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Início Escola de Música na Imprensa Profissão: músico clássico
Profissão: músico clássico PDF Imprimir E-mail
Veículo: Valor Econômico   
Qui, 28 de Abril de 2011

Matéria publicada no Valor Econômico, SP,  29 de abril de 2011, editoria Fim de Semana, sobre a crise na OSB e a situação dos músicos no Brasil, que ouve professore da Escola de Música com fonte.


 

ovalor-2011-04-29

 

Sinfonia inacabada


Crise na OSB traz à tona a situação dos músicos eruditos no Brasil


Chamada de capa


Reportagem de capa. As vibrações dissonantes da OSB chamam a atenção para uma categoria que soma mais de 4 mil instrumentistas profissionais em atuação. Textos de Janes Rocha Cláudia Barcellos e João Marcos Coelho. Concepção visual da capa de Beto Nejme. Pág.18.

 

REPORTAGEM DE CAPA


As vibrações dissonantes da OSB chamam a atenção para uma categoria discreta, que soma mais de 4 mil instrumentistas profissionais em atuação. Por Janes Rocha, do Rio, Cláudia Barcellos, para o Valor, de São Paulo.


Profissão: músico clássico


Havia algum tempo a música erudita não emplacava um hit no Brasil. O cenário mudou desde que Roberto Minczuk, diretor-artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), uma das mais tradicionais do país, convocou seus músicos para avaliações de desempenho e apenas 35 deles compareceram. Após dois meses de uma crise sem precedentes, a fundação mantenedora da Sinfônica Brasileira pôs um ponto final no impasse: na terça-feira demitiu por justa causa 37 de seus 82 integrantes (leia mais ao lado). Foram vibrações dissonantes que ecoaram para além do circuito restrito da música clássica, tiveram repercussão internacional e chamaram a atenção para uma categoria relativamente discreta, que soma, no entanto, mais de 4 mil instrumentistas clássicos profissionais em atuação no Brasil.

As estimativas são do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (Sind Musi). Já o anuário "Viva Música! 2010", um dos mais consistentes do país, revela a existência de pelo menos 180 grupos orquestrais no Brasil, que pertencem a várias categorias entre orquestras sinfônicas e filarmônicas, de câmara e de cordas, cameratas, orquestras jovens, de festivais e bandas sinfônicas.

Se comparado a países com tradição de qualidade e investimento infinitamente superiores como Alemanha e França, que têm pelo menos o dobro, e Estados Unidos, que contam com mais de 200 sinfônicas, os números são modestos. Nos países desenvolvidos, no entanto, a harmonia cedeu lugar a ruídos cada vez mais altos e estridentes. O debate é sobre a penúria das orquestras, em razão do corte orçamentário dos Estados e das empresas motivado pela crise fumaceira. A Orquestra da Filadélfia e a Syracuse Sinfônica, ambas americanas, decretaram falência recentemente.

 

Aqui a realidade apresenta sonoridades novas, que parecem dar um pequeno salto numa história marcada por problemas, já clássicos, de falta de infraestrutura. Alguns Estados brasileiros investem em suas orquestras, com destaque para Bahia e Minas. Com um pouco mais de caixa, os músicos ganham salários melhores e há uma certa profissionalização das novas gerações. "No Brasil, diferentemente dos outros lugares, como Europa ou EUA, a música erudita está em crescimento e valorização”, diz a violinista búlgara Irina Kodin, que há dez anos trabalha na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).


Apesar da crise na OSB, músicos que integraram a orquestra admitem uma mudança de nível da profissão. "Melhorou muito a imagem do músico erudito no Brasil. Antes ele era um diletante, fazia música porque gostava, mas vivia de outra coisa. Hoje os jovens têm interesse em exercer a profissão”, reconhece o violinista Luzer Machtyngier, com 23 anos de carreira na OSB e um dos demitidos por ter se recusado a fazer a avaliação. Para o trompista Antonio Augusto, também demitido da OSB, na qual trabalhou por mais de 20 anos, não há dúvida de que a música clássica no Brasil está em processo de crescimento. "Mas temos que conseguir cada vez mais politizar e conscientizar os músicos para uma real compreensão de sua função social como artistas, trabalhadores e cidadãos", diz Augusto, professor na Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ).


Além de orquestras, o mercado se expande em outros campos e há trabalho também em grupos de câmara que se disseminam no país. "A música erudita no Brasil hoje vai melhor do que a popular", afirma o maestro Julio Medaglia. "Existem muitos projetos de ensino para crianças e a formação de orquestras nas cidades. O que nos falta, infelizmente, são professores. Temos que trazer muitos do exterior", pondera o ex-regente da Manaus Filarmônica para o Teatro Amazonas, de Manaus.

