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Início Escola de Música na Imprensa Internet Intérpretes-autores de música contemporânea
Intérpretes-autores de música contemporânea PDF Imprimir E-mail
Veículo: Movimento.com   
Seg, 07 de Maio de 2018

O site Movimento.com publicou longa matéria sobre o Abstrai Ensemble, grupo dedicado à música de câmara contemporânea brasileir que conta com a participação de vários docentes da Escola de Música. Vale conferir a reportagem assinada por Fabiano Gonçalves.

 

 

Intérpretes-autores de música contemporânea

Fabiano Gonçalves

 

Em meio aos preparativos para a gravação de um CD e dois concertos no Teatro Glauce Rocha, Abstrai Ensemble conversou com Movimento.com.

Juntos ou separados, os músicos integrantes do Abstrai Ensemble trabalham sem parar. Fundado em 2005 por iniciativa do saxofonista, pesquisador e professor carioca Pedro Bittencourt, o grupo tem como objetivo principal estimular a produção e a circulação de novas obras musicais. Essa vai ser a tônica do CD atualmente em produção e dos dois concertos que o conjunto apresenta no Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, em dias 29 de maio e 5 de junho, às 18h30 – consequência de ter sido um dos artistas selecionado no edital de Espetáculos e Artes Cênicas 2018 da Funarte.

Formado por Andrea Ernest Dias (flauta), Batista Jr. (clarineta), Daniel Serale(percussão), Doriana Mendes (voz), Fabio Adour (violão/guitarra/regência), Larissa Coutrim (contrabaixo), Marcus Ribeiro (violoncelo), Mariana Salles(violino/viola), Marina Spoladore (piano) e Pauxy Gentil-Nunes(flauta/composição) – além de Pedro Bittencourt (sax/direção) –, o Abstrai Ensemble trabalha principalmente em colaborações com compositores vivos (brasileiros e estrangeiros). Além de peças musicais instrumentais e vocais, utiliza regularmente nos seus concertos e atividades as últimas tecnologias digitais (eletroacústica e música mista). O grupo também realiza atividades pedagógicas, como encontros de composição e práticas interpretativas, oficinas e masterclasses, além de concertos comentados para a formação de público.

Com tantas atividades dedicadas à música contemporânea, o Abstrai ensemble deseja ser visto como um instrumento não só de difusão de cultura, mas também da sua produção, contribuindo pela diversidade musical.

Confira a conversa com o Movimento.com.



* * * * * *



Contem-nos um pouco de como as trajetórias individuais levaram vocês ao Abstrai Ensemble.

Pedro Bittencourt — Meu interesse específico pela música contemporânea vem de longe. Desde que eu comecei a estudar sax, aos 10 anos de idade, eu escutava obras contemporâneas tocadas pelo meu primeiro professor, Mecenas Magno, e sempre adorei artistas e grupos experimentais. Fundei o Abstrai Ensemble em 2005 na França, quando ainda fazia mestrado em Bordeaux. Eu já tinha claro que o meu projeto de vida artístico seria um grupo de música contemporânea. E surgiu essa oportunidade! Era o ano do Brasil na França, e foi organizada a primeira exposição individual do pintor gaúcho Iberê Camargo, na Galeria de Belas Artes de Bordeaux. O diretor da galeria sugeriu que eu organizasse um concerto de música brasileira contemporânea na exposição, com as obras do Iberê nos circundando. Convidei alguns músicos de lá, dei nome ao grupo (influenciado pela leitura dos textos do Kandinsky) e fizemos esse primeiro concerto com obras de Harry Crowl e Alexandre Lunsqui. De lá pra cá muita coisa já aconteceu... E cada músico do Abstrai tem um interesse particular na música contemporânea, que é anterior à participação no grupo. É um repertório geralmente bem difícil, que exige muito trabalho, também porque muitas peças são tocadas pela primeira vez (estreadas).

