170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

Maroquinhas Fru-Fru, a divertida ópera de uma confeiteira de mão cheia

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Um concurso de bolos à fantasia, cujo prêmio principal é um colar de pérolas e a fama de melhor confeiteira... o que acaba despertando a cobiça e a inveja das concorrentes e de cidadãos aparentemente respeitados de uma pequena cidade do interior, gerando uma grande confusão, com trapalhadas, trapaças, roubos, amores não correspondidos. Este é o divertido enredo da ópera Maroquinhas Fru-Fru, a mais nova montagem do projeto A Escola vai à Ópera, com música de Ernst Mahle e texto de Maria Clara Machado.

  cartaz
   
 
Récitas exclusivas para escolas:
09, 10 e 11 de outubro, 14h30
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Récitas abertas ao público:
09 de outubro, 18h30
12 de outubro, 16h
Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música da UFRJ.
Rua do Passeio, 98, Centro. Tel.: 2240-1441
Duração: 90 min. Entrada franca.
   
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Com estreia na Semana do Dia das Crianças, serão realizadas cinco récitas gratuitas no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música, sendo três exclusivas para alunos de escolas públicas e particulares (09, 10 e 11 de outubro, às 14h30) e duas abertas ao público em geral (09, às 18h30; e 12, às 16h). Com elenco formado por cantores do conjunto vocal Brasil Ensemble da UFRJ, e Orquestra de Câmara composta por instrumentistas estudantes da Escola, a ópera tem direção geral de Maria José Chevitarese, direção cênica de José Henrique Moreira, e regência de Jean Molinari e Kaique Stumpf.

Maria Clara Machado escreveu Maroquinhas Fru-Fru para o teatro, com música de Carlinhos Lyra, estreando em 1961 para comemorar os dez anos de O Tablado. O grande sucesso do texto estimulou o compositor Ernst Mahle a criar uma ópera infantil, com 13 personagens solistas no palco e orquestra de cordas, sopros e percussão no fosso, e a estreia aconteceu na Escola de Música de Piracicaba, São Paulo, em 1976.

Na praça da cidade, bem vigiada pelos guardas Cosme e Damião, acontece uma grande festa à fantasia para celebrar o concurso anual de bolos de chocolate, disputado pelas damas Maroquinhas, Dona Bolandina e as irmãs Flores – Florzinha, Florentina e Florisbela. Chegam para a festa os juízes do concurso - Honestino e sua esposa Padarina, Petrônio Leite e Zé Botina; seguidos pelo sacristão Eulálio Cruzes e o farmacêutico Ubaldino Pepitas. Eulálio e Ubaldino disputam o coração de Maroquinhas, deixando o guarda Damião enciumado e triste. Segue uma sucessão de trapaças, com Petrônio oferecendo seu voto à Maroquinhas em troca de casamento; Dona Bolandina subornando Zé Botina com miniatura de seu bolo; Ubaldino, rechaçado por Maroquinhas, tentando dar um golpe do baú em Florentina. Depois da degustação, os juízes proclamam Maroquinhas a vencedora, deixando suas concorrentes inconformadas. Acabada a festa, todos aparentemente se recolhem, mas é quando começam a acontecer os malfeitos: Ubaldino, que estava fantasiado de ladrão, invade a casa de Maroquinhas para roubar o colar; logo depois, as irmãs Flores entram sorrateiramente para pegar a receita vencedora; Dona Bolandina trama a mesma coisa com a ajuda de Zé Botina; o sacristão, não correspondido, tenta raptar a doceira. É uma curta história infantil com uma leve lição de moral, em que o bem é premiado e o mal é vencido pelo riso.

Sempre na semana do Dia das Crianças, esta é a nona ópera do projeto A Escola vai à Ópera a ser realizada no Salão Leopoldo Miguez, que já recebeu mais de doze mil alunos da rede pública e particular de ensino. O projeto garante que crianças e jovens, como também os adultos, tenham a oportunidade de conhecer e se emocionar com a beleza e riqueza artística de um espetáculo operístico, abrindo para o público de todas as idades as portas de um mundo mágico de canto, música instrumental, muita movimentação cênica, cenário, figurinos e luz. No palco e no fosso da orquestra, o projeto forma cantores e músicos, regentes e diretores cênicos, cenógrafos e figurinistas; na plateia, forma um público para a ópera.

