170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

Choro em concerto

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Ouça aqui o programa: 

Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!

Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.
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{magnify}images/stories/noticias/portinarichoro1000.jpg|Chorinho (1942), Portinari{/magnify}Chorinho (1942), Portinari

O choro é tema da décima-primeira edição de Concertos UFRJ, programa que vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, numa parceria da Escola de Música (EM) da UFRJ com a Rádio Roquette Pinto (FM 94,1). Considerado a primeira manifestação musical urbana tipicamente brasileira, acabou influenciando compositores dedicados ao campo da música de concerto que fizeram uso de procedimentos característicos do gênero em composições sinfônicas e de câmara.

 

Os primeiros conjuntos de choro surgiram nas últimas décadas do séc. XIX no Rio de Janeiro, antiga capital do Brasil, nas biroscas do bairro Cidade Nova e nos quintais dos subúrbios cariocas. Era então visto como uma forma própria, digamos, “abrasileirada”, de executar ritmos estrangeiros populares àquela época, como o xote, a valsa e principalmente a polca; além, claro, dos batuques e lundus.

 

O nome pelo qual acabou conhecido deve-se ao caráter plangente da música que esses pequenos conjuntos faziam. Entretanto, apesar da denominação, o ritmo é em geral agitado e alegre, caracterizado pelo virtuosismo e improviso dos instrumentistas.

 

Heitor Villa-Lobos (1887–1959) será o primeiro compositor brasileiro a chamar atenção para o gênero que, desde jovem, o atraia de uma forma muito especial. Fascínio que o levou a frequentar os círculos dos “chorões” escondido dos pais, que consideravam aquele ambiente marginal.  Entre 1920 e 1929, como consequência desse envolvimento, compôs uma série de quatorze peças que denominou "Choros", na qual utilizou as mais diversas formações, desde o violão solo até a grande orquestra sinfônica.

 

Nasce aí uma nova forma musical, em que aquela expressão urbana se funde às modernas técnicas de composição e às diversas tradições de origem popular. “Os Choros – afirma - representam uma nova forma de composição musical na qual são sintetizadas as diferentes modalidades da música brasileira indígena e popular, tendo por elementos principais o ritmo e qualquer melodia típica de caráter popular que aparece, vez por outra, acidentalmente, sempre transformada segundo a personalidade do autor. Os processos harmônicos são, igualmente, uma estilização completa do original [...]”.

 

Depois dessas experiências, não haverá praticamente nenhum compositor brasileiro dedicado à música de concerto, independente de concepções estéticas e de pressupostos musicais, que não se deixará seduzir pelo gênero a ponto de incorporá-lo em suas obras. A edição de Concertos UFRJ mostra um pouco dessa apropriação criativa. O programa destaca, além do próprio Villa-Lobos, Francisco Mignone (1987–1986), Camargo Guarnieri (1907–1993), Radamés Gnattali (1906–1988), Edino Krieger (1928) e Cláudio Santoro (1919–1989).

 

O programa Concertos UFRJ é apresentado por André Cardoso, regente e diretor da EM, e suas edições podem ser acompanhadas on line ou através do podcast (áudio sob demanda) da Roquette Pinto (FM 94,1). Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Programação de Outubro

 

 

Programa 10 – Dia 4 de outubro – Violão na UFRJ: 30 anos

 

Traremos o violão novamente como personagem principal de nosso programa em razão do aniversário de 30 anos do curso da UFRJ, que foi fundado em 1980 pelo professor Turíbio Santos. Para comemorar a data a Escola de Música organizou um grande evento que ocupará durante toda a semana as salas de concertos da Escola com inúmeros convidados brasileiros e estrangeiros e que são considerados alguns dos maiores violonistas da atualidade.

 

• Fábio Zanon – Allegro da Sonata em Lá menor BWV 1003 de Bach.
• Fábio Zanon – Choros no. 1 de Villa-Lobos.
• Carlos Perez – Gueya de Julio Sagreras.
• Carlos Perez – Estilos Criollos nos. 1 e 2 de Julio Sagreras.
• Pablo Marquez – Duas canções tradicionais argentinas: El Mimao e Zamba.
• Gerard Abiton – Fiesta da Sonatina Meridional de Manuel Ponce.
• Gerard Abiton – Zapateado das Três peças Espanholas de Joaquim Rodrigo.
• Turíbio Santos – Concerto de Aranjuez de Joaquim Rodrigo com a Orquestra da Ópera de Montecarlo e a regência de Cláudio Scimone.

 

Programa 11 – Dia 11 de outubro – Choro em concerto.

