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Início Escola de Música na Imprensa Tesouro musical de 160 anos
Tesouro musical de 160 anos PDF Imprimir E-mail
Veículo: O Prelo   
Ter, 30 de Setembro de 2008

Leia aqui matéria publicada na edição setembro/novembro de 2008 de O Prelo, revista de cultura da Imprensa Oficial do Rio de Janeiro.

 

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Tesouro musical de 160 anos

 

Escola de Música da UFRJ guarda relíquias que fazem parte da história do país. Muitas raridades estão disponibilizadas na Internet.


Rafael Ferreira


Em meio ao burburinho de ônibus e carros que circulam diariamente, nas proximidades do Passeio Público ou a caminho da boêmia Lapa, pode-se encontrar um espaço onde outros sons tornam a rotina bem mais alegre e suave. O prédio no estilo neoclássico se destaca por não estar repleto de pichações - como praticamente todas as fachadas da região. No entanto, nem mesmo a imponência e beleza do edifício são o bastante para que um pedestre desavisado tenha a real dimensão da importância da Escola de Música da UFRJ.


O Conservatório de Música foi inaugurado em 13 de agosto de 1848 com o objetivo de democratizar e popularizar o ensino da música. Deu certo. Atualmente, 700 alunos, aprovados no vestibular, estudam na escola gratuitamente e praticamente todos os dias são realizados concertos com entrada franca. Pelos corredores movimentados circulam, além da comunidade acadêmica, cerca de mil pessoas.


Cada metro quadrado e cada peça que ocupa esse espaço fazem parte de um tesouro cultural não só do Estado como também do país. Mais antiga orquestra do Rio de Janeiro, a atual Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) foi criada em 1924 com a denominação "Orquestra do Instituto Nacional de Música". Nos primeiros anos, o principal regente foi o compositor do Hino da Bandeira (ou Hino à Bandeira Nacional), Francisco Braga.

 

Uma das mais importantes salas de concertos do país, o Salão Leopoldo Miguez é conhecido pela excelência da acústica e por outra peculiaridade: é o único no país a contar com o órgão Tamburini, instrumento de origem italiana com grandes recursos harmônicos. Com capacidade para receber 1,1 mil espectadores, o projeto arquitetônico do salão foi inspirado na Sala Gaveau de Paris.


Parte do patrimônio da Escola de Música da UFRJ pode ser encontrada na Biblioteca Alberto Nepomuceno (BAN), criada em 1885 para guardar e conservar todas as obras. O total do acervo é estimado em torno de 85 mil peças, com 14 mil manuscritos, além de partituras, livros, coleções de periódicos, acervo iconográfico, arquivo histórico e fonoteca. É considerada por enciclopédias e periódicos especializados de todo o mundo como uma das mais importantes bibliotecas de música de todo o continente.


Em recente parceria com a DocPro-Bibliotecas Virtuais – empresa brasileira que presta serviços on-line –, 3,5 mil páginas do acervo da BAN foram digitalizadas, como obras raras, partituras manuscritas, documentos históricos e fotografias. A Biblioteca Digital da Escola de Música da UFRJ possibilita acesso gratuito a um conteúdo raro - que anteriormente ficava restrito, ao mesmo tempo que evita o risco de danificação do material.


CONTRASTE - Quem aprecia boa música, sobretudo erudita, sabe que encontrará um alento para o estresse do dia-a-dia no espaço, mas um olhar mais aguçado pode resultar em desencanto. À primeira vista, um problema aparentemente simples gera desconforto para professores, alunos e público: o belo palácio do Passeio dispõe apenas de um banheiro para professores, alunos e público.


Segundo o diretor da Escola de Música, o maestro André Cardoso, a necessidade de melhoria é real e urgente, porque o prédio não passou por grandes mudanças desde a inauguração. A verba de custeio e manutenção é enviada pela reitoria, que repassa o valor para cada uma das 53 unidades de acordo com o grau de importância e ou necessidade.


