Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ)

Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ)

Institucional >> Conjunto Estáveis

Criada em 1924 é a mais antiga orquestra do Rio de Janeiro...

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Quisque dui orci, faucibus non, semper sed, pulvinar quis, purus. Class aptent…

More...
Brasil Ensemble - UFRJ

Brasil Ensemble - UFRJ

Institucional >> Conjunto Estáveis

Mais de uma década se apresentando em importantes salas de concertos...

Criado em outubro de 1999, o conjunto vocal Brasil…

More...
Orquestra Juvenil

Orquestra Juvenil

Institucional >> Conjunto Estáveis

Em funcionamento desde 1995...

A Orquestra Juvenil da UFRJ foi criada pelo maestro André…

More...
Série Talentos UFRJ

Série Talentos UFRJ

Institucional >> Séries Temáticas

Divulgando a pluralidade da produção artística da Escola de Música

Foi criada em…

More...
Coro Sinfônico da UFRJ

Coro Sinfônico da UFRJ

Institucional >> Conjunto Estáveis

Repertório dedicado às grandes obras corais sinfônicas de todos os tempos...

Coro Sinfônico da UFRJ é…

More...
Biblioteca Alberto Nepomuceno

Biblioteca Alberto Nepomuceno

Institucional >> Biblioteca

Capítulo importante da música no País

A história da Biblioteca Alberto Nepomuceno é, com certeza, capítulo importante da própria história da música no Brasil. Francisco Manuel da…

More...
Frontpage Slideshow | Copyright © 2006-2010 JoomlaWorks, a business unit of Nuevvo Webware Ltd.
Início Concertos UFRJ Temporada 2011 “Colombo”, de Carlos Gomes
“Colombo”, de Carlos Gomes PDF Imprimir E-mail
Última obra lírica de Carlos Gomes, “Colombo” apresenta as características estruturais de uma ópera, embora o compositor o tenha nomeado como “poema vocal-sinfônico”.
Escrito por SeTCOM   
Dom, 24 de Julho de 2011 21:00

“Colombo”, de Carlos Gomes (1836-1896), é a atração o último programa de julho de Concertos UFRJ. Nomeado um Poema Vocal-Sinfônico pelo autor, para atender às normas do concurso para o qual o trabalho foi escrito, a obra apresenta, porém, a estrutura e as características de uma ópera e tem sido, com alguma frequência, montada sob esta forma.

 

podcast

Ouça aqui o programa: 

Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!

Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.
 

Última obra lírica de Carlos Gomes, foi escrita para as comemorações do quarto centenário da viagem de Colombo. Um concurso selecionaria uma cantata a ser executada durante a “Exposição Universal de Chicago”, nos Estados Unidos, mas o compositor acabou não a enviando. Ofereceu-a, porém, ao comitê organizador das Festas Colombianas da cidade de Gênova que, entretanto, preferiu uma peça de Alberto Franchetti.

 

A estreia mundial ocorreu em 12 de outubro de 1892, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, tendo sido recebida com frieza. Foi Villa-Lobos (1887-1959), atento às características dramáticas da partitura, o primeiro encená-la como ópera, em 1936, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Na verdade, a segunda audição da peça, que não havia sido novamente executada.

 

O libreto de “Colombo” é atribuído a certo Albino Falanca, que seria o pseudônimo do escritor e político Aníbal Falcão (1859-1900), a quem Carlos Gomes encomendou o argumento da obra. Essa não é, porém, a única hipótese. O musicólogo Luiz Heitor Corrêa de Azevedo, por exemplo, afirma que o texto é de Angelo Zanardini, que havia colaborado anteriormente com o compositor. Por fim, há a possibilidade de a autoria ser do próprio Gomes.

 

Uma curiosidade, em carta a Escragnole Dória, datada de seis de junho de 1892, o compositor fala com humor da obra, apesar das dificuldades por que passava: “Já sabes que não era possível deixar passar este centenário colombiano sem dar sinal de vida. O tal ‘nhô-Colombo’ andou em 1492 agarrando macacos pelo mato e metendo medo na gente. Eu, porém, que sou meio ‘home’, meio ‘macaco velho’, acabo de me vingar dele, pois agarrei no tal ‘nhô-Colombo’ e botei-o em música, desde o Dó mais grave até a nota mais aguda da rua da amargura. Estou vingado, arre diabo...!”.

 

A versão veiculada traz, nos papéis principais, Inácio De Nonno (barítono), como Colombo, Carol McDavit (soprano), como Isabel de Castela, Fernando Portari (tenor), como Fernando de Aragão, e Maurício Luz (baixo), como Frade. Coro e Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ (OSUFRJ), estão sob a regência de Ernani Aguiar. A gravação, pelo Selo Fonográfico UFRJ/Música, é 1998 e ganhou no mesmo ano o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), como “Melhor CD”, e o SHARP de 1999, como “Melhor CD, Categoria Erudito”.

 

O programa radiofônico Concertos UFRJ é resultado de uma parceria da Escola de Música (EM) com a rádio Roquette Pinto. A série conta com a produção e apresentação de André Cardoso, docente da EM e regente titular da Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ), e vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, pela Roquette Pinto, na sintonia 94,1 FM.  Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

 


Colombo


Poema Vocal-Sinfônico

 

Antônio Carlos Gomes, música.

Albino Falanca, libreto.


colombo250

Personagens

 

Colombo, descobridor Genovês, barítono.

