170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

Formação superior em música alavanca carreira

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Matéria publicada na edição de 08/04/2012 de O Fluminense, jornal da cidade de Niterói, RJ, sobre a formação do músico que ouve o professor André Cardoso, diretor da Escola de Música.

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Formação superior em música alavanca carreira

Na hora da contratação, escolas optam por professores gabaritados.

 

LUANA SOUZA

 

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é a escola de música mais antiga do Pís, com 164 anos de existência e por consequência, referência nacional pela qualidade no ensino e pioneira na implementação de vários cursos da área. O maior número de habilitações está concentrado na área de instrumentos, reunindo as habilitações em piano, cravo, órgão  violino, viola, contrabaixo, harpa, percussão, flauta, oboé, clarineta, trompete, trombone, tuba e outros.

 

O aluno pode optar pela formação de licenciatura, bacharel, instrumento e canto e ainda regência e composição, nos quais os tempos de cursos podem variar entre quatro e cinco anos. O bacharelado em música, por exemplo, apresenta 25 habilitações em quatro diferentes áreas: instrumento, canto, composição e regência tendo o bandolim e o cavaquinho como a mais recente das habilitações e única no país. Os estágios são obrigatórios e podem ou não ser remunerados por valores simbólicos de bolsa-auxílio.

 

O musicista pode concursar para atuar em orquestras e bandas militares, no caso de bacharel, além de concertos de música clássica e erudita, como as voltadas para o jazz, choro, MPB e piano. Se o profissional se especializar em licenciatura, pode trabalhar como professor profissão que está em alta desde a aprovação da lei que obriga as escolas a lecionarem a música entre as demais disciplinas.

 

De acordo com o diretor da universidade [Escola de Música], André Cardoso, bacharel em regência da UFRJ e mestre e doutor em musicologia da UniRio, o candidato ao curso deve ser versátil, podendo se especializar em várias carreiras dentro da música como a criação de jingles, trilhas sonoras e na escritura de orquestras, que são atividades lucrativas.

 

Ele adianta também que o processo seletivo é bastante disputado, principalmente para as habilitações de piano, violão, saxofone, canto e licenciatura, que acontece através do vestibular com uma média de 150 ingressos por semestre.

 

O processo é rigoroso e requer que o aluno já tenha algumas das habilidades. “O aluno não entra na faculdade para aprender o inicial, ele precisa ter uma bagagem musical, Do contrário, seria o mesmo que permitir a entrada de um analfabeto ao curso de letras. Ao passar da primeira etapa, o candidato precisa ser aprovado diante de uma banca examinadora nos testes de instrumento, teoria musical e percepção musical (ditado e solfejo), que comprovem o seu preparo nas habilidades específicas”, disse o diretor.

 

A universidade possui uma média de 900 alunos matriculados nos cursos de graduação, pós-graduação e nos cursos básicos intermediários, mas de acordo com o diretor, é bastante comum que os alunos transitem entre os cursos e habilitações, aproveitando a formação mais completa para a garantia de empregos em diferentes áreas.

Correspondência

Escola de Música da UFRJ
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Av. República do Chile, 330
21o andar, Torre Leste
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