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Beethoven: Cristo no Monte das Oliveiras

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A atração desta semana de Concertos UFRJ é o oratório “Cristo no Monte das Oliveiras” de Ludwig van Beethoven. Obra que dramatiza um momento repleto de significados da narrativa mítico-religiosa da paixão, morte e ressureição de Cristo, que o imaginário cristão rememora na Semana Santa. Período que se inicia com o chamado Domingo de Ramos, ccom sua entrada triunfal, acompanhado dos discípulos, em Jerusalém e termina no domingo seguinte com a Páscoa.

 

podcast

Ouça aqui o programa: 

Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!

Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.

Segundo essa tradição, na quinta-feira, após a ceia em que anuncia sua morte iminente, Jesus sobe o Monte das Oliveiras para meditar e orar. Consciente do destino que o aguarda, enfrenta uma longa noite de dúvidas, aflições e angústias que culmina no beijo de Judas Iscariotes e em sua prisão pelas tropas romanas. No amanhecer da sexta-feira, será açoitado, condenado e, a seguir, morto.

 

O oratório “Christus am Ölberge” (em português, “Cristo no Monte das Oliveiras”), op. 85, de Beethoven (1770-1827) resgata o episódio do Jardim das Oliveiras. O libreto é de autoria do poeta Franz Xaver Huber, com quem o compositor colaborou ativamente. A obra foi concluída em poucas semanas, no final de 1802, logo após ter escrito o famoso Testamento de Heilligenstadt – carta dirigida à seus irmãos Karl e Johann, na qual, sob o impacto dos primeiros sinais de surdez, afirma sua convicção na música como redentora de todos os males. A estreia aconteceu do ano seguinte, em 5 de abril, no Theater an der Wien, em Viena. Mais tarde o compositor reviu a partitura para publicação pela Breitkopf & Härtel. Os quase dez anos que se passaram entre a composição e a publicação resultaram na atribuição de um número de opus relativamente elevado a ela.

 

O oratório está marcado para soprano, tenor, baixo, coro e orquestra. O tenor representa Jesus, o soprano um serafim (anjo) e o baixo Pedro,  o apóstulo. A obra começa de forma dramática com a agonia de Jesus que canta um recitativo e ária cujo texto diz “Toda a minha alma dentro de mim estremece”. Prossegue com o canto do serafim que afirma a bondade divina e a salvação dos justos, a que se segue um coro de júbilo. Após um dueto e breve recitativo, se houve o coro masculino em tempo de marcha, que configura a chegada dos soldados e o tumulto que se segue. No diálogo com Pedro, Jesus o convence a não resistir. No número final, após uma breve introdução orquestral, um coro de anjos canta uma Aleluia, com o qual a peça termina.

 

A gravação apresentada é a de 1992 e traz o tenor James Anderson, como Jesus; o soprano Monica Pick-Hieronimi, como o serafim; e o baixo Victor van Halem, como Pedro. Os músicos e o coro são da Orquestra Nacional de Lyon, tendo Serge Baudo como regente.

Concertos UFRJ resultam de um convênio da UFRJ com a rádio Roquette Pinto, indo ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94.1Apresentado por André Cardoso, regente titular da OSUFRJ, as edições podem ser acompanhadas on line ou por meio do podcast (áudio sob demanda) da Roquette Pinto (FM 94,1).

 

Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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