Braga faleceu no Rio de Janeiro em 1945.

 

As edições do programa Concertos UFRJ podem ser acompanhadas on line ou por meio do podcast, audio sob demanda, da rádio Roquette Pinto. Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Peças do Programa

 

• Francisco Braga, Episódio Sinfônico, Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, sob regência de Benito Juarez.
• Francisco Braga, poema sinfônico "Cauchemar", com a Orquestra Sinfônica do Paraná e a regência do maestro Roberto Duarte.
• Francisco Braga, abertura da ópera Jupira, com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a regência de John Neschling.
• Francisco Braga, Trio para violino violoncelo e piano com o Trio Brasileiro, formado por Erich Lehninger no violino, Watson Clis no violoncelo e Gilberto Tinetti no piano.
• Francisco Braga, A Paz, cortejo para coro e orquestra, com o coro Brasil Ensemble da UFRJ dirigido por Maria José chevitarese, a Orquestra Sinfônica Nacional da UFF e a regência de Ligia Amadio.

Correspondência

Escola de Música da UFRJ
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