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Início Escola de Música na Imprensa Bienal de Música Brasileira Contemporânea encerra grande edição
Bienal de Música Brasileira Contemporânea encerra grande edição PDF Imprimir E-mail
Veículo: Revista Conceto   
Qui, 10 de Outubro de 2013

Matéria escrita Nelson Rubens Kunze e por publicada no site da Revista Concerto (10/10/2013) sobre a XX Bienal de Música Contemporânea que, este ano, aconteceu na Escola de Música.

 

Bienal de Música Brasileira Contemporânea encerra grande edição
Por Nelson Rubens Kunze

Dois concertos orquestrais encerraram no último fim de semana a 20ª edição da Bienal de Música Brasileira Contemporânea, realizada pela Funarte, no Rio de Janeiro. A Bienal é, hoje, o principal evento brasileiro dedicado à música criada em nossos dias. Nesta edição, simplesmente todas as 77 obras apresentadas foram estreias mundiais (ou seja, ouvidas ali pela primeira vez), e todas foram compostas especialmente para o evento. Desde a sua edição anterior, a Bienal promove concursos e faz encomendas. A ideia por trás das encomendas é a de garantir a participação de compositores já consagrados, escolhidos a partir de votos de uma comissão especialmente formada para esse fim; já a ideia do concurso é a de possibilitar a participação de qualquer artista, com o intuito de descobrir novos valores. Esta Bienal teve 33 obras vencedoras em concurso e outras 40 encomendadas.

 

A Bienal de Música Brasileira Contemporânea também não se prende a tendências estéticas – outro importante diferencial. O único requisito é que a obra seja de música erudita (ou clássica, ou de concerto, ou...) e escrita nos dias de hoje. E, outro aspecto fundamental e de importância capital, todos os compositores são remunerados para realizarem seu trabalho. No total, a Funarte investiu cerca de R$ 1,2 milhão apenas no financiamento de criação das obras.

 

Foto: Revista Concerto
leopoldorevistaconcerto
Público se prepara para apresentação no Salão Leopoldo Miguez.

 

Um valor ligeiramente superior a esse (R$ 1,3 milhão) foi investido na realização da Bienal propriamente dita. Do dia 27 de setembro a 6 de outubro, um rico e multifacetado painel da música de concerto de nossos dias foi apresentado no belo Salão Leopoldo Miguez, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (o concerto de encerramento, do dia 6, foi realizado no Theatro Municipal), por conjuntos como a Orquestra Sinfônica da UFRJ, OSB Ópera & Repertório, Petrobras Sinfônica, GNU e Madrigal Contemporâneo.

 

Acompanhei os dois últimos concertos desta edição: no dia 5 de outubro, com a OSB Ópera & Repertório sob direção de Luis Gustavo Petri, ouvi obras de Fernando Cerqueira (Bahia, nascido em 1941), Wellington Gomes (Bahia, 1960), Marisa Rezende (Rio de Janeiro, 1944), Pauxy Gentil-Nunes (Rio de Janeiro, 1944) e Ricardo Tacuchian (Rio de Janeiro, 1939); e com o Grupo Cron sob direção de Marcos Nogueira, a obra Nonetto de Marlos Nobre (Recife, 1939). Já no dia 6, apresentou-se a Orquestra Petrobras Sinfônica sob direção de Roberto Duarte, com obras de Roberto Victorio (Cuiabá, 1969), Germán Gras (Santa Fé/Argentina, 1975), Pedro Augusto Dias (Bahia, 1966), Mario Ficarelli (São Paulo, 1937), Guilherme Bauer (Rio de Janeiro, 1943) e Ronaldo Miranda (Rio de Janeiro, 1948).

 

Surpreendente, em primeiro lugar, foi a afluência do público, desafiando o lugar-comum de que música contemporânea seja terreno hostil e de poucos amigos. E o público saiu recompensado com uma bela, instigante e rica amostra da criação atual. Todas as obras, pela competência da escrita e riqueza de ideias, mereceriam soar em outros teatros do Brasil e assim estimular novas plateias.

 

Foi muito convincente a interpretação das obras, com um admirável engajamento dos intérpretes. A execução de música nova exige um empenho especial, pois muitas vezes obriga o intérprete a aprender novas técnicas e recursos instrumentais (ainda que, nestes concertos, as obras eram em sua maioria grafadas na escrita tradicional). Destaque para os solistas Fabio Presgrave (o violoncelista tocou de cor e com grande concentração a obra Trama, de Marisa Rezende), Marina Spoladore (solista ao piano da obra de Gentil-Nunes), Paulo Sérgio Santos (clarinetista da obra de Pedro Augusto Dias) e Antonio del Claro (que solou ao violoncelo a estreia de Jogos, de Ronaldo Miranda).

 

A Bienal de Música Brasileira Contemporânea, que tem concepção e realização de Flavio Silva e Maria José de Queiroz Ferreira, é uma inestimável contribuição para o desenvolvimento da nossa música. Seria altamente desejável que orquestras e grupos musicais de todo o país divulgassem este valioso acervo sonoro produzido pela Funarte.

 

[Nelson Rubens Kunze viajou ao Rio de Janeiro e assistiu aos concertos da XX Bienal de Música Brasileira Contemporânea a convite da organização do evento]

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Última atualização em Dom, 13 de Outubro de 2013 15:34
 
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