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Início Concertos UFRJ Temporada 2012 “La vida breve”, de Manuel de Falla
“La vida breve”, de Manuel de Falla PDF Imprimir E-mail
Obra da juventude de Manuel de Falla, “La Vida Breve” já anuncia muitas das preocupações da maturidade do compositor.
Escrito por SeTCOM   
Seg, 30 de Janeiro de 2012 18:11

 “La vida breve”, ópera em dois atos de Manuel de Falla a partir de libreto de Fernandez-Shaw é a atração desta semana de Concertos UFRJ. Resultado de um convênio da UFRJ com a Roquette Pinto, o programa vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94.1 FM, sob o comando de André Cardoso, regente titular da OSUFRJ.

Maior compositor espanhol desde a idade de ouro do séc. XVI, Manuel de Falla (1876-1946) combinou o estilo romântico e pictórico espanhol, forjado por Albéniz e Granados, com o modernismo de Debussy e Stravinsky.

 

 

podcast

Ouça aqui o programa: 

Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!

Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.
“La vida breve” (A vida breve) foi escrita em um momento em que a cena lírica internacional estava dominada pelo verismo. Paixões fatídicas, destinos trágicos que assombram pessoas simples e desfechos ardilosos atraíam então o público. É em tal chave que de Falla contou a história da bela cigana Salud traída e abandonada pelo amado.

O sabor cigano da ópera a torna única. O compositor incorporou temas da música cigana e do flamenco, estilo de música e dança que se originou na Andaluzia no séc. XVIII. De todos os tesouros do folclore espanhol, de Falla escolherá este meio - então ainda pouco visitado por outros criadores – para embasar obras-primas como os ballets “El Amor Brujo” e “El sombreo de três picos” – este último composto para a lendária companhia de Sergéi Diágilev. Foi justamente ao escrever “La Vida breve” que (re)descobriu as riquezas e possibilidades do “cante jondo” ("canção profunda"), considerado a mais genuína vertente do flamenco, que servem de base a passagens importantes da ópera como as romanças de Salud e as danças no Ato II.

Ela foi escrita, quando contava quase trinta anos e em um momento em que já havia criado uma ópera e seis zarzuelas, das quais conseguira encenar apenas uma. De Falla venceu com este trabalho um concurso promovido pela Academia Real de Belas Artes de San Fernando em 1905, que prometia a montagem da peça. Ninguém, porém, na Espanha levantou um dedo para encená-la. Ofendido e decepcionado acabou migrando para Paris, onde permaneceu por longo tempo.

Lá, novas informações e amizades, entre as quais Debussy e Ravel, permitiram alargar seus horizontes criativos. A aclamação merecida finalmente chegou para a obra – “La vida breve” foi encenada em Nice em abril de 1913, em uma tradução francesa de Paul Millet. No mesmo ano ganhou uma nova montagem, agora no prestigioso Théâtre National de l'Opéra-Comique, Paris. Somente quando de Falla retornou triunfante a sua terra natal, em decorrência das ameaças da Primeira Guerra Mundial, é que ela foi finalmente levada aos palcos espanhóis, em Madrid.

Musicalmente, “La vida breve” é obra de juventude, que apresenta muitas influências do impressionismo e do romantismo tardio, impregnadas de forte componente nacionalista. Mas nela já está presente uma de suas grandes preocupações: a busca pela clareza através da economia de meios.

O libreto, baseado em um poema de Carlos Fernandez Shaw (1876-1946), dramaturgo, poeta e jornalista espanhol, foi escrito pelo próprio poeta, por solicitação do compositor. Nele há mais a sugestão do ambiente e do modo de sentir espanhol do que a elaboração de uma trama dramática no sentido usual do termo. Aliás, o personagem principal, Salud, carinhosamente recriada, talvez se aproxime mais do ideal espanhol da mulher do que a sensual e transgressora Carmen, que ganhou vida com Bizet.

Após a vitória de Franco na Guerra Civil (1936-1939), na qual foi assassinado o poeta e amigo Garcia Lorca, perda que o impactou profundamente, de Falla se exilou na Argentina, onde morreu sete anos mais tarde. Em 1947, seus restos mortais foram transladados para a Espanha e depositados na catedral de Cádis, cidade em que nasceu.

A versão veiculada pelo programa trouxe Victoria de los Angeles (Salud), Ana Maria Higueras (Abuela), Inès Rivadeneyra (Carmela), Carlo Cossutta (Paco) e Victor de Narké (Sarvaor) nos papéis principais com o Orfeão Donostiarra e a Orquestra Nacional da Espanha sob a batuta do maestro Rafael Frühbeck de Burgos.