 

Flavio Silva, coordenador de música clássica da Fundação Nacional das Artes (Funarte), credita a movimentação atual ao aumento do interesse do público, o que, por sua vez, tem a ver com o "desenvolvimento da vida cultural", em parte refletindo a expansão econômica. Silva atribui a onda de profissionalização e investimentos nas orquestras ao exemplo bem-sucedido da Osesp, que há cinco anos passou por reorganização baseada em novos padrões de gestão. Neste ano, a orquestra paulista conta com verba de RS 43 milhões do governo do Estado de São Paulo, o que representa cerca de 60%do custo anual. O restante vem de incentivos fiscais, bilheteria e assinaturas, entre outras fontes. Mesmo com muito menos recursos, o modelo da Osesp foi seguido pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais (OFMG), criada em 2008 -até então o Estado tinha uma sinfônica que integrava equipamentos da estatal Fundação Clóvis Salgado. Com 85 músicos, a OFMG tem orçamento de R$ 16 milhões, com pouco mais de 10% captados por incentivo fiscal.

 

"As orquestras estão aumentando seus salários. Acho que a renovação representada pela Osesp e pela OSB são bons exemplos de come podemos ter bons caminhos econômicos" afirma Carlos Prazeres, maestro titular da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), que conta com 65 músicos (leia mais na pág. 22). Para a violista Deborah Cheyne, presidente do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado de Rio de Janeiro (Sind Musi), a relação com a economia é mais direta e a cultura estaria respondendo positivamente a políticas públicas adotadas nos últimos oito anos. "As empresas estão mais ricas, estão investindo mais, as orquestras estão crescendo e novas estão surgindo como a Filarmônica de Belo Horizonte" diz Deborah, também demitida da Fosb.

 

Uma novidade bem-vinda no mundo da música erudita brasileira é que, apesar dos altos e baixos, já há músicos que conseguem vi ver de seu trabalho, como Prazeres, o violinista Rudá Alves, o contrabaixista Walter Schinki e o violoncelista Fabrício Rodrigues, ouvidos pela reportagem do Valor.

 

A orquestra baiana, por exemplo, oferece salários entre RS 4 mil e R$ 5 mil. A Orquestra Petrobras Sinfônica, do Rio, remunera seus músicos entre RS 4 mil e R$ 12 mil mensais Mas as melhores propostas da categoria são a5 das orquestras mais conceituadas. Na Osesp os salários variam entre R$ 8,6 mil e R$ 18 mil A OSB divulga que, a partir de junho, seus músicos receberão entre R$ 9 mil e R$ 11 mil hoje, os salários variam de R$ 6 mil a RS 8 mil. 

 

Ensaio de orquestra

 

Após dois meses de negociações entre músicos e a direção da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB),a disputa parece estar longe do fim. Os músicos prometem não dar trégua à direção da orquestra, que anunciou o fim das negociações e a demissão por justa causa dos 37 profissionais que se recusaram a se submeter à avaliação de desempenho proposta pela fundação mantenedora da orquestra, a Fosb. Além de ação no Ministério Público o Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro (Sind Musi) organiza manifesto neste sábado, na sede da Escola de Música da UFRJ, tendo à frente a pianista Cristina Ortiz. Ela se solidarizou com os demitidos e se recusou a participar de apresentação da OSB. No domingo o grupo de metais dos demitidos faz protesto na tradicional Festa do Trabalhador, promovida pelas centrais sindicais, afirma a violista Deborah Cheyne, presidente do Sind Musi.

 

Em comunicado, a direção da Fosb lamentou o resultado. "A Fosb sempre acreditou em um desfecho positivo e se empenhou ao máximo para atender às solicitações do grupo de músicos, mas infelizmente ano houve acordo."

 

O motivo da discórdia é o desentendimento entre músicos e a direção da orquestra, em especial Roberto Minczuk, que propôs métodos de avaliação dos músicos. Por ser fundação privada de direito público, a contratação de pessoal exige passarem concurso e por um período probatório. "Faz sentido buscar nível de excelência entre os músicos e somos os primeiros a reconhecer, mas a avaliação que está sendo proposta não vai auferir o nível de fato", diz Deborah, afastada do grupo titular da orquestra porque se recusou a passar pela avaliação. Para ela, essa avaliação é ilegal, pois repete testes que os músicos já haviam feito no concurso de admissão. (JR)

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