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Início Escola de Música na Imprensa Ópera contemporânea com apelo popular
Ópera contemporânea com apelo popular PDF Imprimir E-mail
Veículo: O Globo   
Seg, 23 de Abril de 2012

Matéria publicada em O Globo, 23 de abril de 2012, Segundo Caderno, sobre estreia da ópera “Piedade”. Além do compositor, João Guilherme Ripper, professor do departamento de composição; participaram da montagem os também docentes Homero Velho, no papel principal de Euclides da Cunha, André Heller, na direção de cena, e Paulo Pedrassoli como solista de violão.

 

oglogo-2021-04-23

 

Ópera contemporânea com apelo popular

Misturando estilos, obra de João Guilherme Ripper mostra fluência e bons momentos.


Eduardo Fradkin

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Para os frequentadores de concertos no Rio, o nome de João Guilherme Ripper está mais ligado à administração pública do que à composição. Se alguém o encontra na rua, é mais comum que lhe pergunte quando acaba a reforma da Sala Cecília Meireles, que ele dirige desde 2004, do que indague sobre o que anda compondo. Avesso à cabotinagem, Ripper nunca programou uma de suas obras na Sala. Não seria pecado se fugisse à regra com sua terceira ópera, “Piedade”, estreada com récita única no Vivo Rio, anteontem, pela Orquestra Petrobrás Sinfônica e o maestro Isaac Karabtchevsky, que a encomendara.

 

Canção de amor: ponto alto

 

Composta durante oito meses, a ópera enfoca o triângulo amoroso do escritor Euclides da Cunha, sua mulher, Ana, e o cadete Dilermando de Assis. O quarto e último ato culmina com a morte do escritor de “Os Sertões”. O público, que não chegou a lotar o Vivo Rio, pode ter se assustado com a ideia de uma ópera contemporânea que usa, segundo o programa, três técnicas: tonalismo estendido, serialismo e a escala octatônica.  Bobagem. A ópera é totalmente acessível, e quando a música não arrebata com suas melodias, cria climas muito eficientes explorando o colorido da orquestra. Os músicos vestiram a camisa (isto é, o fraque) e tocaram com evidente comprometimento. A acústica da casa é que não ajudou muito.

 

O equilíbrio entre a orquestra e os três cantores solistas é que, às vezes, claudicava. Ainda, assim, o Vivo Rio funciona melhor para a música clássica que o tetro Oi Casa Grande, onde Petrobrás Sinfônica já fez outros concertos. O perigo de uma ópera que mistura estilos, entretanto, seria falta de coerência. Não foi o que se ouviu. Tudo fluiu sem dar a impressão emendas. Cada ato era precedido de um prelúdio de violão, tocado por Paulo Pedrassoli Jr., numa bela fronteira entre o clássico e o popular. No último, o prelúdio era seguido por uma canção de amor entoada pelo tenor Marcos Paulo, que interpretou Dilermando, acompanhado só do violonista. Foi um dos grandes momentos pela beleza melódica realçada pela boa voz do cantor.

 

Outras grande árias foram reservadas à soprano Paula Almerares, que teve sua extensão vocal posta a teste e mostrou bom controle, inclusive nas notas mais agudas. Sua dicção e seu vibrato atrapalharam um pouco a compreensão das palavras, mas podia se recorrer a dois telões laterais onde o texto era projetado. Saber que a soprano é argentina elucida a questão e lhe dá pontos, pois não cantou em portunhol. O barítono Homero Velho, como Euclides, tinha uma ária com frases longas e rápidas logo no primeiro ato e fez bom trabalho.

 

Uma cama no palco era o único elemento cênico, já que a ópera foi apresentada em forma de concerto. A orquestra dividiu o espaço com os cantores. Haverá outra récita em Campos do Jordão, em julho. Se houver reprise no Rio será uma boa chance dos cariocas conhecerem a obra musical de Ripper, e não apenas as obras de administrador, sempre cobradas. A propósito, ele diz que a Sala deve reabrir em abril de 2013.

 

Foto:

Créditos: Divulgação/Marízilda Cruppe

Legenda: Paula Almarares e Homero Velho, dois dos solistas, da récita com a Petrobrás Sinfônica, regida por Isaac Karabtchevsky.

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Última atualização em Qua, 25 de Abril de 2012 12:47
 
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