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Congresso Internacional de Música Sacra discute relações da Universidade com religiões

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Com o tema “A Universidade e as Religiões em Diálogo”, a Escola de Música (EM) promove de 10 a 12 de julho a segunda edição do Congresso Internacional de Música Sacra da UFRJ (CIMuS). O evento reúne palestras, mesas-redondas, comunicações e workshops voltados ao debate da música sacra e sua relação com as transformações socioculturais que impactaram o mundo contemporâneo e redefiniram a relação com a espiritualidade, o religioso e o transcendente. Um tema cada cada vez mais presente na produção acadêmica segundo a professora Valeria Matos, coordenadora geral do Congresso.

- Atualmente, destaca Matos, as variadas formas de abordagem da música sacra nos ritos das orientações religiosas presentes no Brasil evidenciam, não somente a importância dada à utilização da música como meio de comunicação do homem com o divino, mas também o pluralismo religioso de uma sociedade em constante transformação.

  Reproução
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  ledamartinscustodis
  Palestrantes. Acima, Richard Mailänder (Alemanha) e EdsonGopolane (Moçmbique). Abaixo, Leda Martins (Brasil) e Michael Custodis (Alemanha).
   
  Mais informações sobre o CIMuS, no site  do evento.

A entrada é franca para todas as atividades. O foco são docentes, estudantes, compositores, pesquisadores, maestros, músicos, clérigos, religiosos e a sociedade em geral.

As inscrições estão abertas e os interessados devem preencher o formulário eletrônico disponibilizado online.

O CIMuS é uma realização da Escola de Música e conta, além da coordenação da professora Valéria Matos - Projeto de Extensão Sacra Vox, com coordenação científica da professora Andrea Adour - Projeto de extensão Africanias; e a coordenação artística do professor Inácio de Nonno. A comissão científica conta com os professores Fernando Lacerda e Richard Mailänder; e a comissão artística o professor Carlos Alberto Fiqueiredo.

Palestras, mesa redonda e workshops

Importantes pesquisadores estrangeiros e brasileiro farão palestras no evento. Richard Mailänder, professor na Universidade de Música e Dança de Colônia e diretor musical diocesano na arquidiocese daquela cidade alemã, questiona as relações entre canto gregoriano e inculturação no dia 10. A teoria e a prática das músicas sacra e profana em Moçambique são o assunto, dia 11, de Edson Gopolane, professor da universidade Eduardo Mondlane, Moçambique; e, dia 12, Leda Martins, poeta, ensaísta e professora da UFMG, fala sobre os Reinos Negros d’Ingomá na memória dos cantares. Encerra a série Michael Custodis, da Universidade de Münster, Alemanha. Ele discute, ainda no dia 12, a resistência musical na Igreja, durante as ditaduras alemãs do século XX.

  Foto: Reprodução
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  Villani Côrtes, compositor comissionado.

Mesas-redondas reunindo especialistas e pesquisadores abordam temas relevantes para investigação acadêmica como “Pesquisa e Documentação”, Xavier Vatin (UFRB), Francisca Helena Marques (NUDOC/UFRB) e Marcus Holler (UDESC); “Mídia e Políticas Culturais”, Joêzer Mendonça (PUC-PR), Padre Omar Raposo (reitor do santuário Cristo Redentor do Corcovado) e Nei Lopes (compositor e intérprete de música popular, além de escritor e estudioso das culturas africanas); e “Memória, Identidade, Inculturação”, Padre Pedro Paulo Alves Santos (PUC-RIO), Regina Meirelles (UFRJ) e João Guilherme Ripper (UFRJ).

Os workshops atraem sempre muita atenção dos participantes, pois permitem a troca de experiências com pesquisadores, autores, músicos e especialistas importantes. O compositor Villani Côrtes apresenta, no dia 10, o processo de criação de “Porquê”, obra coral sinfônica, baseada em excertos do poema ‘A Virgem’ do Pe. José de Anchieta, e comissionada para esta edição do CIMuS. No dia 11, Dauá Silva, nativo Puri, trabalha as relações entre canto e cultura indígena dessa etnia indígena da região sudeste. Por fim, no dia 12, a professora Leda Martins e a Guarda de Congo e Moçambique da Irmandade do Jatobá apresentararão o cerimonial do Reinado de Nossa Senhora do Rosário.

Os artigos referentes às palestras e mesas-redondas serão publicados em livro do Congresso, assim como os resumos sobre os conteúdos abordados nos workshops e comunicações. A publicação será disponibilizada on-line, nos sites do Congresso e da EM.

Concertos

Durante a realização do Congresso serão realizados três concertos, sempre às 19h, no Salão Leopoldo Miguez. O concerto de abertura, dia 10, reúne o Coro de Câmera Pro-Arte, conjunto Sacra Vox e Coral da Cesgranrio interpretando peças sacras de compositores clássicos baseadas em cantos de origem de diversas religiões. Dia 11, o espetáculo focalizará cantos sacros de várias religiões ocidentais e orientais: canto gregoriano, cantos Hare Krishna, canto Sinagogal, cantos afros de várias origens e cantos indígenas, executados por diversos especialistas. O concerto de encerramento, no dia 12, contará com a participação da Orquestra Cesgranrio, Conjunto Sacra Vox e Coro da Escola de Música, regente Valéria Matos, e do Coro Sinfônico da Associação de Canto Coral, regente Jesus Figueiredo. O destaque do programa é a estreia mundial da obra encomendada a Villani-Côrtes, sob a regência de Eder Paolozzi.

Produção e Apoios

A produção executiva é da Giz em Cena Produções Culturais. Apoiam o Congresso o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), Instituto Goethe, Consulado Geral da Alemanha, Fundação Cesgranrio, Arquidiocese do Rio de Janeiro e Gastromotiva.

Correspondência

Escola de Música da UFRJ
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Av. República do Chile, 330
21o andar, Torre Leste
Centro - Rio de Janeiro, RJ
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+55 21 2532-4649
gabinete@musica.ufrj.br

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