Doriana Mendes — Meu envolvimento com a música contemporânea aconteceu em 1997, quando estreei uma obra inédita de Jocy de Oliveira. A obra fazia parte da ópera As Malibrans, que estreamos anos depois, em 2000, em Darmstadt, na Alemanha. Desde então eu continuei trabalhando regularmente com Jocy e com outros compositores em festivais nacionais e internacionais, e, principalmente nas edições da Bienal de Música Brasileira Contemporânea – um dos maiores, senão o maior, evento nacional envolvendo estreias de obras de compositores brasileiros. Em 2010 conheci o Pedro e ele me convidou para participar do grupo. Na época ele trazia o projeto Ondas Segundo Poetas, que havia realizado na Alemanha.

Como o grupo se administra, com tantos integrantes e de formações e origens (Paraná, Alemanha, Argentina, Rio de Janeiro e Pernambuco, por exemplo) tão diversas?

Pedro Bittencourt — Apesar das diversas origens, todos são residentes no Rio de Janeiro e se dedicam à música contemporânea. Isso nos une. Nossos principais instrumentos são voz, flauta, clarineta, sax, violão, piano, violino, violoncelo, percussão, eletrônica. Convidamos muitas vezes músicos extras, somos um grupo de "geometria variável", de acordo com cada projeto. Mas trabalhamos mais frequentemente em formações que vão de trio a septeto.

Eu proponho uma administração o mais participativa possível: todos podem sugerir repertório, decidimos coletivamente o que vamos tocar e fazemos quantos ensaios forem necessários. Exerço voluntariamente muitas funções no Abstrai: fundador, diretor, coordenador de produção, saxofonista, investidor, office-boy, enfim, sou o "faz-tudo" (rsrs). Entretanto não há um líder "centralizado" — como um regente — que decida sobre a música, sobre como será a peça, ou em que projetos a gente vai se envolver. Costumamos sempre dividir essas tarefas entre os músicos, e sempre que possível incluímos os compositores como importantes contribuidores para a interpretação musical. Afinal eles são os autores da obra a ser estreada pelo Abstrai e também participam da interpretação musical.

O que representa a música clássica contemporânea no cenário cultural brasileiro de hoje?

Pedro Bittencourt — De modo geral e no senso comum, os termos música clássica contemporânea, música nova, música experimental, arte sonora incluem composições do século 20 e 21, com diversas propostas musicais, incluindo a improvisação, as formas abertas, a indeterminação e as instalações sonoras. Para o Abstrai, é fundamental ser criativo com esse repertório e colaborar com compositores vivos. Assim podemos trocar ideias, propor mudanças e correções nas músicas, tomar um chope com eles no final dos concertos (rsrs). Também podemos entender e influenciar as propostas musicais que desenvolvemos juntos, que estão vivas, em andamento. É um processo criativo e dinâmico.

Isso nos faz entender mais e mais as propostas musicais com as quais nos envolvemos e, assim, tocamos cada vez melhor. Com isso, ganhamos reconhecimento não só dos compositores, mas do público em geral, que percebe que somos genuínos no que fazemos, por essa "coragem musical" que poucos músicos têm hoje em dia.

Vivemos em um contexto no qual a música clássica se tornou estática, quase uma fórmula pronta, engessada, uma espécie de museu que serve para olhar exclusivamente pra trás, de forma repetitiva. Compare os programas das principais orquestras nos últimos anos... eles se repetem e, em geral, estão totalmente desconectados da produção atual dos compositores brasileiros e estrangeiros — há raras exceções, como a Filarmônica de Berlim. E veja que paradoxo: no passado, a música clássica privilegiava as inovações musicais da sua época. A música do passado era estudada, mas não era tocada em concerto, somente a do presente. A música que chamamos clássica era contemporânea. Hoje, geralmente, os músicos clássicos estão engajados em repetir um repertório já conhecido, gravado e repetido à exaustão.

Claro que devemos ouvir música clássica ao vivo, mas não somente. O ponto no qual quero chegar é que há muita música para se conhecer, muitas formas de escuta, tanta coisa interessante também na produção dos séculos 20 e 21. E o "público conectado" de hoje é mais curioso e ávido do que nunca. É um verdadeiro desafio, mas precisamos urgentemente oferecer uma programação musical diversificada. Nesse sentido, o Abstrai Ensemble oferece uma contribuição singular e contínua.

