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Início Outras notícias... EM comemora 169 anos reverenciando as raízes musicais brasileiras
EM comemora 169 anos reverenciando as raízes musicais brasileiras PDF Imprimir E-mail
Escrito por Francisco Conte   
Qua, 02 de Agosto de 2017 10:05

Mais antiga instituição do gênero no País, a Escola de Música (EM) comemora, de 07 a 11 de agosto, 169 anos de atividade ininterrupta. Com o tema Raízes Musicais, a intensa programação, que promete agradar ao espectador mais exigente, reverencia os compositores José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), Heitor Villa-Lobos (1887-1959), Oscar Lorenzo Fernandez (1897-1948) e Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha (1897-1973).

  Fotos: Reprodução, com arte de Fernanda Estevam
 
   
  Baixe aqui a programação detalhada do evento.


A entrada é franca em todos os eventos e a programação completa está disponível aqui.  Na hora do almoço diferentes formações instrumentais apresentam um panorama da música de Pixinguinha. Mesas-redondas discutem à tarde a contribuição dos compositores homenageados. O destaque da noite são os concertos.

 

Excelência
 

Para a vice-diretora Andrea Adour, uma das organizadoras das festividades, a longevidade da instituição é fruto de sua vitalidade. Um feito notável, segundo ela, em um país que estabeleceu muito tardiamente seu sistema universitário.

- Passaram pela Escola grandes compositores, regentes, educadores e intérpretes, lembra com orgulho. Para citar alguns: Francisco Manuel da Silva, Antônio Carlos Gomes, Francisco Braga, Leopoldo Miguez, Alberto Nepomuceno, Luciano Gallet, Lorenzo Fernandez, Luiz Heitor Corrêa de Azevedo. Ainda hoje, a EM é responsável pela formação dos mais importantes músicos brasileiros. Os 26 cursos de bacharelado e o de licenciatura em música, todos com conceito superior a 4 (num máximo de 5) na avaliação do MEC, reafirmam cotidianamente sua excelência. 

Os quatro homenageados são, ainda que diferentes em muitos aspectos, alicerces da nossa música. Não por acaso, o tema das comemorações remete à obra seminal de Sérgio Buarque de Holanda. Publicado em 1936, Raízes do Brasil, destaca a professora, mostra que grande parte da nossa identidade está contraditoriamente ligada ao legado cultural da colonização.

 

Chopin e Mignone

 

O pianista e professor Giulio Draghi lança dia 10, às 18h, o DVD Carta Magna. Gravado no Espaço Guiomar Novaes da Sala Cecília Meireles, Draghi oferece uma interpretação personalíssima de 24 Estudos de Chopin. O evento acontece no Foyer do Salão Leopoldo Miguez e faz parte das festividades do aniversário da Escola de Música.

No dia seguinte, às 15h, Maria Josephina Mignone, viúva do compositor Francisco Mignone, lança Cartas de Amor. A obra reúne em 405 páginas a correspondência trocada entre o maestro e a concertista, reproduções de originais, fotos e textos sobre a história do casal. Além da sessão de autógrafos, estão previstos um mini-recital de piano e leitura de cartas.

Casados, tocavam piano juntos, em casa. Daí nasceu o Duo Mignone, que se manteve ativo por 14 anos, até a morte do maestro.

Quando conheceu Mignone, a pianista tinha 39 anos e ele, 65; um ano depois, nasceu a filha do casal, Anete. A diferença de idade não pesou, diz Josephina, cujo vigor impressiona. "Francisco Mignone foi um mestre em todos os pontos de vista. Era genial, e tinha a alma tão pura, tão rica em sentimentos, que eu queria que as pessoas conhecessem", conta.

   
A alusão reside justamente no fato de que a obra é paradoxal. No caso brasileiro é difícil falar de raiz, ou raízes. Diversos movimentos de oposição e resistência ao modelo colonial foram constituindo pouco a pouco o que hoje chamamos de música brasileira, usufruindo do arcabouço cultural dos diversos povos que aqui habitam e habitaram. Neste sentido, o termo no plural, seria mais adequado: raízes, porém enquanto busca e enraizamento.

 

Concertos


Inteiramente dedicado a Nunes Garcia o concerto de abertura acontece, dia 07, às 18h, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé. Nela o compositor atuou como mestre de capela e organista, quando Capela Real e Catedral da cidade, sob D. João VI, e Capela Imperial, sob D. Pedro I. Ponto alto do programa a Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ), com regência de Ernani Aguiar, e o Coral Brasil Ensemble, com direção de Maria José Chevitarese, executam as Matinas de Santa Cecília. Estreia brasileira, a obra foi editada por Aguiar e Aluízio Viegas a partir de cópias manuscritas encontradas em São João del-Rei. 

