170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

Francisco Manoel da Silva (1848-1865)

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Diretor Francisco Manoel da Silva
Periodo(s) 1848-1865
Biografia

Nasceu no Rio de Janeiro em 21 de fevereiro de 1795. Foi aluno do curso gratuito mantido pelo Padre José Maurício Nunes Garcia, com o qual atuou como menino-cantor no coro da Capela Real a partir de 1809. Com a chegada ao Rio de Janeiro do músico Sigismund Neukomm em 1817 torna-se seu aluno. Em 1823 assumiu o posto de timbaleiro (timpanista) e dois anos depois o de violoncelista na orquestra da Capela Imperial. É autor do Hino ao 7 de Abril, composto em 1831 em comemoração à abdicação de D. Pedro I, que se transformou no Hino Nacional Brasileiro. Foi uma importante liderança junto aos músicos profissionais do Rio de Janeiro na primeira metade do século XIX. Em 1833 fundou a Sociedade Musical de Beneficência, da qual foi eleito presidente. Em 1841 assinou o documento entregue ao Imperador solicitando autorização para a criação de um Conservatório de Música na capital do Império. No mesmo ano foi nomeado compositor da Imperial Câmara. Em 1842 assumiu o posto de mestre da Capela Imperial e reorganizou a orquestra. Em 1848, com a definitiva instalação do Conservatório, assumiu sua direção, cargo que exerceu até 1865. Foi ainda membro do conselho artístico da Academia de Música e Ópera Nacional e regente da orquestra da Sociedade Filarmônica. Recebeu a condecoração da Ordem da Rosa, no grau de oficial. Deixou grande quantidade de obras sacras, além de hinos patrióticos, música de salão e algumas modinhas. Escreveu obras teóricas como os compêndios de música para os alunos do Imperial Colégio Pedro II (1838) e do Conservatório de Música (1848) e um Método de Solfejo (1848). Faleceu em 18 de dezembro de 1865.

Correspondência

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