170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

Escola de Música da UFRJ: nova gestão, novo ritmo

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Matéria publicada 10/08/2015) no Jornal O Globo e replicada no mesmo dia no site do periódico. 

 

Escola de Música da UFRJ: nova gestão, novo ritmo Mesmo afetada por greves e cortes no orçamento, instituição inaugura curso e programação de concertos por Eduardo Fradkin

 

Foto: Fernando Lemos / Agência O Globo
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Maria José Chevitarese: posse nos 167 anos da escola - Fernando Lemos.

RIO - Embora tenha assinado um termo de posse no dia 7 de julho e esteja atuando como diretora da Escola de Música da UFRJ desde então, a maestrina Maria José Chevitarese faz hoje a sua "posse festiva", como ela própria a chama. A data coincide com o aniversário de 167 anos da instituição, que passa por um momento de reestruturação, e com o início de uma programação especial de concertos diários no Salão Leopoldo Miguez, que vai até sexta. O encerramento será com o coral Brasil Ensemble, de Zezé, como a diretora é conhecida pelos colegas. — O Salão Leopoldo Miguez é a nossa joia, só precisa de um ar condicionado. Toda a instalação está pronta. Falta aumentar a carga elétrica da escola para suportar o funcionamento das máquinas e também faltam os próprios aparelhos — diz Zezé, que lida com restrições financeiras. — Este tem sido um ano particularmente difícil. A universidade teve uma diminuição de 50% de seu orçamento. Já assumi com vários pagamentos precisando ser efetuados, de coisas emergenciais que haviam sido feitas em fevereiro e março. O ritmo da escola desacelerou devido a três greves em andamento: de alunos, de professores (desde o início de julho) e de funcionários (desde maio). — A escola não pode parar, então existe um rodízio de funcionários. Mas é claro que a greve atrapalha as coisas. Não sei quando exatamente começará o segundo semestre, porque o primeiro não foi finalizado — admite a diretora. Hoje, a escola funciona em três prédios: o principal, na Rua do Passeio, um na Rua da Lapa e o Edifício Ventura, na Av. Chile. O terreno onde fica o prédio principal poderia concentrar todas as atividades, mas, para isso, é preciso acabar uma obra num anexo já existente ali e iniciar a construção de um terceiro edifício, já projetado. — Estamos fazendo a mudança da pós-graduação, de parte do acervo da biblioteca, do setor administrativo e dos laboratórios para o Edifício Ventura, onde temos um andar inteiro. Nossa pós-graduação estava espremida aqui (na Rua do Passeio). Com a ida para o Ventura, a gente resolve um problema de infraestrutura — afirma Zezé. Apesar do cenário difícil, há boas notícias na parte acadêmica. Este ano, a escola inaugura um curso de doutorado em música. Os alunos estão em fase de seleção. E a direção protocolou um pedido para a criação de um mestrado profissionalizante, antiga reivindicação dos estudantes.

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