170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

Orquestras Brasileiras em “Concertos UFRJ”

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Ouça aqui o programa: 

Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!

Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.

As orquestras modernas são o resultado de uma longa trajetória que remonta ao séc. XVI, quando a música instrumental começou a ser valorizada como expressão estética autônoma. Os primeiros conjuntos a receberem esse nome datam do começo do século seguinte. Surgidas no início do barroco, na Itália, representam um esforço - ainda que tateante - dos grandes mestres da época para institucionalizar uma formação musical com um repertório bem definido de timbres.

 

Acompanhando o deslocamento progressivo das práticas musicais das igrejas e dos salões aristocráticos para as salas de concerto, aquelas experiências iniciais vão dando lugar a grupos com maior fôlego e com maior envergadura, até que, no classicismo, a orquestra acaba por tomar a forma que a conhecemos hoje. Isso não significou, porém, o fim de sua evolução. Ao longo do séc. XIX e do seguinte, continuará a incorporar novos instrumentos, o que resultou, em especial, no aumento do naipe de sopros e da percussão. Adquire, então, maior densidade e complexidade sonoras, passando a oferecer à criatividade dos compositores e músicos uma variedade surpreendente e inesgotável de combinações instrumentais. De quebra, os maestros - inexistentes ou incipientes naquelas formações iniciais – ganham status cada vez mais relevante à medida que a quantidade de músicos e a sofisticação das partituras aumentam.

 

Seja como for, o número, a qualidade e, sobretudo, a estabilidade das orquestras constituem bons indicadores do desenvolvimento musical de um país.  Pelo menos no que diz respeito à música de concerto, pois as dificuldades crescentes em sustentá-las tornam a sua viabilização continuada dependente da existência de um sistema bem estabelecido de espetáculos, teatros apropriados, público aficionado e toda uma infraestrutura adequada. Além, claro, de compositores, músicos, cantores, maestros etc.

 

Neste campo, infelizmente, temos ainda uma longa estrada a percorrer. Censo realizado pela Academia Brasileira de Música (ABM) em 2001, por solicitação do Ministério da Cultura, identificou 128 grupos orquestrais em funcionamento no país.  Um número modesto se comparado até mesmo ao de países latino-americanos com população menor. Mais grave ainda, parte importante deles não consegue estruturar temporadas anuais significativas.

 

A nona edição de Concertos UFRJ, programa que vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, na Roquette Pinto (FM 94,1), discutiu as orquestras brasileiras. A intenção foi fornecer um panorama, ainda que inicial, de sua diversidade.  Ao todo, desfilaram uma dúzia de orquestras espalhadas pela região sul, sudeste e nordeste do país. Uma constatação não pode deixar de ser feita. Apesar das dificuldades e das trajetórias institucionais variadas, há um esforço comum, - altamente meritório, diga-se de passagem -, em divulgar a produção nacional.

 

Apresentado por André Cardoso, regente e docente da Escola de Música, o programa Concertos UFRJ é resultado de uma parceria da Escola com a rádio Roquette Pinto. As edições podem ser acompanhadas on line ou através do podcast(áudio sob demanda) da emissora. Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

Programação de Outubro

 

 

Programa 10 – Dia 4 de outubro – Violão na UFRJ: 30 anos

 

Traremos o violão novamente como personagem principal de nosso programa em razão do aniversário de 30 anos do curso da UFRJ, que foi fundado em 1980 pelo professor Turíbio Santos. Para comemorar a data a Escola de Música organizou um grande evento que ocupará durante toda a semana as salas de concertos da Escola com inúmeros convidados brasileiros e estrangeiros e que são considerados alguns dos maiores violonistas da atualidade.

 

• Fábio Zanon – Allegro da Sonata em Lá menor BWV 1003 de Bach.
• Fábio Zanon – Choros no. 1 de Villa-Lobos.
• Carlos Perez – Gueya de Julio Sagreras.
• Carlos Perez – Estilos Criollos nos. 1 e 2 de Julio Sagreras.
• Pablo Marquez – Duas canções tradicionais argentinas: El Mimao e Zamba.
• Gerard Abiton – Fiesta da Sonatina Meridional de Manuel Ponce.
• Gerard Abiton – Zapateado das Três peças Espanholas de Joaquim Rodrigo.
• Turíbio Santos – Concerto de Aranjuez de Joaquim Rodrigo com a Orquestra da Ópera de Montecarlo e a regência de Cláudio Scimone.

 

Programa 11 – Dia 11 de outubro – Choro em concerto.

