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ABM lança catálogo de obras de Mário Tavares

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A Academia Brasileira de Música (ABM) acaba de lançar a nova biografia e catálogo de obras do maestro Mário Tavares (1928-2003). Intitulada Mário Tavares: a música como arte e ofício, a autoria é de André Cardoso, acadêmico e docente da Escola de Música (EM).

  Reprodução
 
  Mário Tavares em 1961, foto oficial como regente da orquestra do Theatro Municipal.

Maestro e compositor

Formado pela antiga Escola Nacional de Música, onde foi aluno de Francisco Mignone, Tavares foi um dos mais ativos e importantes maestros brasileiros do século XX, tendo desenvolvido sua carreira na Rádio MEC e no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o principal teatro lírico brasileiro, apesar de ser essencialmente um regente de repertório sinfônico.

Autorizado intérprete da obra de Villa-Lobos, desenvolveu carreira internacional bem-sucedida – apresentou-se na Alemanha, Estados Unidos, Portugal, Porto Rico, Chile, Colômbia, Peru, Romênia e Bulgária. Trabalhou também com produção musical para a televisão, tendo atuado nas redes Globo e Manchete.

Como compositor foi vencedor de vários concursos, com obras como o Concertino para flauta e fagote (1959); Ganguzama (1959); e Rio, epopeia do morro (1965), para coro e orquestra.

Além das atividades musicais, Tavares participou de organismos de classe e comissões representativas, tendo papel ativo na criação da Ordem dos Músicos do Brasil.

Tavares foi professor do Conservatório de Música de Niterói, da Escola de Música Villa-Lobos e dos Seminários de Música da Pro-Arte. Na EM foi professor visitante da graduação e pós-graduação. Em 2002 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFRJ. Foi eleito para a ABM em 1988, onde ocupou a cadeira número 30, cujo patrono é o compositor Alberto Nepomuceno.

Catálogo

O catálogo foi organizado a partir da consulta direta aos manuscritos do compositor, sob a guarda de sua viúva. As obras, que foram digitalizadas em projeto da ABM, estão hoje preservadas em meio digital. A organização tomou por base a lista de obras elaborada pelo próprio compositor. Tavares atribuiu números de opus para suas obras, procurando seguir uma ordem cronológica de composição. No decorrer do trabalho, no entanto, afirma Cardoso, foram constatadas algumas inconsistências na organização da listagem e na atribuição dos números de opus.

João Guilherme Ripper, presidente da ABM e, também, professor da EM, destaca que “se, por um lado, a biografia mostra um compositor muitas vezes eclipsado pelo regente, o catálogo nos relembra a forte verve criativa de Mário, autor de uma centena de obras em quase todos os gêneros e de inúmeros arranjos e orquestrações”.

A publicação está disponível para download gratuito diretamente aqui ou a partir da consulta na página da ABM.

Correspondência

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