170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

Oratório de Haydn encerra temporada de concertos da EM

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Com um espetáculo no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a casa de concertos mais importante do País, a Escola de Música (EM) encerra em grande estilo a temporada 2018 em que comemorou 170 anos de atividade ininterrupta. No programa do dia 9 de dezembro, domingo, o famoso oratório A Criação, obra-prima do classicismo composta por Joseph Haydn (1792-1809).

  Reprodução
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  Solistas e regente. Acima, da esq. para dir., Michele Menezes e Anibal Mancini. Abaixo, Licio Bruno e André Cardoso.

André Cardoso rege a Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ), com o Coral Brasil-Ensemble e e os solistas Michele Menezes (soprano), Anibal Mancini (tenor) e Licio Bruno (baixo-barítono). A preparação do coro é da maestria Maria José Chevitarese.

Ingressos a preços populares, o concerto está marcado para às 11h.

A criação

Escrito em três partes em 1796-8 em Viena, ainda sob o impacto do Messias e Israel no Egito, de Haendel, que assistira em Londres em 1791, Haydn usou um libreto em inglês inspirado no Gênese e nos Salmos da Bíblia, e no Paraíso Perdido de Milton. Apesar de motivado por Haendel a aventurar-se no gênero, Haydn foge da monumentalidade dotando uma perspectiva pastoral que conquistou o público.

Haydn reconta a criação do mundo: primeiro, os elementos; os animais e o homem; e o paraíso terrestre. Mantém o clima edênico de fruição permanente de um estado de graça. Os três solistas personificam os anjos Gabriel (soprano), Uriel (tenor) e Rafael (baixo); na terceira parte, Adão (baixo) e Eva (soprano) cantam as delícias do Paraíso.

Ainda que marcado pelo classicismo, o oratório apresenta elementos do período barroco, como o uso do contraponto em várias passagens, destacam musicólogos. Ao mesmo tempo, muitos encontram na obra certo prenúncio do romantismo, especialmente na abertura sinfônica, chamada "A Representação do Caos", utilizando estruturas melódicas adotadas mais tarde por Richard Wagner, bem como a dramaticidade instrumental de algumas passagens, típicas dos poemas sinfônicos de compositores como Hector Berlioz.

SERVIÇO
Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Praça Floriano, S/N - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 20031-050. Ingressos a R$10 (meia R$5).

A CRIAÇÃO
Oratório composto por Joseph Haydn

Theatro Munical do Rio de Janeiro
9 de Dezembro, 11h

 

SOLISTAS

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Michele Menezes iniciou na música aos 9 anos no Coral Infantil da UFRJ. É bacharel em Canto pela UFRJ. Atuou como solista nas óperas "A Flauta Mágica" (Gênio) de Mozart, no TMRJ, “Così Fan Tutte” (Fiordiligi) de Mozart, sob a regência de André Cardoso e direção cênica de André Heller, “Anjo Negro” (Ana Maria) de João Guilherme Ripper, com a OSB Ópera & Repertório sob regência de Abel Rocha e direção cênica de André Heller, “Gianni Schicchi” (Nella) de Pucinni, com direção cênica de Iacov Hillel, a ópera "Medeia" (criada) de Luigi Cherubini no TMRJ, “O Cavalinho Azul” (Mãe) de Tim Rescala, a ópera "La Cenerentola" (clorinda) de Rossini, "Jenufa" (Jano) de Janáček e Carmina Burana de Carl Orff ambas no TMRJ. Participou do XVII Festival de Ópera de Manaus nas ópera “Un Ballo in Maschera”(Oscar) de Verdi e a ópera “Parsifal” (2°dama e 1°escudeiro) de Wagner ambas sobre a regência de Luiz Fernando Malheiro. Solou a "9° Sinfonia de Beethoven, a “Missa Pastoril” do Padre José Maurício, “Missa em Si Menor” de Bach, o “Requiem” de Faurè, o "Psalmfest" de Rutter, a “Fantasia Coral” de Beethoven, a “Missa em Dó” de Stravinsky, “Glória” de Vivaldi, Oratório "Elias" de Mendelssohn e o "Oratorio de Natal" de Saint-Saëns. Integra o Coro do TMRJ e o Trio Reali.

