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A Criação de Haydn

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Die Schöpfung (A Criação, em português), oratório composto por Haydn entre 1796 e 1798, é o destaque desta semana de Concertos UFRJ. Ainda que o gênero tivesse tido o seu apogeu um pouco antes, no período barroco, é uma das obras mais carismáticas de toda a história da música e, para muitos, a obra-prima deste gênio do classicismo vienense.

 

A obra do Haydn (17932-1809) é imensa e abrange os mais variados gêneros desde peças para teclado até grandes óperas e, nada menos, que 104 sinfonias.  O compositor austríaco é autor também de outro grande oratório: “As Estações”.

 

podcast

Ouça aqui o programa: 

Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!

Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.

"A Criação" estreou no dia 30 de Abril de 1798 no palácio de umas das mais nobres famílias de Viena, os Schwarzenberg. Foi uma execução privada, ainda que tivesse havido um ensaio público no dia anterior. Um ano mais tarde, em 19 de março, teve lugar a primeira apresentação pública no Burgtheater, também em Viena, novamente com Haydn (1732-1809) na regência.

 

A base do libreto é o Génesis, acrescentado de materiais do Livro dos Salmos e do Paraíso Perdido, o famoso épico de Milton. Foi traduzido para a língua alemã pelo barão Gottfried van Swieten, um diplomata melómano que fez carreira a serviço do Império Austro-Húngaro e que colaborou também com outros compositores importantes como Mozart e Beethoven. Não se sabe ao certo a proveniência do original inglês, mas terá sido provavelmente escrito pensado em George Frideric Handel. Por sinal, é Handel a grande referência de Haydn para esta obra, já que em 1791 o músico austríaco havia assistido em Londres a um festival na Abadia Westminster onde ouviu oratórios daquele compositor.

 

A obra está dividida em três partes. A primeira trata dos quatro dias iniciais da criação; o surgimento da luz, da terra e do mar, dos corpos celestes e da vida vegetal. A segunda, da criação da vida animal: dos bichos, das aves, dos peixes, do homem e da mulher. Finalmente, a terceira parte, bastante mais curta, é inteiramente dedicada às figuras de Adão e Eva e revela uma escrita musical que sugere um mundo idílico e perfeito, através de um raro virtuosismo instrumental.

 

A partitura consiste num tríptico composto pelo mundo inanimado, o mundo animal e o mundo do Homem. Numa continuada sucessão de curtas partes instrumentais, árias muito semelhantes às da ópera, recitativos particularmente elaborados, intervenções conjuntas dos solistas e coros de grande efeito. Ao todo, são trinta e quatro os fragmentos que a compõem, protagonizados pelos arcanjos Gabriel, Uriel e Rafael, aos quais se juntam na terceira parte Adão e Eva.

 

A versão transmitida foi a John Eliot Gardiner, com as sopranos Sylvia McNair e Donna Brown, o tenor Michael Schade, os barítonos Gerald Finley e Rodney Gilfrey, Coro Monteverdi e os Solistas Barrocos Ingleses.

Concertos UFRJ resultam de um convênio da UFRJ com a rádio Roquette Pinto, indo ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94.1Apresentado por André Cardoso, regente titular da OSUFRJ, as edições podem ser acompanhadas on line ou por meio do podcast (áudio sob demanda) da Roquette Pinto (FM 94,1).

 

Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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