Coro Sinfônico da UFRJ

Coro Sinfônico da UFRJ

Institucional >> Conjunto Estáveis

Repertório dedicado às grandes obras corais sinfônicas de todos os tempos...

Coro Sinfônico da UFRJ é…

More...
Série Talentos UFRJ

Série Talentos UFRJ

Institucional >> Séries Temáticas

Divulgando a pluralidade da produção artística da Escola de Música

Foi criada em…

More...
Selo Fonográfico UFRJ/Música

Selo Fonográfico UFRJ/Música

Institucional >> Publicações

Conheça a produção fonográfica da Escola de Música

A produção fonográfica da Escola de Música remonta à época do LP quando a Orquestra Sinfônica gravou a Abertura em…

More...
UFRJazz Ensemble

UFRJazz Ensemble

Institucional >> Conjunto Estáveis

Música instrumental brasileira, jazz contemporâneo e música de concerto...

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Quisque dui orci, faucibus non, semper sed, pulvinar quis, purus. Class aptent…

More...
Brasil Ensemble - UFRJ

Brasil Ensemble - UFRJ

Institucional >> Conjunto Estáveis

Mais de uma década se apresentando em importantes salas de concertos...

Criado em outubro de 1999, o conjunto vocal Brasil…

More...
Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ)

Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ)

Institucional >> Conjunto Estáveis

Criada em 1924 é a mais antiga orquestra do Rio de Janeiro...

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Quisque dui orci, faucibus non, semper sed, pulvinar quis, purus. Class aptent…

More...
Frontpage Slideshow | Copyright © 2006-2010 JoomlaWorks, a business unit of Nuevvo Webware Ltd.
Início Escola de Música na Imprensa O desafio de colocar o ensino da música no tom certo
O desafio de colocar o ensino da música no tom certo PDF Imprimir E-mail
Veículo: Folha Dirigida   
Qui, 05 de Janeiro de 2012

Matéria publicada no Caderno de Educação do jornal Folha Dirigida, edição de 05 a 11 de janeiro de 2012, sobre o ensino de música que ouve como fonte o professor Celso Ramalho, da Escola de Música.

 

folhadirigida-2012-01-05

 

O desafio de colocar o ensino da música no tom certo

O ano de 2012 é o primeiro que será iniciado com a obrigatoriedade do ensino da música nas escolas. Entre os desafios para que a lei não fique só no papel, estão a qualificação dos profissionais que atuarão nos colégios e a criação de meios para que os conteúdos relativos à música possam interagir com os conhecimentos das disciplinas que compõem o currículo da educação básica.

ELSON DE SOUZA
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Os tradicionais lápis, borracha e cadernos agora terão que dividir espaço com instrumentos, partituras e demais objetos do mundo musical. O ano letivo de 2012 é o primeiro que a ser iniciado após a entrada em vigor da lei nº 11.769, pela qual todas as escolas brasileiras deverão ter o ensino de música em sua grade curricular. Aprovada em agosto de 2008, ela previa três anos para as instituições de ensino adaptarem-se à mudança, prazo que terminou no início do segundo semestre do ano passado. Entretanto, para que a regra, sancionada em agosto de 2008 pelo ex-presidente Lula, seja efetivamente aplicada, é preciso superar uma série de barreiras e dificuldades existentes na educação básica brasileira.

Para Celso Ramalho, coordenador do curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a aplicação da lei pode ser vista sob duas perspectivas. Um olhar mais otimista leva a crer que o ensino de música será possível graças a criatividade de professores, alunos e comunidade escolar para superar a falta de condições necessárias para o desenvolvimento do trabalho. Por outro lado, a descrença que o governo investirá na educação básica e no educador pode impedir que o ensino de música seja colocado em prática.

“Um desafio comum para a rede pública e privada é a criação de espaços, que podem ser múltiplos, destinados ao ensino de música, tanto na grade curricular convencional, que já está sobrecarregada de disciplinas e não comportaria mais uma, como a criação de núcleos de artes que abrigam o ensino das diversas manifestações artísticas”, disse Celso Ramalho, que acredita que a criação de um contra-turno pode ser a solução para a inclusão de uma disciplina voltada para a educação musical.