Pauxy Gentil-Nunes – O Brasil tem uma tradição de música contemporânea viva e original, que merece ser mais conhecida pelo público, e que se coloca como uma cultura de resistência, pois é uma música que, ao mesmo tempo que encanta, faz pensar e fala sobre o momento presente, o que as pessoas estão vivendo. A música brasileira, de forma geral, sempre esteve aberta às influências da música de vanguarda. Seus mais importantes artistas atuaram estabelecendo diálogos e trocas com os compositores de música contemporânea. Esse movimento submergiu nos últimos anos, devido a uma pressão maior do mercado, mas de forma nenhuma se enfraqueceu. De vez em quando, vemos aqui ou lá uma onda se erguendo, mostrando a força dessa aliança.

Reprodução
Abstrai Ensemble e músicos convidados na Sala Cecília Meireles, em 2015

Por que tantos compositores dedicam obras inéditas ao Abstrai Ensemble? E o que isso significa para o grupo?

Pedro Bittencourt – Significa muito, é a essência do nosso trabalho. Já fizemos dezenas de estreias e damos claramente preferência às peças musicais escritas para o grupo. No início eu buscava os compositores para pedir peças pro Abstrai; hoje eles nos procuram cada vez mais para mostrar suas partituras.

As peças que estreamos muitas vezes são pensadas para os músicos do grupo, pela maneira como tocam, pelas trocas com os compositores, pelos intensos ensaios, pela abertura que temos a todos os sons e às mais diversas estéticas musicais da atualidade. Esse contato com os compositores é muito gratificante. Entretanto, isso não exclui de forma alguma que projetos musicais futuros se dediquem ao repertório de compositores que não estejam mais entre a gente. No ano passado (2017), o Abstrai foi convidado para tocar a integral dos choros de câmara do Villa Lobos no festival que leva o seu nome. Como eu já disse anteriormente: há tanta música para se conhecer, é preciso explorar essa diversidade, com um olhar (e um ouvido) de hoje.

Doriana Mendes – Esta pergunta é fundamental para entender que o intérprete de música contemporânea está tão comprometido com os conceitos e a linguagem da obra quanto o próprio compositor. Eu sempre me preocupo em dialogar com o compositor, buscando compreender o que ele quer dizer com a nova obra, o tipo de sonoridade que deseja, as qualidades de emissão da voz em cada passagem e, por exemplo, de qual contexto maior trata a obra. Este tipo de envolvimento do intérprete com a obra o torna também um autor, porque, no caso de uma estreia, ele será a referência de performance para aquela obra. Ter uma assinatura para cada obra: isto me interessa muito e creio que faz com que a performance tenha uma qualidade que se expressa para os compositores e para a audiência. É um fator diferencial que faz alguns intérpretes serem chamados para dar "voz" a novas obras. O Abstrai reúne uma gama variada de intérpretes que atuam dessa maneira, cada qual com seu instrumento. São intérpretes-autores, de certa maneira.

Como a tecnologia atravessa o trabalho do Abstrai?

Pauxy Gentil-Nunes – O Abstrai incluiu no seu arsenal esse recurso tão atual que é a pesquisa sobre a produção do som em si (para além do trabalho com os sons "já prontos") e suas ferramentas, que podem cobrir tanto os instrumentos elétricos e eletrônicos (como a guitarra elétrica, os sintetizadores), como o uso do computador no processamento sonoro, durante o processo criativo, em tempo real nas performances e improvisações. Penso que o grupo está muito aberto para todo tipo de aplicação, desde o mais clássico, que segue as escolas europeias dos anos 1960 para cá; até usos mais ousados, trazidos de tradições que ainda estão em processo de construção.

Pedro Bittencourt – O Abstrai é um dos primeiros grupos de música de câmara contemporânea brasileira a trabalhar frequentemente com recursos eletrônicos. A eletrônica tem sido um dos "instrumentos" do grupo desde 2011. Já estreamos diversas obras mistas (que conjugam instrumentos acústicos e recursos eletrônicos) de Pauxy Gentil-Nunes, João Pedro Oliveira, Daniel Puig, Marcelo Carneiro e Paulo Dantas, para citar alguns. Sempre que possível, busco programar obras mistas – isso faz parte da nossa atualidade e oferece ao público um repertório desconhecido e muito interessante.