 

As edições de Concertos UFRJ podem ser acompanhadas on line ou por meio do podcast (áudio sob demanda) da Roquette Pinto (FM 94,1). Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

 

Sinopse de  “La vida breve”,

 

Ópera Manuel de Falla a partir de libreto de Fernandez-Shaw.

Albaicin

Personagens

 

Salud, cigana amante de Paco, soprano lírico spinto.
La Abuela [A Avó], avó de Salud, mezzosoprano.
Tio Sarvaor [Tio Salvador], tio de Salud, barítono.
Paco, amante de Salud, tenor lírico.
Carmela, prometida de Paco, soprano.
Manuel, irmão de Carmela, baixo.
Cantor, barítono.
Primeira vendedora, contralto.
Segunda vendedora, mezzosoprano.
Vendedor, baixo.
Voz no interior da forja / Voz de longe, tenor.

Vista de Albaicin, bairro de Granada onde tem lugar a ação.

Granada, começos do século XX.

 

Ato I

Cena I

(A cena se passa no pátio de uma casa de ciganos no bairro Albaicin de Granada. No fundo, uma porta em que se pode antever o negro de uma forja iluminada pelo brilho vermelho do fogo.)

A avó canta enquanto arruma as gaiolas de pássaros nas paredes. Ao longe se ouve um pregão de vendedores de flores e um coro masculino, são os ferreiros no bairro do Albaicín, que cantam enquanto fazem seu trabalho duro: “¡Malhaya quien nace yunque, en vez de nacer martillo...!” ("Ai daqueles que nascem bigorna,  ao invés de nascer martelo...!"), melodia que ressonará como um leitmotiv ao longo de toda obra. Salud se queixa da demora de seu amado, Paco, um conquistador que está na verdade para se casar com Carmela, uma jovem rica e órfã que vive com seu irmão Manuel. A avó, que suspeita das intensões de Paco e sinceramente ama sua neta, se preocupa com ela.  Cantam um dueto em que ela tenta acalmar as inquietudes da neta. Volta a ser ouvido o coro de ferreiros e Salud canta uma romança. A avó anuncia a chegada de Paco, para alegria de Salud, e se unem em um apaixonado dueto de amor. Entre em cena o tio Sarvaor que, sem que os amantes percebam, confirma as suspeitas de que Paco está comprometido com uma jovem de família rica. O velho cigano indignado pretende vingar a desonra matando Paco, mas a avó o detém. O quadro termina com a repetição do coro de ferreiros.

Interlúdio

A noite cai pouco a pouco. Cheio de beleza e poesia, um trecho coral e sinfônico descreve musicalmente o por de sol em Granada.

Ato II

Cena 1

(Rua de Granada. Fachada da Casa de Carmela e seu irmão Manuel com grandes janelas aberta através das quais se vê o pátio onde se celebra alegre festa e de onde se ouve um “cantaor” [cantor] flamenco, sons de guitarras e o coro que canta em honra aos recém casados)


Por uma das janelas Salud constata a traição de Paco e desesperada considera a morte a única solução para os seus sofrimentos. Chegam a avó e o tio que procuram consolá-la. Na casa, segue a festa e Salud ouve Paco cantar alegremente. Ela chega perto da janela e canta uma triste romança. Os velhos, em vão, tentam levá-la, mas ela decide entrar na casa.

Interlúdio

Cena 2

(Pátio da casa onde o casamento Paco e Carmela é realizado. Os convidados usam vestidos de luxo. Vários casais dançam alegremente.)

Manuel, irmão de Carmela, manifesta sua satisfação comas núpcias. Entram Salud e Sarvaor. Paco se perturba com a presença dos dois. Carmela, por sua vez, recebe os convidados. Manuel pergunta ao velho cigano o que faz em sua casa e este responde, dissimuladamente, que vieram apenas cantar e dançar. Salud, porém, revela a todos a traição de Paco que a abandonou. Para se defender das acusações, este assegura que não a conhece e afirma que está louca. Salud, pronunciando suavemente seu nome, morre a seus pés. Por fim, chega a avó que, diante de todos que rodeia o corpo de Salud, maldiz o nome de Paco. “¡Malhaya quien nace yunque...” ("Ai daqueles que nascem bigorna...”).



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Última atualização em Seg, 14 de Maio de 2012 00:49
 
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