Anibal Mancini, tenor lírico ligeiro, é conhecido pela agilidade de suas coloraturas, beleza de timbre, rico fraseado e interpretações precisas.  Recentemente apresentou-se no Teatro Solís de Montevideo como Almaviva na ópera O Barbeiro de Sevilha, no Festival Amazonas de Ópera como Acis, na ópera Acis and Galatea, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e no Theatro São Pedro com a ópera Don Quichotte de Massenet (Rodriguez). Outras participações incluem O Messias de Handel no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e no Palácio das Artes de Belo Horizonte, concerto de gala Rossini, As Bodas no Monastério de Prokofiev (Antonio), Falstaff (Fenton) de G. Verdi, La Donna Del Lago de Rossini (Uberto), O Barbeiro de Sevilha (Conde Almaviva) de Rossini, Gianni Schicchi (Rinuccio) de G. Puccini. Também cantou a ópera O Menino e a Liberdade" (Rapaz) de Ronaldo Miranda, deu vida a Hipólito na estreia mundial da ópera Fedra e Hipólito de Christopher Park no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, partcipou da ópera em concerto L’oro non compra amore, de Marcos Portugal e interpretou árias de Rossini no concerto Noite de Bel Canto com a OSB Ópera e Repertório no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Seu repertório abrange ainda Dido e Enés de Purcell, A Hand of Bridge de S. Barber, Matinas de Natal de Pe. José Maurício, Cantatas de J. S. Bach, Il Tabarro (Tinca), Pygmalion de Rameau etc. Aníbal foi um dos vencedores do 11º Concurso Maria Callas em 2011 e em 2013 foi nomeado Revelação Lírica pelo Blog Ópera e Ballet. Estudou canto na Unirio com Mirna Rubim e Carol McDavit.

Licio Bruno, Prêmio Carlos Gomes em 2004, um dos mais célebres artistas brasileiros, é Bacharel em Canto, Mestre em Performance e tem aperfeiçoamento em Ópera e Repertório Sinfônico pela Franz Liszt Academy of Music, Budapeste. Professor do Bacharelado em Canto da Escola de Música da UFRJ e professor de Interpretação Vocal do Bacharelado em Teatro da CAL, RJ, é coordenador do curso de pós-graduação em Canto e Expressão da FACI/Alpha Cursos, no Espírito Santo. Recebeu em 2015 a “Ordem do Mérito Cultural Carlos Gomes” (SBACE-SP) e a Medalha Cinquentenário da Forças Brasileiras Internacionais de Paz da ONU (ABFIP-ONU). Com 10 primeiros prêmios em concursos (nacionais e internacionais) e mais de 80 personagens em óperas de diferentes autores e estilos, é até hoje, o único brasileiro intérprete do Wotan/Wanderer da tetralogia wagneriana. Atua no Brasil, Europa, América Latina e Indonésia. Em 2015, Licio Bruno lançou com a pianista Cláudia Marques, o CD “Ê vida, ê voz! – Canções de Edmundo Villani-Côrtes”, celebrando 85 anos de vida do compositor. Diretor artístico do II Festival SESI de Ópera, ES, acaba de estrear junto à Filarmônica de Goiás a obra “Eight Songs for a Mad King”, de Peter Maxwell Davies, com grande sucesso. Artista convidado em 2018 pela OFMG – Orquestra Filarmônica de Minas Gerais para a celebração de seus 10 anos, participou também da abertura da temporada 2018 do Teatro Municipal de SP com a 8ª de Mahler. Em junho dirigiu e interpretou o papel título da ópera O Caixeiro da Taverna, de G. Bernstein, na Sala Cecilia Meireles. Na mesma sala, em setembro, celebrou seus 30 anos de atividades artísticas interpretando o ciclo Winterreise, de Schubert, em duo com o pianista Marcelo Verzoni. Em dezembro, além da Criação de Haydn no Theatro Municipal do Rio celebrando os 170 anos da Escola de Música da UFRJ, sob a regencia de André Cardoso, interpretará a Nona Sinfonia de Beethoven sob a regência de Isaac Karabtchevsky com a Sinfônica de Higienópolis e, ainda, a obra El Niño, de John Adams, encerrando a temporada 2018 do Teatro Municipal de São Paulo,  sob a regência de Roberto Minczuck.