Isabel de Castela, rainha de Espanha, soprano.

Fernando de Aragão, rei de Espanha, tenor.

Frade, baixo.

 

Coro e Orquestra


 

Parte I

 

Próximo ao Convento de La Rabiba. Noite fria e escura. O vento sopra a intervalos. O mar murmura ao longe. Canto longínquo de pescadores. Coros internos no Convento.

 

Em uma noite fria e escura Colombo procura o caminho para o convento onde espera encontrar consolo para a decepção de não realizar o sonho de descobrir novas terras. Ao longe um coro altivo de pescadores, que não temem sair ao mar com o mau tempo, contrasta com o desânimo de Colombo. Em momento de desespero pede que o mar seja seu túmulo definitivo. Ouve então uma “Ave Maris Stella” e o som do órgão do convento que o acalmam. Pede por fim que a “divina fé” o sustente nesse momento difícil e bate à porta do convento. Atende um frade que lhe pergunta o que quer, a quem Colombo diz que deseja “luta, perigo e glória” e sonha descobrir um novo mundo além do Atlântico. O diálogo prossegue e Colombo lhe confessa que sua vontade de partir em busca de novas terras se deve a uma decepção amorosa. Canta a ária “Era um tramonto d’oro” que diz que seu amor “parecia a primeira flor desabrochada nos jardins do Senhor”. Mas que “aquele sonho de amor tornou-se uma ilusão”, pois ao voltar de uma viagem não mais a encontrou. O Frade aconselha-o a refugiar-se no convento, mas Colombo recusa e pede que o leve à Corte para expor aos Reis suas ideias. O frade concorda, porém alerta que Colombo poderá encontra a morte. Empolgado responde que encontrará a vitória. No interior do convento é entoado um “Te Deum”.

 

Parte II


No Palácio Real

 

Na Corte, o povo celebra a vitória contra os Mouros. Mães e esposas dos soldados festejam o fim da guerra. O Rei Fernando conclama todos para que peguem em armas toda vez que for necessário para a glória da Espanha e libertação das Terras Sagradas. Isabel, louvando a coragem e beleza do marido, inicia o dueto romântico que, após réplica de Fernando, termina com Isabel pedindo que ele acredite no instinto da mulher que o ama, pois assim vencerá. Entram Colombo e o Frade que pede a rainha que “ouça a voz de um profeta”. Colombo começa a descrever seu sonho de um “mundo sublime e ignorado” perante um Rei descrente e o povo que exclama ser tal a “visão de um louco” uma “aberração”. Isabel, impressionada com as palavras de Colombo, afirma que ele é um profeta enviado do céu. Fernando, por sua vez, não está convencido, diz que não pode ceder a tal tentação e que Colombo delira. A multidão está dividida e diante do impasse e dúvida de Fernando, Isabel pede que confie em Colombo, a quem finalmente o Rei decide fornecer marujos e navios. Entusiasmados, todos proclamam a glória do soberano.

 

Parte III

 

Em alto mar.

 

A bordo da caravela Santa Maria, Colombo e a tripulação estão em plena calmaria. Um pequeno interlúdio orquestral descreve o ambiente inerte. Os marinheiros já estão descrentes do sucesso da viagem. Subitamente o tempo muda, o mar se agita e começa a tempestade. A tripulação se desespera acreditando ser a “ira do céu” e que Colombo os levará à morte. Clamam para que conduza o navio em direção norte. Colombo se nega afirmando que não terão a salvação se forem em tal direção e pede que não tenham medo e confiem nele, suplicando a clemência de Deus. A tempestade vai se abrandando e volta a calmaria. Os marinheiros tornam a ter esperanças. Ao longe, ouve-se um tiro de canhão e uma voz grita “Terra!”. Surpresos, todos a bordo agradecem a Deus: “Hosana! Salve! Glória ao Senhor!”.

 

Parte IV

 

Na Ilha

 

Os índios executam suas danças. O clima de suspense é criado pelos instrumentos graves descrevendo o desembarque dos espanhóis e as desconfianças dos nativos. É executada a “Dança Espanhola”, um solo de trompete em ritmo de “habanera”. Termina com a volta da “Dança Indígena”.

 

Na Baía de Barcelona

 

Nova cena, na Baía de Barcelona, descreve o retorno de Colombo, sendo recebido pelo povo ao som de sinos e fanfarras.

 

No Palácio Real

 

Na Corte, Isabel recebe Colombo saudando a vitória do reino de Castela. Este, por sua vez, se diz cumpridor da promessa feita e mostra um cortejo de índios. Ouve-se novamente um trecho da “Dança Indígena”. Fernando saúda-o como “imortal conquistador”. Isabela inicia o “Hino ao Novo Mundo” e todos exclamam: “Salve, ó Terra Ocidental. Primogênita serás de uma nova humanidade

Compartilhe este artigo:

Última atualização em Seg, 14 de Maio de 2012 19:13
 
Banner
Produção artística Séries Temáticas Conjuntos estáveis Espaços culturais Biblioteca Museu Laboratórios Publicações e CDs EM na Imprensa Sites de Música Galeria de Imagens Registro Autoral

Powered by JoomlaGadgets

© 2010-2017 Escola de Música - UFRJ
Site desenvolvido pelo Setor de Comunicação da EM/UFRJ
TOPO