ÓPERA INFANTIL MAROQUINHAS FRU-FRU
Ficha Técnica

Direção Geral: Maria José Chevitarese
Direção Cênica: Lucas Massano, Marcellus Ferreira
Concepção Cênica: José Henrique Moreira
Direção de movimento: Marcellus Ferreira
Regência: Jean Molinari, Kaique Stumpf 

Solistas
Maroquinhas: Crislaine Hildebrand, Amanda Gonzalez
Cosme: Thiago Teixeira
Damião: Roberto Montezuma
Dona Bolandina: Renata Vianna, Bruna Figueiredo
Eulálio Cruzes: Paulo Ribeiro
Ubaldino: Iago Cirino
Dona Florzinha: Gabriela Meira, Nila Clara
Dona Florentina: Aline Martins, Sarah Salotto
Dona Florisbela: Dani Sardinha, Francielle Idala
Padarina: Kássia Lima
Honestino: André Novaes
Petrônio Leite: Calebe Faria
Zé Botina: Rafael Meliande, Paulo Maria 

Orquestra de Câmara
Violino 1: Monique Cabral, spalla; Joyce Veiga
Violino 2: Anderson Azevedo, Sarah Cesário
Viola: Carlos Eduardo Santos
Violoncelo: Liana Meirelles
Contrabaixo: David Nascimento
Flauta: Miriam Valentim
Clarinete: Matheus Martins
Oboé: João Gabriel Sant’Anna Vieira
Trompa: Mateus Lisboa de Freitas
Fagote: João Luís Maciel
Percussão: William Moraes 

Equipe de Cenografia
Cenógrafos: Beatriz Gonçalves, Márcio Rosa, Suellen Refrande
Assistentes: Alice Schultz, Amanda Veiga, Jovanna Souza
Estagiários: Bruna Cimbra, Eduardo Reis, Isis Patacho, Joana Ramos, Juliana Motta, Lara Scaramussa, Leonardo Lincoln, Rachel Baker, Tassiane Martins, Thais Fernanda, Thaynara Marques, Vanessa Mendes, Victória Ferraz
Orientação de Cenografia: Cassia Monteiro
Colaboração especial: Luiz Neves 

Equipe de Figurinos e Caracterização
Figurinistas: Caroline Rodrigues, Júlio César Lourenço, RAFFA
Assistentes: Alice Araújo, Carolline Amaral, Igor Nascimento, Jady Marques, Jéssyca Garcia, Julia Araujo, Karol Pereira
Estagiários: Amanda Lopes, Bárbara Moura, Bianca Peixoto, Leonardo Lincoln, Liliana Araújo, Luiz Fernando Araújo, Suellen Rodrigues, Tassiane Martins
Orientação de Figurinos: Desirée Bastos

Iluminação
SUAT - Sistema Universitário de Apoio Teatral
Bolsistas: Anna Padilha, Carolina Reis, Jordan Rocha, Karla Gabriela, Nádia Oliveira, Rafael Merlo, Reinaldo Machado
Eletricista: Joel Souza
Coordenação: José Henrique Moreira, Luciana Liège

Arte Gráfica: Fernanda Estevam de Carvalho
Fotografia: Nadejda Costa
Divulgação: Francisco Conte, Zemauro Albino

Produção: André Garcez, Fabricia Cristina Medeiros, Nadejda Costa

Setor Artístico: Marcelo Jardim (Diretor), Francisca Marques dos Santos, Jacimar Gomes, Jândia Backs, Paula Buscácio, Rosimaldo Martins, Suely Franco

Realização: Escolas de Música, Belas Artes e Comunicação da UFRJ

MARIA CLARA MACHADO
Maria Clara Machado (1921 - 2001) foi escritora, diretora de teatro, atriz, professora. Em 1951, fundou o grupo de teatro amador O Tablado, com amigos e intelectuais que se reuniam na casa de seu pai, o escritor Aníbal Machado. Dirigiu O Boi e o Burro a Caminho de Belém, em 1953, seu primeiro texto para o público infantil. No mesmo ano, Maria Clara ganhou o 1º prêmio do Concurso Anual de Peças Infantis da Prefeitura do Distrito Federal, então cidade do Rio de Janeiro, pela autoria de sua segunda peça, O Rapto das Cebolinhas. Dois anos depois, se consagrou como autora com a direção e montagem de Pluft, o Fantasminha, considerada uma de suas melhores peças. Escreveu 27 peças para o público infantil e cinco para adultos, entre 1953 e 2000. Dedicadas ao público infantil, além das já citadas, destacam-se A Bruxinha que Era Boa, 1958; O Cavalinho Azul, 1960; Maroquinhas Fru-Fru, 1961; A Menina e o Vento, 1963; Tribobó City, 1971; O Dragão Verde, 1984; Jonas e a Baleia, 2000, sua última obra, escrita em parceria com Cacá Mourthé, sua sobrinha. Criou o curso regular de teatro do Tablado em 1964, sob sua coordenação até 1999. Ensinou improvisação no Conservatório Nacional de Teatro (atual Escola de Teatro da Unirio), de 1959 a 1974, sendo diretora da Escola em 1967. A obra teatral de Maria Clara Machado está intimamente ligada à trajetória de O Tablado. Para o grupo amador, fundado em 1951, a autora desenvolveu uma dramaturgia própria e pioneira, que revela sua importante contribuição na série de transformações e inovações introduzidas no teatro para crianças. Para a pesquisadora Maria Helena Kühner, "toda vez que se fala em teatro infantil brasileiro, surge necessariamente, como marco, um antes e depois de Maria Clara Machado e O Tablado".