Doriana Mendes – Temos a possibilidade de trabalhar com música mista, gênero que aprecio muito, que experimentei desde o início com Jocy de Oliveira e que exercito também com outros compositores e com o meu duo com Bryan Holmes, o 2dBduo. Com o Abstrai, tive a oportunidade de cantar a obra La Fabbrica Illuminata (1964), para voz e suporte eletrônico, de Luigi Nono e, mais recentemente, obras de Gentil-Nunes, como LiberJongo. Então o comprometimento do Abstrai com a eletrônica parte não somente de obras "clássicas", como a de Nono, mas também de compositores brasileiros e do próprio grupo com as composições do Pauxy.

O Abstrai Ensemble foi selecionado no Edital de Espetáculos e Artes Cênicas 2018 da Funarte. É possível fazer arte hoje sem o apoio estatal?

Pedro Bittencourt – Nesse edital, a Funarte não oferece dinheiro, mas nos disponibiliza o Teatro Glauce Rocha nos dias 29 de maio e 5 de junho. A remuneração do Abstrai depende totalmente da bilheteria, venham todos! (rsrsrsrs). Sim, é possível fazer arte sem apoio estatal, muitos grupos estão utilizando plataformas de crowdfunding, que é uma opção que por enquanto não cogitamos. O Abstrai está apostando em autofinanciar o seu primeiro CD, é uma experiência (rsrsrs)(Experiência é o título do CD). Nossa ideia é tocar bastante e cobrir os custos do CD.

Me parece que estamos numa fase de transição de formas de financiamento da cultura em geral. De qualquer forma, entendo que a diversidade cultural seja estratégica e essencial para um país, e ela deve ser apoiada, estimulada. Dificilmente iniciativas privadas se interessam por projetos de médio e pequeno porte, como é o caso do Abstrai. O mercado tem dado preferência a projetos de grande orçamento e de grande visibilidade para a publicidade dessas empresas. Como o Abstrai é especializado em música contemporânea, trabalhamos muito em festivais e eventos ligados a essa área, não estamos no que podemos chamar de circuito comercial.

Podem nos adiantar um pouco sobre o novo CD, que está em finalização e tem lançamento previsto para setembro?

Pedro Bittencourt – O primeiro CD do Abstrai Ensemble se chama Experiência e será lançado com um concerto no dia 28 de setembro, na Sala Cecília Meirelles, com peças de Roberto Victório, Pauxy Gentil-Nunes, João Pedro Oliveira, Rodrigo Lima, Michelle Agnes (brasileiros), Phivos Angelos-Kollias e Didier Marc Garin (estrangeiros). Além do CD físico, Experiência estará disponível nas principais plataformas digitais. Todas as músicas do CD foram estreadas pelo grupo e estão sendo gravadas pela primeira vez. (Confira, ao final, as faixas do CD, compositores e intérpretes)

Vocês realizarão um concerto na Maison de France sobre os 50 anos de maio de 1968. Em tempos social e politicamente tão turbulentos, precisamos de música e arte?

Pauxy Gentil-Nunes – A arte, e mais especificamente a música, pode desempenhar um papel muito decisivo em momentos de turbulência política (como o que acontece agora no Brasil e no mundo), porque a música tem essa propriedade de acessar sentimentos e ideias profundas sem mediações, diretamente aos sentidos. No caso da revolução de maio de 1968, a canção Street Fighting Man, dos Rolling Stones, encarnou o espírito libertário dos jovens europeus e dos que os seguiram no resto do mundo. Expressar musicalmente esse momento inclui falar sobre esta música, é o que tentamos fazer com a composição da obra Street Fighting People, que fala não só desse indivíduo anônimo e rebelde, mas das multidões igualmente anônimas que se rebelam atualmente contra os autoritarismos, de forma geral.

