171 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

Morre o compositor Murillo Santos

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Faleceu ontem (02), no Rio de Janeiro, o compositor Murillo Santos. Professor aposentado de composição da Escola de Música da UFRJ (EM), foi músico tecladista (piano e celesta) da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e recebeu a Medalha Villa-Lobos de 2015, entre outros prêmios.

  Reprodução
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  2011.Murillo Santos durante as homenagens da EM aos seus 80 anos.
  aspas

Eu diria que meu estilo é um tonalismo livre. Mas não gosto de me classificar. Até porque eu sou meio camaleão. Amanhã posso fazer uma coisa diferente. Hoje em dia a vastidão de caminhos é tanta que me dou ao direito de escolher vários.

(O Leopoldo, julho de 2001).

Murillo Santos

Murillo Santos nasceu no Rio de Janeiro em 1931 e teve formação musical inicial com Liddy Mignone, esposa do compositor Francisco Mignone. Posteriormente se tornou aluno de Arnaldo Estrella na Escola de Música, onde estudou também com José Siqueira, Eleazar de Carvalho e Henrique Morelenbaum - grandes músicos e professores de sua geração. No início da carreira se notabilizou como exímio acompanhador, muito requisitado por diversos artistas tanto para recitais, como para gravações. Fez parte também da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, tendo participado de óperas, balés e concertos sinfônicos.

A carreira como compositor começou mais tarde. Apenas em 1962, apresentou sua primeira obra, a Canção de Amor, para canto e piano, sobre texto de Alma Cunha de Miranda. Apesar de um início relativamente tardio, foi premiado em diversos concursos. Recebeu o 1º prêmio do Concurso Nacional de Composição da Cidade de Niterói em 1973 com as Quatro Peças Breves para violino, violoncelo e piano e no ano seguinte ficou em 2º lugar no Concurso do Instituto Goethe de Colonia, com a obra intitulada In Memoriam para orquestra de câmara, que foi posteriormente apresentada em Paris, na Tribuna Internacional de Compositores da UNESCO. Outro prêmio foi no Concurso Nacional Rio Arte de 1996, patrocinado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, no qual conquistou o 2º lugar com a Brasiliana para clarineta e orquestra de cordas.

Além dos concursos de composição nos quais foi premiado, recebeu também encomendas como, por exemplo, as suas Duas Peças Populares para violino, violoncelo e piano que escreveu para o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e à qual deu o subtítulo de Nazarethiana. Muitas de suas peças foram compostas também a partir de pedidos de intérpretes ou grupos musicais.

Como pianista de formação, dedicou boa parte de sua produção ao instrumento: peças adotam linguagens variadas e vão do atonalismo à estética nacionalista.

Em 2011, Murillo Santos se aposentou como professor de composição da EM.

Correspondência

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