172 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

Projeto “Presente aqui de casa” divulga produção acadêmica e cultural da EM

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Atendendo diretrizes da Reitoria da UFRJ, que visam minimizar as possibilidades de contágio pelo novo coronavírus, o Sars-Cov-2, a Escola de Música (EM) está, como as demais unidades da universidade, em quarentena desde março. Apesar de suspensas as aulas e os espetáculos, a instituição não se encontra paralisada. Ao contrário, muita coisa está sendo realizada em regime de home office.

Além das atividades cotidianas, duas ações inovadoras e de caráter mais amplo também estão a todo vapor, segundo o professor Ronal Silveira, diretor da EM. A primeira é interna e de caráter pedagógico, envolve a adoção de plataformas digitais, como o Google Classroom, para a conexão de docentes e alunos. “Elas não substituem as aulas presenciais e nem buscam isso, são formas de manter, apoiar e ampliar as possibilidades das rotinas acadêmicas”, afirma.

“Presente Aqui de Casa”

A segunda é o projeto “Presente aqui de casa”. A ideia é, através de vídeos curtos, muitos dos quais criados em regime de colaboração online, mostrar um pouco do que a EM faz. “A campanha, que visa tanto a comunidade interna como o público em geral, mostra que estamos presentes e ativos, apesar de todas as dificuldades”, destaca o diretor. E acrescenta, “nestes vídeos que congregam alunos e servidores, tanto técnicos quanto docentes, divulgamos a nossa produção artística, científica e de extensão – ação cada vez mais necessária nesses dias tristes”.

Não podia ser diferente, a Escola vive e respira música e a música, assim como as artes e a literatura, são os melhores antídotos contra a solidão do isolamento social, a dor da perda de parentes e amigos e a ruína de um mundo que parece se desmanchar conforme o coronavírus avança.

Violões da UFRJ

  Nadejda Costa
 
  Integrantes da formação atual dos Violões da UFRJ

O vídeo que abre a série apresenta os Violões da UFRJ, um dos conjuntos estáveis da EM, interpretando Bebê, de Hermeto Pascoal. A gravação foi feita de forma colaborativa via Internet durante o período de quarentena.

Criado em 2003, conta com a coordenação musical do professor Bartholomeu Wiese. Inicialmente composto apenas por violonistas, com a criação das cadeiras de bandolim e cavaquinho estes instrumentos foram incorporados à formação, dando um toque maior de brasilidade ao conjunto.

Wiese sublinha a escolha da obra de Hermeto Pascoal. “Nosso repertório é basicamente de autores brasileiros, por isso as obras de Hermeto Pascoal, grande compositor instrumental, não poderiam faltar”, afirma. E informa que “o arranjo é de Guilherme Nishijima, integrante do grupo, pois sempre incentivamos os alunos a criar arranjos ou obras para os Violões da UFRJ”.

Com os problemas causados pela pandemia, o grupo começou a conversar virtualmente e elaborou um projeto de gravar dez músicas. “Foram encomendadas obras de compositores brasileiros e estrangeiros. Já temos quatro delas gravadas. Esses registros online servirão como exercício para quando entrarmos em estúdio”, disse.

Em geral os músicos tocam presencialmente, olho no olho, se conectando através de gestos e expressões. Wiese enumera as dificuldades do registro musical online. “A primeira surge da necessidade de gravarmos com um click para que se tenha um pulso, uma marcação − isso torna a música um pouco mecânica, sem o brilho da presença e da linguagem corporal; a segunda decorre do trabalho de edição e mixagem, um trabalho árduo, mas que o professor Celso Ramalho está fazendo com muito talento”, afirma. “Outros obstáculos, dentre tantos, são a fraseologia, a agógica e organização da digitação de todos os naipes”, conclui.

Correspondência

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21o andar, Torre Leste
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