REGENTE

André Cardoso é violista e regente graduado pela Escola de Música da UFRJ, com Mestrado e Doutorado em Musicologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Estudou regência com os maestros Roberto Duarte e David Machado. Recebeu, durante três anos, bolsa da Fundação Vitae para curso de aperfeiçoamento na Argentina com o maestro Guillermo Scarabino, na Universidade de Cuyo (Mendoza) e no Teatro Colón de Buenos Aires.

Em 1994 foi o vencedor do Concurso Nacional de Regência da Orquestra Sinfônica Nacional, passando a atuar à frente de conjuntos como a Orquestra Sinfônica da Paraíba, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo, Orquestra Sinfônica de Campinas, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Petrobrás Sinfônica e Orquestra Sinfônica do Instituo Superior de Artes do Teatro Colón.

No Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi maestro assistente da Orquestra Sinfônica entre 2000 e 2007 e Diretor Artístico da instituição nas temporadas de 2015 e 2016.

Como pesquisador dedica-se ao estudo da música brasileira dos séculos XVIII ao XX, tendo publicado inúmeros artigos e dois livros. O primeiro, “A música na Capela Real e Imperial do Rio de Janeiro”, foi editado pela Academia Brasileira de Música em 2005. Em 2008, lançou seu segundo livro, “A música na Corte de D. João VI” pela Editora Martins Fontes de São Paulo. É professor de regência e prática de orquestra da Escola de Música da UFRJ, da qual foi diretor por dois mandatos consecutivos, entre 2007 e 2015. É membro da Academia Brasileira de Música, que presidiu entre 2014 e 2017.

OSUFRJ

A Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) é a mais antiga orquestra do Rio de Janeiro, fundada em 1924. Diversos regentes com ela atuaram, entre eles os compositores Francisco Mignone, Oscar Lorenzo Fernandez e José Siqueira. As óperas passaram a fazer parte da temporada anual de concertos a partir de 1949. Em 1969, o maestro Raphael Baptista foi nomeado seu regente titular. Foi sucedido em 1979 pelo maestro Roberto Duarte, que esteve à frente do conjunto por mais de quinze anos. Desde 1998, está sob a direção artística dos maestros André Cardoso e Ernani Aguiar. Em 1997, realizou a gravação integral do Colombo de Carlos Gomes (1836-1896), que mereceu dois importantes prêmios: Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de “Melhor CD de 1998” e Prêmio Sharp 1998 de “Melhor CD” na categoria música erudita. Suas funções acadêmicas visam o treinamento e a formação de novos profissionais de orquestra, solistas e regentes. Uma de suas principais características é a valorização da produção musical brasileira, já tendo executado mais de uma centena de obras em estreia mundial.

Ficha Técnica

Direção artística: André Cardoso e Ernani Aguiar

Violinos: Felipe Prazeres, spalla, Adailson de Barros, Anderson Bruno, André Bukowitz, Andreia Carizzi, Angélica Alves, Anne Karolyne Lima, Caroline de Santa Rosa, Felipe Damico, Her Agapito, Iago Pereira, Inah Kurrels, Isabela Pereira Rangel, Joyce Teixeira, Kelly Davis, Lotta Alvin, Luiza Chaim, Marco Catto, Mariana Machado, Marília Aguiar, Paulo Roberto dos Santos, Ricardo Coimbra, Sarah Cesário, Sônia Katz, Talita Vieira
Violas: Cecília Mendes, Denis Rangel, Francisco Pestana, Ivan Zandonade, Jessé Pereira, Jéssica de Oliveira, Rúbia Siqueira, Thaís Mendes
Violoncelos: Gretel Paganini, João Bustamante, Márzia Miglietta, Mateus Ceccato, Paulo Santoro, Ricardo Santoro
Contrabaixos: Rodrigo Favaro, Roni Bruno Carvalho, Tarcísio Silva, Voila Marques
Flautas: Gabriel Carvalho, Pietro Marchiori, Ana Carolina Chaves (Piccolo)
Oboés: Leandro Finotti, Stefanny Ribeiro, Pierre Descaves (Corne Inglês
Clarinetas: Márcio Costa, José Guilherme Palha, Felipe Santos (Clarone)
Fagotes: Paulo Andrade, Pedro Ramalho, Mauro Ávila (Contrafagote)
Trompas: Mateus Lisboa, Tigrano Pedreira, Tiago Carneiro, Sérgio Motta
Trompetes: Ezequiel Freire, Rafael Sant’anna, Rodrigo Jansen
Trombones: Nicolas Fernandes, Carlos Henrique Silva, Erick da Silva
Tuba: Anderson Cruz
Tímpanos: Pedro Moita
Percussão: Wesley Lucas (triângulo e bombo), Willian Moraes (pratos a dois e suspenso)
Harpa: Alice Emery