Pedro Bittencourt – Nos momentos de crise é que mais precisamos de arte! Efetivamente atravessamos um dos períodos mais turbulentos da nossa história. Isso reforça a motivação do Abstrai em incluir no programa do dia 24 de maio a estreia de Street Fighting People, do Gentil-Nunes, e também a emblemática "música intuitiva" Vindo dos Sete Dias (Aus den Sieben Tagen), do compositor alemão Karlheinz Stockhausen, que foi composta no início de maio de 1968, depois de uma separação traumática. Ele ficou péssimo, pensou em se matar, ficou dias sem comer e compôs a peça inspirado nesse momento terrível pelo qual passou. Stockhausen escreveu textos, alguns bastante utópicos (como "Toque um som com a certeza de que você conta com uma quantidade de tempo e espaço infinitos"), que sugerem improvisações para diferentes formações livres. Foi uma obra que serviu de transição para novos caminhos na composição dele. E de alguma forma, Stockhausen estava conectado com a utopia da época. Encaremos de frente o nosso mundo, 50 anos depois de maio de 1968!

Que outros compromissos o Abstrai Ensemble tem agendados para este ano?

Pedro Bittencourt – No Rio, começamos o ano de 2018 tocando em janeiro o novo projeto LiberJongo, inspirado no Jongo da Serrinha, somente com obras do Pauxy Gentil-Nunes no festival RC4/Oi Futuro Ipanema. No dia 15 de maio, participamos da série Tendências, da Escola de Música da UFRJ, fazendo a estreia de uma peça para flauta, sax, violino e guitarra de Martin Herraiz, de São Paulo (ele estará presente). Temos o concerto do dia 24 de maio, em homenagem aos 50 anos das revoltas de maio de 1968, e os dois concertos do edital de ocupação dos espaços da Funarte (dias 29 de maio e 5 de junho). No dia 28 de setembro, lançamos o nosso primeiro CD na Cecília Meirelles. Em outubro, viajamos para Cuiabá, para tocar na Bienal de Música Contemporânea do Mato Grosso. Temos ainda um concerto na Cidade das Artes no dia 10 de novembro e participamos novamente da série Tendências, da EM-UFRJ, em 4 de dezembro, na homenagem aos 60 anos do compositor residente em Curitiba, Harry Crowl.


* * * * * *


Experiência, primeiro CD do Abstrai Ensemble

Músicos: Doriana Mendes (voz), Pauxy Gentil-Nunes e Andrea Ernest Dias (flautas), Batista Jr. (clarinetas), Fabio Adour (violão e guitarra), Mariana Salles (violino e viola), Marcus Ribeiro (violoncelo), Marina Spoladore (piano), Daniel Serale e Zeca Lacerda (percussão), Pedro Bittencourt (saxofones e direção)

Experiência [Autorreferencial] (2012)
Phivos-Angelos Kollias (Grécia, 1982)
voz, flauta (ut e baixo), sax (soprano e barítono), piano, percussão e a percepção ativa

Da Caccia X (2016)
Didier Marc Garin (França, 1963)
viola e sax alto

Sopro de câmara (2009)
Rodrigo Lima (Brasil, 1976)
flauta, sax alto e clarone

Vento Noroeste (2012/2015)
Michelle Agnes (Brasil, 1979)
violino, violoncelo, clarone

Trio (2012)
Pauxy Gentil-Nunes (Brasil, 1963)
sax soprano e tenor, guitarra e percussão

Angel Rock (2012)
João Pedro Oliveira (Portugal, 1959)
sax barítono, marimba 5 oitavas e eletrônica

Quatro mundos (2008)
Roberto Victorio (Brasil, 1959)
voz, flauta em sol, piano

Experience [Auto-referential] (2012) — versão em inglês
Phivos-Angelos Kollias (Grécia, 1982)
voz, flauta (ut e baixo), sax (soprano e barítono), piano, percussão e a percepção ativa

Reprodução
Abstrai Ensemble. Na foto (de Jackeline Nigri), da esquerda para a direita: Andrea Ernest Dias, Doriana Mendes, Fabio Adour, Mariana Salles, Pedro Bittencourt, Pauxy Gentil-Nunes, Larissa Coutrim, Marina Spoladore, Batista Jr., Marcus Ribeiro e Daniel Serale.

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