170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

Leopoldo Miguez (1890-1902)

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Diretor Leopoldo Miguez
Periodo(s) 1890-1902
Biografia

Nasceu em Niterói (RJ) em 1850. Foi para a Espanha com dois anos de idade, e aí permaneceu por cinco anos, quando mudou-se para o Porto, Portugal, onde estudou harmonia e composição com o violinista Nicolau Medina Ribas e com Giovanni Franchini. Retornou ao Brasil (1871), passando a trabalhar como guarda-livros na Casa Dantas, no Rio de Janeiro. Fundou em 1878 com o pianista Arthur Napoleão a firma Arthur Napoleão & Miguez, especializada em música e venda de instrumentos. Dez anos depois, abandonou a atividade comercial para se dedicar à música. Sob a proteção de Pedro II, viajou para a Europa (1882), recomendado a Ambroise Thomas, diretor do Conservatório de Paris. Retornou ao Brasil em 1884, fortemente influenciado pela música de Franz Liszt, Hector Berlioz e Richard Wagner. Foi um destacado regente de seu tempo tendo, entretanto, participado do episódio que, em 1886, deu início à carreira de Arturo Toscanini. Foi o ganhador do concurso público para a escolha do novo hino nacional, que acabou transformado no Hino à proclamação da República (1890). Foi membro da comissão que extinguiu o antigo Conservatório e criou o Instituto Nacional de Música, do qual foi seu primeiro diretor. Em 1895 viajou para a Europa para analisar os conservatórios europeus, quando adquiriu instrumental para a Orquestra Sinfônica do Instituto Nacional de Música, aparelhos para o gabinete de acústica, além de livros e partituras para a biblioteca. Sua ópera Pelo amor!, com libreto de Coelho Neto, foi encenada, no Cassino Fluminense (1897) e I Salduni, no Teatro Lírico (1901). Publicou Elementos da teoria musical e vários artigos na Gazeta Musical, do Rio de Janeiro, sob o título Teoria da formação das escalas cromáticas. Faleceu no Rio de Janeiro em 1902. Suas obras mais importantes são: a Sinfonia em si bemol (1882), os poemas sinfônicos Parisina (1888), Ave libertas! (1890) e Prometheus (1891), a Marcha elegíaca a Camões (1880), a Suite à l’antique (1893) e a Sonata para violino e piano.

Correspondência

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