170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

A música colonial do Nordeste em Concertos UFRJ

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Recentemente o programa Concertos UFRJ dedicou uma edição a música produzida em Minas Gerais durante o esplendor econômico e cultural do ciclo do ouro. Está semana a atração é outra importante região criadora no período colonial, o nordeste. Em destaque, compositores que viveram e atuaram em Pernambuco e na Bahia no séc. XVIII e início do XIX.

 

podcast

Ouça aqui o programa: 

Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!

Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.

Pernambuco

 

O mestiço Luís Álvares Pinto (Recife, 1719 -1789) foi um dos primeiros compositores nacionais a se aperfeiçoar na Europa, estudando com Henrique da Silva Esteves Negrão, à época mestre de capela da catedral de Lisboa. Voltando ao Brasil, foi mestre de capela da Igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Livramento e da Concatedral de São Pedro dos Clérigos, ambas em Recife. Relatos dão conta de seu prestígio na metrópole e na colônia, e das muitas peças sacras e profanas que compôs, mas de todas sobrevivem apenas um Te Deum e uma Salve Regina, para vozes e orquestra. Foi também músico militar e teórico, deixado os Divertimentos Harmônicos para cinco vozes e as Lições de Solfejo, com pequenas peças para teclado que são as mais antigas obras do gênero no repertório brasileiro.

 

O programa apresentou o Te Deum, que foi reconstruído por Jaime Diniz a partir de partes manuscritas incompletas, na interpretação de Jean-Christophe Frisch à frente do grupo francês Musique des Lumières, e as Lições de Solfejo 22, 23 e 24, com o cravista e docente da Escola de Música Marcelo Fagerlande.

 

Bahia


Salvador foi outra capital em que floresceu um importante movimento artístico. Um manuscrito encontrado na cidade foi considerado, durante muito tempo, a mais antiga obra musical escrita no Brasil. De autor anônimo e datado de 1789, é uma cantata, o que destoa do caráter sacro da imensa maioria da produção da época. Escrita para homenagear o conselheiro José Mascarenhas Pacheco, integrante da Academia dos Renascidos e membro do Conselho Ultramarino, por ocasião de sua chegada a Salvador, o tom é despudoradamente laudatório, a partir mesmo do título: “Herói, egrégio, douto peregrino”. São duas partes, um recitativo e uma ária para soprano solo com acompanhamento de orquestra. A gravação veiculada foi a da Orquestra Barroca Armonico Tributo, sob direção do cravista Edmundo Hora e com Elizabeth Ratzersdorf como solista.

 

Outro compositor baiano de grande destaque foi Damião Barbosa Araújo, que nasceu em Salvador em 1778. Em 1808, quando da partida de D. João VI da capital baiana rumo ao Rio de Janeiro, se transferiu para a Corte, onde permaneceu por alguns anos. Ao retornar foi nomeado mestre da Sé de Salvador. Faleceu em 1856.

 

Sua obra mais conhecida é o Memento Baiano, composta para coro e orquestra com duas flautas, clarineta e cordas. A obra foi recuperada pelo musicólogo Jaime Diniz e publicada pela Universidade Federal da Bahia na década de 1970. O programa apresentou a interpretação da Orquestra Barroca Armonico Tributo, com direção de Edmundo Hora.

 

Concertos UFRJ resultam de um convênio da UFRJ com a rádio Roquette Pinto, indo ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94.1 Apresentado por André Cardoso, regente titular da OSUFRJ, as edições podem ser acompanhadas on line ou por meio do podcast (áudio sob demanda) da Roquette Pinto (FM 94,1).

 

Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Correspondência

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