A lei 11.769 não obriga que o ensino de música se torne uma disciplina exclusiva na grade curricular, mas sim que ele componha a didática de outras disciplinas, seja na Educação Artística ou, até mesmo, em Língua Portuguesa ou Matemática, entre outras. Ainda segundo a lei, o conteúdo musical deve ser trabalhado em suas expressões regionais, de forma a “promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.

Nesse caso, segundo Celso Ramalho, é preciso interpretar e adaptar o ensino musical a cada componente curricular e entender que “nenhuma cultura nacional pode ser tratada como massa estática ou homogênea”. Outra questão apontada pelo especialista é que a música deve ser trabalhada de forma integrada às demais áreas lecionadas na escola, não desassociando, por exemplo, a ideia da música como conhecimento de mundo.

“Vejo que a melhor maneira de trabalhar os conteúdos fundamentais da música é articulá-los aos outros conteúdos que já são regularmente ensinados. Isso revelaria uma tradição histórica esquecida e daria o status necessário para reconhecer a música como conhecimento de mundo e fenômeno presente em todas as culturas”, afirma Celso Ramalho, que vê a ignorância sobre o ensino musical como uma das principais barreiras para que ele se torne obrigatório.

EXIGÊNCIA QUANTO À FORMAÇÃODO PROFESSOR É ITEM POLÊMICO

Outra questão polêmica a respeito da implementação do ensino de música nas escolas é a formação do professor responsável por esse conteúdo. Ao sancionar a lei, o ex-presidente Lula vetou o artigo 2º, que exige do educador “formação específica na área”. Entretanto, o texto não específica qual área seria essa. Ao justificar o veto, o ex-presidente lembrou que diversos profissionais que atuam com música, mesmo não tendo formação acadêmica, seriam impossibilitados de ministrar esse conteúdo.

Ainda que o texto original desse a entender a exigência da graduação em artes, é preciso estar atento a um aspecto. Segundo o coordenador Celso Ramalho, não existe mais a formação de professores licenciados em artes, de forma generalista. Esse currículo foi desativado, dando lugar às habilitações e posteriormente às licenciaturas específicas, como artes plásticas, música, dança, artes cênicas, entre outros. Entretanto, ainda há muitos profissionais atuando com essa formação, sem serem licenciados especificamente em música. “O que faríamos com este professor generalista que ainda está na ativa? Impediríamos este educador de trabalhar no ensino de música porque ele foi formado por um currículo que não previa especialização em música?”,questiona.

Segundo Celso Ramalho, uma solução para suprir a demanda gerada pela lei11.769 seria a parceria com organismos, instituições públicas e privadas, e demais organizações culturais. Nesse caso, a expectativa é que esse contato aumente a interação entre sociedade e escola. “Nada pode ser descartado desde que esteja dentro do Projeto Político Pedagógico da instituição e sob a devida coordenação do professor responsável por ministrar o conteúdo de música”, destaca.

O entendimento da música como um fenômeno da cultura humana, tendo seu estudo de forma obrigatória na formação do indivíduo, traria grandes benefícios para a educação básica brasileira, de acordo com Celso Ramalho. “Daremos oportunidade àqueles que apresentam potencial para seguirem profissionalmente no labor artístico-musical, e a todos os outros, para dimensionar em suas próprias relações como mundo, em quaisquer profissões”, afirma o coordenador.

Projeto atua com música em escolas há mais de 15 anos

Em São Paulo, a Secretaria Estadual de Cultura, em parceria com a Associação Amigos do Projeto Guri (AAPG), leva o ensino de música para mais de 51 mil alunos em todo o estado. O Projeto Guri, criado em 1995, possui 414 polos de ensino espalhados por 310 cidades paulistas. Através da iniciativa, as crianças têm aulas de um instrumento musical ou canto coral, podendo optar por ambos os cursos.

Em novembro, a ONG realizou uma atividade no Curso Marly Curi, em Niterói. Nela, foi apresentado o Mixer Guri, uma plataforma que, a partir de uma música base, permite que cada criança possa criar a sua própria composição. Um dos objetivos é mostrar que a ideia de fazer música mudou o mundo, assim como a maneira de fazê-la.

