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EM adota Google Classroom como plataforma de apoio acadêmico

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O distanciamento social imposto pelo combate à covid-19, doença provocada pela proliferação do novo coronavírus, fez com que a direção da Escola de Música (EM) passasse a incentivar o contato virtual entre os diversos segmentos da comunidade de modo a manter o engajamento acadêmico iniciado com o período letivo.

 Reprodução
 
 aspasAcredito que o Google Classroom ganhará espaço nos próximos anos como uma importante ferramenta de suporte pedagógico às aulas presenciais”.
Leandro Soares

A medida segue sugestões da reitoria e dos conselhos superiores da UFRJ. Em tempos de pandemia, as unidades da universidade estão sendo orientadas a adotar formas remotas para as atividades extracurriculares e de extensão, lançando mão das oportunidades oferecidas pelas mídias sociais.

Projeto amplo

A direção da EM optou por adotar o Google Classroom (Sala de Aula do Google), um serviço gratuito desenvolvido pela gigante de software para escolas e organizações sem fins lucrativos. Com a plataforma os professores e alunos se conectam facilmente, dentro e fora das escolas. A ideia é economizar tempo e papel, além de facilitar a criação de turmas, distribuição de tarefas, comunicação e organização.

O esforço vai além da solução emergencial de problemas causados pela crise epidemiológica, faz parte de um programa amplo de modernização acadêmica da instituição. O objetivo é incorporar pouco a pouco ao cotidiano da EM diversos recursos do aplicativo, acessível a todo docente por meio da sua conta institucional.

O professor de trompete Leandro Taveira Soares, que assessora a direção da Escola na implantação desse ambicioso projeto, está otimista. “Acredito que o Google Classroom ganhará espaço nos próximos anos como uma importante ferramenta de suporte pedagógico às aulas presenciais, tornando-se o principal instrumento para a troca de mensagens e envio de material didático em nossos cursos”, afirma.

 Reprodução
 
 Professor Julio Merlino

Soares destaca os ganhos de eficiência com a padronização dos processos de comunicação, as melhoras na organização dos conteúdos acadêmicos e o impulso às ações complementares e suplementares, especialmente quando o atendimento presencial está vedado. “Não se trata, porém, de adoção de estratégias de Ensino a Distância (EAD), mas de uma oportunidade para incorporar novos e poderosos instrumentos às nossas atividades pedagógicas”, faz questão de alertar.

Primeiras experiências

A direção da unidade sugeriu que os professores utilizassem inicialmente o Google Classroom como um repositório de textos, vídeos e áudios. Uma maneira de encorajar o desenvolvimento acadêmico de alunos durante o período de quarentena e, ao mesmo tempo, familiarizar os docentes com as possibilidades mais básicas da plataforma.

Julio Merlino, docente de saxofone, foi um dos primeiros a aderir.Merlino, que também é diretor artístico do UFRJazz, conjunto da EM com 25 anos de experiência e mais de 300 apresentações realizadas, afirma que “a Sala de aula do Google é fácil de usar, com recursos que permitem me comunicar com os alunos, transmitir material pertinente às aulas, receber trabalhos, propor e acompanhar atividades, e tudo isso na tela do meu computador ou tablet, até mesmo do celular”. “Sem dúvida é uma ferramenta extremamente útil e que facilita o trabalho docente”, acrescenta.

Saxofonista e integrante do UFRJazz, Márcio Arese é da mesma opinião. Ele parabeniza a iniciativa e destaca que ela permitiu a elaboração de “um repertório organizado de partituras e de métodos de apoio que são utilizados pelo conjunto”. E conclui, com boa dose de humor, que “agora ninguém pode usar mais a desculpa de que perdeu ou não recebeu alguma coisa”.

Correspondência

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