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Início Escola de Música na Imprensa Arnaldo Cohen comemora 40 anos de piano no Municipal
Arnaldo Cohen comemora 40 anos de piano no Municipal PDF Imprimir E-mail
Veículo: O Globo   
Sáb, 23 de Junho de 2012

Matéria publicado em O Globo, 23/06/2012, sobre Arnaldo Cohen, ex-aluno e ex-professor da Escola de Música, e um dos mais prestigiados pianistas da atualidade.

 oglobo-2012-06-23

 

Arnaldo Cohen comemora 40 anos de piano no Municipal

Radicado nos EUA, artista que toca hoje com a OSB relembra o duro início da carreira

 

Catharina Wrede

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Numa tarde de 1967, Cibele, uma jovem aluna da Escola de Música da UFRJ, telefonou para um de seus colegas de classe, Arnaldo Cohen, então com 20 anos, para convencê-lo a participar de uma master class que o consagrado pianista cearense Jacques Klein daria na cidade. Inseguro e sem entender o motivo da insistência, Arnaldo recusou por acreditar que não teria capacidade de frequentar as aulas. As aulas de piano e de violino, que fazia na época, só eram permitidas pela família Cohen porque Arnaldo frequentava, ao mesmo tempo, o curso de Engenharia – ofício que ele estava resignado a seguir. Dedicar-se à incerta vida de músico estava fora de cogitação para seus pais. Mas Cibele bateu o pé.

 

Arnaldo só topou se o workshop lhe saísse de graça – seus pais nunca bancariam essa “perda de tempo”. Tudo certo. Ao fim do curso, Klein chamou o jovem num canto e sentenciou: “Você tem todos os ingredientes necessários para se tornar um grande pianista.” Sem saber muito bem o que aquilo queria dizer, o aluno respondeu de bate pronto: “Você quer dizer um pianista internacional?”

 

Psicanalista ou mordomo

 

Hoje um dos mais aclamados pianistas brasileiros, prestigiado por público e crítica no mundo todo e professor vitalício da Universidade de Indiana, nos EUA, Arnaldo Cohen celebra seus 40 anos de carreira tocando com a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), às 16h, no Teatro Municipal.

 

– Quando olho para trás, vejo que foi uma grande loucura. Sou um azarão. Aquele cavalo que largou por último e correu por fora analisa Cohen, aos 64 anos. Nunca me preocupei em ser melhor do que os outros, mas sim o melhor que eu poderia ser. O bom dessa profissão é que não se toca contra ninguém. Não é um jogo.

 

Logo após o aval de Klein e uma série de aulas com o professor, Cohen se mudou para Viena – cidade em que chegou para ficar por oito meses, com apenas US$ 300 no bolso.

 

– Foi a época em que pensei em desistir. Por conta da minha escolha, meus pais não me davam mais um tostão , e eu cheguei a passar fome de verdade – lembra.

 

No auge da dificuldade, Cohen listou num caderninho todas as profissões que poderia ter para fugir da música. Sobraram duas: psicanalista e, curiosamente, mordomo.

 

– Acho que eu teria dado um ótimo mordomo numa casa de algum aristocrata inglês, sabe? Eu poderia tocar piano, dar aulas de matemática para os filhos do meu patrão... teria uma vida tranquila e feliz.

 

Mas o amor pela música o impediu de fazer esse desvio de percurso. Conseguiu emprego em um piano-bar na Áustria, juntou dinheiro e, em 1972, estava na Itália recebendo o prêmio do prestigioso concurso de música Busoni International Competition.

 

Com passagens pelas principais salas de concerto do mundo, como o Scala de Milão, o Concertgebouw, de Amsterdã, o Symphony Hall, de Chicago, e o Théâtre des Champs-Elysées, de Paris, Cohen toca hoje, no Municipal, duas das obras consideradas mais difíceis para o piano: o Concerto n° 1 de Tchaikovsky e o Concerto n° 3 de Rachmaninov.

 

– Meu único objetivo era sobreviver da música, e não o sucesso. Hoje vejo que cheguei muito mais longe diz o pianista, que atualmente vive em Indiana, nos Estados Unidos, e se apresentou pela última vez no Rio no ano passado, ao lado da Orquestra Petrobras Sinfônica.

 

Foto:

Créditos: Leonardo Aversa

Legenda: ARNALDO COHEN interpreta, às 16h, os difíceis concertos n° 1 de Tchaikovsky e n° 3  de Rachmaninov.

 

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Última atualização em Seg, 25 de Junho de 2012 23:36
 
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