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A Escola de Música está localizada no centro do Rio de Janeiro, no bairro da Lapa, importante pólo cultural da cidade que, junto com a Cinelândia, abriga diversas instituições musicais como a Academia Brasileira de Música, a Sala Cecília Meireles, o Museu da Imagem e do Som e o Theatro Municipal. Na mesma região estão presentes também outras instituições culturais de grande importância como o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, a Escola de Dança Maria Olenewa, a Biblioteca Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu de Arte Moderna, o Palácio Gustavo Capanema, a Associação Brasileira de Imprensa e a Academia Brasileira de Letras. 

A Lapa é conhecida também por sua intensa vida noturna, onde os gêneros musicais mais tipicamente cariocas são cultivados: o samba e choro. Tudo isso emoldurado pelos Arcos da Lapa e pelo Passeio Público, logradouros que remontam ao período colonial. É, sem sombra de dúvida, a região mais musical da cidade. 

No local onde se encontra hoje a Escola de Música havia a Lagoa do Boqueirão, eternizada através de quadro do pintor Leandro Joaquim.


Lagoa do Boqueirão e Arcos da Lapa
Óleo sobre tela de Leandro Joaquim (c. 1738-1798), final do século XVIII.
Acervo do Museu Histórico Nacional.

Em meados do século XVIII o governador D. Luiz de Vasconcelos decidiu aterrar a lagoa para desobstruir o acesso à zona sul e sanear a cidade. Para isso utilizou as terras provenientes do desmonte do Morro das Mangueiras, que se erguia na mesma região. No local mandou construir aquele que foi o primeiro jardim público do país para servir ao lazer da população da cidade: o Passeio Público. Para tal empreitada foi contratado Valentim da Fonseca e Silva, o Mestre Valentim, um dos grandes escultores de seu tempo.


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Aterro da Lagoa do Boqueirão


O aterramento da lagoa provocou o povoamento da região e a abertura das ruas do Passeio e das Belas Noites, atual Rua das Marrecas onde residiu o Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), maior compositor brasileiro do período colonial. A região cresceu em torno da Igreja de Nossa Senhora do Carmo do Desterro da Lapa, daí derivando o nome do bairro. 

Em diferentes ocasiões o Passeio Público foi reformado. A intervenção feita em 1861 pelo paisagista francês Auguste François Marie Glaziou alterou substancialmente o traçado original desenhado pelo Mestre Valentim e introduziu novos atrativos como grutas e rios artificiais, além de novas espécies de plantas. Em meados do século XIX a região já era densamente povoada e o Passeio a principal região de recreio e lazer da cidade, atraindo a nobreza da época.

 

lapa1858

Lapa em 1858

 
Um dos nobres que se instalou na região foi o Marques de Barbacena que encomendou ao arquiteto Manuel de Araújo Porto-Alegre a construção de um casarão para sua residência. Alguns anos depois o imóvel passou às mãos do Comendador Machado Coelho e em 1845 a propriedade foi alugada ao recém criado Cassino Fluminense e passou a abrigar os principais bailes da corte, transformando-se em um dos principais salões da capital do Império. Entre 1855 e 1860 o casarão passou por profundas reformas e ganhou o aspecto externo e interno que apresenta até hoje.

 

lapa1906

Lapa em 1906

Ao lado do Cassino Fluminense instalou-se em 1858 a Biblioteca Nacional. No início do século XX o prédio já não comportava o acervo, que crescia constantemente, e em 1905 uma nova sede começou a ser construída. O novo edifício da Biblioteca Nacional foi inaugurado em 1910, onde permanece até hoje. Com a desocupação do prédio da Rua do Passeio o Instituto Nacional de Música, que tinha sua sede na antiga Rua da Lampadosa, atual Rua Luiz de Camões, para lá foi transferido em 1913. Um novo prédio de aulas de estilo eclético foi construído nos fundos daquele que anteriormente havia abrigado a Biblioteca Nacional, com a fachada principal voltada para uma ruela com acesso feito pela Rua Evaristo da Veiga.


Faltava ao Instituto, entretanto, uma sala de concertos. A partir de projeto do engenheiro Cipriano Lemos o antigo prédio da biblioteca foi adaptado e parcialmente demolido, surgindo em seu lugar um novo edifício de estilo eclético com uma grande sala de concertos.

A implantação do Instituto Nacional de Música na Lapa, em frente ao Passeio Público, e a construção de um salão de concertos com grande afluência de público de certa forma viabilizou o desenvolvimento da região, atraindo novos empreendimentos comerciais.
 
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Lapa em 1958


Durante o século XX a Lapa passou por várias transformações urbanísticas. Novas ruas foram abertas e as construções dos séculos XVIII e XIX deram lugar a novos padrões arquitetônicos e a novos hábitos. A Lapa se transformou no reduto da boemia e ponto de encontro de artistas. O quarteirão central, em formato triangular era conhecido popularmente como "Ferro de Engomar" e abrigava alguns dos mais freqüentados cafés e cabarés da cidade, transformados em palco de debates políticos por jornalistas e intelectuais.

Com a implantação do Estado Novo em 1937 no governo de Getúlio Vargas, a repressão política afugentou os freqüentadores da Lapa e determinou o abandono e a decadência da região.

 

lapaatual

Lapa atual

Nos anos 70 um plano de reurbanização da Lapa, implementado durante o governo de Chagas Freitas com o objetivo de abrir avenidas mais amplas, desapropriou e demoliu cerca de 40 imóveis na região, inclusive o quarteirão do "Ferro de Engomar" e todos os edifícios vizinhos a Escola de Música. Havia planos inclusive para a demolição do prédio de aulas, que acabou sendo preservado a partir da ação do diretor à época, o maestro Batista Siqueira. Com isso o prédio de aulas, que ficava escondido atrás de outros que foram demolidos, ganhou visibilidade, voltado que está atualmente para a Av. República do Paraguai.

Os prédios da Escola de Música na Rua do Passeio integram o Corredor Cultural e foram tombados pelo patrimônio histórico municipal em 1994.
 
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