170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

Concertos UFRJ: Quinteto Villa-Lobos

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Concertos UFRJ dedicam a edição da semana ao Quinteto Villa-Lobos, mais antigo conjunto de câmara brasileiro que em 2012 comemora 50 anos de atividades ininterruptas. O programa destaca obras do seu repertório do grupo, muitas compostas especialmente para a formação.

 

podcast

Ouça aqui o programa: 

Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!

Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.
    

Trajetória única

 

O Quinteto Villa-Lobos foi criado por cinco jovens estudantes da Escola de Música (EM): o flautista Celso Woltzenlogel, o oboista Paolo Nardi, o clarinetista Wilfried Berk, o fagostista Airton Barbosa e o trompista Carlos Gomes de Oliveira. Woltzenlogel e Carlos Gomes se tornariam mais tarde docentes de seus instrumentos na própria EM. O nome foi sugerido for Dona Mindinha Villa-Lobos, viúva do compositor, com quem o grupo manteve forte ligação afetiva. O concerto de estreia aconteceu no Salão Leopoldo Miguez em 18 de agosto de 1962.

 

Como parte das comemorações do seu cinquentenário, o quinteto se apresenta no dia 18 de novembro às 11 horas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a Orquestra Sinfônica da UFRJ no Festival Villa-Lobos apresentando o Concerto a 5 escrito pelo compositor João Guilherme Ripper especialmente para o grupo. No dia 22 de novembro às 19h no Salão Leopoldo Miguez mais um concerto, desta vez com a Orquestra de Sopros da UFRJ. No programa, o Concerto Grosso de Villa-Lobos e a primeira audição da Brasiliana no 3 de Hudson Nogueira.

 

Gravações

 

Nestas cinco décadas, muitos músicos integraram o conjunto. Nas gravações que foram ao ar Antônio Carrasqueira se apresenta na flauta, Luiz Carlos Justi no oboé, Paulo Sérgio Santos na clarineta, Aloysio Fagerlande no fagote e Phillip Doyle na trompa. Abre a audição, a Suíte para Quinteto de Sopros de Lorenzo Fernandez – a primeira obra brasileira composta para a formação. Escrita em 1926 inclui quatro movimentos: Pastoral (Crepúsculo do Sertão), Fuga (Saci Pererê), Canção da Madrugada e Sherzo (Alegria da Manhã).

 

Fotos: Divulgação
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Duas épocas. Acima, 1964, o quinteto em turnê pela América Latina. Abaixo, em recente concerto em Porto Alegre.

Muitos compositores brasileiros escreveram obras especialmente para a formação. A primeira delas, Instantâneos Folclóricos, foi composta Raphael Batista, professor da Escola de Música, e destinada a uma série de concertos didáticos que se tornariam marca do grupo. Utiliza temas populares facilmente reconhecíveis e os movimentos receberam os subtítulos Marcha do Soldado Biruta, Bagunça com o Gato, Tema, Valsinha e Chorinho e Gavião no Terreiro.

 

Outra faceta do Quinteto Villa-Lobos são as parcerias que desenvolveu com expoentes da nossa tradição instrumental popular. Exemplo dessa aproximação, o programa veiculou a interpretação da Suíte Norte-Sul-Leste-Oeste de Hermeto Pascoal.

 

Como resultado de uma trajetória de sucesso, o Quinteto Vila-Lobos ganhou vários prêmios importantes. Entre eles o Carlos Gomes, em São Paulo, em 2001 e 2009, como melhor grupo de câmara, o BR-Rival, também como melhor grupo em 2008. Em 2006 venceu o Prêmio Funarte, o que possibilitou uma turnê de 12 concertos pelo Ceará e Pernambuco. Em 2006 e 2010 o Quinteto foi indicado aos Prêmios TIM e Música Brasileira. Mais recentemente foi lembrado para o Grammy Latino pelo CD “Rasgando Seda”, lançado pelo Selo SESC-SP, com obras de Guinga. Deste importante compositor e violonista, foram apresentadas Picotado e Cheio de Dedos, obras incluídas no CD “Fronteiras”, que o quinteto gravou pelo selo Rio-Arte.

 

Do compositor que dá nome ao grupo o grupo já gravou toda a obra de câmara para sopros, incluindo o Quinteto em Forma de Choros composto em 1928 para uma formação inusitada que inclui o corne inglês no lugar da trompa. A intepretação do grupo adota a formação tradicional com trompa, versão que acabou se consolidando é a que costuma ser a executada nas salas de concerto.

 

O programa encerrou mostrando a obra do compositor carioca Ronaldo Miranda, outro ex-professor da Escola de Música. Suas Variações Sérias sobre um tema de Anacleto de Medeiros reelaboram a famosa melodia do choro “Iara”, editado em 1912 com o nome “Rasga Coração”.

 

* * *

Parceria da Escola de Música (EM) com a rádio Roquette Pinto, a série Concertos UFRJ conta com a produção e apresentação de André Cardoso, docente da EM, e vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94,1 FM. As edições do programa podem ser acompanhadas on line ou por meio do podcast, audio sob demanda, da rádio Roquette Pinto. Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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