Produção: Paula Buscácio, Vanessa Rocha
Monitor de Regência: Felipe Damico
Monitora Prática de Orquestra/Sinfônica: Anne Karolyne Lima
Monitores Prática de Orquestra/Sopros: Caroline Moreira, Fausto Maniçoba
Monitor Mestrado/Sopros: Jean Molinari
Direção Sopros: Marcelo Jardim

BRASIL-EMSEMBLE

Criado em setembro de 1999 por Maria José Chevitarese o coral Brasil Ensemble-UFRJ recebeu em 2000 o Diploma de Prata na categoria de coros de câmara, vozes mistas, na Choir Olympics 2000, em Linz, Áustria. O conjunto já atuou junto a Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Sinfônica da UFRJ, Orquestra Sinfônica do Espírito Santo e Orquestra Sinfônica Nacional, em salas de concerto com Cecília Meireles e Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Com a Orquestra Sinfônica da UFRJ gravou o Réquiem e o Te Deum do Padre José Mauricio Nunes Garcia como parte das comemorações dos 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil. Gravou ainda os Cds “Imagens do Brasil século XX”, “Imagens do Brasil – séculos XX e XXI” com obras dos compositores brasileiros e o Cd Alberto Nepomuceno – 150 anos, totalmente dedicado a esse compositor. O grupo tem como proposta a divulgação da música brasileira contemporânea, tendo participado da XVII, XVIII, XIX e XXI Bienal de Música Brasileira Contemporânea.

Ficha técnica

Direção Musical e Regência: Maria José Chevitarese

Piano: Claudia Feitosa

Sopranos: Aline Talon Dias de Oliveira, Aline Martins do Espírito Santo, Amanda Gonzalez, Bruna Soares Figueiredo, Célia Regina Koury, Crislaine Hildebrandt Netto, Ester Santiago, Gabriela Meira, Gabriela de Paula Brito, Isabela da Silva Oliveira, Jacqueline Cunha Bezerra Rezende, Juliana de Souza Sampaio, Luana Diehl, Meirilene do Nascimento dos Santos, Nila Carla dos Santos Fernandez, Renata Cardoso Vianna, Valéria Correia.
Mezzos: Ágatha Lopes Vieira, Amanda Feitosa, Francielle Idala Dias, Hebert Campos, Jéssica do Nascimento dos Santos, Kássia Martins Lima, Luana do Nascimento dos Santos, Sarah Garcia Salotto, Susan Silva Cruz.
Tenores: Calebe Nascimento Moreira, Carlos Eduardo Dias Barcelos, Gabriel Ribeiro, Guilherme Moreira da Silva, Guilherme Fonseca Gonçalvez, Fábio do Carmo de Sá, Paulo Leandro Ribeiro da Silva, Roberto Aragão Vasconcellos, Suelio Brendo Santos Almeida, Zangerolame Tabosa.
Baixos: Aderbal Ribeiro Soares Jr., Anderson Bruno da Silva de Azevedo, Anderson Vieira da Silva, André Gomes Novaes, Gilmar Nascimento Garantizado, Iago Cirino dos Santos, Kaique Costa Stumpf, Rafael Meliandi França, Thiago Henrique Silva Teixeira, Ullisses Areias de Paiva César.

Correspondência

Escola de Música da UFRJ
Edifício Ventura Corporate Towers
Av. República do Chile, 330
21o andar, Torre Leste
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