Os demais concertos estão marcados para o Salão Leopoldo Miguez, sempre às 19h. Dia 08, Versushka Mainhard (soprano), Ricardo Tuttmann (tenor) e Luiz Senise (piano) homenageiam Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, José Siqueira, Lorenzo Fernandez, Osvaldo Lacerda e Villa-Lobos. No dia seguinte, Aloysio Fagerlande (fagote), Eduardo Monteiro (flauta) e Cristiano Alves (clarineta) executam obras de Lorenzo Fernández, Ricardo Tacuchian e Villa-Lobos. Dia 10, o pianista Giulio Draghi interpreta peças de Murilo Santos e Alexandre Rachid improvisa a partir do tema do Trenzinho Caipira, de Villa-Lobos. Formada por estudantes de instrumentos de cordas a Orquestra Fila Harmônica encerra dia 11 a programação com obras de Cláudio Santoro, Ernani Aguiar, Francisco Mignone e Villa-Lobos. 

 

Pixinguinha


Rodas de choros em homenagem a Pixinguinha agitam o hall do Prédio Principal no horário do almoço, revitalizando o espaço que já foi palco de espetáculos memoráveis. O autor, que foi aluno da EM, é quase sinônimo do gênero. São muitos timbres e formações que passeiam, sempre das 12h30 às 13h30, por seu legado. Dia 07, Henrique Cazes (cavaquinho) e Marcello Gonçalves (violão 7 cordas) apresentam o espetáculo Pixinguinha de Bolso com músicas do CD homônimo. Dia 08, é a vez do Sôdade Brasilis, grupo oficina coordenado por Sérgio Alvares. Dia 09, o show Pixinguinha nas Cordas com o grupo de Cordas Dedilhadas da EM, formado por Paulo Sá (bandolim), Marcello Gonçalves (violão 7 cordas), Bartolomeu Wiese (violão), Marcus Ferrer (violões), Henrique Cazes (cavaquinho) dentre outros. Dia 10, Aloysio Fagerlande (fagote), Eduardo Monteiro (flauta), Pedro Bittencourt (saxofone), Cristiano Alves (clarinete) mostram a produção para sopros do compositor. Por fim, dia 11, Sheila Zagury, Matheus Martins, Danilo Klem, Raphael Santos, alunos, ex-alunos e professores da UFRJ colocam Pixinguinha na roda.

Ainda no dia 07, mas às 15h e na Sala da Congregação, a coordenadora da área de Música do Instituto Moreira Salles (IMS), Bia Paes Leme, realiza uma visita guiada ao Portal Pixinguinha (www.pixinguinha.com.br) inaugurado recentemente. O site, uma iniciativa do IMS, guardião do acervo do autor de Carinhoso desde 2000, promove um mergulho na sua vida e obra e traz partituras manuscritas de suas composições e arranjos, discografia para audição online, uma hemeroteca com mais de 3 mil recortes de críticas e reportagens sobre o artista, além do primeiro catálogo crítico das obras de Pixinguinha — com informações sobre cada uma das mais de 500 músicas atribuídas ao músico. Mas o processo de pesquisa para a criação do site trouxe mais: foram descobertas 40 músicas inéditas do compositor, inclusive a que seria sua última composição.

 

Mesas

Com coordenação do Programa de Pós-graduação em Música (PPGM) e do Programa de Pós-graduação Profissional em Música (PROMUS) as mesas-redondas, marcadas para a Sala da Congregação, analisam a produção dos homenageados. Dia 08, às 15h, a produção camerística para sopros, canto e piano de Lorenzo Fernandes é o assunto. Com moderação de Luis Carlos Justi, os convidados especiais são Marina Lorenzo Fernandez, filha do compositor, e Marcos Filho. Os participantes, Veruschkia Mainhard, Miriam Grosman, Cesar Bonan, Tiago Teixeira, Jeferson Souza e Silas Barbosa. Um pouco depois, às 16h30, com foco em Fantasia Concertante (1953), os desafios das transcrições das obras de Villa-Lobos serão discutidos. Participam Aloysio Fagerlange, Cristiano Alves, Cesar Bonan e Ricardo Ballesteros. No dia 09, às 15h, em tela a música de Pixinguinha. Moderação, Márcia Taborda. Convidados, Virginia de Almeida Bessa, Henrique Cazes e Paulo Aragão. Às 16h30, Ernani Aguiar, Alberto Pacheco e André Cardoso debatem a obra de Nunes Garcia. Coordenação de Suely Franco e moderação de Maria Alice Volpi.

Viva la mamma, de Gaetano Donizetti, é o foco do dia 10. A peça foi encenada este ano pelo projeto Ópera na UFRJ, que reúne docentes, estudantes e técnicos das Escolas de Música, Comunicação e Belas Artes e está na sua vigésima edição. Às 15h, serão comentados fragmentos da ópera por Bidi Bujnowsky, Livia Charret e Ubiratã Rodrigues; às 16h30, Andrea Adour, Ernani Aguiar e Daniel Salgado discutem o projeto.

estrela SERVIÇO
Escola de Música da UFRJ, Rua do Passeio, 98, Centro, Rio de Janeiro - RJ.  Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, Rua Sete de Setembro, 14, Rio de Janeiro - RJ.

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Última atualização em Qua, 02 de Agosto de 2017 16:35
 
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