 

Será abordado o choro, mas não o tradicional, aquele que é reconhecido como uma das mais representativas manifestações musicais da cultura carioca. Serão apresentadas obras nas quais diferentes compositores brasileiros utilizaram os procedimentos característicos do choro em suas composições de câmara e sinfônicas.

 

• Heitor Villa-Lobos – Choros no. 3 "Pica-Pau" com o Coro da OSESP, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a regência de John Neschling.
• Francisco Mignone – Valsa-Choro no. 5 para piano com Francisco Mignone ao piano.
• Camargo Guarnieri – Choro para piano e orquestra com o pianista Caio Pagano como solista da Orquestra Sinfônica Nacional Tcheca e a regência de Paul Freenan.
• Radamés Gnattali – Último movimento (choro) da Brasiliana no. 13 para violão solo com o violonista Vitor Gaberlotto.
• Heitor Villa-Lobos – Choros no. 5 "Alma Brasileira" com a pianista Cristina Ortiz.
• Edino Krieger – Choro para flauta e cordas com o flautista Luis Fernando Sieciechowicz e da Orquestra de Câmara Villa-Lobos.
• Cláudio Santoro – Choro para saxofone e orquestra com Vinícius Macedo (saxofone), acompanhado pela Orquestra Sinfônica da UFRJ e a regência de Helder Trefzger em gravação realizada em concerto no Festival Villa-Lobos em 23 de novembro de 2009 na Sala Cecília Meireles.

 

Programa 12 – Dia 18 de outubro – Bicentenário de Robert Schumann

 

Uma homenagem ao bicentenário de nascimento do compositor Robert Schumann, que assim como Chopin é comemorado em todo o mundo em 2010 com execuções de suas obras mais importantes, e considerado o compositor que melhor representa o romantismo alemão.

 

• Canção Widmung (Dedicação) op. 25 no. 1 sobre texto do poeta Friedrich Rückert com o barítono Bryn Terfel e Malcolm Martineau ao piano.
• "Marcha dos Davidsbündler contra os Filisteus", último número do "Carnaval" op. 9 de Robert Schumann com a pianista Guiomar Novaes.
• Träumerei das "Cenas Infantis" com o pianista Heitor Alimonda.
• Quatro canções de "Frauenliebe und leben" (O amor e a vida de uma mulher), com texto do poeta Adelbert Von Chamisso na interpretação do soprano Anne Sofie Von Otter, tendo ao piano Bengt Forsberg.
• Adágio e Allegro op. 70 para violoncelo e piano com o violoncelista David Finckel e a pianista Wu Han.
• Primeiro movimento da Sinfonia no. 3 "Renana" na versão do maestro Günter Wand e da Orquestra Sinfônica da Rádio do Norte Alemão.
• Primeiro movimento do Concerto para piano em lá menor op. 54 com o pianista Murray Perahia, a Orquestra Filarmônica de Berlim e a regência de Claudio Abbado.

 

Programa 13 – Dia 25 de outubro – Homenagem a Ernani Aguiar

 

Um dos mais importantes compositores brasileiros da atualidade, o maestro Ernani Aguiar completa 60 anos em plena atividade. Estudou composição com o maestro César Guerra-Peixe e violino com Paulina D'Ambrosio. Estudou também no Conservatório Cherubini, na cidade de Florença, na Itália. É atualmente professor de regência e prática de orquestra da Escola de Música da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Música.

 

• Terceiro movimento da Sonatina para piano no. 1 com a pianista Ruth Serrão.
• "Tempo de frevo" das Meloritmias no. 4 para violino solo com a violinista Ludmila Vinecka.
• "Música a três" para duas clarinetas e fagote com o trio formado pelos clarinetistas José Botelho e José de Freitas e o fagotista Aloysio Fagerlande.
• Quatro Momentos no. 2 para cordas com a Orquestra de Câmara do Sesi Minas.
• "Instantes" no. 2 para cordas com a Orquestra de Câmara do Sesi Minas.
• Primeiro movimento do Concertino para flautim e cordas com a Orquestra de Câmara de Moscou, Raffaele Trevisani na flauta e a regência de Roberto Duarte.
• Salmo 150 para coro com o Madrigal de Brasília e a regência de Emílio de César.
• Cantata de Natal – Coros "Tolite portas" e "Laetentur caeli" com o Coral dos Canarinhos de Petrópolis, a Orquestra Sinfônica da UFRJ e a regência de Marco Aurélio Lischt.
• Sinfonietta Prima com a Orquestra Petrobras Pró-Música e a regência de Armando Prazeres.

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