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Concertos UFRJ: música para alaúde

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A edição desta semana de Concertos UFRJ aborda o alaúde, instrumento de cordas dedilhadas que descende de um antepassado conhecido como ud, introduzido no Ocidente, quando da ocupação da Península Ibérica pelos mouros (711-1492). O nome, como tantas outras palavras de origem árabe, incorporou o artigo, presente na expressão al’ud, quando passou às línguas europeias.

 

Muito popular na Idade Média, Renascença e no Barroco, serviu tanto como instrumento solista, como no acompanhamento de cações. Permaneceu em destaque até o início da era clássica (Haydn escreveu para ele), mas logo caiu em desuso, perdendo para o piano a primazia como instrumento doméstico.

podcast

Ouça aqui o programa: 

Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!

Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.

 

Se o ocaso do instrumento data do início do séc. XIX na Europa ocidental, diversos tipos de alaúdes sobreviveram em tradições musicais do sudeste europeu, norte da África e Oriente Médio. No início do séc. XX o interesse crescente pela música histórica trouxe-o de volta às salas de concerto. Um revivalismo que ganhou novo impulso com o movimento de música antiga dos anos 1950 e continua até nossos dias.

 

Compositores e repertório

 

John Dowland (1563–1626) foi um músico inglês do período renascentista, contemporâneo de William Shakespeare, tendo trabalhado na corte do rei Christian IV da Dinamarca e na de James I da Inglaterra. Hoje é lembrado sobretudo por sua produção vocal composta para acompanhamento de alaúde. Do compositor, o programa pinçou “Can she excuse my wrongs”, com o contratenor Andreas Scholl e o alaudista Andreas Martin.

 

Sylvius Leopold Weiss (1687-1750) nasceu em Grottkau, próximo a Breslau, e viveu no final do período barroco, tendo sido contemporâneo do grande mestre J. S. Bach. Importante alaudista do seu tempo, além de sua cidade natal, trabalhou em Roma e em Dresden. Weiss foi um dos compositores mais prolixos da música para alaúde, com um catálogo de cerca de 600 obras, a maioria delas agrupada sob forma de partitas ou suítes. Com Hopkinson Smith, o programa apresentou a Partita em Ré Menor em sete movimentos: fantasia, allemande, courante, gavotte, sarabande, minueto e giga.

 

Por fim o programa levou ao a suite BWV 1012 em Ré Maior, de Johann Sebastian Bach (1685-1750), uma transcrição para alaúde que o próprio músico fez de sua famosa suíte no 6, para violoncelo. Com sete movimentos (prelúdio, allemande, courante, sarabande, gavotte I, gavotte II e giga), a interpretação foi, novamente, do grande alaudista norte-americano Hopkinson Smith.

 

***

 

O programa radiofônico Concertos UFRJ, resultado de um convênio da UFRJ com a Roquette Pinto, vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94.1 FM. Apresentado por André Cardoso, regente titular da OSUFRJ, as edições podem ser acompanhadas on line ou por meio do podcast (áudio sob demanda) da Roquette Pinto (FM 94,1).

 

Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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