De acordo com Mônica Souza, gerente de comunicação da AAGP, o ensino de música permite que o aluno se desenvolva de múltiplas formas através de uma ferramenta diferente das tradicionais. “Quando a criança tem contato com a música, começa a desenvolver intelectualmente outras partes. Ela conhece mais sobre história, teoria musical, ritmo. Então há um desenvolvimento muito maior em outras esferas”, destacou.

Outro aspecto relevante possibilitado pelo ensino musical é a interdisciplinaridade. Um dos campos de trabalho desenvolvidos pelo Projeto Guri é o respeito às características locais de cada região do estado. Cada polo tem, além do conteúdo erudito e popular ministrados, a inserção de características musicais específicas, fortemente ligada aos grupos formadores da população e seus hábitos.

Para Mônica Souza, essa didática permite que o estudante dialogue, através da música, com disciplinas como História e Geografia. “Em são Paulo nós temos vários aspectos geográficos que estão muito ligados à musica. Por exemplo, em Barretos temos a predominância da pecuária e do rodeio, então o estilo musical mais forte é o Sertanejo. Já na região de Santos, temos a presença marcante da cultura indígena na música”, exemplifica.

Sobre a implantação da lei 11.769, Mônica Souza acredita que a principal medida do governo deve ser o investimento no profissional. “É preciso capacitar esse educador para que no momento em que ele esteja com a criança, saiba respeitar a idade, o desenvolvimento e colocar o que ela pode ter de conteúdo musical à altura desse conhecimento”, afirmou Mônica, que também considera como requisitos básicos a compra de instrumentos e a reserva de uma sala dedicada ao ensino de música.

Os benefícios da disciplina

Apesar de este ser o primeiro ano letivo a ser iniciado já com a validade da lei que estabelece o ensino da música, muitas escolas já apresentam esse conteúdo em sua grade. No Curso Marly Cury, em Niterói, os alunos possuem uma disciplina exclusivamente voltada para ensino musical. Nela, as crianças aprendem o canto coral, a tocar instrumento se participam de jogos e gincanas com o tema. O que o aluno Pedro Vellez, 10 anos, mais gosta na aula é a brincadeira de adivinhar as músicas. Segundo ele, esse jogo faz com que conheça muitos artistas e canções. No entanto, o aprendizado dessa disciplina va i muito além do campo cultural. “Aprender música me ajuda tirar uma boa nota na escola porque eu fico mais interessado na aula. Vir para a escola fica mais legal quando tenho essa aula porque eu brinco com meus amigos”, afirma o aluno.

A mãe de Pedro, Gisele Vellez, considera importante que o lado artístico do filho seja trabalhado desde cedo. Segundo ela, a fase adulta faz com que a criatividade das crianças diminua gradativamente. “Acho essa disciplina importante porque desperta a curiosidade, a imaginação e outras coisas que o ensino tradicional não incentiva. Ele gosta muito das aulas. No fim do ano, tem apresentação e ele fica ansioso”, afirmou.

Quem também se diz beneficiada com o ensino musical na escola é Maritza Rodrigues,14 anos. “Depois que comecei a fazer essas aulas, tive mais concentração no que as pessoas estão fazendo e também criatividade. Isso nos faz querer aprender cada vez mais”, disse. Maritza Rodrigues prefere ser instrumentista. Seus instrumentos preferidos são o piano, o teclado, a flauta e o violino, e sua inspiração vem dos músicos do passado. “Se os atuais estão aqui hoje, eles têm uma inspiração no passado. Isso é que deve ser buscado” destacou.


Legendas das fotos:


Celso Ramalho destacou os desafios para colocar em prática o ensino da música.

Alunos do Curso Marly Cury, de Niterói, participam de atividade do Projeto Mixer Guri, no qual crianças podem criar suas próprias músicas utilizando um programa de computador.

Compartilhe este artigo:

Última atualização em Seg, 09 de Janeiro de 2012 16:45
 
Banner
Produção artística Séries Temáticas Conjuntos estáveis Espaços culturais Biblioteca Museu Laboratórios Publicações e CDs EM na Imprensa Sites de Música Galeria de Imagens Registro Autoral

Powered by JoomlaGadgets

© 2010-2017 Escola de Música - UFRJ
Site desenvolvido pelo Setor de Comunicação da EM/UFRJ
TOPO