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Concertos UFRJ: O Violino e seu Repertório

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A audição desta semana de Concertos UFRJ reprisa a edição dedicada ao violino e seu repertório. No programa, obras do período barroco e romântico que mostram um pouco as versatiliades e possibilidades de um dos instrumentos mais importantes da história da música. Apresentado por André Cardoso, docente e diretor da Escola de Música (EM), o programa é resultado de uma parceria da UFRJ com a rádio Roquette Pinto e vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94,1 FM. 

 

 

podcast

Ouça aqui o programa: 

 
 
Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!
Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.
   

O violino surgiu na Itália em meados do séc. XVI e descende da rebeca, da vielle e da lyra da braccio. Em sua origem tinha um caráter nitidamente popular, sendo utilizado por cantadores e poetas, assim como em danças, quase sempre improvisadas. O instrumento nobre do período, vale lebrar, era a viola da gamba.

O florescimento do instrumento se deve, sobretudo, ao enorme desenvolvimento arte da luteria italina. Durante duzentos anos, a sua fabricação foi hegemonizada por três famílias de Cremona. Inicilamente os Amati, e logo a seguir os Guarneri e em especial os Stradivarius, cujos instrumentos são hoje os mais disputados pelos grandes solistas. 

O violino foi sendo modificado em função das necessidades e ideais sonoros das diversas épocas musicais. Ganhou em volume, projeção sonora e extensão com as alterações de diferentes gerações de lutiers. A espessura das cordas, o uso de um cavalete mais alto e um braço mais inclinado são exemplos dessas atualizações. 

O arco passou também por significativas alterações, ganhando sua forma definitica no final do séc. XVIII. Originalmente com um formato côncavo, passou a ter uma curvatura convexa, o que lhe permitiu suportar uma maior tensão das crinas. Uma inovação, entre outras, do fabricante François Tourte, a pedido do virtuose Giovanni Battista Viotti, em 1782. 

Tourte, aliás, foi quem escolheu o Pau-Brasil, que importava então de Pernambuco, como a madeira preferida para a manufatura dos arcos, um padrão que permanesce até hoje.

 

Repertório do programa

 

La volta, peça anônima do séc XVI. Eleanor Sloan (violino), Oliver Brookes (viola) e James Tyler (aláude). 

Sonata detta la Desperata, em Sol Menor, para violino e contínuo, de Carlo Farina (1660 -1640). Reinhard Goebel.

Chacona da Partita no 2 (BWV 1004) de J. S. Bach (1685-1750). Obra de grande dificulade técnica interpretada por Jascha Heifetz, um dos maiores violinistas do séc. XX. 

Concerto para Violino, em Mi Menor, O. 64, de Felix Mendelssohn (1809-1847). Em três movimentos, Allegro molto appassionato, Andante e Allegretto non troppo – Allegro molto vivace. Anne-Sophie Mutter e a Orquestra Filarmônica de Berlin, sob a regência de Herbert von Karajan. 

*** 

Resultado de um convênio da UFRJ com a Roquette Pinto, o programa radiofônico Concertos UFRJ vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94.1 FM. Apresentado por André Cardoso, regente titular da OSUFRJ, as edições passadas podem ser acompanhadas no podcast, áudio sob demanda, da Roquette Pinto. Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

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