170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

Música de pai para filho

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Matéria publicada na edilçao de 04/11/2013 do Jornal do Sintufrj, órgão do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ, sobre concerto da OSUFRJ.

 

jornaldosintufrj2013-11-04

Música de pai para filho

 

No dia 11 de novembro, às 19h, no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música da UFRJ, a Orquestra Sinfônica da UFRJ apresentará um concerto especial. Sob a batuta de André Cardoso, interpretará a "Abertura Egmont", de Beethoven, "O Moldávia", de Bedrich Smetana, e o "Concerto duplo para violino e violoncelo", de Brahms. Os solistas serão Adonhiran Reis (violino) e Alceu Reis (violoncelo), filho e pai, técnicos-administrativos da UFRJ, sendo o segundo ex-integrante da Orquestra, já aposentado.

 

Alceu Reis tem uma carreira que por si já conta sobre a importância do que o público vai ouvir: spalla (primeiro-violino) da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal (OSTM) do Rio de Janeiro por 28 anos, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), membro fundador de dois quartetos de cordas que fizeram história – Bessler-Reis e Amazônia –, ganhador dos prêmios Grammy (em 2002), Sharp (1989, 1990, 1991, 1992) e de muitos outros.

 

Adonhiran é um dos spallas da Sinfônica da Universidade desde que entrou, em 2010. Estudou com Marie Springuel e Paulo Bosísio no Brasil. Em seguida, passou quatro anos em Paris, com Maryvonne le Dizès e Jan Orawiec. "Mas sempre tive aulas também com o meu pai que, sem dúvida, foi quem mais me ensinou sobre música", assinala.

 

Na família quase todos são profissionais da área ou estudaram algum instrumento. "Minha mãe, Marie Bernard, é violoncelista do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Meu irmão, Estevan, é um excelente violista da Orquestra Petrobras Sinfônica e membro do Quarteto Radamés Gnattali. Meu pai ainda tem três irmãos que integram orquestras, a Carmelita, o Astrogildo e o Altamiro, todos da Nacional-UFF. Avôs, tios, primos, temos muitos músicos na família, a lista é longa...", enfatiza Adonhiran.

 

Encontro e emoção

 

Pai e filho já tocaram, gravaram juntos, muitas vezes. "Para mim é sempre um prazer muito grande, ainda mais sendo Adonhiran, assim como meu filho Estevan, o excelente músico que se tornou", diz Alceu, com orgulho. "Estamos acostumados. Éramos ambos da OSB até 2011, dividíamos quarto em turnês. É uma relação diferente entre Alceu/pai e Alceu/colega", ressalta Adonhiran.

 

Na Escola de Música da UFRJ será a primeira vez que tocarão juntos. A apresentação para ambos é significativa. "Uma visita cordial aos amigos que deixei no tempo em que trabalhei na Universidade", diz Alceu. "Jogo em casa tem a nossa torcida. Sem contar que será com o André Cardoso na regência. Foi ele quem regeu meu primeiro concerto como solista com a Orquestra Juvenil, eu devia ter uns 11 ou 12 anos; foi meu orientador no mestrado; hoje é colega e chefe, será emoção redobrada", adianta Adonhiran.

 

Foto:
Créditos: Ana Liao
Legenda: ADONHIRAN Reis e Alceu Reis

 

Correspondência

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