ERNST MAHLE
Nasceu em Stuttgart, Alemanha, em 1929. Chegou ao Brasil em 1951, tornando-se brasileiro naturalizado a partir de 1962. Estudou no Conservatório Dramático Musical de São Paulo e foi aluno de composição de Koellreutter, frequentando também cursos internacionais de regência na Suíça, Alemanha e Áustria. Em 1953, foi um dos fundadores da Escola de Música de Piracicaba, onde exerceu, por mais de 50 anos, as funções de diretor artístico, professor e maestro dos vários conjuntos da entidade: coro, orquestra de câmera e sinfônica. Premiado em vários concursos de composição, em 1995 recebeu o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte/APCA e. em 2006, o Prêmio Martius Staden, conferido anualmente pelo Instituto Martius Staden ao profissional que mais contribuiu para o intercâmbio cultural Brasil - Alemanha. É autor de extensa obra abordando praticamente todas as formações instrumentais e vocais tradicionais, desde peças para instrumentos solo, passando por diferentes conjuntos de câmara até grandes obras corais sinfônicas. Destacam-se as séries de Sonatinas e Concertinos para diversos instrumentos; a Suíte Nordestina (1976); a Sinfonietta (1978); e o Divertimento Hexatonal (1983). Mahle escreveu três óperas: Maroquinhas Fru-Fru (1974), adaptação da peça teatral de Maria Clara Machado; A Moreninha (1979), baseada na obra de Joaquim Manuel de Macedo; e O Garatuja (2006), inspirada na peça de José de Alencar.

MARIA JOSÉ CHEVITARESE
Professora Titular de Canto Coral da UFRJ e Diretora da Escola de Música da UFRJ, desenvolve trabalhos na área de inclusão sociocultural através do canto coral e da música coral brasileira com foco principal nos séculos XX e XXI. Recebeu por três vezes o prêmio PROEXT Cultura, do Ministério de Educação, pelo projeto A Escola vai à Ópera, que tem por objetivo introduzir crianças da rede pública na linguagem da ópera. É a idealizadora e regente do Coral Infantil da UFRJ, criado em 1989, que tem em sua bagagem musical a atuação em mais de 30 montagens de óperas, cantatas, balés e obras sinfônicas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro; e do coral Brasil Ensemble-UFRJ, criado em 1999, grupo que se dedica especialmente aos compositores brasileiros.

JOSÉ HENRIQUE MOREIRA
Mestre em Teatro pela Uni-Rio, é professor de Direção Teatral e Iluminação Cênica na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde coordena as mostras de teatro e orienta os trabalhos de direção dos graduandos do curso. Como diretor teatral, já encenou As Eruditas, Ricardo III, O Processo, A Pane, Oréstia, Doze Jurados e uma Sentença, entre outras peças. Em 2011, fez a direção cênica da montagem da ópera Dom Quixote nas Bodas de Comacho, do projeto Ópera na UFRJ; em 2013, da opereta Caso no Júri, encenada no Primeiro Tribunal do Júri do Palácio do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, na qual também foi autor da versão em português; da ópera O diletante, de João Guilherme Ripper, em 2014; e da ópera cômica O professor de música, de Donizetti, em 2015.

CORAL BRASIL ENSEMBLE
O Brasil Ensemble, formado por 35 cantores, foi criado em 1999 com o objetivo de promover a produção e difusão da música coral brasileira com a realização de espetáculos gratuitos. Já se apresentou em salas de concerto como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a Sala Cecília Meireles, e produziu óperas infantis e gravações de CDs e DVDs. Essas iniciativas contribuem para a formação artística, cultural, profissional e cidadã de estudantes de Licenciatura e Bacharelado em Música da UFRJ.

ORQUESTRA DE CÂMARA DA UFRJ
É formada por estudantes dos cursos de instrumentos de orquestra, sendo composta por 1º violino, 2º violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, oboé, clarineta, fagote, trompa e percussão, sob a regência de estudantes de Mestrado e Graduação.

CENOGRAFIA, FIGURINOS E CARACTERIZAÇÃO
Os figurinos e cenário da ópera são assinados por estudantes do Curso de Artes Cênicas da Escola de Belas Artes, orientados por docentes de Indumentária e Cenografia. Os alunos têm a oportunidade de colocar em prática os ensinamentos teóricos e técnicos aprendidos em sala de aula, desenvolvendo com criatividade e autonomia todo o processo de concepção e confecção das roupas, adereços e objetos cênicos.

Correspondência

Escola de Música da UFRJ
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21o andar, Torre Leste
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+55 21 2532-4649
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