"Por isso é complicado tentar receber a mesma quantidade de verba que a Faculdade de Medicina ou a de Engenharia recebe", ressalta Cardoso. "Os instrumentos são antigos, com mais de 40 anos de uso diário. Temos que fazer melhorias nas salas de aula, modernizá- las e aprimorar a acústica. Só assim podemos manter o nível de excelência alcançado durante todo esse tempo e abrir mais cursos, trazer mais professores, assim atraindo mais alunos", relata o diretor.

 

Único museu que expõe instrumentos musicais de diferentes culturas do mundo inteiro, o useu Delgado de Carvalho não recebeu nenhum tipo de doação nos últimos 20 anos.

 

A solução encontrada pela direção para fazer as melhorias necessárias foi buscar financiamento de empresas, como a Petrobrás, que patrocinou a primeira etapa da reforma. As obras incluíram fachada, telhado, painel externo e restauração interna da pintura artística do Salão Leopoldo Miguez. Será investido mais R$ 1,8 milhão na segunda etapa, com a restauração do palco, modernização do órgão Tamburini (único em sala de concertos) e implantação de projeto de manutenção e renovação do Museu Delgado de Carvalho.


Uma história de glórias e lutas


Com o objetivo de formar novos artistas para as orquestras e coros do Rio de Janeiro, a Sociedade de Música solicitou ao Governo Imperial, em 1841, autorização para a criação de um Conservatório de Música. O Decreto Imperial nº. 238, de 27 de novembro de 1841, permitia que a entidade realizasse duas loterias anuais para a criação e a manutenção da escola. Somente sete anos depois, em 1848, o processo foi oficializado com a inauguração do Conservatório de Música.


Entre os diversos alunos que passaram pelo Conservatório, estão alguns dos mais importantes músicos brasileiros do século XIX, como Henrique Alves de Mesquita, Anacleto de Medeiros, Francisco Braga (autor do Hino à Bandeira) e, principalmente, Antônio Carlos Gomes, famoso autor de O Guarani.


Em 1889, com a Proclamação da República, o Conservatório passou a ser conhecido como Instituto Nacional de Música. Durante a nova fase, o ensino foi fortemente influenciado pela escola européia.


Em 1937, o Instituto Nacional de Música já incorporado à UFRJ, que na época se chamava Universidade do Rio de Janeiro – se transformou na Escola Nacional de Música. O quadro docente, nessa época, era marcado por alguns dos mais importantes músicos e compositores brasileiros, como Francisco Mignone (regência), Lorenzo Fernandez (harmonia), José Siqueira (composição), Oscar Borgeth (violino), Iberê Gomes Grosso (violoncelo) e Arnaldo Estrela (piano).


Ao longo dos anos, a escola sempre sofreu influência direta ou indireta do momento por qual passava o país. Na década de 70, durante o boom do mercado imobiliário, a administração da Escola de Música teve que lutar para que o prédio não fosse demolido, a exemplo do que aconteceu com os vizinhos durante a reurbanização da Lapa. Em 1980, durante a redemocratização, os novos diretores passaram a ser indicados nominalmente pelo corpo docente e discente da escola, dando início ao processo de modernização. Na era da informação e do superávit primário, raridades da música estão disponíveis gratuitamente na Internet, mas a faculdade tenta driblar a falta de recursos financeiros.


Legendas


P. 9. O prédio da Escola de Música é um dos destaques da Lapa. Na foto, a mudança da sede para o atual endereço, em 1913.


P. 10. Diretor da instituição busca patrocínio de empresas privadas para realizar melhorias, como a reforma da fachada – financiada pela Petrobrás.


P. 11. Inaugurada em 1924, a Orquestra Sinfônica da UFRJ é a mais antiga do Rio de Janeiro.


P. 11. Atualmente, a Orquestra continua sendo uma das mais importantes do Estado.

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