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Concertos UFRJ: Franz Schubert

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Concertos UFRJ desta semana abordam a produção de Franz Schubert, cujas composições marcam, no início do séc. XIX, a transição do estilo clássico para o romântico. Como Mozart foi um dos maiores prodígios da história da música e como ele morreu ainda jovem, no ápice da criatividade, com pouco mais de trinta anos.

podcast

Ouça aqui o programa: 

Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!

Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.
     

Franz Peter Schubert nasceu em 1797 em Himmelpfortgrund, pequeno subúrbio de Viena, durante a Monarquia de Habsburgo. Sua formação inicial foi com o pai, músico amador, e como menino cantor no coro da Capela Imperial austríaca. Por volta dos 12 anos começou a mostrar interesse pela composição, passando a ser orientado por Antonio Salieri.

 

Em 1814, com apenas 17 anos, já havia escrito inúmeras obras incluindo peças para piano, canções, quartetos de cordas e, pelo menos, uma sinfonia e uma ópera. Com um grupo de amigos, promovia em sua casa reuniões musicais concorridas que ganharam o nome de Schubertíades.

 

Lieds

 

Apesar de ter cultivado inúmeros gêneros Schubert se notabilizou como autor de canções. Nelas encontramos não apenas uma melodia vocal acompanhada por piano, mas uma verdadeira interação musical onde cantor e pianista se unem para ressaltar as qualidades dramáticas do texto. Um capítulo a parte pela qualidade, os textos de que lança mão incluem poemas de autores do quilate de Goethe, Schiller e Heine. Com Schubert o lied alemão foi elevado a uma das mais importantes formas musicais do século XIX.

 

Da sua enorme produção de canções, que chega a mais de 600 peças, as agrupadas em ciclos, ou seja, reunidas em torno da mesma temática, são particularmente relevantes. Um dos mais famosos, o de Schwanengesang, sobre poemas de Ludiwig Rellstab, Heinrich Heine e Johan Seidl, foi composto em 1828 e publicado após a morte do compositor. O programa apresentou as quatro primeiras canções, todas com textos de Rellstab. São elas “Mensagem de amor”, “Mau presságio”, “Saudades da primavera” e a famosa “Serenata”, uma das melodias mais conhecidas do autor. A interpretação veiculada foi a do barítono Boje Skovhus com Helmut Deutsch ao piano.

 

Música de câmara

 

A música para piano de Schubert é igualmente notável, especialmente as últimas sonatas que representam o ápice de sua produção pianística. Escreveu também obras para piano a quatro mãos e peças mais leves que ficaram muito conhecidas, como, por exemplo, a Marcha Militar op. 51 no 1 que Concertos UFRJ apresentou na versão de Paul Badura-Skoda e Jörg Demus ao piano.

 

No terreno ainda da música de câmara Schubert escreveu desde duos para violino e piano até um octeto para cordas, passando por trios, inúmeros quartetos e quintetos. Um das mais executadas hoje em dia é “A Truta”, quinteto escrito para piano e cordas quando tinha 22 anos. Ao invés da formação tradicional com dois violinos Schubert põe em cena um conjunto de cordas com apenas um violino e acrescenta um contrabaixo. A obra é baseada na melodia da canção “A Truta” que foi usada pelo compositor para uma série de variações no quarto movimento. A interpretação veiculada foi reuniu os membros do Quarteto Amadeus, o pianista Emil Gilels e o contrabaixista Rainer Zepperitz.

 

Sinfonias

 

No conjunto das obras sinfônicas de Schubert se destacam as suas oito sinfonias, com destaque para a famosa “Inacabada” em apenas dois movimentos. A primeira delas foi composta em 1813, quando contava 17 anos. A Sinfonia de número 5, em Si bemol maior, que o programa apresentou com a Orquestra de Câmara da Europa e a regência de Cláudio Abbado, foi terminada em 1816, porém sua primeira audição pública ocorreu somente em 1841, após a morte do compositor.

 

O que mais chama a atenção nela é o frescor juvenil e uma expressão legitimamente clássica aliada à grande riqueza melódica. É uma obra de instrumentação modesta onde o equilíbrio, a transparência e alegria dos movimentos extremos se alternam com momentos mais melancólicos no segundo e mais enérgicos no minueto do terceiro.

 

A saúde de Schubert, que sofria de sífilis desde 1822, se deteriorou no auge de suas potencialidades. Morreu a 19 de novembro de 1828, na casa do seu irmão Ferdinand, em Viena, com 31 anos de idade. A sua sepultura jaz no cemitério de Währinger, perto da de Ludwig van Beethoven, a quem venerou em vida.

* * *

Parceria da Escola de Música (EM) com a rádio Roquette Pinto, a série Concertos UFRJ conta com a produção e apresentação de André Cardoso, docente da EM, e vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94,1 FM. As edições do programa podem ser acompanhadas on line ou por meio do podcast, audio sob demanda, da rádio Roquette Pinto. Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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