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“Il campanello di notte”, de Donizetti

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Ouça aqui o programa: 

Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!

Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.

“Il campanello di notte”, ou “A campainha da noite”, divertidíssima ópera em um ato de Gaetano Donizetti, é o destaque da edição de Concertos UFRJ veiculada no dia 27 de junho.  Produzido pela Escola de Música em parceria com a rádio Roquette Pinto, o programa de uma hora de duração é apresentado por André Cardoso, docente da Escola de Música (EM) e regente titular da Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ), e vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94,1 FM.

 

Curiosamente “Il campanello di notte” foi escrito em um período particularmente doloroso na vida de Donizetti. Acabara de perder a mãe e o pai, a esposa dera à luz uma criança natimorta, e, para agravar as circunstâncias, o cólera assolava Nápoles, cidade em que residia. O libretto é do próprio compositor e se baseia em um vaudeville francê intitulado “La Sonnette de nuit”, de autoria de Leon Levy Brunswick e Mathieu Barthélemy.

 

A ópera estreou no Teatro Nuovo em 1º de junho, quando da reabertura das casas de espetáculos fechadas por causa da epidemia e alcançou logo um imenso triunfo, o que obrigou o compositor a escrever, às pressas, outra farsa em um ato, intitulada “Betly”. No ano seguinte, por ocasião da reprise da peça no Teatro del Fondo, também em Nápoles, Donizetti transformou os diálogos em recitativos e abandonou o dialeto local em que - de acordo com as convenções em vigor - se expressava Don Annibale.

 

Essas mudanças visaram atingir um público mais amplo e, na verdade, a ópera fez notável carreira em vários países antes de desaparecer do repertório, no final do século XIX. Seu eclipse foi, porém, menor do que outras obras do compositor e, felizmente, desde que foi redescoberta na década de 1950,  vem sendo encenada com frequência.

 

O enredo é simples, como, aliás, sugere este tipo de espetáculo. Enrico, fanfarrão e boêmio, é apaixonado por Serafina, mas esta se casa com Don Annibale, o boticário. A farmácia funciona na própria residência de Don Annibale, que, por lei, é obrigado a atender a todos que procuram seus serviços a qualquer hora do dia ou da noite. Don Annibale sairá de viagem, para Roma, no dia seguinte às núpcias. Sabendo disso, Enrico passará toda a noite tentando evitar que o casamento se consuma.

 

Domenico Gaetano Maria Donizetti nasceu em Bérgamo, em 29 de Novembro de 1797, e foi um dos mais fecundos compositores italianos de ópera do período do romântico, tendo escrito mais de setenta delas. Apesar de oriundo de uma família pobre e sem tradições no mundo da música, logo se destacou pelo talento. Donizetti iniciou os seus estudos com Simon Mayr em Bérgamo e, em seguida com Mattei em Bolonha. Suas primeiras obras são religiosas e escritas num estilo restrito. Em 1814 regressa a Bergamo ficando responsável pela música na Igreja de Santa Maria Maggiore. Em 1818 é representada sua primeira ópera, “Enrico di Borgogna”, em Veneza. O sucesso veio, dez anos mais tarde, com “Esule di Roma”, estreada em 1828 em Nápoles. Embora mais conhecido por suas peças dramáticas, deixou uma produção significativa em gêneros como quartetos de cordas e peças orquestrais. Faleceu em 1848, aos 50 anos.

 

A gravação de “Il campanello di notte” traz Agnes Baltza, Enzo Dara, Angelo Romero, Carlo Gaifa e Biancamaria Casoni como solistas e a orquestra Sinfônica de Viena, sob a regência de Gary Bertini.

As edições do programa Concertos UFRJ podem ser acompanhadas on line ou por meio do podcast (áudio sob demanda) da Roquette Pinto (FM 94,1). Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Sinopse de Il campanello di notte

 

Gaetano Donizetti, múisca e libreto

IlCampanello

Personagens

 

Serafina, jovem noiva, soprano.

Don Annibale di Pistacchio, um boticário, seu marido, baixo.

Spiridione, empregado de Don Annibale, tenor.

Madama Rosa, tia da Serafina, mezzo-soprano.

Enrico, primo de Serafina, barítono.

 

A ação se se passa em Foria, um subúrbio de Nápoles.

 

Ato único

 

Don Annibale Pistachio, um idoso boticário, inventor de pílulas contra a tosse e a asma, está radiante, pois conseguiu se casar com a jovem e bela Serafina. Durante a festa de casamento, Enrico um rapaz fanfarrão e boêmio, primo de Serafina, planeja atrapalhar a noite de núpcias do casal por ter sido preterido.

 

Para colocar seu plano em prática faz um trato com um empregado do velho boticário, o senhor Spiridione. Começam tentando adiar ao máximo o término da festa, oferecendo vinho a todos além de propor brindes e danças. Don Annibale, por sua vez, deseja encerrá-la para ficar a sós com a esposa. É que no dia seguinte seguirá em viagem para Roma, onde permanecerá por um mês.

 

Enrico adota então outra estratégia. Por lei todo paciente deve ser atendido pessoalmente pelo boticário durante a noite, bastando para tal tocar sua campainha. Durante a madrugada, Enrico se faz passar por diferentes “clientes” do velho boticário. Sendo assim, batem a porta, sucessivamente, um francês afeminado e resfriado, um cantor de ópera rouco e um marido preocupado com sua mulher cega e paralítica.

 

Enrico faz soar a campainha (Il Campanello) de Don Annibale durante toda a madrugada, o que impede o velho farmacêutico consumar seu casamento.

 

Ao amanhecer, Enrico aparece, agora sem disfarces, mas para lembrar ao boticário que o coche está a sua espera. Don Annibale, sem alternativas, se vê obrigado a se despedir da esposa, enquanto Enrico promete substituí-lo em sua ausência.

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