 

Será abordado o choro, mas não o tradicional, aquele que é reconhecido como uma das mais representativas manifestações musicais da cultura carioca. Serão apresentadas obras nas quais diferentes compositores brasileiros utilizaram os procedimentos característicos do choro em suas composições de câmara e sinfônicas.

 

• Heitor Villa-Lobos – Choros no. 3 "Pica-Pau" com o Coro da OSESP, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a regência de John Neschling.
• Francisco Mignone – Valsa-Choro no. 5 para piano com Francisco Mignone ao piano.
• Camargo Guarnieri – Choro para piano e orquestra com o pianista Caio Pagano como solista da Orquestra Sinfônica Nacional Tcheca e a regência de Paul Freenan.
• Radamés Gnattali – Último movimento (choro) da Brasiliana no. 13 para violão solo com o violonista Vitor Gaberlotto.
• Heitor Villa-Lobos – Choros no. 5 "Alma Brasileira" com a pianista Cristina Ortiz.
• Edino Krieger – Choro para flauta e cordas com o flautista Luis Fernando Sieciechowicz e da Orquestra de Câmara Villa-Lobos.
• Cláudio Santoro – Choro para saxofone e orquestra com Vinícius Macedo (saxofone), acompanhado pela Orquestra Sinfônica da UFRJ e a regência de Helder Trefzger em gravação realizada em concerto no Festival Villa-Lobos em 23 de novembro de 2009 na Sala Cecília Meireles.

 

Programa 12 – Dia 18 de outubro – Bicentenário de Robert Schumann

 

Uma homenagem ao bicentenário de nascimento do compositor Robert Schumann, que assim como Chopin é comemorado em todo o mundo em 2010 com execuções de suas obras mais importantes, e considerado o compositor que melhor representa o romantismo alemão.

 

• Canção Widmung (Dedicação) op. 25 no. 1 sobre texto do poeta Friedrich Rückert com o barítono Bryn Terfel e Malcolm Martineau ao piano.
• "Marcha dos Davidsbündler contra os Filisteus", último número do "Carnaval" op. 9 de Robert Schumann com a pianista Guiomar Novaes.
• Träumerei das "Cenas Infantis" com o pianista Heitor Alimonda.
• Quatro canções de "Frauenliebe und leben" (O amor e a vida de uma mulher), com texto do poeta Adelbert Von Chamisso na interpretação do soprano Anne Sofie Von Otter, tendo ao piano Bengt Forsberg.
• Adágio e Allegro op. 70 para violoncelo e piano com o violoncelista David Finckel e a pianista Wu Han.
• Primeiro movimento da Sinfonia no. 3 "Renana" na versão do maestro Günter Wand e da Orquestra Sinfônica da Rádio do Norte Alemão.
• Primeiro movimento do Concerto para piano em lá menor op. 54 com o pianista Murray Perahia, a Orquestra Filarmônica de Berlim e a regência de Claudio Abbado.

 

Programa 13 – Dia 25 de outubro – Homenagem a Ernani Aguiar

 

Um dos mais importantes compositores brasileiros da atualidade, o maestro Ernani Aguiar completa 60 anos em plena atividade. Estudou composição com o maestro César Guerra-Peixe e violino com Paulina D'Ambrosio. Estudou também no Conservatório Cherubini, na cidade de Florença, na Itália. É atualmente professor de regência e prática de orquestra da Escola de Música da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Música.

• Terceiro movimento da Sonatina para piano no. 1 com a pianista Ruth Serrão.
• "Tempo de frevo" das Meloritmias no. 4 para violino solo com a violinista Ludmila Vinecka.
• "Música a três" para duas clarinetas e fagote com o trio formado pelos clarinetistas José Botelho e José de Freitas e o fagotista Aloysio Fagerlande.
• Quatro Momentos no. 2 para cordas com a Orquestra de Câmara do Sesi Minas.
• "Instantes" no. 2 para cordas com a Orquestra de Câmara do Sesi Minas.
• Primeiro movimento do Concertino para flautim e cordas com a Orquestra de Câmara de Moscou, Raffaele Trevisani na flauta e a regência de Roberto Duarte.
• Salmo 150 para coro com o Madrigal de Brasília e a regência de Emílio de César.
• Cantata de Natal – Coros "Tolite portas" e "Laetentur caeli" com o Coral dos Canarinhos de Petrópolis, a Orquestra Sinfônica da UFRJ e a regência de Marco Aurélio Lischt.
• Sinfonietta Prima com a Orquestra Petrobras Pró-Música e a regência de Armando Prazeres.

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